quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Satisfação Garantida


O ativismo religioso em algumas igrejas com cultos frenéticos, louvores acelerados e mensagens ufanistas de prosperidade, tem levado uma multidão de expectadores a praticarem um culto mecânico, onde como diria John Langdon-Davies: “ Aqueles que precisam receber ordens para amar a Deus geralmente acreditam que a obediência envolve a exclusão de todos os outros amores, chegando ao extremo de odiarem o mundo, a carne e ate a si”. Por isso encontramos nos bancos de muitas igrejas que fazem parte do mercado genérico da Fé, um numero exagerado de pessoas que odeia a vida, ansiosas por receberem ordens de profissionais do púlpito para amarem a Deus de maneira comercial, em troca de favores materiais, no melhor estilo Sear´s:” Satisfação garantida ou seu dinheiro de volta” o problema é que o dinheiro nunca e devolvido e a Fé fica abalada no Deus do mercado. Porem, muitos sãos os que podem dizer como Agostinho, Bispo de Hipona (foto)em suas Confissões: “não na incerteza, mais com o conhecimento seguro, eu te amo, ó Senhor.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Aviso aos aventureiros da Fé


Antes da virada do ano de 2008, recebi em minha casa, a visita de um jovem presbítero me convidando para pregar em sua nova igreja, um salão de cultos recém inaugurado em nosso bairro, próximo a outros salões com liturgia neo-pentecostal, no competitivo mercado da Fé. Ao ser indagado, o porquê da suposta abertura daquela novel Casa de Oração, o jovem oficial cinicamente afirmou, ser para ganhar almas para Jesus e garantir o seu sustento material como obreiro aprovado do Senhor.
Com toda educação, recusei o convite sem antes, lembrar-me do pensamento de Bernardo de Claraval(foto), figura influente da igreja Cristã do século XII, a respeito do ministério apostólico de Paulo: “São Paulo não pregava o evangelho para poder ganhar o pão: ele comia o pão para poder ter forças para o ministério. O que ele amava não era o pão, mais o evangelho. O verdadeiro amor a obra de Deus não busca recompensa, mais merece ser recompensando”. A propósito, o jovem presbítero abandonou a colher de pedreiro para tornar-se pastor, por ser um trabalho mais leve e compensador. Não sabe ele que esta cometendo um grande erro.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Por onde navegará o Logos?


Quando vejo no noticiário da TV, a chegada dos transatlânticos no píer da Praça Mauá, no Rio de Janeiro, abrindo a temporada de férias de verão, fico imaginando por onde estará navegando os navios Doulos e Logos da Missão Operação Mobilização, fundado pelo norte americano George Verwer em 1971. Lembro-me com bastante alegria de 1979, quando com 17 anos minha mãe levou-me para conhecer o navio missionário Logos, antigo cargueiro dinamarquês Unamak, quando fez sua primeira parada evangelística no Brasil.
Fiquei maravilhado abordo, por conhecer aquela biblioteca flutuante, singrando os mares e oceanos, levando a Palavra de Deus para as Nações. Outro fator que mexeu comigo, foi a multiplicidade de etnias, raças e povos falando apenas a língua do amor de Cristo. Ao entrar na cabine do comandante e vislumbrar o trabalho missionário a ser desenvolvido em solo brasileiro, não imaginava, que alguns anos depois, pare ser mais preciso em 1989, iria trabalhar no Instituto Haggai, na rua da constituição, Centro do Rio de Janeiro, dividindo parede com um escritório da O.M- Brasil, sendo liderada na época pelo Pr.Decio Sanches de Carvalho e depois pelo Pr.Humberto Maia Aragão , o primeiro tripulante brasileiro recrutado em Santos durante uma conferencia missionária, auxiliado pelo não menos competente e eficiente secretaria Beat Krieger, alem do jovem Vladmir, que tempos depois tornou-se pastor em Petrópolis, Região Serrana do Rio de Janeiro. Não poderia esquecer-me também das palestras do irmão Victor Salles, que muito falaram ao meu coração. Durante um ano e meio, tive o privilegio de participar de diversas conferencias e congressos missionários, onde os palestrantes eram quase sempre os dedicados missionários da OM. Foram momentos enriquecedores para o amadurecimento de minha Fé e visão global da obra de Deus. Em uma delas, convidamos o pessoal da O.M para fazer uma painel missionário em Cabo Frio, Região dos Lagos, no ciep do bairro Manoel Correia, e depois na Assembléia de Deus no bairro Santo Antonio, divisa com Barra de São João, distrito de Casimiro de Abreu, liderada na época pelo Pr.Isaque Martins da Silva.depois que o escritório da O.M Brasil, foi transferido para São Jose dos Campos em São Paulo, perdemos o contato e deixamos de ver trêmular no mastro dos navios as bandeiras de Malta e Singapura que tem acesso livre a qualquer porto do mundo. Porém se você encontrar os cerca de 4500 missionários da O.M espalhados pelo mundo, em 112 paises, falando do Amor de Deus, não se entusiasme achando que são turistas, na verdade, eles são os marujos de Jesus.
Fica aqui uma pergunta, por onde navegara o Logos II e o Doulos?

domingo, 7 de dezembro de 2008

A Disciplina da Submissão



Nem bem o ano de 2009 teve inicio e foi convocada uma reunião urgente com os oficiais de uma igreja pentecostal sexagenária na região, para resolver o problema de uma suposta rebelião em uma das congregações. No ano anterior a mesma coisa havia acontecido, quando da remoção de um jovem obreiro na direção da congregação. Parecia que a praga da rebelião, estava contaminando todos os oficiais daquela igreja, tão sofrida e exaurida com escândalos morais. O presidente da Igreja,estava decidido a tomar medidas punitivas como a exclusão sumaria do rool de membros e o amaldiçoamento do pecado de feitiçaria aos rebeldes. Aplicaria para tanto a disciplina da submissão ou seja: eu mando, e vocês obedecem. Eu ordeno, e vocês cumprem.
Para encurtar a historia, o resultado final foi o esfacelamento daquele ministério outrora dinâmico, mais que agora estava em acelerada decadência. Analisando do lado de fora, os sucessivos rachas daquela igreja, percebemos que o presidente, não conseguia entender que “liderança” e um ato de submissão a Deus. Que ser líder significa escutar todos os tipos de pessoas e de situações. Que a partir dessa escuta, podemos discernir a mente de Deus no melhor que pudermos. Esse e o preço da liderança – ele e um ato de sacrifício.
A liderança pastoral e parte e parcela do trabalho de submissão a Deus, como bem declarou o Pastor Richard Foster(foto) no Best Seller “ Celebração da Disciplina”. o Pastor ainda que seja o presidente da igreja, não é o senhor da Igreja, conforme muitos ministros pentecostais costumam agir e pensar. Há um sentimento de chamado para assumir papeis de liderança no apascentar das ovelhas de Cristo. O Pastor apascentador esta servindo pessoas e submetendo-se a Deus no melhor que pode. Alguns lideres religiosos, alteram o versículo paulino, afirmando categoricamente: “ Tudo posso, pois sou o chefe e o cargo me fortalece” . Esquecem-se de outras palavras de Paulo, quando ele nos aconselha: “Submetam-se uns aos outros como conseqüência de sua reverencia a Cristo” – pois há subordinação, marido e esposa, pais e filhos, patrão e empregado, pastores e ovelhas. Muitos jovens sacerdotes querem chegar ao topo da carreira ministerial, como presidentes de grandes igrejas, simplesmente para obterem o “ poder” de mandar e usufruir dos benefícios do cargo eclesiástico. Lembro-me da palavra do profeta Jeremias ao seu servo Baruque – “ você busca grandes coisas para si? Não as busque” – nisso resulta sabedoria e amarga experiência.
Estudando a historia do Cristianismo encontramos o papa Gregório, o Grande. Ele queria orar e estudar no mosteiro, e no entanto, quando foi escolhido para liderar a Igreja Romana, era objetivo em seu trabalho administrativo e submisso a sua vocação sacerdotal, e nessa submissão, tornou-se um grande líder religioso.
Um pastor somente estará seguro para liderar um rebanho, quando estiver livre para se submeter a direção de Deus e servir aos seus irmãos, e não ao contrario, servir-se deles, como muitos fazem, causando verdadeiras divisões no reino de Deus. Dificilmente um pastor humilde amoroso e submisso perdera as ovelhas do rebanho de cristo para o lobo devorador. Quando paixões egocêntricas derem lugar a um coração abnegado e humilde. Quando a raiva, ódio, malicia e prepotência forem substituídas pelo amor, compaixão e a disciplina da submissão, não haverá mais disputas no coração da Igreja de Cristo. Contextualizando, o puritano inglês John Flavel do século 17 no seu livro: “ Mantendo o coração”, “a maior dificuldade na conversão do homem e ganhar um coração submisso para Deus; e a maior dificuldade após a conversão e entrada no ministério pastoral, é manter o coração submisso a Deus.

