sexta-feira, 18 de julho de 2008

Será que crentes precisam de salvação?


Fui convidado recentemente para pregar em uma igreja da região em culto evangelístico no domingo. Antes de assumir o púlpito, o pastor deu oportunidade para dois presbíteros trazerem uma palavra de perseverança para o rebanho. O que aconteceu para meu espanto, foi uma saraivada de críticas e lamentações em relação a atuação ao pastor que havia assumido a direção apenas a três meses em um momento de grande crise.
Aquela cena causou enorme constrangimento. Quando comecei a pregar, o Espírito Santo me orientou a falar sobre Josué, sucessor de Moisés, para que o novo pastor tivesse bom ânimo e não se deixasse abater pelas críticas. Ao término do culto, uma senhora me procurou e declarou que aqueles irmãos a despeito de serem oficiais da igreja, necessitavam de salvação, pois sempre estavam criando problemas para todos os pastores que dirigiram aquela congregação. E que caso eu continuasse a pregar sobre arrependimento, iria faltar púlpito para as minhas pregações. Naquele momento, declarei para aquela senhora que meu compromisso, não era com o homem, com os oficiais da igreja, mas sim com o Senhor da Igreja: Jesus.
Ao chegar em casa, comecei a meditar: “Será que crente precisa realmente de salvação”, mesmo estando à décadas freqüentando uma igreja, cantando no coral, sendo um obreiro?
Passado alguns dias, estudando a biografia de João Wesley, fundador da Igreja Metodista, descobri que quando Wesley começou a pregar em 1737, as igrejas da Inglaterra fecharam as portas para ele. Então ele passou a pregar nas ruas das cidades onde ia. Isso ocorreu inclusive em Epworth, onde o pai dele fora pastor, e onde ele pregou em pé no do túmulo de seu pai. E a razão de as portas se fecharem para ele foi o falto de Wesley haver afirmado:
“Não basta saber que nosso nome está no rol da igreja ou que fomos batizados ao nascer. Não nos basta saber que fomos doutrinados ou que entramos para uma igreja, ainda que depois de adultos”.
Ele afirmava incisivamente que todo crente precisava ter no coração o testemunho do Espírito de que era nascido de Deus.
A princípio, ele ficou magoado por não permitirem que pregasse nas igrejas. Mas depois percebeu que esse era o meio que Deus estava usando para que ele realmente falasse ao povo. A partir daí passou a usar a seguinte estratégia. Sempre que pretendia pregar em uma cidade, mandava alguém avisar os ministros das igrejas anglicanas do lugar. Esse mensageiro chegava a uma cidade e dizia:
-Wesley virá pregar aqui.
E perguntava aos líderes da igreja se ele poderia utilizar o seu púlpito para pregar o evangelho à gente do lugar. A resposta era sempre negativa. Aliás, a liderança da igreja sempre dizia a seus fiéis.
-Não vão assistir às pregações de Wesley.
E naturalmente o resultado desse tipo de publicidade era que multidões iam ouvir João Wesley.
Conheço bem o poder de uma ordem negativa. Quando era garoto e morava no norte de Minnesota, minha mãe certo dia saiu de casa, deixando-me a tomar conta de meu irmão menor. E pouco antes de sair, ela disse:
-Crianças, tenham muito cuidado, e por favor não vão enfiar o algodão no nariz.
As mães já sabem como os meninos são irrequietos. Não verdade eles são especialistas em fazer o que não devem. Estão sempre predispostos a tentar fazer tudo o que é duvidoso, principalmente se a mãe lhes diz para não o fazerem.
O que sucedera é que alguns dias antes uma senhora da vizinhança tivera de chamar o médico para remover algodão da narina de seu filhinho. Por isso, antes de sair, minha mãe recomendou com muita firmeza que não procurássemos fazer o que o garoto da vizinha fizera. Para dizer a verdade, nós nem havíamos pensado naquilo. Mas agora não víamos a hora de ela sair, pois achávamos que devia ser maravilhoso enfiar o algodão no nariz.
Então (todo mundo já sabe o que aconteceu), ela teve que chamar o médico para remover algodão de nosso nariz.
E foi assim que Deus levou multidões para ouvir as pregações de Wesley. Sabe-se que em alguns lugares havia mil pessoas nos cultos. Os próprios ministros anglicanos, inconscientemente, despertava no povo o interesse de ouvi-lo.
E o que Wesley pregava? Ninguém pode se considerar Filho de Deus enquanto o Espírito não testificar em seu coração que ele nasceu de novo!
E o que é nascer de novo? Uma sensação? Um sentimento? Não! Quando alguém indagava isso a Wesley, ele citava um texto de Jô: “Na verdade, há um espírito do homem, e o sopro do Todo-Poderoso o faz entendido” (Jo 32.8). E apresentava ainda outro verso: “Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão seu próprio espírito que nele está?” (I Co 2.11).
O espírito é o aspecto de nosso ser pelo qual sabemos que estamos e não em outro lugar; sabemos que somos casados, e não solteiros, ou solteiros, e não casados. É o aspecto pelo qual temos consciência de que somos homem, e não mulher; ou mulher, e não homem. E é também a parte à qual Deus se une quando nascemos de novo, a parte pela qual Deus nos revela, e somente a nós, que vivificou nosso coração, tornando-nos uma nova criatura. Aí então temos consciência desse fato. Isso é o testemunho do espírito.
Certa vez em uma reunião da Missão InterVarsity, falei sobre esse assunto a um grupo de ex-estudantes universitários no estado de Michigan. Quando terminei, uma senhora de nome Harriet Marsh, que pertencia à diretoria do grupo em Nova yorque, foi chamada a dar um testemunho. E disse o seguinte:
“Muitos dos que se acham presentes aqui sabem que meus pais não eram crentes. Mas talvez não saibam que meu pai era ateu e minha mãe, agnóstica, o que equivale dizer que era atéia também. Antes de entrar para a faculdade, só tinha ido à igreja duas vezes: a um casamento e um culto fúnebre. Mas na faculdade onde eu estudava havia uma jovem de rosto radiante e personalidade bastante atraente. Indaguei de uma das colegas a seu respeito, e me disseram que ela era crente.
“Mais tarde, fiquei sabendo que sua colega de quarto iria sair em janeiro, e pedi à pessoa responsável pela distribuição dos quartos no dormitório – que era conhecida de meus pais – que, depois de janeiro, me colocasse no mesmo quarto daquela jovem. E permitiram. Eu passava bem pouco tempo em companhia da moça. Mas nas poucas vezes em que conversei com ela e ouvi-a orar, comecei a experimenta uma grande fome espiritual interior. Então abri o coração para Cristo. Passei a freqüentar reuniões de oração e estudos bíblicos. Era uma vida inteiramente nova para mim.
“Um dos professores da faculdade, também ateu, era conhecido de meu pai. De vez em quando esse homem me chamava para almoçar fora. E sempre que conversávamos, dizia:
“-Você precisa largar essas idéias ridículas. Está se envolvendo com superstições religiosas.
“E todas as vezes que me viam, ele insistia no assunto.”
“-Você é uma moça tão inteligente; está esperdiçando seu tempo esse negócio.”
“Afinal, entreguei os pontos. E certo dia disse à minha colega de quarto e aos amigos do grupo de estudo bíblico.
“-Vocês são muito legais. Gosto da companhia de vocês, mas sinto que estou enganada. Não sou crente. Tive apenas uma experiência mental e emocional por causa do calor humano e da compreensão de todos. Vou largar o grupo de hoje, e quero continuar a amizade, mas por favor não me falem mais sobre a Bíblia e nem de Jesus.”
E Harriet contou que seus amigos ficaram muito tristes, é claro, mas não concordaram em não conversar com ela sobre a Bíblia nem sobre Jesus. Entretanto ela esquecera de pedir: “não orem por mim”.
Passou-se algum tempo, e um dia, quando se encontrava na biblioteca da faculdade, de repente, ela começou a fazer a oração que muitos agnósticos fazem:
“Ó Deus, se é que tu existes, salva minha alma, se é que tenho alma!”
Horas depois, quando estava de volta em seu quarto, ela se lembrou de que a colega costumava ajoelhar-se para orar.
-Vou fazer só mais isso, disse consigo mesma.
Então trancou a porta do quarto e ajoelhou-se, e repetiu a mesma oração. Mas em seguida continuou a orar silenciosamente e em dado momento proferiu as palavras: “Pai celeste,...” Imediatamente percebeu o que havia dito, e começou a rir e chorar ao mesmo tempo. Abriu a porta e saiu correndo pelo corredor em direção à sala onde seus amigos estavam realizando um estudo bíblico, e gritou-lhes:
-É verdade, é verdade! Tudo isso é verdade!
Agora Harriet sabia que nascera na família de Deus.
Vejamos novamente o texto com que iniciamos este capítulo. “E, porque vós sois filhos, enviou Deus aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai”
Percebeu o que ele diz aí? Aí ele define “fé”, “novo nascimento”, e “testemunho do Espírito”. Esse é o caminho que todos temos de seguir. Se alguém percorreu um caminho diferente, esse é o momento de corrigir o curso.
Agora quero fazer algumas observações muito sérias acerca do testemunho do Espírito.
O apóstolo João disse o seguinte: “E aquela que guarda os seus mandamento permanece em Deus, e Deus nele. E nisto conhecemos que ele permanece em nós, pelo Espírito que nos deu” (I Co 3.24).
Vou repetir algo que já disse convictamente: Deus Espírito Santo é a única pessoa que tem o direito de nos garantir que nascemos do alto.
Às vezes encontramos pessoas que dizem:
-Ah, eu tenho esperança de ir para o céu quando morrer.
Ou então:
-Eu já fiz uma oração aceitando Jesus, e não senti nada.
Nós não podemos em hipótese alguma dar a esses indivíduos a certeza de que são salvos. Já basta que não tenham certeza da salvação; isso é suficiente para que se sintam inseguros. Se ainda por cima tentarmos dar-lhes uma falsa esperança estaremos a prestar-lhe um desserviço.
Os círculos evangélicos estão cheios de gente ativamente empenhada em ocupações de natureza religiosa, achando que dessa maneira vão obter a salvação. Mas infelizmente tais pessoas não gozam de paz com Deus no coração. Não nos cabe consola-las nem tentar afagar-lhes o ego. Pelo contrário; temos de estimula-las a buscar a Cristo como Senhor e Salvador.
O Senhor Jesus de fato prometeu conforto e segurança, mas não a pecadores. Disse ele que “outro consolador” viria para seus discípulos, para aqueles que estariam como que orfanados depois que ele deixasse a terra e voltasse para o Pai.
O pecador não tem absolutamente nenhum conhecimento do que seja isso. Mas assim que alguém tem consciência de que crê no Senhor Jesus Cristo, assim que tem a certeza – transmitida ao seu espírito pelo Espírito Santo – de que já nasceu de novo, aí ele sabe, sem a menor sombra de dúvida, que se acha seguro nele. E aí também o Senhor faz tudo o que é necessário para protege-lo e mante-lo nessa nova vida.
Pela maravilhosa obra da redenção, Deus nos sela com o testemunho do seu Espírito. Ele nos transportou na morte para a vida. E a maneira como sabemos que ele está em nós é esta: “pelo Espírito que nos Deus”.
Sabia que o Evangelho de João foi escrito “para que nós tenhamos vida eterna”? E que a primeira epístola de João foi escrita “para que saibamos que temos a vida eterna”? O filho de Deus, , o crente sincero, deve conhecer bem esses importantes textos das Escrituras.
Em 1João 5.6, lemos o seguinte: “Este é aquele que veio por meio de água e sangue, Jesus Cristo; não somente com água, mas com água e com o sangue. E o Espírito é o que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade”.
Recentemente, um aluno da faculdade teológica batista do estado de Nova Iorque contou-me que um dos professores da instituição disse o seguinte aos alunos:
-Lembrem-se de que quando estiverem levando uma pessoa a Jesus Cristo, têm de deixar o Espírito Santo dizer a ela que ela já nasceu de novo.
Graças a Deus, que esses fatos que estou apresentando aqui não foram “descoberta” minha, nem são uma “novidade” que estou tentando “impingir” aos evangélicos. Não; a igreja vem crendo nisso desde o princípio. O Espírito Santo é o espírito de adoção. É o único que possui autoridade para dizer a um ser humano que ele passou da morte para a vida, que foi transportado das trevas para a luz, que já nasceu na família de Deus, que pode chamar o Deus todo-poderoso de “Aba, Pai”.
Quando eu estudava na Escola Bíblica, tínhamos d dar um relatório semanal sobre quantas almas havíamos ganhado para Cristo durante a semana. E depois de algum tempo, alguns alunos, eu inclusive, ficaram meio chateados de não poder dar um bom relatório. Então certo dia, saí para o trabalho de evangelismo com um colega que iria me ensinar-me como se fazia a coisa. Íamos para um ponto de ônibus para conversar com as pessoas que ali estavam esperando a condução. Dirigíamo-nos a uma delas e perguntávamos:
-Se você morresse hoje, iria para o céu ou para o inferno?
-Não sei, respondia ela na maioria dos casos.
-E gostaria de saber?
-Claro.
Então diríamos.
-Bem, é um presente gratuito de Deus. Basta que aceite Jesus Cristo...
-O que você quer dizer com “presente gratuito”?
Então pegávamos uma moeda e a estendíamos para aquele indivíduo, dizendo:
-Tome! Da mesma forma como você pegou essa moeda, pode receber Jesus Cristo.
-Ah, bom. Então está bem!
E em seguida diríamos:
-Agora repita comigo uma oração...
A partir daí, todas as segundas-feiras, no culto dos alunos, podíamos dar um relatório bom, mencionando quantas pessoas nós havíamos ganhado para o Senhor. É claro que na verdade devíamos relatar era quantas moedas havíamos distribuído. Mas não queríamos que descobrissem o que estávamos fazendo.
Enquanto não tivermos uma experiência com o Espírito de Deus, não gozaremos paz, nem receberemos orientação do alto, pois o espírito humano está morto para as coisas de Deus. Nós só nascemos do Espírito se o Espírito testificar com nosso espírito se nascemos de Deus. É só assim que o crente recebe a vida de Deus – embora talvez nem esteja consciente do processo, e até nem saiba que o Espírito Santo existe. (Ver também Romanos 8.16,17; 1 João 5.6).
Precisamos reconhecer que há duas maneiras de se cometer heresia. A primeira é pregar uma mensagem antibíblica. De modo geral, todo mundo está bem preparado para detectar esse tipo de erro. A segunda maneira é utilizar um método de trabalho errado. E essa é a mais perigosa e mais sutil.
Em muitos casos, pregamos uma mensagem perfeitamente ortodoxa, mas o método utilizado contém muitos erros. Mas precisamos ser corretos tanto no método quando na mensagem.
Certa vez, alguém me fez a seguinte pergunta:
-O que o Senhor modificou em relação ao método que usava antes?
Hoje em dia preocupo-me mais em demonstrar o quanto Deus é santo e em convencer ou ouvintes, com base na Bíblia, do quando são pecadores. Em seguida, aponto-lhe o que Deus, em sua graça e amor, fez por nós, e como temos de corresponder ao que ele fez. E por fim digo:
-Quando você fizer o que a Palavra de Deus ordena. Experimentará o novo nascimento. Depois que nascer de novo, terá o testemunho do Espírito. E assim que tiver conhecimento de que passou da morte para a vida, venha dizer-me, está bem?
O fato é que não podemos dizer a ninguém que ele nasceu de novo. É que a pessoa pode enganar-nos, levando-nos a crer que nasceu, quando se fato isso não se deu. Mas o Espírito de Deus é a Verdade. Ele sabe quando alguém passou da morte para a vida. E a pessoa sente isso no coração.
Mas alguém pode indagar:
-Isso não seria uma experiência emocional?
Não. É conhecimento. O aspecto de nosso ser pelo qual sabemos que esta aqui e não lá na esquina, é o mesmo pelo qual sabemos se somos ou não nascidos de Deus.
Se eu perguntasse a um homem: “Você é casado?” e ele estivesse de olhar se estava de aliança na mão esquerda, ou de procurar um documento que contivesse essa informação para verificar qual o seu estado civil, eu diria que ele tinha algum problema.
Se você não tem certeza se nasceu de Deus ou não, está com algum problema espiritual. É de extrema importância que esclareçamos essa situação imediatamente. Recomendo que você não descanse enquanto não tiver resolvido a questão, e não saiba com certeza qual é a sua condição espiritual.
Vejamos agora o texto de Romanos 15.13. Pode parecer que estou dando ao leitor um “exercício” bíblico. Mas considero de grande valor que leiamos a passagem mencionada. Ela deve estar sublinhada em sua Bíblia para indicar que você já “esteve” nesse lugar, que visitou essa “casa”. “E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo.”
Uma das gloriosas bênçãos resultantes no novo nascimento é que temos “gozo e paz no nosso crer”. Temos o testemunho do Espírito. Esse testemunho em si não é gozo nem paz; é conhecimento. E saber mesmo é ter uma certeza firme que não se abala com nada.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Sermões Diet


Li recentemente a Biografia de João Wesley e a História das Assembléias de Deus no Brasil. O que esses livros tem em comum, poderia o leitor perguntar?
Muito simples, Wesley como grande avivalista na Inglaterra e fundador do Movimento Metodista, pregava o arrependimento de pecados, assim como os fundadores do maior movimento pentecostal no Brasil, os suecos Daniel Berg e Gunnar Vingrem.
Assistindo os televangelistas ou ouvindo os pregadores modernos nos púlpitos de nossas igrejas, percebemos que eles possuem uma grande dívida com os patriarcas da Igreja Evangélica, que elevaram o sermão a um lugar de honra:
As Igrejas oficiais atrelados ao Estado, tais como Anglicano e Luterana, rebaixaram os sermões a eventos trimestrais, e os católicos os rebaixaram junto com os neopentecostais, à sermões diet que agradam ao corpo e não provocam o sentimento de pecado na alma.
No início do pentecostalismo em 1911, os pregadores podiam ser presos, após pregarem com ousadia movidos pelo Espírito Santo. A palavra de Ordem era: "Arrependei-vos".
Hoje, o que se escuta é apenas o triunfalismo. A Teologia da Prosperidade, O Culto da Vitória, do Descarrego etc.
Curiosamente, os sermões representativos no final do século 20 tem a metade do tamanho dos pioneiros dos séculos anteriores. São verdadeiras água com açúcar em doses homeopáticas. Certa vez, conversando com um pregador da mídia, ele me revelou, que para um evangelista alcançar sucesso, ele tem que falar o que o povo deseja ouvir, ou seja, apenas vitórias e bênçãos materiais.
Pregadores famosos nos tempos modernos, enfatizam a idéia do sucesso na saúde e na prosperidade financeira. Tal como nunca ocorreu entre os apóstolos e os missionários que deram suas vidas pregando o evangelho da cruz. Hoje ouvimos mais sermões sobre o diabo, do que sobre o sacrifício de Cristo no Calvário. Que possamos voltar a pregar sermões de Arrependimento, mesmo que seja no deserto, somente assim chegaremos em Canaã.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Servos ou Senhores


De tempos em tempos surgem movimentos no seio da Igreja cristã visando confundir os eleitos e afasta-los da verdadeira doutrina. O diabo inimigo de nossas almas e da Igreja de Cristo, após ter induzido os reis e imperadores a tentar destruir o evangelho, matando os cristãos na arena do Coliseu, jogando-os as feras, queimando-os vivos, crucificando-os ou com outra martírios, não conseguiu seu intento, pois mediante o derramar do sangue de um justo, o Senhor acrescentava dia-após-dia milhares ao seu exército. Não satisfeito com suas artimanhas, o inimigo resolveu destruir a Palavra viva para que não se propagasse no coração do povo aflito e carente. Para tanto, milhares de Bíblias foram queimadas em praças públicas a começar na Alemanha no período da Reforma Protestante diante da iniciativa do monge agostiniano Martinho Lutero em traduzir as Escrituras Sagradas para o idioma alemão, dando acesso a população pobre ao tesouro incomparável. Como nada pode deter o crescimento e avanço da Igreja de Cristo sobre a Terra, mais uma vez o diabo foi a derrotado, e milhões de bíblias foram impressas e distribuídas no mundo revelando o plano de salvação para a Humanidade. Contudo, o inimigo que não dorme, arquitetou um plano maligno. Já que ele não conseguiu matar todos os cristãos e faze-los renegar sua fé no Senhor Cristo; já que ele não conseguiu deter a propagação do Evangelho através da distribuição de Bíblias no mundo sedento da Palavra. O inimigo resolveu dividir e subdividir a Igreja de Cristo através do veneno das heresias e falsas religiões com movimentos temporais que surgem mediante a interpretação errônea das Escrituras por Falsos profetas. Um desses movimentos que se espalham na seara do mestre, a casa século e que tem causado um verdadeiro estrago, é o movimento dos Super Crentes ou confissão positiva conhecida popularmente como a “Teologia da Prosperidade”, cuja corrente doutrinária ensina que qualquer sofrimento do cristão indica falta de fé.
Assim a marca do cristão cheio de fé e bem sucedido é a plena saúde física, emocional e espiritual, além da prosperidade material. Pobreza e doença são resultados visíveis do fracasso do cristão que vive em pecado ou possui fé insuficiente.
A Teologia da Prosperidade prega que Jesus foi milionário, que o cristão não precisa consultar médicos e tomar remédios e invertem as posições se servo e Senhor. Segundo o movimento da fé, a soberania de Deus é limitada pela vontade humana. De fato, a pobreza espiritual hoje é galopante na casa de Deus. A fome força os crentes a procurar algo para satisfazer suas necessidades básicas. As Igrejas, mega-templos, catedrais da Prosperidade estão sendo invadidas pelo adultério praticado nos púlpitos, obreiros estão se divorciando, o heavi metal “evangélico” está conquistando a nossa geração. O sexo livre é praticado entre os jovens crentes após o culto e as drogas consumidas, tentam preencher o vazio de suas almas.
O Evangelho de arrependimento não é mais pregado. Foi massificado, enlatado, e vendido em supermercadorias da fé, filias ou franquias de verdadeiras redes onde o céu pode ser alcançado mediante uma pequena oferta.
A pregação tornou-se diet, de acordo com os novos tempos e os desejos de consumo dos evangélicos emergentes.
Não existem mais profetas apontando como Natan: “Você é o homem!”
Tudo tornou-se normal. A igreja de Cristo, lugar de arrependimento e confissão de pecados, foi transformada no decorrer dos séculos em um clube social, onde todos se conhecem e gostam de cantar o sucesso do momento, que toca nas emissoras exaustivamente.
A alguns anos passados, ao visitar uma Igreja da Região dos Lagos, no início do meu ministério, presenciei uma cena hilária: o pastor da congregação deu oportunidade a um velho presbítero para ser o mensageiro da noite. No começo, pensei que seria um culto abençoado, com testemunho de vida edificada na presença do Senhor. Para minha surpresa e decepção, o ancião colocou as mãos nos bolsos da calça e começou a desfilar no púlpito, contando histórias de pescadores, misturadas com a do profeta Jonas. Como o povo ria de soluçar, o pastor de maneira enérgica retomou a direção do culto e advertiu aquele irmão neófito, para que na próxima oportunidade falasse apenas de Jesus. Depois de cerca de 10 anos, fui convidado a pregar naquela Igreja sexagenária e o que encontrei foi uma igreja moribunda, reduzida a um punhado de membros.
Faltava alimento para aquele povo. Na verdade os sermões pregados naquele púlpito, eram divertidos, porém, nunca de arrependimento. O povo não dobrava o joelho e se derramava em lágrimas após a mensagem. Eles estavam com fome da Palavra de Deus.
Em tempos de avivamento, as pessoas não queriam visitar as igrejas pentecostais, pois temiam receber o martelo de Deus sobre os seus pecados. Suas consciências seriam queimadas pela ação do Espírito Santo. Hoje, acontece o contrário, como as Igrejas foram transformadas em casas de Shows, onde toda parafernália eletrônica quer convencer o homem do pecado, tornaram-se o lugar mais conveniente para as pessoas se esconderem dos olhos inflamados de um Deus Santo. Sabem porque? Deus não habita em uma igreja morta, onde seus pregadores mais parecem carregadores de caixão que apóstolos de vida.
Em suas contestações, alguns pastores vão afirmar que suas igrejas estão completamente lotadas.
Que seu rebanho é fervoroso. O ministério de louvar é avivado. Porém, lhes digo, que nem todas catedrais mesmo repletas são necessariamente cheias de vida.
Nós somos o que comemos. Se porventura nosso alimento é palha seca, comida requentada ou até mesmo estragada, a conseqüência inevitável será a fome, seguida de morte.
A Igreja de Cristo necessita comer da carne do filho do homem e beber de seu sangue, para que tenha vida. Ainda bem, que existem os remanescentes que não dobraram os joelhos diante de Baal e clamam pelo maná do céu.
Graças a misericórdia do Senhor, no meio de uma geração de pastores mercenários que comem a gordura de suas ovelhas, um santo sacerdócio levítico está sendo levantado para servir o rebanho com o pão dos anjos (Sl 78.25), assim como o maná, para os israelitas no deserto. Quanto ao sucesso do Programa governamental Fome Zero, não podemos afirmar se sortirar efeito. Mas com relação as promessas de Deus a sua Igreja, nisto temos certeza e nos alegramos. Pois como declarou o profeta Habacuque: “Ainda que a Figueira não floresça, nem haja fruto na vide, o produto da oliveira falte, os campos não produzam alimento, as ovelhas sejam roubadas do aprisco e nos currais não existam gado, todavia eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação. Pois o Senhor Deus é a minha fortaleza...”