sábado, 6 de dezembro de 2008

A Misericórdia de Deus


Conta-se que o conde de Polignac, devedor de muitos favores ao imperador Napoleão Bonaparte, certa vez o traiu, tomando parte em uma conspiração para derruba-lo. Com base, então, em uma carta legitima na qual o conde se comprometia claramente com a dita trama, Bonaparte ordenou sua prisão.
Desesperada, a senhora Polignac solicitou audiência com o imperador. Sinceramente convicta como estava da inocência do marido, a honrada dama empalideceu quando o imperador mostrou-lhe a carta em questão e perguntou-lhe se conhecia a assinatura ao final. Aturdida, a senhora Polignac desmaiou instantaneamente na audiência.
Mas o imperador tinha traços de grande generosidade. Napoleão apiedou-se do caráter honrado daquela senhora. Providenciou-lhe socorro, esperou que ela retornasse a si, para lhe dizer:
- Tome, minha senhora: esta carta e a única prova que há contra seu marido. Esta vendo aquela lareira ao fundo da sala? De cabo ali do que existe contra seu esposo.
Eis a grandeza de caráter de um imperador que ocasionou a morte de tantas pessoas. Não teria, então, o Deus compassivo que nos, homens pecadores, para perdoar e cancelar, de uma vez por todas, as ofensas com que o ultrajamos?Certamente, pelo sangue precioso de Cristo, qualquer pecador arrependido encontra perdão infinito diante do Pai.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

O Marketing em nome do Senhor


O professor Jose Roberto Whitaker Penteado(foto), um dos mestres da escola de marketing do Rio de Janeiro, declarou em um artigo inteligente na Revista de Propaganda, que o marketing moderno completou seu centenário no mundo em 2005 e no Brasil seu cinqüentenário em 2006, quando foi fundado em São Paulo em 1956, a ADVB – Associação dos Dirigentes de Vendas na Brasil, tendo como seu primeiro presidente William James Pepper. Naquela época, marketing significava a arte de conquistar e manter os clientes, como escrevia Theodore Levitt. Em 4 décadas, as empresas que praticaram o marketing corretamente assumiram a liderança do mercado, enquanto outras desapareceram. De la pra cá, muita coisa mudou, e a falta de ética nos negócios, transformaram o instrumento do marketing em manchetes das colunas policiais, através da pratica de falsos serviços, contratos mal intencionados , roubo no peso dos produtos etc. o Consumidor moderno tem sido agredido, violentado e roubado pelos oligopólios e monopólios do mercado.
Contudo, caro leitor, você me perguntara: O que isto tem haver com a Igreja de Cristo?
Na semana do Natal de 2008, assisti a propaganda na televisão de uma mega Igreja com sua retrospectiva de intensas atividades, onde se proclamava em rede nacional, o numero de batismos, consagrações de obreiros, aberturas de novos templos, enfim sua força denominacional. No final o slogan: “Igreja Tal, uma máquina a serviço de Deus”. A Igreja deixou de ser uma agencia salvidica do amor de Deus, para ser comparada segundo os marqueteiros da Fé de plantão em maquina de consumidores religiosos do mercado. Já foi dito por alguns especialistas em crescimento da igreja, que qualquer pastor para ser bem sucedido no seu ministério, tem que investir na mídia eletrônica de preferência na televisão e com um marketing religioso agressivo, que o diferencie das centenas de denominações fundadas na onda neo-pentecostal. O ano passado, descansou no Senhor um presbítero veterano da Assembléia de Deus em Barra de São João, o irmão Fagundes, mais conhecido como “ em nome do Senhor”. Fagundes, homem simples sem nenhuma instrução, freqüentador assíduo da escola Bíblica Dominical, enquanto tinha saúde, sempre que era chamado para uma atividade Evangelística ou de Oração no seu bairro, afirmava em alto e bom tom: Em nome do Senhor, faremos evangelismo. Em nome do Senhor, oraremos pelos enfermos. Em nome do Senhor expulsaremos demônios. Na época do irmão Fagundes, nos primórdios do movimento pentecostal, a igreja crescia e avançava: em nome do Senhor. Não existiam programas de rádio e televisão. Não existiam jornais religiosos com grande tiragem. Não existia mega templos. Não existia o culto da personalidade. Não existia competição entre sacerdote para atrair as multidões com técnica de marketing. Na época do irmão Fagundes, o povo tinha os cristãos em grande estima ( Atos 5-13-B). Naqueles tempos, igual na igreja primitiva: louvava a Deus, caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor a igreja, aqueles que iam sendo salvos ( Atos 2-47). E por isso que vejo o atual sucesso ministerial de pequenas igrejas com seu crescimento baseado no discipulado do amor de cristo como uma verdadeira lufada de ar fresco, como se dizia antigamente. Gosto principalmente das palavras do irmão Fagundes, aluno dedicado para aprender na igreja, aquilo que não conseguiu nos bancos escolares, pois teve que trabalhar ainda cedo, bem menino na roça, segurando o cabo da enxada. Ele dizia coisas simples, porem de profunda sabedoria: “A ovelha gosta de carinho, amor e proteção e os auxiliares do pastor também; não se pode pregar o amor de cristo La fora, se não existe o amor aqui dentro. Ganhar almas para Jesus e importante, mais alimentar o amor de cristo no coração das pessoas com gestos e não apenas com palavras, e mais importante ainda”.”Filhinhos, não a menos de palavra, nem de língua, mais de fato e de verdade”.(1João: 3-18). Na atual crise de valores morais provocado, sobre tudo pela ganância e falta de caráter de falsos sacerdotes e confortador ver como este marketing do amor Cristão a moda antiga de evangelhos como o irmão Fagundes, continua dando certo.

Pr.Sergio cunha e Jornalista e presidente do Conselho de Pastores de Rio das Ostras.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Raio X Denominacional



No final do ano de 2008, depois de 6 anos ininterruptos na presidência do Conselho de Pastores de Rio das Ostras, fizemos um balanço e resolvemos tirar umas férias do ativismo religioso, depois de quase percorrermos as cercas de 200 Igrejas da cidade. Apesar de participarmos da comunidade evangélica em pequena cidade de apenas 16 anos, encontramos representações da maioria das denominações, assim como diversas outras não filiadas a qualquer denominação, ou seja, as chamadas: independentes.
Nesses anos de reuniões pastorais, descobri que as igrejas em Rio das Ostras estão bem diversificadas, divididas entre tradicionais históricas, pentecostais e neo-pentecostais. Algumas poucas com mais de 40 anos de fundação, e a maioria ainda entrando no vigor da juventude. Algumas possuem corais, mais a maioria absoluta tem bandas de louvor com guitarras elétricas, baterias e teclados eletrônicos, projetando seus hinos em telões. Alguns oficiais das igrejas se vestem solenemente com terno e gravata, mais já existem aqueles que usam calças jeans e camisas de manga curta, afinal de contas o clima e tropical.
Aos domingos pelas manhãs durante a escola Bíblica, as igrejas histórias, estão repletas na busca incessante pelo conhecimento da Palavra. Já a noite, as igrejas pentecostais se tornaram pequenas para abrigar o povo sedento de ver deus operar seus milagres através da sua Palavra. Algumas se reúnem segunda feira, com as eternas campanhas de libertação. Outras seguem uma liturgia americana-europeia permanentes, trazida pelos missionários estrangeiros no século passado para o Brasil, outras aparentemente decidem a ordem do culto conforme a direção do Espírito Santo.
Em algumas igrejas, o culto solene o povo permanece colado nos bancos e somente o Pastor permanece em pé atrás do púlpito. Já em outras, o povo permanece quase que o tempo todo em pé, batendo palmas, movimentando o corpo e declarando: Aleluia. Existem aquelas que com uma visão integral, investem na ação social buscando alcançar os desvalidos de uma maneira “ politicamente correta”. Enfim, existe uma verdadeira diversidade eclesiástica. Conforme estudo sobre a igreja do novo testamento, percebo que desde o pentecoste, a Igreja Cristã, derrubou as barreiras dos gêneros, raça e classe social, que marcavam as congregações judaicas. O apóstolo Paulo, que enquanto mestre dos fariseus agradecia diariamente a Deus por não ter nascido mulher, escravo ou gentio, estaria maravilhado com a mudança radical em Rio das Ostras:” Não a judeu nem grego, escravo nem livre, Homem nem mulher, pois todos são um em Cristo Jesus”. Gálatas 3-28.
Quanto a unidade da Igreja estamos trabalhando nesse propósito na grande oração registrada em João 17, onde Jesus destaca o pedido sobre todos os outros: “Que sejam um”. Estamos orando para que uma brisa da fragrância da unidade venha soprar na Igreja evangélica riostrense, mesmo com toda diversidade. A propósito nestes anos de visitas as dezenas de igrejas, nunca encontrei uma perfeita, pois afinal de contas, a igreja visível perfeita, formada de pecadores redimidos não existe.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Tempos Dificeis aqueles...


Atos dos Apóstolos 20 :24

Todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão somente puder terminar a corrida e completar o Ministério que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do Evangelho da Graça de Deus.
O Evangelista Enéas Gomes da Silva, 72 anos(foto), está cansado de combater o bom cambate e por isso pretende entregar a direção da sua congregação no Bairro Unamar. A crise financeira que se abateu sobre o mundo com origem nos E.U.A, não o assusta e tão pouco lhe mete medo. Com firmeza e sabedoria de um pescador aposentado, tanto de água doce do Rio São João, como do mar de Cabo Frio, depois de criar seus 6 filhos com muita dificuldade, afirma que já viveu crise pior, quando na 2°Grande Guerra Mundial, chegou em Barra de São João, então uma aldeia de pescadores, terra do Poeta Casimiro de Abreu e pousada do Imperador Pedro II, quando de passagem para Campos dos Goytacazes, para viver com seus pais: Dona Martinha e seu Manoelzinho, alem dos 7 irmãos, e enfrentarem uma época de sacrifícios e racionamento de tudo. Naqueles tempos difíceis morando na beira rio, faltava desde dos gêneros alimentícios ate mesmo a luz elétrica, sendo usado a lamparina para clarear a escuridão. As únicas benções que nunca faltaram, foi a fartura de peixes do velho rio São João, que matou a fome de muita gente no período de guerra e a Fé nas promessas do Senhor Jesus, de que eles nunca estariam sozinhos na batalha pela vida, como testemunhas do Evangelho da Graça de Deus. Trabalhando ainda criança na fabrica de tamancos e vassouras do prefeito Palmier , o franzino Eneas, guarda na memória o slogan popular dos tempos de escassez: “ Use ate gastar, faça durar, ou fique sem”. Foram anos de sacrifícios.
Para mim , ouvir essas historias, que não são de pescador, mas sim um testemunho vivo, de quem atravessou crises, sem perder a Fé, fazem com que eu aprecie os benefícios da liberdade de pregar o Evangelho e somente parar quando completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, pois as crises passam, mais Cristo permanece para sempre em nossos corações.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Inaceitavel Esquecimento Missionário



Com a exportação da crise financeira americana para o mundo a fora, trazendo um período de incertezas, a exemplo do que aconteceu com a queda da bolsa de Nova York, em 1929, onde o mundo conheceu a depressão e as igrejas evangélicas diminuíram o fluxo missionário para as demais nações, parece-nos que a historia se repete.
Os dias finais desse ano de 2008, levam-nos a reflexões. Busca-se alcançar os acontecimentos futuros e a chegada da crise financeira na igreja, com a diminuição de recursos para serem aplicados na obra de evangelização e missões, sendo o Brasil, o maior pais pentecostal do mundo. Conduzem a meditações sobre tempos passados, quando aqui chegaram ao solo pátrio, os missionários suecos Daniel Berg, e Gunnar Vingren para iniciarem as bases do maior movimento pentecostal na história da Igreja Cristã. Estas últimas surgem em nossas mentes pelos mais diferentes motivos.
Uma cena com contornos já observados. Um encontro causal com crentes que ajudaram a escrever com suor e lágrimas o registro histórico da Igreja em terras, onde antes prevalecia o domínio católico ibérico. A leitura de um livro com registros capazes de estimular a memória e trazê-la ao presente, visando esclarecer a geração atual de pastores, que a Igreja de Cristo cresce e avança em meio as crises que o mundo tem enfrentado, porque conforme declarou a epistola paulina:” Nada pode nos separar do amor de Cristo”.
Dois livros nos chamaram a atenção: História do Cristianismo – Dos Apóstolos do Senhor Jesus ao século XX e História das Assembléias de Deus no Brasil. Foram os condutores do encontro de tempos passados com o presente. São pequenos, mais registram números e acontecimentos relativos a fé de homem simples , porém tementes a Deus, que não deixaram de atender a Grande Comissão, mesmo em tempos de crises.
Corriam os últimos anos do século XIX, quando o Fogo do Espírito Santo foi derramado na vida de alguns homens em terras cobertas de neve para realizarem uma viagem missionária a um pais tropical de dimensões continentais. Aqui chegando em meio a muitas dificuldades, romperam duras amarras impostas pela religião romana e pelos mandatários do poder político, incendiando com o fogo pentecostal de norte a sul do Brasil, que Jesus Salva, Cura, e Batiza com o Espírito Santo.
Hoje, os tataranetos da Fé pentecostal trazidas pelos missionários suecos, já não se comovem com a saga dos pioneiros. Os sofrimentos remotos não são ensinados nos seminários teológicos e tão pouco nas escolas bíblicas. Para muitos, Berg e Vingren são anônimos personagens de um passado muito distante que superaram pela Fé, inúmeras crises, porem fazem parte de um inaceitável esquecimento missionário. Perto de completar o seu centenário no Brasil, as Assembléias de Deus, merecem mais estudos profundos sobre a vida de homens e mulheres, que produziram uma saga de Fé e coragem por acreditarem que o Deus que os chamou para uma grande obra, é maior que todas as crises da história da humanidade.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

E Billy Graham fez 90 anos


Já se vão 31 anos em que no final da Rua Lucia, morro da Galinha, Belford Roxo, Baixada Fluminense, era fundada a Embaixada Billy Graham, organização para adolescentes batistas, liderada na Igreja Batista Central pelo irmão Pedro e fundado no Brasil como Embaixadores do Rei pelo missionário norte americano Alvin Hatton, criador do acampamento Sitio do Sossego em Boa Esperança – Casimiro de Abreu.
Naquela época um garoto na idade do pequeno Rei Davi, foi convidado pelo Pastor Paulo Roberto Seabra , Ministro Batista e Secretario Executivo da Junta de Missões Nacionais da Convenção Batista Brasileira, a aceitar Jesus como Senhor e Salvador de sua vida e depois ingressar na embaixada Billy Graham e participar de diversas atividades evangelísticas enquanto adolescente com a vida dedicada a Cristo.
Foi a primeira vez, que ouvi pronunciar o nome do já então famoso Evangelista Billy Graham. Depois disso, fui com minha mãe assistir pessoalmente sua histórica cruzada no estádio do Maracanã no Rio de Janeiro, sendo interpretado por Walter Kashel e a participação musical do grandioso coral, regido pelo Maestro Valdenir de Carvalho, entoando louvores que ficaram gravados em minha mente e coração.
Eu estava entre aquela multidão que atentamente ouvia extasiada a Palavra de Deus por aquele nobre evangelista. De certa forma fui impactado pelo ministério do Dr.Graham, pois como Pastor, inspiro-me em seu ministério e exemplo de vida para avançar na incomparável tarefa de ganhar almas para o Reino de Deus.
Navegando pela internet, descobri que o Pastor da América, completou 90 anos em novembro de 2008 e mesmo debilitado pelo mal de Parkinson, continua trabalhando para Jesus, haja visto, o projeto Minha Esperança – Brasil, empreendido recentemente no pais em rede nacional de televisão. Sabemos que ninguém e insubstituível na Obra de Deus, porem, estamos orando ao Senhor, para que Deus continue a levantar outros semelhantes servos Dele no mundo para que o evangelho de Jesus Cristo seja pregado de maneira global e o seu nome seja Glorificado.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Precisamos de um Elias



Durante uma palestra para obreiros ministrada pelo Pr. Francisco Machado Rodrigues, titular da 2ª Igreja Batista de Rio das Ostras, há cerca de 25 anos, sobre a crise de caráter que se abate sob re a Igreja Evangélica com a inversão de valores morais e a aceitação e conivência com o pecado de alguns líderes eclesiásticos, chegamos a conclusão imediata de que precisamos de um profeta da estatura moral de Elias para derrotar os falsos profetas de Baal que tem se levantando no seio da Igreja enganado o povo com a indústria de revelações e promessas de falsas bênçãos em detrimento da pregação da verdade bíblica.
Para falar com autoridade com os Rei Acabe e as Jezabel, que se consideram ter o controle da situação. Precisamos ter um novo Elias, para dizermos em alto e bom tom para o mundo que jaz no pecado que “o Senhor é o nosso Deus”, e o seu nome é Jeová, e Ele é o único a quem sua Igreja serve e adora.
Elias, o Tesbita, nunca foi um homem de fina educação sofisticada diplomata. Nunca estudou nos melhores seminários teológicos da época. Muito pelo contrário, provavelmente rude, queimado do sol e forte como um típico homem do campo. Mas com uma autoridade dada por Deus, que não se encontra atualmente na boca de muitos pseudo-profetas, que sabem fazer apenas barulho e arrebanhar multidões com verdadeiras cenas teatrais.
Os hábitos de Elias, beiravam a grosseiras e a severidade com, a aplicação da justiça de Deus, não muito diferente de outros homens levantados pelo Senhor da Igreja em momentos de crise, tais como John Knox, o grande profeta da Escócia, o qual a Rainha temia e respeitava mais que os exércitos inimigos.
Geralmente os profetas não estão nos palácios com os reis, tão pouco nas catedrais em púlpitos adornados com ouro e pedras preciosas. Não estão na grande mídia. Não são capa da Veja Times. Não dão entrevistas não Jornal Nacional. Não publicam Best Sellers. Mas com certeza possuem seus nomes escritos no Livro da Vida e na galeria dos heróis da fé.
O Brasil é hoje, uma das maiores nações da América Latina com 1/3 da população evangélica, contudo qual o impacto causando na sociedade? Qual a diferença da Igreja Evangélica Brasileira para a Igreja Americana Pós-Moderna, para a Igreja Chinesa Oficial, para a Igreja Romana?
No âmbito da Igreja Evangélica Riostrense, com suas mais de 205 casas de oração e representando ¼ da população, será que temos sido referencial, sal da terra, luz nas trevas?
Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim, a favor desta terra, para que eu não a destruísse, mas ninguém achei. Ez 22:30.
A busca continua. Deus ainda está procurando profetas que façam a diferença em Rio das Ostras, no Brasil e no mundo. Vamos continuar orando, para que Ele possa achá-los.
Quem sabe, se você não é um deles, mesmo com o seu português precário, seu terno velho e puído, sua falta de formação teológica, mesmo você morando de aluguel no subúrbio de sua cidade, mesmo você não tendo nem mesmo uma bicicleta para ir à Igreja, mesmo você não tendo nem mesmo oportunidade para fazer uma oração no templo.
Deus procura alguém que tenha a coragem de dizer: Está errado Acabe! Alguém se habilita?