terça-feira, 15 de julho de 2008

Simplicidade exagerada


Há pessoas simples demais. Não vêem o mal em nada e em ninguém. Acham que todos são sinceros e falam a verdade. Não põem maldade em coisa alguma.
São como Davi, que atendeu o pedido de Amnon e deixou Tamar ir à casa dele para preparar-lhe uma alimentação especial, já que Amnon se dizia doente. Na verdade, o que o rapaz pretendia era ficar a sós com a meia-irmã e fazer sexo com ela.
São como Tamar, que atendeu o pedido de Amnon e fez sair da sala todos os empregados, e entrou no quarto de Amnon para dar-lhe de comer na boca e, então, foi humilhada e violentada.
São, outra vez, como Davi, que deixou Amnon e os demais filhos aceitarem o convite de Absalão para comerem e beberem em seu sítio. Na verdade o que o filho mais velho do rei pretendia era assassinar a Amnom, que não hesitou em participar desse banquete no sítio de Absalão, o que lhe custou a vida.
Todas estas histórias de simplicidade exagerada estão no 13º capítulo do segundo livro de Samuel.
Deixar de ser demasiadamente simples não significa ser demasiadamente maldoso. Há pessoas maldosas demais. Não confiam em ninguém. Sempre acham que há alguma coisa estendida atrás de qualquer amabilidade. Exageram quanto ao poder do mal e ao acreditam a virtude, no bom interno nem na boa obra de alguém. Consideram seus semelhantes como concorrentes, opositores e inimigos. Vivem medrosos, prevenidos, defensivos, armados e tensos.
Jesus tem uma palavra que pode livrá-lo de ambos os extremos. “Sejam prudentes como as serpentes e simples como as pombas” (Mt 10.16). Deus o abençoe!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Sonhos de Janeiro


Enquanto o povo católico carioca comemorava a morte do padroeiro da cidade do Rio de Janeiro, São Sebastião no dia 20 de janeiro, após ser fechado pelos índios Tamoios, no morro da Urca, aonde se ergue hoje um dos pontos turísticos mais famosos do Brasil, o Pão de Açúcar, do outro lado do oceano na América do Norte, também é feriado Nacional desde janeiro de 1986, pois nesse da em 1986, pois nesse dia em 1929, nasceu o famoso líder negro, o Pastor batista Martin Luther King, defensor dos direitos civis dos negros norte-americanos. Até hoje, somente outros dois heróis americanos receberam esta homenagem: os presidentes George Washington, pai da nação e Abraham Lincols, que concedeu a liberdade aos escravos.
Martin Luther King, recebeu a consagração internacional, quando em 1964 foi escolhido para o Prêmio Nobel da Paz. Jovem pastor negro da Igreja Batata Ebenezer Atlanta-Georgia, onde realizou recentemente as olimpíadas, desde 1955 vinha lutando pela igualdade dos direitos civis para os negros.
King propunha uma política de combate a discriminação racial sem uso da violência, até Ter sua vida ceifada em 1968, ano de seu assassinato por James Earl Ray, condenado a 99 anos de prisão.
O sangue de um justo foi derramado para que seus irmãos pudessem usufruir de liberdade civil. Assim como Martinho Lutero, o grande reformador com suas 95 teses baseadas na imutável palavra de Deus, foi considerado um extremista e perturbador da ordem da Igreja, Luther King tornou-se um contestados das leis do Estado, por acreditar na “Lei Maior” que emana das escrituras sagradas, aonde afirma: que todos são iguais perante à Deus. Não existe mais servo e senhor, gregos e judeus...
Assim como o Mestre Jesus, ele foi preso, foi insultado e apedrejado por uma multidão em Chicago e ao mesmo tempo odiado pelos líderes religiosos da época, pois sempre houve os caífas na história da Igreja.
Quando suas ovelhas, preocupadas com sua integridade física lhe aconselhavam se armar com um revolver, recusou dizendo: Sou um ministro do Evangelho. Minha arma é a Bíblia. Sou um pregador da não-violencia. Não tenho direito de portar armas. E depois, o que vale não é quanto se vive, mas, como se vive.”
Ainda que a Igreja esteja separada do Estado, muitos são os ministros que preferem a nadar de mão dadas com os detentores do poder temporal, mesmo que eles promulguem leis imorais. Martin Luther King, quando criticado pela sua desobediência civil, declarava: “Não há nada de errado numa lei de transito que anda parar quando o sinal está vermelho. Mas quando há um incêndio, o carro dos bombeiros avança o sinal vermelho e o transito normal se afasta ou pára a fim de deixa-lo passar. Ou quando uma pessoa está a beira da morte, a ambulância avança todos os sinais vermelhos em alta velocidade”.
Na oração fúnebre, no dia 9 de abril de 1968 em Atlanta, o Dr. Benjamim Mays, presidente emérito da Faculdade Morehouse americanos da segregação racial através da pregação da palavra. Se Amós e Miqueias foram profetas no século VIII A.C., Martin Luther King foi um profeta no século XX. Se, na sua época, Isaías foi escolhido por Deus para profetizar. Se há séculos passados, Oséias foi enviado para pregar o amor e o perdão no terceiro quarto do século vinte. Jesus foi chamado para pregar o evangelho aos pobres, Martin foi chamado para dar dignidade ao homem comum. Se um profeta é uma pessoa que interpreta, em língua clara a vontade de Deus, Martin Luther King enquadra-se nesta designação. Se um profeta é aquele que não procura advogar causa spopulares, mas de preferencia causas que consideram justas, Martin Luther classificava-se nesse grupo. Ele teve um sonho, que tornou realidade, assim como todo o crente sonha em morar na nova Jerusalém com o Senhor Jesus. Mas para este sonho tornar-se realidade, temos que fazer a nossa parte. Cada homem deve responder ao chamado de Deus durante sua vida. Jesus teve de responder ao chamado de Deus no século I, A.C, e não no século vinte. Ele só tinha uma vida para viver. Qual será o teu chamado?

domingo, 13 de julho de 2008

Sou crente! Sou chique!


Em nossa última reunião do Conselho de Pastores de Rio das Ostras realizada no templo da Igreja Batista Renovada no bairro Cidade Beira Mar, onde estiveram presentes cerca de 54 obreiros de diversas placas denominacionais. A rua da igreja que termina em frente ao Hotel Vilarejo, o único 5 estrelas da cidade, estava repleta de carros. Ao que uma senhora de cabelos brancos, esposa de um pastor, declarou em tom solene: Ser crente, virou moda. Ser crente, tornou-se chique.
Mas nem sempre foi assim. Houve uma época, não muito distante, em que ser evangélico e principalmente pentecostal era sinônimo de “gente ignorante”, para dizer o mínimo. Não faz muito tempo, evangélicos brasileiros só frisam mais do que uma simples classe elitista.
Hoje a Igreja Evangélica Brasileira é uma realidade grandiosa e espetacular são milhões de brasileiros que adoram ao Senhor Jesus em milhares de templos espalhados do Oiapoque ao Chui.
Antes, ser crente, era coisa de pobre e analfabeto, morador da periferia dos grandes centros urbanos ou da zona rural.
Na década de 80 do século XX, a Igreja Evangélica chegou a classe média e não parou de crescer mais.
Hoje, fazem parte da família de Deus, desde o pedreiro até o engenheiro, do faxineiro do tribunal de Justiça até o desembargador. São pessoa dos mais diferentes caminhos da vida e dos mais diversos setores da sociedade. Diariamente, o Senhor Jesus acrescenta milhares ao seu exército, mais que vencedor. Com conversões genuínas e verdadeiras, algumas famosas de artistas, políticos, desportivas, intelectuais e empresários que declara com satisfação: “Agora sou crente?”
A explosão pentecostal no Brasil, foi monitorada pela Imprensa especializada em economia desde 1991. Ao escrever sobre o crescimento dos evangélicos brasileiros, a revista informou que o futuro da economia no país passa pela “Revolução silenciosa” que esse crescimento está cansando nas grandes cidades brasileiras, e que, inclusive tem amenizado o aumento da violência nos morros e favelas de grane concentração urbana, pois geralmente onde o Estado não chega. Ali está instalada uma igreja evangélica.
Contudo, ainda não fazemos a real diferença, pregada pela Bíblia de ser sal na Terra. O nosso crescimento precisa estar acompanhado de responsabilidade e testemunha para que a Nação veja a luz de Cristo,e assim como foi na Igreja Primitiva, possamos cair na graça de todo o povo.

sábado, 12 de julho de 2008

Tô nem aí, tô nem aí...