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

A Síndrome da Primeira Impressão


Quando fui designado para assumir a direção da maior congregação do campo de trabalho de Barra de São João no Município de Rio das Ostras, meu coração se encheu de alegria. Minha posse foi em uma sexta-feira com a Igreja vazia.
O pastor que substituí, não queria entregar a direção do trabalho, estava enraizado no púlpito e possuía o coração das ovelhas como Absalão.
Após receber as chaves do templo que possuía 40 anos de fundação com paredes sem embolso, o terreno sem muros e portões, e o livro caixa com recursos suficientes apenas para pagar a conta de energia. Naquele momento estávamos passando pelo teste da primeira impressão. Diga-se de passagem, bastante desanimadora.
Diante daquela imensa Igreja, totalmente vazia, com paredes descascadas, o teto cheio de vazamentos e ninho de pombos, instrumentos musicais velhos e caindo aos pedaços e uma membrezia composta na sua maioria de senhoras-idosas, viúvas e pensionistas, uma pergunta vinha a mente: o que eu estou fazendo aqui?
Estava claro que meu ministério pastoral, estava sendo colocada a prova. Por outro lado, o Espírito Santo me dizia: “Não desista”.
Com isso, aprendi que nunca devemos subestimar a primeira impressão, pois ela em geral é um teste.
Fico imaginando, o profeta Elias em seu treinamento avançado em Sarepta depois de viajar centenas de quilômetros por uma terra seca e estéril, e ao chegar ao seu destino desesperado por água, encontra uma mulher apanhando lenha e lhe pede água e comida. Porém, ela respondeu: tão certo como vive o Senhor, teu Deus, nada tenho cozido; há somente um punhado de farinha numa panela e um pouco de azeite numa botija; e vês aqui, apanhei dois cavacos e vou preparar esse resto de comida para mim e para meu filho, comê-lo-emos e morreremos. (I RS 17:12).
Que surpresa! Bem-vindo a Sarepta! Bem-vindo ao Palmital! A Igreja do Palmital, foi uma escola de treinamento ministerial. Pois logo na primeira semana, comecei fazendo um sepultamento do filho de um filho do presbítero auxiliar. Algo bastante animador, para não dizer o contrário, que não estava nos meus planos.
Nas primeiras semanas naquela comunidade, confesso que foi derrotado pela primeira impressão. Foi desolador. Porém, da mesma maneira como o Senhor falou com Paulo, ele me disse: a minha graça te basta!
Ao procurar conselhos com um pastor de mais de 40 anos de ministério, ele me disse:
- Sérgio, essas dificuldades você não aprende como enfrentá-los no Seminário, não permita que a decepção da primeira impressão o derrote. Olhe para as possibilidades da Igreja, obedeça a Deus sem hesitação e tenha fé nas suas promessas: “A farinha da tua panela não se acabará, e o azeite da tua botija não faltará, até o dia em que o Senhor fizer chover sobre a Terra. (I Rs 17:13-14).
Assim como a viúva de Sarepta conheceu a Deus na cozinha, olhando para a panela e encontrando farinha. Olhando para a botija e encontrando azeite. Da mesma maneira, no período em que durante 2 anos estive na Assembléia de Deus no Palmital conheci a Deus do profeta Elias, pois nunca faltou farinha como alimento da Palavra e tão pouco o azeite do Espírito Santo, para a glória do Nome do Senhor.

sábado, 2 de agosto de 2008

A sombra do cajado dos pioneiros


Com a exibição do filme de 6 minutos na Catedral das Assembléias de Deus em Cabo Frio, relatando parte da história do movimento pentecostal com seus 68 anos de fundação na Região dos Lagos, e o início repleto de lutas e dificuldades superadas pelos pioneiros, dentre os quais, podemos destacar, aquele que foi considerado, o apóstolo da Região dos Lagos, o saudoso pastor Enock Alberto Silva, meus olhos começaram a lacrimejar e o coração se encheu de alegria pelo resgate ‘histórico de homens e mulheres que devotaram suas vidas a causa do mestre Jesus e o pleno derramar do Espírito Santo na região da Costa do Sol.
Lembro-me que quando cheguei à Cabo Frio nos idos da década de 80, acompanhando o pastor Manoel Francisco de Freitas, líder da Assembléia de Deus no Galeão – Ilha do Governador/RJ e presidente da UMADER – União de Mocidade das Assembléias de Deus do Estado do Rio de Janeiro para uma visita ao pastor Enock em sua residência no bairro São Cristóvão, para pedir-lhe apoio para a realização de um Congresso Regional, pensávamos que fôssemos encontrar um missionário sueco, grandalhão do tipo de Daniel Berg, morando em uma mansão na beira da praia do Forte, e fomos recebidos por um homem franzino, de rosto sulcado pelos sofrimentos na pregação do Evangelho, porém, forte e resistente como convém a todo sertanejo alagoano, morando em uma casa simples sem nenhum luxo e ostentação, apesar de na época, ele liderar um rebanho de 17 mil ovelhas e ter aberto 105 igrejas desde Rio Douro na grande São Gonçalo até Santa Maria Madalena na região serrana do Norte do Estado. Pastor Enock, que aceitou Jesus como Salvador em uma Igreja Batista, tinha como profissão secular, o ofício de barbeiro e foi o quarto pastor a ser ordenado ao ministério da Palavra, pelo pastor Paulo Leivas Macalão, fundador do Ministério de Madureira, e durante mais de 40 anos construiu um legado de fé com milhares de filhos gerados pelo Espírito Santo.
O seu casamento com a irmã Ilka, não teve filhos biológicos, porém, devido ao seu amor pela obra do Senhor Jesus, resultou em milhares de filhos na fé.
Pastor Enock, abandonou a navalha do barbeiro para utilizar a Palavra de Deus, fiel e digna de toda aceitação. Ele trocou a navalha pela espada do Espírito para anunciar as Boas Novas do Evangelho em Campos dos Goytacazes, Volta Redonda, Bauru e finalmente se radicando em Cabo Frio, trazendo o pentecoste para toda a região, como um verdadeiro apóstolo.
Os pastores ordenados pelo pastor Enock, tais como Benone Valadares, Gentil Medeiros, Gessildo Mendes, todos de saudosa memória, revelaram em vida, que o saudoso patriarca, valorizava muito o caráter bem como a firmeza de personalidade do obreiro e investiu em recém-nascidos espirituais que necessitavam ser “amamentados” e cobertos pelo seu cajado pastoral. Eu mesmo, fui um deles. Após uma reprimenda pública, diante de toda a Igreja, fiquei durante muito tempo com mágoas em relação às duras palavras trazidas pelo anjo da Igreja cabofriense. Contudo, quando do meu casamento com minha esposa Ruth, filha do então presbítero Enéas Gomes da Silva, um dos fundadores da Assembléia de Deus em Barra de São João, Igreja vinculada à Cabo Frio, fui procurar o pastor Ebock para pedir-lhe perdão e receber sua benção e permissão para o casamento.
Para minha surpresa, após ficar na fila de obreiros, que mensalmente levava os problemas do povo para ele julgar, como se ele fosse o nosso Moisés, fui recebido com um abraço caloroso e um sorriso largo, o que não era da natureza do pastor Enock, pois sempre fora taciturno, desde sua infância em Alagoas.
Lembro-me ainda hoje, na firmeza de suas palavras:
- Há meses que estava lhe aguardando, para lhe dizer que o pai que ama seus filhos, procura corrigi-los para que eles possam se tornar obreiros aprovados.
Naquela época, estava servindo à Jesus como presbítero e secretário executivo da mocidade estadual. Foi quando ouvi de seus lábios, palavras proféticas.
- Meu filho, no tempo certo de Deus, mesmo com o seu temperamento nordestino, você ainda vai ser um pastor. Basta apenas permanecer debaixo do cajado.
Diante do filme exibido no telão da Catedral, veio a mente uma pergunta: “O que anda acontecendo a nossa geração de obreiros?” Porque será que poucos conseguem permanecer debaixo do cajado? Ministérios estão sendo “abortados” por causa da incapacidade de esperar o momento de Deus. Poucos estão dispostos a oferecer o “lombo” para as pancadas inerentes ao ministério e a honra que ele requer.
Com o saudoso pastor Enock Alberto Silva, aprendi que “No tempo de Deus, você nunca está atrasado!” E que precisamos em meio a nossa imaturidade espiritual aprender a andar “no passo do gado, como fez Jacó depois do Vau de Jaboque, e a respirar o ar dos pastos verdejantes do pastoreio de Deus.
Escreveu o salmista Davi com muita propriedade e conhecimento de causa: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo: A tua vara e o teu cajado me consolam”. Sl 23:4
Que possamos ter como exemplo de vida ministerial, homens de Deus na estatura de gigantes da fé, como o pastor Enock Alberto Silva, que não possuía uma pregação inteligente, uma admirável eloqüência e polida oratória, mas tinha a autoridade do Espírito Santo e as marcas do caráter de Cristo e o comprometimento com o Reino de Deus e a Igreja que lhe representa. Que toda honra e glória sejam dadas ao Senhor.

Sérgio Cunha é jornalista, articulistas, conferencista e presidente do Conselho de Pastores de Rio das Ostras.

Heróis sem medalhas na China


O mundo acabou de assistir as Olimpíadas na China, com seus heróis e suas medalhas. O País mais populoso do mundo, deu uma demonstração de força e beleza para todos os povos!
Porém, a História do Cristianismo revela-nos que existem aqueles heróis sem medalhas, que nunca subiram ao Podium Olímpico, tão pouco receberam louros de glória, mas realizaram uma verdadeira revolução espiritual em solo chinês, maior que a do líder Mao Tse-tung, construíram uma muralha de fé maior que a muralha da China. Seus nomes não constam na cidade proibida, no livro dos Imperadores da Dinastia Ming, porém foi escrito com sangue carmesim no Livro da Vida pelo Rei dos Reis da Dinastia de Davi e suas moradas celestiais, será na Nova Jerusalém. Esses homens extraordinários, que incendiaram a China milenar, superando com fé todas as dificuldades no limite de suas forças, crendo na força do Espírito Santo para evangelizar o povo chinês, tais como: Jônatas Goforth que mesmo cego, ganhou cerca de 38.724 almas chinesas para Cristo, registradas no famoso livro intitulado: “Vidas Milagrosas da China”.
Durante seu ministério, Goforth perdeu seus três filhos, Gertrude, Donald e Florença, sendo necessário levar os cadáveres a uma distância de setenta e cinco quilômetros, lugar onde se permitia enterrar os estrangeiros, contudo nada o fazia desistir de pregar o Evangelho, pois o lema de sua missão era: “Avançar de joelhos”.
Com o médico inglês de apenas 21 anos. Hudson Taylor, o pai de Missões no interior da China, também não foi diferente. Com muita dificuldade ele levou cinco meses para desembarcar em Xangai em 1854 e iniciar seu trabalho missionário, adotando o hábito de vestir-se como os chineses, raspando a cabeça na frente e deixando o resto dos cabelos a formar trança comprida. Na China, também, Hudson Taylor, perdeu sua família interrando sua filha Graça de 8 anos, o filho Noel e a esposa Maria Dyer Taylor, vítimas de cólera. Durante 52 anos visitou cinqüenta e uma cidades onde nunca antes se ouvira a mensagem do Evangelho, preparou um hinário e a revisão do Novo Testamento para os novos convertidos no Norte da China.
Ao subir o grande Rio Yang Tse, para evangelizar as nove províncias do planalto da Mongólia as montanhas do Tibet no ano de 1874, Hudson Taylor escreveu em seu diário: “A minha alma anseia, e o coração arde pela evangelização de centenas de milhões de chineses nessas províncias sem nenhum obreiro. Oh, se eu tivesse cem vidas a dar ou gastar por eles!” Esse desejo de Hudson Taylor se cumpriu, por toda sua vida foi gasta na pregação do Evangelho de Cristo para milhares de chineses, sabendo que a salvação de suas almas valiam mais do que todo o ouro do mundo. “Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria”. (Sl 126.5).
O soluço de mais de um bilhão e duzentos milhões de almas na terra onde se adora o dragão, tem soado aos ouvidos e comovido o coração de homens da estatura do irmão Yuni, morador da Província de Henan, no Sul da China, que foi alcançado pela graça do Senhor Jesus em 1970 e durante cerca de mais de trinta anos, tem percorrido toda a China para pregar as Boas Novas de Salvação como um líder de sua geração na Igreja Doméstica da China, com muitos sinais, milagres e maravilhas, seguindo seu ministério, provando que ele tem sido um verdadeiro apóstolo da fé (2Co 12.12) que, mesmo sendo perseguido, preso em Nanyang, torturado, nunca renegou sua fé em Cristo Jesus, recebendo inclusive o título de seus compatriotas de “O Homem do Céu” tamanho os livramentos recebidos do Senhor da Igreja diante da perseguição do Governo Comunista Chinês e de sua Igreja Oficial: O movimento patriótico das três autonomias.
O irmão Yun é um presbítero da Comunidade Sinim, mencionada em Isaías 49:12. “Eis que estes virão de longe, e eis que aqueles, do Norte e do Ocidente, e aqueles outros, da terra de Sinim”, que congrega cerca de 58 milhões de crentes.
Os verdadeiros heróis da fé na China, não tiveram seus nomes estampados nos principais jornais do mundo, tão pouco deram entrevistas as redes de televisão, durante o massacre da Praça Tiananmen (Praça da Paz Celestial), mas com certeza, “resplandecerão como o fulgor do firmamento, os que a muitos conduziram a justiça, como as estrelas, sempre e eternamente” (Dn 12.3)

Sérgio Cunha é jornalista, articulista, conferencista e presidente do Conselho de Pastores de Rio das Ostras

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

O General dos Pregadores



A nave da Catedral de Cabo Frio, estava completamente lotada durante as festas alusivas ao 68º Aniversário de Fundação do Trabalho Pentecostal na Região dos Lagos. Quando o pregador paraibano com forte sotaque assumiu o púlpito, houve uma reverência solene. Antes foram feitos as devidas apresentações daquele que é considerado pelas gerações passadas como o General dos Pregadores Pentecostais, ainda em plena atividade evangelística, depois de mais de 40 anos, percorrendo todo o Brasil e vários países do mundo, sempre declarando em alto e bom tom que: Jesus salva, cura, batiza com o Espírito Santo e ainda leva para o Céu, no bom estilo pentecostal. O nosso Billy Graham assembleiano, foi ganhado para Jesus, por um barbeiro semi-analfabeto de nome Manoel Victor, quando com uma tesoura cega aparava seus cabelos e com muita autoridade espiritual, lhe revelou que ele era um vaso escolhido de Deus, para ser profeta para as Nações, causando-lhe verdadeiro temor e tremor na velha cadeira, que começou a quicar ruidosamente.
O pastor Napoleão Falcão, revelou-se do tempo nos primórdios do Movimento Pentecostal no Brasil na época em que ser crente não era chique e tão pouco dava ibope. Onde os crentes eram discriminados e perseguidos com pedradas, ovos podres e tomates estragados, lançados em rosto nas praças públicas e muitos até mesmo presos durante o regime getulista, outros sem poderem ser sepultados nos cemitérios católicos. Naquela época, segundo o pastor Napoleão, quando do início do Avivamento Brasileiro, os crentes eram convertidos e conheciam o plano de salvação. Os pastores de origem simples, sem nenhuma formação teológica, conheciam a Bíblia e o Senhor da Bíblia. Muitos foram marcados pelos irmãos tradicionais como "bodes" e filhos das seitas, mas na sua maioria, ficaram conhecidos como "os Bíblias", "Pentecostes", "Canelas de Fogo..." Isso porque, assim que alguém se convertia, a primeira coisa que fazia era comprar uma Bíblia, um terno e buscar o batismo com o Espírito Santo.
O Brasil assembleiano que estava sendo construído, não possuía teólogos, mestres e doutores na Palavra, mas quando um daqueles pedreiros, pescadores, barbeiros, padeiros abriam a boca para falar de Jesus, com um português nada lusitano, o fogo do Espírito Santo convertia os corações dos pecadores. Gente que não sabia ler, levava a Bíblia debaixo do braço, assim mesmo, como símbolo de suas conversões, e procuravam aprender a ler para poder ler a Bíblia. Nos cultos evangelísticos, os novos irmãos davam seu testemunho com muita humildade e singeleza de coração, com os olhos encharcados de lágrimas. Naquele tempo, segundo o pastor Napoleão, existia testemunho de vida, e hoje, existe vidas de tristemunhos.
Naquele tempo não existia catedrais, não existia seminários, emissoras de rádio e televisão evangélicas, mais o pentecoste era derramado, as pessoas curadas, os cativos libertos e o diabo envergonhado. Que saudade dos tempos, que os Bíblias davam certo. Onde não existia artistas nos púlpitos, mas apenas servos.
Como era de se esperar, mais ma vez o Espírito de deus veio sobre o pregador e ele foi usado como uma caixa de ferramentas para a Glória do Nome de Jesus. Naquela reunião, enquanto eu via o Senhor operando da sua graça e misericórdia, pude perceber que Deus continua colocando estes dons à disposição de seu povo em todo lugar e em todos os tempos.
"Porque a promessa pertence a vós, e a vossos filhos"

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Será que todos podem ser apóstolos?