Tô nem aí, composição da cantor Luka – parada de sucesso durante meses a fio e hit do último verão -, reflete o espírito de uma época. Diz o refrão: “Tô nem aí, tô nem aí / Pode ficar com seu mundinho e não tô nem aí / tô nem aí, tô nem aí / Não vem falar dos seus problemas, que eu não vou ouvir”. A mensagem da música é que ninguém está preocupado com os outros, nem mesmo com a vida. “Já nem lembro seu nome, seu telefone eu fiz questão de apagar”, diz outro trecho. A sugestão é clara” você precisa se reiventar, virar a página e estar “noutra”.
O sociólogo Max Weber, muito lido e discutido nos meios acadêmicos, ensina que a religião pode se manifestar de dois modos – ascético e místico. No modo ascético, o fiel se vê com instrumento de Deus, adotando uma postura ativa na qual aprende a se dominar, controlar seus impulsos e quer controlar o mundo (ascese no mundo) para servir a Deus. É um comportamento que tende para a transcedência e personalização do divino, muitas vezes como repressor; é fruto do esforço; tem enfoque ético, exigindo dentro do mundo uma transformação dos fiéis em termos de conduta moral.
Já no modo místico, a busca é pelo desenvolvimento de uma postura contemplativa em que o fiel se vê como um receptáculo do divino. Aqui, o desenvolvimento é de uma ascese para fora do mundo, tendendo para a imanência e despersonalização do divino, constituindo experiência para os iniciados. Neste caso, a vida não tem qualquer abordagem ética – o que importa é a contemplação e a vida mística. Portanto, a religião mística não afeta a conduta da maioria dos fiéis no cotidiano.
Olhando a análise destes dois tipos de religiosidade, creio que precisamos das duas abordagens em equilíbrio. É preciso buscar a santificação, mas também é preciso continuar a viver no mundo. É necessário aspirar à vida ética; mas também à contemplativa.
Um dos dilemas é que muita gente está tão preocupada com a sua espiritualidade interior que se esquece dos compromisso éticos e sociais, de modo a nem se importar como anda sua conduta. Há crentes adulterando, flertando com a promiscuidade, com as drogas, e, como diz a música da Luka, não tão nem aí. Pouco se importam com a santidade, com as disciplinas espirituais, com a transformação do caráter. O que vale mesmo é a curtição mística para implementar a alma. O resto é meramente resto.
Não é possível encarnar Cristo em nossa vida, ser sal da terra e luz do mundo – como nos recomenda a Palavra -, somente com a contemplação e sem a santidade ética. Uma coisa não bate com a outra. Você iria a uma consulta para emagrecimento com um médico que pesa 120 quilos? É a mesma coisa que cantar: “Tô nem aí com a vida, com a ética / O que importa mesmo é o que estou sentindo, o que meu coração tá falando”. Isso virou moda.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Depressão.


Há algumas semanas, a revista ÉPOCA (nº 511) fez uma matéria de capa sobre o tema da "tristeza".A reportagem me chamou a atenção, entre outros pontos, devido à uma lista de personalidades que sofreram de depressão:BEETHOVEN - um dos maiores gênios da música, era atormentado pela depressão.NIETZSCHE - filósofo ateu declarado, o qual "decretou" a morte de Deus, vivia depressivo e tinha pensamentos suicidas. Com apenas 40 anos foi internado com crises de loucura, que permaneceram até o fim de seus dias (ele não conhecia a "paz" que só Jesus pode dar...).VAN GOGH - pintor que sofreu de depressão durante toda a vida, por fim, matando-se com um tiro no peito.SANTOS DUMONT - "pai" da aviação, que também sofria de depressão profunda. Também cometeu suicídio.FERNANDO PESSOA - escritor português que escreveu obras tristes e melancólicas, como reflexo de sua própria vida. Morreu de complicações no fígado, em virtude de entregar-se à bebida.JANIS JOPLIN - cantora americana, sofria de depressão desde a adolescência. Bebia muito e morreu por overdose de heroína.ELIS REGINA - considerada a maior intérprete da música brasileira, também sofria de momentos de depressão. Morreu de overdose de álcool e cocaína.DepressãoSegundo a Organização Mundial de Saúde, a depressão estará entre as doenças que mais vão matar nos próximos anos. Alguns dizem que ela ficará na 2ª posição do ranking de doenças fatais.Na Igreja, é também comum encontrarmos pessoas que passam por momentos de depressão. Às vezes pode ser resultado de um trauma recente, ou mesmo de problemas trazidos há vários anos. Essa "tristeza" vai se tornando uma patologia tal que a pessoa já não consegue mais sentir prazer em nada, e a tendência é pensar apenas em suicidar-se.Na Internet existem alguns bons materiais que nos ajudam a entender o tema da depressão:Revista Diálogo UniversitárioCada Dia - Depressão no IdosoPortal Natural - Dr. César Vasconcellos
Como a depressão pode fazer com que você se sinta exausto e desamparado, você desejará e provavelmente necessitará de ajuda de outras pessoas. Entretanto, quem nunca sofreu um distúrbio depressivo pode não compreender completamente seus efeitos.
As pessoas não têm a intenção de magoá-lo [o depressivo], mas poderão dizer e fazer coisas que magoam. É interessante que as pessoas que lhe são mais próximas leiam esta matéria para que possam compreendê-lo melhor e ajudá-lo.
Como Ajudar Alguém com Depressão?
A coisa mais importante que alguém pode fazer por uma pessoa deprimida é ajudá-la a se submeter a um diagnóstico e a um tratamento adequados. É importante encorajá-la a continuar se tratando até que os sintomas desapareçam (após várias semanas), ou a procurar tratamento diferente, se não ocorrer melhora. Às vezes, pode ser necessário marcar uma consulta e acompanha-la até o médico, bem como verificar se ela está tomando a medicação corretamente.
A segunda coisa mais importante é oferecer-lhe apoio emocional. Isto envolve compreensão, paciência e encorajamento. Procure conversar com a pessoa deprimida e escute-a com atenção. Não menospreze os sentimentos expressos, porém chame a atenção para a realidade e ofereça esperança. Referências a suicídio são importantes [e indicam o real desejo de cometê-lo]. Devem sempre ser relatadas ao médico.
Convide a pessoa deprimida para caminhadas, passeios e outras atividades físicas. Insista delicadamente se seu convite for recusado. Encoraje a participação em atividades que anteriormente lhe proporcionavam prazer, como: passatempos, esportes, atividades culturais ou religiosas, porém não a force a assumir rapidamente muita responsabilidade de uma vez. O deprimido necessita de distração e companhia, porém cobrar demais dele pode piorar-lhe a sensação de fracasso.
Não acuse o deprimido de se fingir de doente ou de ser preguiçoso, nem espere que ele melhore de uma hora para outra. Com o tempo e tratamento adequado, a maioria das pessoas com depressão melhora. Tenha isto em mente e procure reafirmar à pessoa deprimida que, com o tempo e ajuda, ela se sentirá melhor.


Fonte: http://www.portalnatural.com.br/mostramateria.asp?codigodamateria=27

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Quem é mais Importante?


Tente responder a estas perguntas:1. Diga o nome das 5 pessoas mais ricas do mundo;2. Diga o nome dos últimos cinco vencedores do prêmio Heisman;3. Diga o nome das últimas cinco "Misses Universo";4. Dê dez nomes de pessoas que ganharam o Prêmio Nobel ou Pulitzer;5. Dê o nome dos últimos 12 ganhadores do Oscar de melhor ator ou atriz.A questão é que a maioria de nós não se lembra das manchetes de ontem. Os nomes perguntados acima não são de pessoas medíocres, mas sim dos melhores em suas áreas. Mas o aplauso morre, prêmios envelhecem, empreendimentos são esquecidos, certificados e diplomas são enterrados com seus donos. Tente novamente com estas perguntas, e veja como se sai:1. Liste alguns professores que o auxiliaram em sua jornada escolar;2. Lembre de três amigos que ajudaram você em momentos difíceis;3. Pense em cinco pessoas que lhe ensinaram alguma coisa valiosa;4. Pense em algumas pessoas que fizeram você se sentir amado e especial;5. Pense em cinco pessoas com quem você gosta de estar;6. Liste seis heróis, cujas histórias tenham inspirado você.Mais fácil, não!?
Moral da história:"As pessoas que realmente fazem diferença em sua vida não são as que têm mais credenciais, dinheiro, prêmios ou posição. São as que mais se importam com você". (Anônimo)"Amar as pessoas é mais importante que liderá-las. Elas não se importam com o quanto você sabe até que saibam o quanto você se importa com elas." John MaxwellNão sei quem é o autor deste texto, mas concordo com cada palavra.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Lenda Oriental


Vejam que bela reflexão podemos fazer desta história:
Conta uma popular lenda do Oriente que um jovem chegou à beira de um oásis junto a um povoado, e aproximando-se de um velho, perguntou-lhe:
- Que tipo de pessoa vive neste lugar?
- Que tipo de pessoa vivia no lugar de onde você vem? - perguntou por sua vez o ancião.
- Oh, um grupo de egoístas e malvados - replicou o rapaz. Estou satisfeito de haver saído de lá.
A isso o velho acrescentou:
- A mesma coisa você haverá de encontrar por aqui.
No mesmo dia, um outro jovem se acercou do oásis para beber água, e vendo o ancião, perguntou-lhe:
- Que tipo de pessoa vive por aqui?
O velho respondeu com a mesma pergunta da outra vez:
- Que tipo de pessoa vive no lugar de onde você vem?
O rapaz respondeu:
- Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras. Fiquei muito triste por ter de deixá-las.
- O mesmo encontrará por aqui - respondeu o ancião.
Um homem que havia escutado às duas conversas, perguntou ao velho:
- Como é possível dar respostas tão diferentes à mesma pergunta?
Ao que o idoso senhor respondeu:
- Cada um carrega no seu coração o meio em que vive. Aquele que nada encontrou de bom nos lugares por onde passou, não poderá encontrar outra coisa por aqui. Mas aquele que encontrou amigos lá, também os encontrara aqui, porque, na verdade, a nossa atitude mental é a única coisa na nossa vida sobre a qual podemos manter controle absoluto.
MORAL DA HISTÓRIA:
Coloque dentro de você a idéia do sucesso.O primeiro requisito essencial a todo homem para encontrar uma vida digna de ser vivida é ter uma atitude mental positiva.

terça-feira, 8 de julho de 2008

“Um santo homem”


“Sucedeu também um dia que, indo Eliseu a Suném, havia li uma mulher rica, a qual o reteve a comer pão; e sucedeu que todas as vezes que passava, ali se dirigia ao seu marido: Eis que tenho observado, que este que passa sempre por nós é um santo homem de Deus. Façamo-lhes pois um pequeno quarto junto ao muro, e ali lhe ponhamos uma cama, e uma mesa, e uma cadeira e um candeeiro: e há de ser que, vindo ele a nós, para li se retirará. Então disse ele: Que se há de fazer pois por ela? E Gesi disse: Ora Ela não tem filho, e seu marido é velho. “II Reis 4:8/10-14
Por que um cristão de verdade deveria ser muito respeitado e admirado? Muitas pessoas se intitulam cristãs, ou são consideradas cristãs pelas outras, só porque estão arrolados a membresia de uma Igreja, ou muitas vezes por andarem de terno e gravata, vestido longo, cabelos compridos e levarem uma Bíblia em baixo do braço. Mas o ser cristão de verdade, de acordo com o modelo deixado por nosso Senhor Jesus Cristo, vau muito além das aparência, é um grande desafio.
Certa vez um homem se ofereceu para seguir a Jesus, e ser um de seus discípulos, contudo foi muito bem advertido das dificuldades que enfrentaria. Disse Jesus, a respeito da vida ministerial: “As raposas tem seus covis, as aves de céu ninho, mas o filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.” Jesus quis dizer que há muito trabalho a ser feito no Reino de Deus. Este trabalho só pode ser desenvolvido através de crentes de verdade.
Desta forma, se há um crente de verdade entre nós, este homem deveria ser respeitado, honrado e apreciado , pelos seguintes motivos:
Porque ele vai levar até você uma proposta de salvação da parte de Jesus Cristo, e abençoar sua vida.
Porque ele tem a capacidade de perdoar e até orar a favor de seus inimigos.
Porque ele faz beneficência sem ser notado e sem esperar nada em troca.
Porque ele estará disposto a andar mais uma milha com vice, se necessário.
Porque a oração que ele fizer, muito provavelmente será atendida por Deus.
Porque se lhe pedirem sua capa, ele também oferecerá sua túnica.
Se lhe ferirem a face direita, ele terá forças para oferecer, também, a esquerda.
O texto da introdução da nossa meditação de hoje, nos leva a conhecer a experiência de uma mulher chamada Sunamita, que encontrou um crente de verdade, um santo homem de Deus e desejou beneficia-lo. Ela construiu um quartinho para ele descansar quando passasse perto de sua casa. Esta mulher era muito bondosa, contudo, ela havia perdido a esperança de ser mãe. Seu ato de bondade para com o santo homem de Deus, fez com que ele intercedesse por sua vida,. Um milagre aconteceu, ela teve um filho. Que experiência maravilhosa!
Querido leitor de Jornal Agora, se encontrares um crente de verdade, um santo homem de Deus, aproxime-se dele, honre-o, respeite-o, certamente você será abençoado. Aquele que der um copo de água a um desses meus pequenos, de modo nenhum perderá seu galardão.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Vamos peneirar?