O mês de julho de 2008 para o Conselho de Pastores de Rio das Ostras, foi incomum, com o recebimento de pedidos de alguns obreiros neófitos, recém chegados a cidade para a realização de uma Cruzada Evangelística com um novo apóstolo de uma nova denominação neo-pentecostal do novo século, que através da mídia estava ganhando o Brasil para Jesus. Segundo aquele obreiro com poucos meses de fé cristã e sem nenhuma formação bíblica, o pseudo-apóstolo realizaria inúmeros milagres como fosse trazido ao município. A princípio contra argumentei, que não existem mais apóstolos depois dos doze chamados pelo próprio Jesus e Barnabé e Saulo, constituídos por ato da Igreja de Antioquia (At 13:1-3).
Ao sair do escritório do Conselho, o novel obreiro se achava mais ainda confuso , sem entender o por quê dessa verdadeira fábrica de “apóstolos” que se instalou na Igreja Evangélica Brasileira, particularmente no segmento neo-pentecostal. Visando dirimir eventuais dúvidas que possam existir na cabeça dos obreiros da Igreja Evangélica Riostrense, fomos examinar as Escrituras, como crente bereano e a História da Igreja com seus patriarcas, mártires e apologistas, para tentar entender essa profusão de apóstolos , que não se contentam mais com o título bíblico de pastores e bispos e descobrimos que apóstolos significa mais do que “mensageiro”: a sua significação literal é a de “enviado”, dando a idéia de ser representado a pessoa que manda. O apóstolo é um enviado, um delegado, um embaixador.
No Evangelho de São Lucas diz-nos que o nome apóstolo foi dado aos doze por Jesus Cristo (6.13), e em mais quatro passagens o emprega a respeito dos discípulos (9.10, 17.5, 22.14, 24.10). Em cada um dos outros Evangelhos o termo ocorre uma só vez (Mt 10.2; Mc 6.30; Jo 13.16). Nos Atos e Epístolas, especialmente nos escritos de S. Paulo, é freqüente. A razão é clara: Jesus chamou alguns “discípulos” para, de perto, viverem com Ele e irem aprendendo a Palavra do Evangelho, mas sempre com o fim de enviá-los por toda parte como Seus representantes. Daqui se depreende que as idéias essenciais do apostolado devem ser compreendidas em todas as relações do Mestre com os doze, embora o nome pertença propriamente aos casos em que o discípulos vai numa missão a qualquer ponto, quer para tratar de serviços temporais durante a vida de Cristo, quer para sustentar a obra evangélica depois da Sua morte. A idéia vem expressa com verdadeiro conhecimento e precisão de frase em S. Marcos, quando ali se diz que “chamou os que ele mesmo quis, e vieram para junto dele. Então designou doze para estarem com ele para os enviar a pregar” (Mc 3.13, 14). Na significação do verbo enviar está incluída a de apóstolo (grego apostello).
O estudo primária da significação de “apóstolo”, com base nos Evangelhos, deve efetuar-se em volta destes três pontos: chamadas, educação, missão. Basta indicar aqui algumas das feições de cada especialidade, como se acha na simples e primitiva narração do Evangelho de S. Marcos.
a) A Chamada. O primeiro ato do ministério público de Jesus Cristo é a chamada de Simão e André, Tiago e João, para a Sua companhia, a fim de fazer deles “pescadores de homens” (Mc 1.16 a 20). Uma estranha autoridade se nota na maneira de chamar, correspondendo-lhe uma resposta imediata: estas características aparecem na posterior chamada de Levi (2.14), e mesmo na nomeação dos doze (3.13 a 19). Não é o caso duma adesão gradual a qualquer doutrina nova, a algum novo Mestre: é o próprio Jesus que, para os fins da Sua missão, toma a iniciativa.
b) A Educação. Na primeira parte do Evangelho são os discípulos testemunhas e companheiros de Jesus no Seu ministério público, mas ali se menciona uma direta instrução do seu Mestre (4.10 a 25,35 a 41; 6.7 a 11, 31, 47 a 52; 8.14 a 21). Todavia, a sua convivência com Jesus há habilitou Pedro, como que falando por todos, a fazer a grande confissão: “Tu [es o Cristo” (8.29), confissão seguida da predição de Cristo, três vezes repetida, com respeito à Sua paixão (8.31, 9.31, 10.33), proporcionando-lhes, entrementes, lições sobre renúncia, humildade, e serviço. O que se pode depreender do que se lê em S. Marcos é que desde o temo do ministério da Galiléia, e depois de terem saído desta província, Jesus consagrou-se cada vez mais a instrução e educação dos doze. Esta conclusão é sustentada, com muitos por-menores adicionais, por S. Mateus e S. Lucas, e confirmada pelo maravilhoso discurso de Jesus (Jô 13.17).
c) A Missão. A Missão temporária, de que se fala em Mc 6.7 a 13, ainda que, pelo sabemos, não se acha repetida, pode ser considerada como típica. Insiste-se na simlicidade do abastecimento, como sendo de grande conveniência para concentração em trabalho urgente. Esta confiança é, também, acentuada no grande discursos que vem em Mt 10 (leia-se Lc 10.1 a 24 sobre a missão dos setenta). Os discípulos são revestidos de autoridade por Jesus, e na sua volta referem ao Mestre tudo o que tinham feito e ensinado.
II. Nos Atos e Epístolas. A suprema autoridade dos apóstolos, na Igreja Primitiva, acha-se indicada em At 1.1 a 11, e manifesta-se por todo o livro. Com a escolha de Matias para o lugar que Judas deixou pela traição, ficou completo o círculo dos doze. Este fato nos mostra que, para o apostolado, era essencialmente requerido que o eleito tivesse Sid companheiro de Jesus desde o seu batismo até à ascensão. Mas pelas exigências da Igreja, que tomou logo grande desenvolvimento, e por livre concessão do Espírito Santo, deixaram de ter aquela estreiteza os limites do apostolado. Por ato da Igreja de Antioquia (At 13.1 a 3), Barnabé e Saulo foram constituídos apóstolos: é-lhes conferido esse título, em 14.4, 14. Paulo não somente reclama com firmeza aquela qualidade (Rm 1.1; Co 1.1; 2Co 1.1 etc; 1 Co 9.1 2 Co 11.5; Gl 1.1 etc), mas associa e ele Barnabé (Gl 2.9; e Co 9.5,6). É provável que Paul queira, também, aplicar aquele termo a Tiago, o irmão do Senhor (1Co 9.5; 15,7; Gl 1.19), a Silvano (1Ts 2.6); e mesmo a cristãos tão pouco conhecidos na história como Andrônico e Júnias (RM 16.7). Mas esta extensão do córculo apóstoloca foi limitada por uma condição essencial: um apóstolo devia ter visto o Senhor (1Co 9.1). para poder testemunhar logo o objeto da fé da Igreja, Cristo ressuscitado (1Co 15.8). Além disso, devia haver nele uma clara consciência da chamada divina e sua nomeação (Rm 1.1; 1 Co 1.1 etc) e, sevindo ao Senhor, os sinais de um apóstolo (2 Co 12.12; 1 Co 9.2) etc. É em virtude destas aptidões combinadas que os apóstolos se acham primeiramente na ordem dos dons, que Deus concedeu à Sua Igreja (1Co 12.28; Ef 4.11). Eles conservaram-se numa relação espiritual com Jesus Cristo, que os dez depositários e autorizados pregadores da Sua Palavra (2Pe 3.2), e repetidas vezes nos escritores da primitiva Igreja: cf Ef 2.20 e AP 21.14). Em conformidade com isto, a prova da apostolicidade foi mais tarde requerida nos escritos, que por fim fizeram parte do Cânon do Novo Testamento.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

A História da Igreja na visão de um jornalista


Dezembro está chegando e com ele a formatura dos alunos do Curso de Formação de Obreiros da Igreja Batista Renovada em Cidade Beira Mar – Rio das Ostras.
A iniciativa pioneira do pastor Paulo Sérgio Aleixo, na busca do conhecimento e treinamento de crentes bereanos, para atender as necessidades da seara do mestre no município, está sendo fundamental para o crescimento do Reino e o amadurecimento de sua liderança.
Quando fomos convidados para lecionar História da Igreja para uma turma de 15 alunos em sua aula-magna, entendemos ser uma oportunidade histórica na Igreja evangélica riostrense, pois como Bruce Shelley afirmou: “Com certeza, um dos aspectos mais extraordinários do cristianismo hoje, é que poucos dos que professam ser crentes e obreiros, nunca estudaram seriamente a história da religião que seguem”.
A História da Igreja não é perfeita. Na verdade, é o oposto. Ela é maculada, pecadora e cheia de crises. Por alguma razão misteriosa , Deus escolheu efetivar seu Reino através da Igreja e assim nos preservou da auto-destruição. Tendo iniciado há dois mil anos, a Igreja preservou e transmitiu o Evangelho, convidando as pessoas a abrirem o coração e a receberem-no, a fim de que, quando a civilização como a conhecemos acabar, todo o povo de Deus esteja reunido e pronto para receber o Senhor.
As aulas de História da Igreja têm dois objetivos: 1 – informar sobre o passado, encorajar em relação ao presente e inspirar para o futuro. 2 – fazer com que os alunos aprendam sobre sua própria história, como quem lê um conto, dando-lhes entendimento e sabedoria, tomando consciência do preço que foi pago por você.
Certa vez, um aluno declarou-me que não gostava de História, pois a matéria falava apenas de pessoas mortas. Porém, entendemos, que a História traz a vida quem está morto, pois nenhuma pessoa está morta enquanto alguém continua mencionando o seu nome ou contando as suas histórias. Além disso, a informação do estudo da História, pode inspirar o aumento da fé. Tenho esperanças de que este curso iniciado em 2008 se prolongue e multiplique-se para que muitos tenham acesso a História da Igreja Viva do Deus Vivo.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Por que as ovelhas devem admirar o pastor


Atualmente a TV brasileira exibe um enlatado americano nas tardes de sábado, que tem por título: “Todo Mundo Odeia o Cris”.
Certa vez, fui convidado a ministrar um estudo bíblico em uma Igreja sexagenária de linha pentecostal, onde cerca de 50% da membrezia não suportava o líder espiritual, colocado pela denominação de maneira impositiva.
O pastor em questão vociferava no púlpito para as ovelhas: “Vocês são obrigadas a me amarem e obedecerem, pois está na Bíblia.” Muitos pastores que pertencem a denominação evangélica, cujo sistema de governo é episcopal, pensam que seu cargo ou posição são suficientes para conquistar o respeito, amor e admiração de suas ovelhas. Nada é mais ilusório. Cada dia surgem mais pessoas que almejam o episcopado, se preparam para isso, como obreiros aprovados e acabam fundando novas denominações, quando não encontram espaço para servir a Deus em suas próprias igrejas.
O grande problema de pastores-delegados, sempre com a cara amarrada, que se acham donos da Igreja de Cristo, é que eles não têm capacidade de criar no coração das ovelhas, o amor de Cristo. Mesmo porque, esses líderes não trazem amor no coração, são incapazes de atitudes semelhantes ao Bom Pastor.
Um pastor na posição de pai espiritual, jamais vai ganhar a admiração e o amor de seus filhos na fé, somente porque é seu pai biológico, embora muitos pastores pensem que isso basta. A aceitação da liderança espiritual é um sentimento que brota como o amor.
Quem não tem a capacidade de amar e conquistar suas ovelhas, acaba usando a força do cargo para se impor e ser obedecido. Na marra, na base do autoritarismo, um líder espiritual nada consegue. A ovelha precisa ser conquistada para respeitar o pastor integralmente, como seu líder e como pessoa. Este é o segredo.
As pessoas podem obedecê-lo por vínculo afetivo à Igreja ou por medo de serem desligadas do roll de membros. No fundo, o pastor não vocacionado para o ministério, sabe que não pode contar com essas ovelhas, que muitas das vezes, ele denomina de rebelde. Não há pacto bíblico entre eles. É como um general que comanda uma tropa de mercenários. Se surgir uma oportunidade, os soldados se bandeiam para o lado que pagar mais. Isso acontece com relativa freqüência em consagrações espúrias, onde o pastor para manter-se na titularidade do rebanho, negocia consagrações de oficiais para ter aliados. Na história da Igreja, isso recebeu o nome de Simonia.
Durante um período de minha vida profissional, trabalhei um tempo na Rádio Litoral AM de Rio das Ostras, quando pertencia ao grupo Iltamir de Abreu de Comunicação em 1990. Na época, o arrendatário da emissora, nomeou como gerente sua prima, que nada entendia de jornalismo ou administração, tão pouco possuía nenhuma noção de liderança. Ninguém da equipe queria escutá-la. Muitas vezes, a liderança autêntica brotava de um radialista subalterno. Em vez de se apoiar nisso, a gerente ficava com ciúme e cobrava obediência da equipe. Era atendida porque o pessoal tinha medo de perder o emprego. Mas a admiração pelo radialista popular continuava. Em vez de ficar competindo com o radialista, a gerente faria melhor se tentasse aprender como o radialista conseguia tocar o coração das pessoas.
Isso acontece muito em igrejas, onde o pastor não foi chamado por Deus para ser um mestre na Palavra ou um pregador eloqüente,e fica com ciúme dos obreiros cheios de unção e acaba negando-lhes o púlpito até mesmo para fazer uma oração.
Está provado que hierarquia eclesiástica não garante e nem sustenta uma liderança pastoral ilegítima.
Pense nisso: Se o rebanho que Jesus colocou sob o seu pastoreio, escuta você, respeita suas idéias, ouve sua voz, isso significa que você está ajudando as pessoas a realizarem sua caminhada de fé. Se você tem que usar a força do cargo de presidente ou dirigente para ser ouvido, se as pessoas o temem, você ainda não chegou a estatura de Moisés, que mesmo sendo manso e humilde, liderou cerca de 2 milhões de pessoas no deserto.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Aceita-se Tudo


Conta-se que certo beduíno após viajar durante todo dia debaixo do sol escaldante do deserto, chegando a noite, resolveu descansar e armou sua tenda, próximo a um Oásis. Seu camelo, o melhor amigo de todo beduíno, colocou o focinho dentro da tenda. No dia seguinte, seguiu viajem para outras terras. Chegando a noite, novamente armou a tenda e dormiu o sono do justos, porém, novamente seu camelo, também buscou abrigo na tenda, entrando com a metade do seu corpo e a corcova. No outro dia, o beduíno levantou-se e deu de cara com o camelo, orem não tocou-o para fora da tenda, antes achou engraçado o abuso cometido pelo animal. No terceiro dia, o beduíno foi acordado com uma tempestade do deserto, e sem entender nada, ele percebeu que seu camelo havia passado a noite, totalmente protegido dentro da tenda. Ele havia perdido a tenda, desde o dia em que tolerou que o camelo colocasse o focinho, onde não fora chamado. Essa ilustração, serve para mostrar que na sociedade moderna, a tolerância requerida de nós transformou-se na maior de muitas virtudes. Tornou-se lugar comum, aceitar-se tudo, mesmo estando completamente errado, totalmente fora dos padrões de moralidade e civilidade A Igreja cristã e suas lideranças têm sido criticadas pela mídia secular pela intolerância. Com o sexo livre, a prostituição, o consumo de drogas, o casamento de pessoas do mesmo sexo, a corrupção. A Bíblia revela: Não vos conformeis com este mundo. Quando jovem de maneira radical, criticava os podres poderes da sociedade e ouvi certa vez, que ao chegar a serenidade da velhice, tornaria-me mais tolerante, relativando valores. Estamos vivendo dias, em que até mesmo dentro da Igreja, perdeu-se a vergonha do pecado. Tudo tornou-se normal. Aceita-se tudo em nome da virtude da tolerância. Quando criança, ao ser flagrado fazendo alguma coisa errada, ficava logo corado de vergonha. Diante de meus pais muito rígidos em seus preceitos morais, pensava eu naquela época. Hoje, perdeu-se a vergonha completamente no relacionamento de filhos com pais, ovelhas com pastores, funcionários com patrões, etc. O profeta Daniel na corte Babilônica deu uma declaração, que na Igreja contemporânea estava fora de moda, pra não dizer antiquado e rara: “A Ti, o Senhor, pertence à justiça, mais a nós, o corar da vergonha” (Dn 9.7). Isto não mais acontece. Ficamos tolerante com o pecado no mundo é até mesmo dentro da Igreja. Tudo tornou-se normal. Aprendi com minha avô paterna Rita Cunha, neta de escravos que não sabia ler e tão pouco escrever, mas que não perdia uma escola dominical na Igreja Batista Central de Belford Roxo, que a vergonha na cara é saudável e essencial na preservação da dignidade humana e fé cristã. A vergonha nos ajuda a temer à Deus e reconhecer nossos erros e o sacrifício de Cristo na cruz do Calvário. O Homem sem vergonha, não tem limites para pecar contra Deus, o seu próximo e a sociedade. Precisamos enquanto cidadãos do reino, voltarmos a olhar para a vergonha da cruz. Precisamos voltar a “.corar de vergonha”.

domingo, 27 de julho de 2008

Para quê Creiais


Jesus operou também em presença de seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome. (Jo 20:30). A Bíblia revela que Deus enxergava em Davi um homem, um rei, ainda que seu pai Jessé, o Belemita, visse nele, apenas um menino. Seus irmãos, homens de guerra, também olhavam para Davi e viam apenas o caçula da família, o pequeno pastor de ovelhas. Porém, logo após o derramar do azeite sobre sua cabeça pelo sacerdote e juiz Samuel, confirmando sua indicação pelo próprio Deus para sagrar-se Rei de Israel, com a idade de apenas 15 anos. O Espírito do Senhor, se apossou dele com muita unção, e Davi pegou sua harpa e entoou cânticos ao Senhor dos Exércitos, tomando posse da benção. Davi acreditou nas promessas de Deus para sua vida, mesmo sofrendo perseguição do Rei Saul, enfrentando o gigante filisteu Golias, sendo criticado pela sua mulher Mical, se refugiando na caverna de Adulão, sendo questionado pelos seus guerreiros, contudo, no âmago do seu ser, ele cria na fidelidade da Palavra de Deus verdadeiro, que depois de cerca de 15 anos se confirmou para espanto dos seus adversários e a glorificação do nome do Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Certa vez, ouvi o pastor Samuel Gonçalves da Catedral da Assembléia de Deus em Cabo Frio, pregar o testemunho de uma senhora, membro do Círculo de Oração da Igreja, que não se afastava do templo e estava sempre de joelhos dobrados na Casa de Deus, intercedendo pela conversão do seu marido, um beberrão inveterado. Certa manhã, Deus usou a boca de alguém para falar aquela mulher, que no tempo certo, seu marido se tornaria obreiro na Casa do Senhor. Tomando posse daquela revelação, imediatamente a senhora de idade avançada, saiu do templo e foi procurar uma loja de roupas masculinas e comprou um bonito terno para seu marido, colocando-o no armário. O marido, após chegar do bar, completamente bêbado e totalmente sujo, foi procurar uma roupa para tomar banho e descobriu o terno novo, perguntando a mulher: “De quem é esse terno?” Prontamente, sua mulher respondeu: É seu, meu querido! Curioso, o homem lhe indagou: Para quê esse terno, não vou a nenhum casamento, batizado e tão pouco sou crente para freqüentar Igreja? Cheia de convicção e fé, mas carinhosamente a mulher respondeu: Não é agora, mas vai ser obreiro da Casa do Senhor em nome de Jesus. Com uma grande gargalhada, o marido achou que a mulher estava ficando louca. Passado 10 anos, aquele homem contraiu uma cirrose hepática, sendo internado no hospital com declaração de morte por uma junta médica. Após muitas orações da mulher e dos irmãos da Igreja e sucessivas visitas, o homem se converteu e fez um voto ao Senhor, se caso, ele fosse curado, se batizaria e se tornaria um obreiro aprovado. Aquela mulher, creu nas promessas de Deus para a sua família, por isso, comprou o terno antecipadamente. Se você também tomar posse das bênçãos reservadas por Deus para a sua vida, tenha certeza, no tempo certo, assim como Davi você receberá a coroa da sua vitória.

sábado, 26 de julho de 2008

Alguém precisa Começar


Um senhor de idade avançada estava cuidando da planta com todo o carinho, quando um jovem aproximou-se dele e perguntou:- Que planta é esta que o senhor está cuidando?- É uma Jabuticabeira - respondeu o senhor.- E ela demora quanto tempo para dar frutos?- Pelo menos uns quinze anos - informou o senhor.- E o senhor espera viver tanto tempo assim? Indagou irônico o rapaz.- Não, não creio que viva mais tanto tempo, pois já estou no fim da minha jornada - disse o ancião.- Então, que vantagem você leva com isso, meu velho?- Nenhuma, exceto a vantagem de saber que ninguém colheria Jabuticabas, se todos pensassem como você...
Provérbios 24:14 "Então, sabe que assim é a sabedoria para a tua alma; se a achares, haverá bom futuro, e não será frustrada a tua esperança."
1 Timóteo 6:19 "que acumulem para si mesmos tesouros, sólido fundamento para o futuro, a fim de se apoderarem da verdadeira vida."Não importa quanto tempo temos pela frente, quantos dias, meses e até anos, tudo que temos a nossa frente para fazer, devemos pensar nos frutos que estes atos trarão.Pense Nisso!