A tarefa de liderar é difícil. Liderança não se aprende na escola ou no seminário. O líder natural possui características dadas por Deus. Uma das provas de sabedoria do bom líder é saber escutar para manter a convivência.
Muitas das vezes no pastoreia de um rebanho ou na direção de uma instituição, nos deparamos como pessoas que possuem dificuldades de relacionamento. São irmãos conflituosos. Que não permanecem firmes em nenhuma igreja nenhum pastor para elas tem valor. Todas as igrejas estão erradas. Somente elas é que estão certas. Na posição de pastor, você não pode fechar as portas da congregação, para esse tipo de pessoa. Estão o que fazer, já que as pessoas não são descartáveis?
Geralmente, o problema não está na Igreja ou no sacerdote, e sim no indivíduo e aonde ele for, levará os seus problemas e criará novos conflitos. Mas onde existe amor, tudo tem solução. Infelizmente, uma praga que tem assolado muitas igrejas é o espírito de fofocas e boatos. Tem sido comum, alguém chegar para o pastor da igreja, ou o líder da mocidade e anunciar em alto e bom tom: você já sabe do último do irmão fulano?
A Bíblia diz: “Se alguém cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, mas engana o seu coração, a sua religião é vã” (Tg 1.26)

domingo, 6 de julho de 2008

Vença o medo



Se você tiver tempo e paciência, faça uma experiência. Durante uma semana, anote todos os seus medos. Você verá que eles giram principalmente em torno de comer, beber e vestir. O medo nos acompanha desde a vida intrauterina e por toda a vida.
Temos medo da carência, de nos faltar algo, temos medo de sermos insuficientes, uma auto-estima baixa. Os conflitos nos metem medo, a dor, o sofrimento moral, a morte, as enfermidades, a solidão, as guerras, os cataclismos. Eles são vividos em diversos graus e formas. Podemos dar graças a Deus por um determinado tipo de medo, aquele medo orgânico, racional, sensato – ele tem salvo nossa vida muitas vezes, pode estar certo disso. Mas existe também o medo imaginário, insensato, doentio.
Não devemos temer a trindade secular, da qual Jesus falou em Mateus 6: - Não se preocupem com a comida e com a bebida que precisam para viverem nem com a roupa que precisam para se vestirem. Afinal, será que a vida não é mais importante do que a comida? E será que o corpo não é mais importante do que as roupas? Vejam os passarinhos que voam pelo céu: Eles não semeiam, não colhem, nem guardam comida em depósitos. No entanto, o Pai de vocês, que está no céu, dá de comer a eles. Será que vices não valem muito mais do que os passarinhos? E nenhum, de vocês pode encompridar a sua vida, por mais que se preocupe com isso. E por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como crescem as flores do campo: Elas não trabalham, nem fazem roupas para si mesmas. Mas eu afirmo a vocês que nem mesmo Salomão, sendo tão rico, usava roupas tão bonitas como essas flores. É Deus quem veste a erva do campo, que hoje dá flor e amanhã desaparecem, queimada no forno. Então é claro que ele vestirá também vocês, que têm uma fé tão pequena! Portanto, não fiquem preocupados, perguntando: “Onde é que vamos arranjar comida?” ou “Onde é que vamos arranjar bebida?” ou “Onde é que vamos arranjar roupas?” Pois os pagões é que estão sempre procurando essas coisas. O Pai de vocês, que está no céu, sabe que vocês precisam de tudo isso. Ponham em primeiro lugar na sua vida o Reino de Deus e aquilo que Deus quer, e ele lhes dará todas essas coisas. Não fiquem preocupados com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã trará as suas próprias preocupações. Para cada dia bastam as suas próprias dificuldades.
Não podemos ser vencidos por esses medos. Eles podem ser derrotados, quando buscamos as coisas mais elevadas. Não podemos permitir que coisas materiais básicas nos distraiam. O argumento de Jesus é muito forte – Ele manda prestarmos atenção nas flores e nos pássaros. O beija-flor, por exemplo, se alimenta do néctar das flores e de insetor; seu ninho tem apenas 4 centímetros, seu vôo e incrível – o único pássaro que voa de marcha á ré; ele tem pressa e uma energia incrível. Antes de o ninho ficar pronto, a fêmea já põe o ovo; seu coração pode bater 1200 vezes por minuto. Há milênios Deus tem usado os beija-flores para fertilizar as plantas, e lês estão aí para nos ensinar a confiança nos propósitos de Deus.
Preocupar não resolve nada. O futuro pode ser misterioso, mas não o resolvemos hoje. Quando ocorrerão as coisas que vice teme? Amanhã, sempre ou nunca? Jesus tinha mais a temer do que nós, e no entanto vivia um dia de cada vez e trabalhava.
A preocupação com coisas elevadas elimina preocupações menores. Não tema então buscar primeiro as coisas de Deus de modo contínuo, habitual. O resto será acrescentado.

sábado, 5 de julho de 2008

Vencendo desafios


As vezes se pensa que as experiências alheias, as quais (muitas das vezes são desafiantes), que nunca se passará pelos crivos dos desafios no casamento, no trabalho, na saúde e nas finanças. E propositalmente, Deus permite que sejamos acrisolados no intuito de refinar nossas reações diante depois desafios que surgem no cotidiano.
No meado do século XX, um homem oriundo do Canadá, depois de Ter sofrido um naufrágio e tendo escapado apenas remando com os braços em cima de uma tábua, pôde contemplar muito melhor a vida depois deste episódio e passou a viver mais intensamente com Deus. No ditado popular, “nasceu de novo”, pois quando se tem uma experiência destra dimensão, valorizamos mais a vida e importamos com os desafios alheios.
Também gostaria de narrar uma história dramática, que um jovem alpinista viveu. Pois ao saltar uma lage de pedra, a qual ele sustentava a mão esquerda, esta ficara presa sob aquela rocha. Tendo ele ficado por três dias a espera de socorro e neste ínterim ele viveu intensamente em oração a Deus. desidratado e com muita fome, sabia que não suportaria mais a angústia do esperar; pois estava definhando a cada dia e no ápice de sua incessante oração, transferiu para o Senhor toda sua insuficiência e de repente ele viu a glória de Deus mover sobrenaturalmente a seu favor salvando sua vida. Glórias a Deus.
O apóstolo Paulo viveu intensamente muitas experiências no seu desafiante ministério, assim como está escrito: “Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a natureza da tribulação que nos sobreveio na Ásia, porquanto foi acima das nossas forças, a ponto de desesperarmos, até da própria vida; contudo, já em nós mesmos, tivemos a sentença da morte, para que não confiemos em nós, e sim no Deus que ressuscita os mortos; O qual nos livrou e livrará de tão grande morte; em quem temos esperado que ainda continuará a livrar-nos”. II Co 1.8-10.
Assim amado (a), leitor (a), não importa se você está vivendo algum tipo de, “naufrágio”, ou em prisões do existencialismo do medo de um diagnóstico, do desemprego, uma ameaça de despejo ou de qualquer outra circunstância que te faça pensar que tudo estás vivendo o último capítulo de sua vida ou como também se fosse a última página na sua vida.
Porque assim diz o Senhor: “Não temas, porque Eu Sou contigo; não te assombres, porque Eu Sou teu Deus, eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel”. Isaías 41:10.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Jonas? Foi de fato engolido por um peixe?


O crente em geral não discute muito certas histórias do velho testamento. Alguns poucos até não dão muito crédito a elas, argumentando serem parábolas ou até chegando a afirmar que são lendas. Entre essas histórias encontra-se a do servo de Deus: Jonas. Diz a Bíblia que Deu preparou um grande peixe para que engolisse a Jonas. Por causa de sua desobediência; ficou 3 dias e 3 noites (Jonas 1:17) e foi vomitado, de dentro do ventre do animal, à terra (Jonas 2:20).
O descrente que ler esta porção e que não tiver conhecimento nenhum sobre zoologia marítima, poderá dizer que não aceita nesta passagem bíblica, por[em o crente de forma nenhuma pode por em duvida a palavra de Deus, ou deixar de dar o devido crédito a qualquer coisa que Deus nos deixou em Sua Palavra.
O fato de que esta história foi escrita ente os anos: 600 e 700 antes de Cristo, não é prova de que seja apenas uma lenda ou uma espécie de parábola, pois Cristo mesmo az menção do fato em (Mt 12:38-41) e (Lc 11:29-32), não como uma história invertida mas como fato consumado. Provado isto, quero mostrar que é um acontecimento cientificamente possível.
Tem-se conhecimento de casos como o de Jonas, na história das marinhas do mundo todo.
Muitos dizem que o animal que engoliu este personagem bíblico, é uma baleia. A Bíblia, no original Hebraico, cita ser um enorme peixe, porém, como dizem alguns críticos, pode Ter sido uma baleia. O povo daquela época ou mesmo o escritor do livro ou até o próprio Jonas, não faziam distinção entre um grande peixe e uma baleia, como hoje o fazemos. Admitamos então que tenha sido uma baleia. Sabe-se que esse anima; é um mamífero que respira e não pode viver sem oxigênio – elemento que ela deve conseguir em algum lugar à tona da água.
Desde que lhe faltam as guelras, somente pode submergir depois de haver conseguido conveniente abastecimento de ar. Por isso todas as baleias possuem na cabeça uma maravilhosa câmara – reservatório de ar. Esta estranha câmara de ar é formada elo alargamento da cavidade nasal e, em uma baleia de grandes proporções, pode atingir mais de 1,80m de altura por 1,10 m de largura. A maioria das baleias não tem dentes, tem uma espécie de peneiras que se assemelham às palhas de uma vassoura, com a qual elas coam o alimento do mar que é engolido depois. Ela possui uma garganta estreita por isso o que ela não conseguir engolir deposita nesta câmara para depois ser “vomitado” quando subir à tona.
O “Cleveland Plain Dealer” publicou um artigo que citava a narração do Dr. Rasone Harwey a respeito do desaparecimento do cão de uma baleeira em pleno mar.
Seis dias depois, encontraram-no vivo dentro da cabeça de uma baleia, e verificaram que não apresentava qualquer consequência apreciável ocasionada pela viagem incomum. A citação do “Cleveland Plain Dealer” Foi, novamente reproduzida pelo “Sunday School Times”, por volta dos anos 50.
Porém se levarmos em conta o original hebraico “dag”, que significa peixe, podemos citar os tubarões, que são peixes. Sabe-se através da história, que tubarões engoliram animais como, o cavalo, homens que foram engolidos inteiros. Esse monstro por[em ao engolir algo, o leva ao estômago, lugar em que esse objeto sofrerá a ação do suco digestivo do animal, que o destruirá para ser transformado em alimento.
No livro: “The Harmony of Science and Scripture” de Harry Rimmer traduzido por Américo J. Ribeiro em 1950, existe uma reportagem que tem como título.

“O Jonas do século vinte”
Esta reportagem fala sobre um rapaz, marinheiro, que, junto com seus companheiros, tentavam arpoar um desses gigantescos tubarões. Num determinado momento esse rapaz caiu no canal inglês, onde tentavam caçar o monstro. Antes que pudesse ser recolhido, o peixe, que estava se alimentando ali por perto, virou-se e o engoliu. Seus companheiros, horrorizados, fizeram tal gritaria que assustaram, que, mergulhando, desapareceu. Toda frota pesqueira lançou redes para ver se conseguiam pescar o animal, mas foi só quarenta e oito horas depois que conseguiram encontra-lo, e em seguida mata-lo com o auxílio de uma pequena peça de artilharia. Por causa do seu tamanho tiveram que rebocar o monstro até a praia, onde o abriram para dar uma sepultura cristã ao amigo. Qual não foi, porém, a admiração de todos, quando, verificaram que o rapaz estava apenas sob o efeito de um choque do qual poucas horas depois estava sentindo-se fisicamente em ordem. A narrativa acaba dizendo que o rapaz foi exibido, depois, no museu de Londres, ao preço de um shilling a entrada, sendo anunciado como “o Jonas do século vinte”. A única coisa que aconteceu com esse rapaz quanto ao aspecto físico, foi que ele perdeu completamente os pelos do corpo, e tinha algumas manchas amarelas que lhe cobriam toda pele, por causa dos ácidos digestivos do animal.
Será que um animal separado por Deus não poderia conter um Homem dentro de si por 3 dias e 3 noites, sendo este homem um filho Seu?
Eu creio nisto pois é a Palavra de Deus e Cristo mesmo a confirmou como prova irrefutável! Amém.

Edgar Sandri – Vice-Presidente da COJUBAB – Comunhão da Juventude Batista Bíblica

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Videiras Frutíferas


Aristóteles dizia que a mulher era inferior ao homem por natureza. Ela não participava da vida intelectual grega. Demóstenes chegou a dizer que os gregos tinham garotas de programa e concubinas para o prazer, e esposas para gerar filhos e manterem os lares.
Diferentemente, o Salmo 128 exalta a mulher-esposa como uma videira frutífera. Como traduzir essa imagem do mundo rural antigo, como o de Israel, para um mundo urbanizado, como o nosso?
Quando o poeta compara uma esposa a uma videira frutífera, está retomando o desejo nascido no coração de Deus. A mulher pode ser pensada como uma videira que Deus planta, como uma missão: alimentar com seu fruto o homem-esposo e, por extensão, o ser humano. De igual modo, o homem pode ser pensado como o tronco necessário nascido para uma missão: servir de suporte para que a videira cresça.
A valorização da mulher chega ao seu clímax no Novo Testamento. Uma situação o ilustre bem: a lei judaica estabelecia padrões diferentes para a concessão do divórcio a homens e mulheres. Para o homem, qualquer razão era uma razão. Para as mulheres, não havia razão nenhuma. Jesus, que tinha discípulos e discípulas, deixou bem claro que o casamento devia ser, como preconizava a lei, indissolúvel para maridos e esposas, não apenas para as esposas (Marcos 10:1-12). O texto é tomado para outras discussões, esquecida a intenção de Jesus: igualar homens e mulheres. Se a lei era aquela, devia ser para todos, na apenas para as mulheres, como fica claro também no episódio da mulher chamada adúltera (João 8), que até poderia ser punida se os que adulteraram com ela também o fossem.
Escrevendo aos Gálatas, o apóstolo Paulo, injustamente acusado de ser misógino, isto é, de ser hostil à mulheres, põe é, de ser hostil às mulheres põe a igualdade no seu patamar mais elevado (Gl 3:26-28). Homens e mulheres são iguais diante de Deus e igualmente “capazes de ocupar qualquer posição na igreja para a qual Deus chama e o Espírito Santo habilita”.
A mulher é tão valorizada pelo cristianismo, essencialmente uma religião feminina desde os primórdios e até agora, que a Bíblia a emprega como símbolo (esposa, noiva) para a Igreja. Jesus é o noivo (ou esposo).o convite escatológico soa eloqüente (Ap 19:7).
Não há, portanto, lugar para pensamentos e atitudes que confinem as mulheres a papéis secundários a vida. se ela é exaltada no céu, por que não a exaltarmos aqui?

Para ser videira que frutifica
As mulheres são videiras e devem ser videiras frutíferas.
Não desista: persista. A primeira tendência, chegadas as dificuldades, é a da desistência.
Mulher, você é videira plantada por Deus. e Ele cuida de Sua videira. Você não está sozinha na luta da sua vida.
Não importa qual seja o seu problema. Não importa o quanto se sinta só. Não importa o quanto se ache incapaz. O seu problema é também do grande Viticultor, que cuida de Sua vinha. Você nunca está sozinha, seu projeto para a sua vida e para a sua casa é o projeto de Deus. quando Deus fez você, o homem estava sozinho e sozinho estava até ser tornado seu marido. Não há situação que não possa ser contornada.
Se você desanimar, nada vai acontecer. Se você se afundar na dúvida, a única certeza será a pior.
Ao marido, o que se pede é que o seu comportamento não seja fator de desânimo para sua esposa. Se as dificuldades são comuns, fala tudo o que estiver ao seu alcance para que os votos que você fez um dia continuem buscados. Se sua esposa tem dificuldades pessoais, de saúde física ou emocional, não a deixe sozinha. Não deixe que ela desista. Se por nenhuma razão, esta: o bem dela é o seu.
Filho, aceite como legítima a preocupação da sua mãe.
Mulher, se você não quer desistir, torne-se uma pessoa de oração. Leve os seus projetos a Deus. Leve os seus problemas a Deus. um marido pode oprimir a sua esposa, mas não pode impedir que ela ore. Um marido pode impedir que sua mulher participe da vida da Igreja, mas não tem como impedir que seja uma mulher de oração.
Você quer ser uma pessoa de oração? Procure a companhia dos que oram, tanto na vida real, quanto nas páginas da Bíblia Sagrada. Loide e Eunice tiveram vidas duras, mas pela oração, se tornaram exemplos de pessoas felizes.
Seja uma mulher de oração. A videira precisa estar ligada à fonte. Se você for uma videira ligada à fonte, seu marido e seu filho vão encontrar descanso em você. você será um porto seguro para a hora da tempestade.

Israel Belo de Azevedo

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Visão e Unção para Ação Missionária


Visão e Unção para Ação Missionária

Testemunho
No ultimo dia 22 de outubro 2006, estivemos completando dois anos de pastorado à frente da congregação da Assembléia de Deus em Palmital-Rio das Ostras -RJ – Ministério de Madureira. A Igreja que em abril completou 40 anos de fundação possuia 55 membros e não possuía nenhuma visão missionária. Após a nossa posse trouxemos a igreja diversos missionários do Brasil e no dia 25 de setembro trouxemos a missionária Maria Luiza Nery Benny da cidade de Maysoll Sul da Índia, visando abrir o coração da igreja para missões.
Urgência
Hoje, mais do que nunca, é URGENTE o desafio de anunciar o Evangelho glorioso de salvação e senhorio de JESUS CRISTO.
A Igreja, por muitos anos estéril, está se despertando em toda América Latina e vendo os sinais dos fins dos tempos e o iminente retorno de Cristo para buscar os seus, e está preparando-se para a “grande colheita evangelística do fim do milênio”. O inimigo tem incrementado a sua ação, o pecado, a corrupção e o ocultismo em todas as suas formas confirma isso. Bilhões de almas, de diversas etnias ao redor do mundo, na conhecem a Cristo... é mais que urgente cumprir a Grande Comissão: “Até os confins da terra”.
A Missão
A Missão da Igreja já aos será simplesmente enviar missionários a diversos lugares; simplesmente extender diversas “denominação” ampliando a influência cristã em determinadas cultuas. AGORA, A MISSÃOE MAIÚSCULA e a responsabilidade também.
Anunciar o Bendito nome de Jesus para a salvação de almas? SIM. Mas também praticar o seu SENHORIO e dar ao mundo tão necessitado, Evangelho de Poder, que se transforma em uma maneira de viver. Milagres, restauração, curas e maravilhas acompanharão a nova geração vitoriosa de missionários que está se formando. Igrejas enviadoras responsáveis, Agências Missionárias eficazes, obreiros verdadeiramente ungidos pelo Senhor e capacitados para cumprir a missão que nos foi dada.
Ação
Não se trata de palavras somente. Basta de chorar em conferências missionárias realizadas pela Igreja, uma vez por ano, e logo esquecermos. Chega de matar a consciência enviando uma oferta anual às missões. Basta de muitos chamados e consagração de jovens que se vêem frustrados pelas organizações. Chega de turismo missionário. É HORADA IGREJA E SEUS PASTORESE LÍDERES REAGIREM. É hora pessoal e coletiva.
Unção
Não somente sobre alguns “eleitos”... A UNÇÃO DO ESPÍRITO vem sobre A IGREJA, sobre o povo de Deus que retoma as armas esquecidas de outros tempos... ORAÇÕES/ JEJUNS/ DONS ESPIRITUAIS/ MILAGRES, etc.; crescimento massivo nas congregações, cultos de louvor cheios de alegria e regozijo no Senhor e renovada adoração... amor intenso entre os irmãos e extensivo aos perdidos. Unção para cada um (Zc 10:1). Vocês não sabem que têm a unção do Santo? Experimentá-la, prová-la produz uma verdadeira explosão de bençãos.
Visão
A visão missionária urgente do tempo do fim é: “Jerusalém, Judéia, Samaria e até os confins da terra” (Atos 1.8). É ressuscitar a mesma visão do início da Igreja, é como uma espiral: Começa o fogo pelas almas perdidas em cada um de nós, em cada pastor, em cada líder, em cada missionário, em cada jovem, em cada crente. Fogo, fogo de Deus. Dinamite do Espírito Santo que nos impulsiona do templo da Igreja para fora, para as ruas, cidades e nações. Não há desculpas: com obreiros (pastores) ousem eles, com tempo ou sem tempo; com dinheiro ou sem dinheiro, trata-se somente de uma atitude ou de uma boa decisão para dispor-se a OBEDECER ao mandato claro e preciso de Jesus Cristo. Em Mateus 28.19 JESUS diz: “Portanto IDE...
O que você fará?
O que fará a sua Igreja?
Ponhamos em Ação a Unção e a Visão Missionária Urgente que Deus requer de cada um de nós nesta hora.

terça-feira, 1 de julho de 2008

O tolo


Conta-se que numa pequena cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado de pouca inteligência, que vivia de pequenos biscates e esmolas.
Diariamente eles chamavam o bobo ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas, uma grane de 400 réis e outro menor, de dois mil réis. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos. Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o lhe perguntou se anda não havia percebido que a moeda maior valia menos.
-Eu sei – respondeu o não tão tolo assim - ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda.
Pode-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa.
A primeira: quem parece idiota, nem sempre é.
Dito em forma de pergunta: quais eram os verdadeiros tolos da história? Outra conclusão: se você for extremamente ganancioso, acabará por estragar sua fonte de renda. Mas a conclusão mais interessante, a meu ver é a percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito. Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas o que realmente somos!

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Viver como as flores:


- “Mestre, como faço para não me aborrecer?
Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes.
Algumas são indiferentes. Sinto ódio das que são mentirosas.
Sofro com as que caluniam”.
-“Pois viva como as flores!”, advertiu o mestre.
-“Como é viver como as flores?” Perguntou o discípulo.
-“Repare nestas flores”, continuou o mestre, apontando lírios que cresciam no jardim. “Elas nascem no esterco, entretanto são puras e perfumadas. Extraem no adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas. É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunes.
Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não h[a razão para aborrecimento. Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem e fora. Isso é viver como as flores.”

domingo, 29 de junho de 2008

Você é muito importante para mim



Você corre, almoça, trabalha, canta, chora, ri, janta, dorme e ama.
Você sorri, mas nunca me chama.
Você caminha, sobe e desce escadas e não se preocupa comigo.
Você tem tudo e não me dá nada.
Você tem os sentidos perfeitos mas nunca os usa por mim.
Você estuda e não me entende, ganha e não me ajuda, canta e não me alegra.
Você é tão inteligente e não sabe o certo de mim.
Você reclama dos maus tratos, mas não valoriza o que eu faço por você.
Você conhece ou procura conhecer gente importante e ainda não me conhece.
Você quando está triste me culpa, quando alegre não me permite participar.
Você faz o que os outros ordenam, mas não faz o que lhe peço com humildade.
Você nunca tem tempo, nem um minuto para pensar em mim.
Você reclama tanto da vida e ignora que sou triste por sua causa.
Você fala não sabe que conheço tudo da sua vida.
Você defende seu time, seu ator, e não me defende no meio de seus inimigos.
Você não envergonha-se despir-se diante de alguém, mas não tira a máscara diante de mim.
Você corre com seu carro, mas não corre para meu braços.
Você “às vezes” fala do que eu fiz, mas não me deixa falar do que você fez.
Você é um corpo no mundo, e eu sou um mundo em seu corpo.
Você enfrenta obstáculo na vida, é forte, mas, embora não admita, tem medo de mim.
Você baixa os olhos quando um superior lhe fala, mas não levanta esses mesmos olhos quando lhe falo do meu Amor.
Você se entristece, depois se acalma, mas nunca me agradece.
Você sente amor, ódio, sente tudo menos a minha presença.
Você pensa entender todas as transas do mundo, mas não entende minha mensagem.
EU sou alguém que todos os dias bate à sua porta e pergunta:
-Tem lugar para mim na sua casa, na sua vida, o seu coração?
EU estou presente nestas palavras que você por curiosidade começou a ler.
EU sou JESUS CRISTO, seu amigo e quero simplesmente que você me aceite.

sábado, 28 de junho de 2008

Você é o que lê!


A pesquisa “Indicadores de Desenvolvimento Sustentável”, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), demonstrou que houve um crescimento na alfabetização no Brasil, de82,8%, em 1992, para 88,2%, em 2000. Isso significa que cerca de 12% dos brasileiros jovens e adultos ainda são analfabetos e não podem ter acesso à leitura.
Uma pessoa pode até ficar sem acesso à leitura a vida toda, mas as janelas e perspectivas de sua participação na construção da história ficarão imensamente reduzidas. Ler significa “ouvir” os outros; tomar conhecimento de que forma as situações de vida foram por eles enfrentadas; encontrar caminhos para seus dilemas pessoais; tomar conhecimento de dados, informações úteis ara a vida, para a sua formação profissional, ou até mesmo se descontrair com um romance, uma biografia etc.
Uma pessoa que não lê acaba ficando fechada em seu próprio mundo, como uma ave ciscando o chão a procura de comida, sem ver o horizonte com mais amplitude –típico de uma ave que voa alto e enxerga todo o mundo a sua volta. Alguém que não lê pode pensar que na “hora H” encontrará a solução que precisa dentro de si mesma. É o que chamo de “inatismo”, isso é, a pessoa imagina que dentro dela, em sua memória e sua intuição têm tudo o que precisa para resolver os problemas. Vivem de improvisação num universo limitado. Entretanto, esse inatismo pode ser facilmente superado e o sujeito se torna capaz ampliar seus horizontes de vida. E a leitura é um dos meios de se obter esse crescimento pessoa – quiçá, o principal deles.
Ler é um hábito que se cria a partir do estímulo. Basta começar, persistir e logo se formará um leitor ávido por conhecimento – seja científico, teológico ou de qualquer outra natureza. O importante é descobrir uma área de interesse. Há gente viciada em leitura – um excelente vício, diga-se – que se sente quase que nua quando não tem um livro nas mãos. Mas também há gente que anda sempre com livros debaixo do braço, mas não lê. Uns imaginam que por “osmose” possa absorver o conhecimento contido nas palavras, outros por conta da fala de tem que a vida moderna nos impõe. Um livro fechado é como um frasco de perfume fechado: pra nada vale.
Sei de muitos pastores que não gostam de ler. São mais voltados às atividades práticas e preferem obter conhecimentos de experiências pessoais, de forma empírica. No entanto, acredito se esses pastores pudessem dedicar um tempo diário – por menos que seja – a leitura, sem dúvida conseguiriam aperfeiçoar cada vez mais seu trabalho prático. A leitura é um aprendizado que se dá através da transmissão de experiência de terceiros. É possível aprender novas técnicas de trabalho, novas abordagens, novas maneira de fazer o que já fazem e, mais importante ainda, evitar erros.
Também as “ovelhas” podem ser ajudadas por seus pastores com indicação de livros que lhe serão úteis no amadurecimento de sua fé, na compreensão da Bíblia, do crescimento doutrinário e na descoberta de soluções para seus dilemas pessoais. É pena que poucas igrejas possuam uma biblioteca ou uma livraria para que seus membros possam ler e adquirir os mais livros. É uma forma de tornar a literatura mais acessível, e ao mesmo tempo, apoiar as editoras, criando uma sinergia extremamente benéfica.
A leitura é um dos mais valiosos instrumentos democráticos. Um pastor que não lê, ao preparar seus sermões fica, imitado; um membro de igreja que não lê pode ter reduzido a sua capacidade de analisar a vida e tornar decisões sábias. Por isso é que você é, ente outras coisas, o que você lê., comece hoje mesmo a nutrir o hábito de leitura escolhendo um livro que possa acrescentar algo à sua vida.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Manchete inesquecível



Houve tempos em que o Jornal O Dia, publicava manchetes inesquecíveis, do tipo sensacionalista, tais como: “Cortou o mal pela raiz”, aludindo uma senhora que castrara o marido infiel enquanto dormia. Porém, uma manchete que trouxe grande tristeza para a classe jornalística, foi a morte do jornalista e ex-senador Artur da Távola, um ícone da crônica carioca.
Tive oportunidade de entrevistar nosso cronista e senador tucano, durante uma palestra no Alternativa Casa-Escola em Rio das Ostras no dia 19 de outubro de 1991, sobre a “Nova Lei das Diretrizes e Bases da Educação no Brasil”, com o qual falou com muita propriedade e autoridade, encantando os professores presentes.
Após a palestra, fomos enriquecidos com sua vasta experiência jornalística dos tempos de “Última Hora”, onde seu secretário de redação, que ele verdadeiramente adorava, o João Ribeiro, sempre bem-humorado atinava com as manchetes para um título de vinte e cinco batidas, isto é, vinte e duas letras que, com os espaços e o ponto de exclamação, constituíam o tamanho exato da manchete.
Artur da Távola, pertencia a uma geração de jornalistas comprometidos com o Brasil. Assim como Gregory Peck, foi o rosto que o cinema deu as causas nobres, Távola foi o cronista doublé de político incorruptível do tipo que não surgem mais nas redações assépticas e sepulcrais de hoje, onde se um jornalista espirrar os demais olharão com olhar superior de inglês esnobe, irritados com o barulho insuportável que está a produzir.
Távola não era evangélico, contudo se tornou um leitor dos textos teológicos contextualizados do pastor Ricardo Gondim, chegando a citá-lo em suas crônicas semanais no O Dia, o que causou grande alegria a comunidade pensante no segmento evangélico. Uma das características de Távola, era trazer-nos boas notícias ou crônicas inesquecíveis.
Se fôssemos escrever como nos tempos bíblicos do Rei Davi, poderíamos afirmar: Não sabeis que hoje caiu no Brasil, um príncipe das letras, um grande homem. (2 Sm 3.38).

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Unidos por um bem único


Há alguns anos, nas olimpíadas especiais de Seattle, nove participantes todos com deficiência mental, alinharam-se para a largada da corrida dos 100 metros rasos. Ao sinal, todos partiram, não exatamente em disparada, mas com vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar. Um dos garotos tropeçou ou asfalto, caiu e começou a chorar. Os outros oito ouviram o choro. Diminuíram o passo e olharam para trás. Então viraram e voltaram. Todos eles. Uma das meninas com Síndrome de Down ajoelhou, deu um beijo no garoto e disse: “Pronto, agora vai sarar!” E todos os nove competidores deram os braços e andaram juntos até a linha de chegada. O estádio inteiro levantou e os aplausos duraram muito minutos... Talvez os atletas fossem deficientes mentais... Mas com certeza, não eram deficientes espirituais... “Isso porque, lá no fundo, todos nós sabemos que o que importa nesta vida, mais do que ganhar sozinho é ajudar os outros a vencer, mesmo que isso signifique diminuir os nosso passos... Procure ser uma pessoa de valor, em vez de procurar ser uma pessoa de sucesso. O sucesso é só conseqüência”.
Albert Einstein

quarta-feira, 25 de junho de 2008

As pessoas que Deus usa em sua obra


Quando Deus procura alguém para realizar Seus propósitos na terra, que tipo de homem ou mulher Ele está procurando? Pode não ser as pessoas que você imaginaria. Poderíamos dizer imediatamente: “Pessoas com nível universitário”. Ou talvez “pessoas talentosas”. Ou até mesmo: ”Pessoas que são quase perfeitas”. Mas não é o que vemos nas páginas da Bíblia. Para começar, vemos que Deus usa pessoas comuns.
Sempre ouvimos a vibração animada quando algum atleta ou celebridade famosa abraça (ou pelo menos parece abraçar) a fé em Cristo. Queremos dizer aos descrentes: “Olha, agora temos a Celebridade X do nosso lado!” E então queremos apresentá-la nas televisões cristãs e apressadamente colocá-la diante do público para nos representar, negligenciando o aviso da Bíblia que nos orienta a não elevar um novo convertido. Mas na maioria das vezes, essa celebridade dura pouco tempo na igreja, e ficamos envergonhados.
Por Sua parte, Deus parece sair de Seu caminho para escolher a pessoa inesperada. Por que? A fim de que, como diz a Bíblia, “nenhum homem se glorie diante de Deus”. (1 Coríntios 1:29)
Quando a elite religiosa de Jerusalém se encontrou com Pedro e João depois da ressurreição de Jesus, eles não sabiam o que fazer com eles. Esses homens não eram apenas pescadores comuns sem escolaridade? De onde vinha toda a ousadia e o penetrante jeito de falar? Por que é que esses homens eram tão diferentes? Então eles reconheceram que esses homens tinham estado com Jesus.
Menois aparência, mais coração
Entenda, Deus quer a glória pelo que Ele fez e está fazendo. E os recrutas que Ele procura para levar Sua obra à frente provavelmente se parecerão bem diferentes das pessoas que poderíamos ter escolhido. Nós nos apegamos à aparência das pessoas ou à lista de realizações que elas fizeram. Mas Deus olha direto para o coração.
Portanto, Deus usa pessoas comuns. Quem mais Ele usa? Ele usa pessoas verdadeiramente espirituais. Não estou falando aqui de algum tipo santarrão pomposo, mas de espiritualidade genuína. As pessoas mais espirituais que encontrei eram bem normais. Não tenho interesse algum em misticismo celestial falsificado, mas em vez disso num genuíno relacionamento diário com o Deus vivo.
Conhecer Deus e andar com Ele é um assunto essencialmente prático, e aqueles que realmente o conhecem serão algumas das pessoas mais reais e tocáveis que você chegará a encontrar. Os heróis da Bíblia — homens e mulheres como Jacó, Moisés, Gideão e Ester — não eram personagens fictícios. Eles usavam sandálias como o resto de nós. Eles eram totalmente humanos.
Era assim com Davi também, que se tornou o mais renomado rei de Israel. Ele era um homem profundamente prático, mas também tinha um profundo compromisso com Deus. Ele tinha uma fome profunda de Deus e um compromisso forte com o que era certo.
No Salmo 57:7, Davi escreveu: “Firme está o meu coração, ó Deus, o meu coração está firme”. Assim era o coração de Davi — não era instável, mas concentrado e meditativo, bravo e corajoso.
Agradar a Deus, não aos homens
O único desejo ardente de Davi na vida era agradar a Deus. Parece um pouco com o apóstolo Paulo. Ele também tinha esse claro alvo e singular objetivo. “Uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”. (Filipenses 3:13-14)
Maria de Betânia também tinha esse coração, ao estar sentada aos pés de Jesus bebendo cada palavra dele. Nesse ponto, a irmã dela, Marta, não tinha esse foco singular, o que levou Jesus a dizer: “Marta, Marta, você está preocupada e aflita com muitas coisas. Mas uma coisa só é necessária, e Maria escolheu a parte boa, que não lhe será tirada”.
Você tem esse claro foco e objetivo em sua vida? Ou você está olhando para dois lados enquanto se acha tentando viver em dois mundos? O maior perigo na nossa vida está em permitir que coisas urgentes — aqueles detalhes prementes e insistentes da vida — não deixem espaço para o que é realmente importante.
Quando Deus procura pessoas que Ele quer usar, Ele também procura pessoas fiéis. Como jovem, antes de ser ungido rei, a principal responsabilidade de Davi era as ovelhas de seu pai! Não exércitos. Não batalhas. Não reinos. Não alianças. Só um rebanho de ovelhas no campo.
Mas era uma responsabilidade que ele levava muito a sério. Ele mais tarde menciona que ele lutou sozinho com leões e ursos para proteger essas ovelhas — e ele os venceu! Ali, em campo aberto, ele costumava passar horas adorando o Senhor enquanto vigiava aquele pequeno rebanho.
Sabedoria
Só porque Deus chamou você para ser líder não significa que você seja o certo neste exato momento! Há sempre uma série de testes primeiro. Foi desse jeito antes de Elias ungir Eliseu, antes de Moisés passar a liderança para Josué e antes de José estar preparado para assumir uma posição de responsabilidade imensa.
O jovem José, talvez você se lembre, estava cheio de visões de grandeza. Ele teve um sonho e acertadamente anteviu seus irmãos se prostrando diante dele. Mas a melhor atitude é guardar para nós mesmos algumas coisas.
Talvez Deus tenha lhe dado um sonho, uma visão do que você será. Não saia por aí se gabando para todos. Apenas seja fiel no que Ele colocou diante de você. Se a visão ou sonho for realmente dEle, acontecerá, mas não por meio de manipulação e esquemas.
Mesmo depois que Davi havia recebido revelação de Deus de que ele estava agendado para receber uma grande promoção, ele não permitiu que essa revelação o tirasse de seu alvo ou mudasse sua vida. Em vez disso, ele simplesmente prosseguiu fazendo com fidelidade o que ele vinha fazendo anteriormente.
E quando ele encontrou Golias, naquele momento decisivo de sua vida, ele estava procurando fama e glória? Não, ele estava realizando pequenas tarefas para seu pai, entregando sanduíches de queijo para seus irmãos nas linhas de batalha. Às vezes é engraçado como Deus opera. Foi fidelidade na obediência a uma simples tarefa que traria como conseqüência a primeira grande vitória de Davi.
Essas são algumas das qualidades que atraem a atenção de Deus. Ele está procurando pessoas comuns que verdadeiramente querem agradar a Ele e mostrar amor a Ele por meio de sua fidelidade nas tarefas do dia a dia.

Greg Laurie , pastor sênior da igreja Harvest Christian Fellowship

terça-feira, 24 de junho de 2008

General de fogo


Fui convidado dia 28 de julho, para participar da inauguração do novo templo da Igreja Batista Betel no Costa Azul em Rio das Ostras. O que tem isso de especial? Além de ser mais uma Casa de Oração na cidade para abrigar os aflitos e angustiados de coração, que necessitam ser alcançados pela graça e misericórdia do Deus Vivo? Está no fato do líder da novel Igreja, ser um ancião de 75 anos, com mais de 40 de ministério pastoral e ter passado por cerca de 16 igrejas, desde que foi chamado para uma grande obra, que não foi entregue aos anjos nos céus, mas sim a alguns anjos na Terra. O que determina o sucesso de nossa vida, são as nossas escolhas. O homem segundo o coração de Deus, o pequeno Davi, escolheu servir a Deus de todo o coração. O nosso soldado do fogo, que alcançou a patente de sargento na vida militar, foi batizado no fogo pentecostal durante a renovação batista na década de 60 no século passado, para tornar-se um verdadeiro general de um exército de fiéis soldados que não pára de crescer e está sempre em combate na batalha contra o mal.
O pastor Euquício Alves Moreira, presidente das Igrejas Batista Betel em Campos, Macaé e Rio das Ostras, como um bom soldado alistado no exército de Deus espalhados sobre a face da Terra, não foge dos desafios do campo de batalha, a despeito de sua idade, está sempre à dizer ao supremo general das forças celestiais: “Eis-me-aqui, Senhor!”
Como uma verdadeira águia que consegue enxergar longe e alçar vôos acima das nuvens, fez uma escolha de vida e uma razão superior para viver: Servir ao Senhor. “Mas buscai primeiro o seu Reino e a Sua Justiça, e todas as coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6:33).
A palavra grega traduzida por “buscai” significa “procurar, lutar por, desejar ardentemente”. A ação é contínua – “continue lutando, prossiga procurando, permaneça desejando em apenas fazer a vontade de Deus.
Pastor Euquício, faz nos lembrar de Calebe, quando pronunciou um dos mais belos discursos registrados na Bíblia:
“Eu tinha quarenta anos, quando Moisés, servo do Senhor, me enviou de Cades-Barnéia para espiar a terra. E eu lhe trouxe resposta como sentia no meu coração. Mas meus irmãos, que subiram comigo, fizeram derreter o coração do povo. Eu, porém, perseverei em seguir ao Senhor meu Deus. Então Moisés naquele dia jurou, dizendo: Certamente a terra que pisou o teu pé será tua, e de teus filhos, em herança perpetuamente, porque perseveraste em seguir ao Senhor meu Deus. Agora, pois, o Senhor me conservou em vida, como falou; quarenta e cinco anos há desde que o Senhor falou esta palavra à Moisés, andando Israel ainda no deserto. Ainda estou tão forte como no dia em que Moisés me enviou: Qual era a minha força então, tal é agora, para a guerra, para sair e para entrar. (Js 14:7-11).
Calebe, embora tivesse uma idade avançada, nunca pediu uma cadeira de balanço, mas antes pediu: “Dá-me este monte...”
O pastor Euquício, quando chegou em Rio das Ostras, sendo ela apenas uma criança, também pediu: “Dá-me Rio das Ostras por herança para o teu Reino”.
A idade não altera sua determinação, quando você possui visão de águia. O que importa na vida e o que você faz, não quando o faz. Golda Meir tinha 71 anos quando se tornou Primeira Ministra de Israel.
O escritor americano George Bernard Shaw, tinha 94 anos, quando uma de suas peças de teatro foi encenada pela primeira vez perante o público alcançando sucesso. O criador do pára-raio e do Corpo de Bombeiros dos Estados Unidos, Benjamim Flanklin, tinha 81 anos, quando ajudou a formular a Constituição Americana, que já dura mais de 200 anos, assim, se você deseja ter uma vida de realizações, nunca diga não ao Senhor.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Heroínas Anônimas


No início do meu ministério pastoral na congregação da Assembléia de Deus no Palmital em Rio das Ostras, sempre que tinha o dever de ministrar no culto de ensino doutrinário as sextas-feiras, ficava meio que triste e desanimado, pela freqüência reduzida dos crentes locais. Quem nunca perdia um estudo bíblico, mesmo estando chovendo torrencialmente, era a irmã Maria Pinheiro, com sua cabeça branca e as tranças compridas, viúva de idade avançada, que morava bem longe da congregação, porém nunca desanimava em estar na Casa de Deus, sua companheira de caminhada de fé, era outra anciã de mais de 80 anos, a irmã Antônia Pinto, também viúva, membro fundadora do trabalho pentecostal com 40 anos de orações ininterruptas como se fosse Ana no templo de Jerusalém.
Aquelas mulheres, com sua perseverança me ensinaram muito com seus exemplos de vida, como verdadeiras heroínas da fé cristã, coisas que você não aprende no Seminário Teológico. Quando dobravam os joelhos atrás do púlpito, pedindo graça e sabedoria a Deus para continuar cuidando do pequeno rebanho, ficava imaginando, quantos pastores naquele exato momento, também não estavam suplicando ao Senhor da Igreja, meios para atrair o povo para os cultos.
No período em que estive naquela humilde congregação, “Escola de Profetas” para muitos que por ali passaram, descobri que os verdadeiros heróis da fé, não possuem livros escritos. Não possuem seus nomes como manchetes de jornais. Não gravaram CDs e DVDs, tão pouco atraem multidões. Muitos não possuem o doutorado em Teologia. Muitos não tem conhecimento pleno da Palavra do Senhor, por não saberem ler, mas quando oram, o Senhor responde. Sabe por quê? Pois essas heroínas, conhecem e possuem intimidade com o Senhor da Palavra. Conta-se que na História do Cristianismo que um reavivamento começou com um sermão.
A história o comprova. John Egglen jamais pregara um sermão em sua vida. Nunca.
Não significa que ele não o quisesse fazer, apenas nunca precisara. Mas, certa manhã o fez. A neve deixou sua cidade, Colchester, na Inglaterra, completamente branca. Ao acordar naquele domingo, em janeiro de 1850, pensou em ficar em casa. Quem iria à igreja com aquele tempo?
Então, reconsiderou. Além dos mais, ele era o diácono. E se os diáconos não fossem, quem iria? Então, calçou as botas, colocou o chapéu e andou quase dez quilômetros até à Igreja Metodista. Ele não foi o único membro que pensou em ficar dentro de casa. Apenas 13 pessoas compareceram. Doze membros e um visitante. Até o pastor ficou impedido pela neve. Alguém sugeriu que voltassem para suas casas. Egglen não lhe deu ouvidos. Eles vieram de tão longe, então realizariam o culto. Além do mais, havia um visitante. Um garoto de 13 anos.
Quem pregaria? Pelo fato de Egglen ser o único diácono, estava com a palavra.
E assim pregou. Seu sermão durou apenas dez minutos. Ele vagueou e não foi o objetivo na tentativa de abordar os vários pontos. Mas, ao final, uma coragem não característica de sua personalidade aflorou. Egglen dirigiu seu olhar diretamente para o garoto e o desafiou.
- Jovem, olhe para Jesus! Olhe! Olhe! Olhe!
O desafio causou alguma diferença? Deixe que o garoto, agora um homem, responda.
- Olhei, e então a nuvem do meu coração se dissipou, as trevas foram embora e naquele momento pude ver o Sol.
O nome do garoto? Charles Haddon Spurgeon. Príncipe inglês dos pregadores.
Egglen sabia o que estava fazendo? Não.
Os heróis sabem quando agem de maneira heróica? Raramente.
Os momentos históricos são reconhecidos quando acontecem?
Você sabe a resposta. (Caso não saiba, uma visita à manjedoura refrescará sua memória).
Raramente reconhecemos a História quando ela está ocorrendo, e igualmente os heróis. O que pode também acontecer é confundirmos ambos.
Mas façamos o possível para manter nossos olhos abertos. O Spurgeon de amanhã pode estar cortando a sua grama. E o herói que o inspirará pode estar mais próximo do que imagina.
Ele pode estar em seu espelho.