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Assembléia na Carpintaria


Contam que na carpintaria houve uma vez uma estranha assembléia. Foi uma reunião de ferramentas para acertar suas diferenças.
O martelo era o Presidente, mas teria de renunciar. A causa ? Fazia demasiado barulho e vivia o tempo todo golpeando. O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo:
Ele dá muitas voltas para conseguir o que deseja. O parafuso concordou mas, pediu a saída da lixa.
Ela é muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos. A lixa acatou, com a condição de que expulsasse o metro . Ele mede os outros segundo a sua medida, como se fosse o único perfeito.
Nesse momento entrou o carpinteiro, juntou todas a ferramentas e iníciou o seu trabalho, transformando uma rústica madeira em um fino móvel.
SENHORES :
TODOS TEMOS DEFEITOS, MAS O CARPINTEIRO TRABALHA COM NOSSAS QUALIDADES, COM NOSSOS PONTOS VALIOSOS.
Notamos, que o Martelo é forte, o Parafuso une e dá força. A Lixa retira as asperezas, e o Metro é preciso e exato.
QUANDO UMA PESSOA BUSCA DEFEITO EM OUTRA, A SITUAÇÃO TORNA-SE TENSA E NEGATIVA.
QUANDO SE BUSCA OS PONTOS FORTES DOS OUTROS : FLORESCEM AS MELHORES CONQUISTAS HUMANAS.
É FACIL ENCONTRAR DEFEITOS, QUALQUER UM PODE FAZE-LO. MAS ENCONTRAR QUALIDADES ... ISTO É PARA OS SÁBIOS !


PORTANTO, és inescusável quando julgas, ó homem, quem quer que sejas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; pois tu, que julgas, fazes o mesmo. Romanos 12:1

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Nas mãos certas.


Uma bola de basquete...nas minhas mãos vale uns R$ 35,00nas mãos do Oscar vale R$ 7.000,00.Depende das mãos que a seguram.Uma bola de volei...nas minhas mãos vale uns R$25,00nas mãos do Tande vale uns R$5000,00.Depende das mãos que a seguram.Uma raquete de tênis...em minhas mãos não tem uso algumnas mãos do Guga o tornou o número 1 do mundoDepende das mãos que a seguram.Uma vara...em minhas mãos vai manter os animais afastados de mimnas mãos de Moisés abriu o mar vermelho.Depende das mãos que a seguram.Um estilingue...nas minhas mãos é apenas um brinquedonas mãos de Davi se tornou uma arma poderosa.Depende das mãos que a seguram.Dois peixes e cinco pães...nas minhas mãos se tornam alguns sanduíchesnas mãos de Cristo alimentaram multidões.Depende das mãos que o seguram.Pregos...nas minhas mãos podem significar a construção de uma casanas mãos de Cristo significaram a SALVAÇÃO DO MUNDO.Depende das mãos.Como você pode concluir agora, tudo depende das mãos...Então coloque suas preocupações, seus sonhos,seus anseios, seus temores, seus interesses,SUA FAMÍLIA, SUA VIDA nas mãos de DEUS!Pois TUDO depende das mãos que os tem.Pense Nisso!

quarta-feira, 23 de julho de 2008

A nossa santa participação na vida política


Foi-se o tempo em que o crente não se envolvia em política, com o receio de se contaminar com o pecado da corrupção. Porém, como cristãos evangélicos, pentecostais, nascidos de novo, afirmamos na centralidade da pessoa e da obra de Jesus Cristo, como Senhor e Salvador, na autoridade das Sagradas Escrituras, que devemos ser luz e sal da Terra, não apenas durante o culto em nossos templos, mas sim em todos os segmentos da sociedade.
Temos certeza de nossa salvação e que vamos morar na Nova Jerusalém, porém, enquanto este dia não chegar, o que vamos fazer até chegar o dia de nossa morte ou o arrebatamento da Igreja? Como podemos testemunhar o Reino de Deus no meio do reino dos homens, se ficarmos presos a uma corrente escatológica bastante pessimista, quanto a participação dos crentes na vida pública. Nossa família, trabalho, escola, sindicato e até mesmo os partidos políticos que buscam o poder temporal, podem ser canais sociais do nosso testemunho cristão em favor do bem da coletividade, se aplicarmos os preceitos bíblicos. João Wesley na Inglaterra, mesmo não sendo nenhum ativista político e partidário, pregava sobre a necessidade de justiça social para os desvalidos do reino de sua majestade inglesa. Wilberforce da Tribuna do Parlamento Inglês, travou uma luta pela libertação dos escravos negros trazidos da África para servir aos fazendeiros ingleses. João Calvino, o Reformador de Genebra na Suíça, via o engajamento político de cidadania dos cristãos, como uma “Sacrossanta vocação”. Sabemos que nenhum governo humano será perfeito, porém enquanto cidadãos e eleitores, temos o dever e a responsabilidade de contribuir de maneira democrática para tornar o mundo menos pior. Tem sido devido a omissão dos homens de bem, que professam a fé no Cristo vivo, que os homens maus, tem alcançado o poder político, governando com iniqüidade sem nenhum senso de justiça. Como disse, o bispo da Igreja Anglicana no Brasil, Robinson Cavalcante: “O nosso engajamento obediente é um sinal de santidade ativa.” Portanto, vamos nos engajar, tornando o Evangelho relevante em todos os segmentos da nossa geração.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Qual o Reino a que você pertence?


Conta-se que certa ocasião, um imperador alemão realizou uma visita a um das mais afastadas províncias dos seus domínios.
Passando por uma pequena escola, situada `a beira da estrada por onde passava, em uma zona rural, resolveu interromper a viagem e visitar os alunos. Professores e crianças o receberam com emoção, respeito e acatamento. No meio de tanto entusiasmo, houve quem improviasse um discurso para saudar a ilustre personagem.
O imperador ficou surpreso e feliz com a recepção. Percebendo que a classe era viva, inteligente e desinibida, sentiu-se à vontade entre os alunos.
depois de os ouvir cantar, declamar, discursar, ele resolveu se divertir um pouco com eles.
Pediu a seu secretário que lhe trouxesse uma laranja e, mostrando-a aos meninos e meninas, perguntou:
"Qual de vocês é capaz de me responder e que reino pertence esta fruta que tenho na mão?"
"Ao reino vegetal." - respondeu de imediato uma garota risonha, de olhos brilhantes e muito comunicativa.
"Surpreendente!" - disse o imperador. E continuou.
"Já que você respondeu com tanta precisão, vou lhe fazer duas outras perguntas. Espero que você responda correta e imediatamente. Se me responder sem hesitar, eu lhe dou uma medalha como prêmio. Aceita o desafio?"
"Aceito, sim senhor." - falou prontamente a garota.
Então, colocando a mão no bolso de sua farda, tirou uma moeda e mostrou à menina, indagando:
"E esta moeda - a que reino pertence?"
"Ao reino mineral." - disse ela.
"E eu, a que reino pertenço?" Questionou o imperador.
Houve um rápido momento de silêncio. Os colegas se entreolharam. A garota apagou o sorriso alegre. Ficou séria e constrangida. Ficou preocupada em ofender o imperador, dizendo que ele pertencia ao reino animal.
Mas, afinal, a resposta seria a correta. Contudo, pensava, poderia perder a medalha e até ser repreendida. Então, de repente uma resposta lhe veio à mente. Seus olhos voltaram a brilhar, um sorriso iluminou a sua face e ela respondeu, alto e claro: "o senhor pertence ao reino de Deus!"
A resposta da menina causou admiração entre os colegas, professora e toda a comitiva que acompanhava o imperador.
Foi, no entanto, o próprio imperador que mais se sentiu tocado pela afirmativa da garota.
Com voz embargada, entregou a medalha prometida e, emocionado, falou:
"Espero que eu seja digno desse reino, minha filha!"
Pense nisso!
Todos somos de Deus. Grande e pequenos. Pobres e ricos. Saudáveis e enfermos.
Independente de cor, raça, nacionalidade, todos somos criaturas de Deus.
Todos fomos criados por Ele, mesmo que alguns afirmem não acreditar que Ele exista.
Somos alimentados por seu amor, todos os dias. E todos alcançaremos, embora em momentos diferentes, o seu reino de paz, de justiça e amor.
Isso porque Deus ama a todos de igual maneira e oferece as mesmas chances de progresso e felicidade.
E pacientemente espera que aceitemos a sua oferta.
Todos somos criaturas de Deus. Você, eu, a humanidade inteira!
Não esqueça disso e abra seu sorriso de esperança, renove as suas forças e prossiga no rumo da luz, abraçando o bem.

Este texto foi escrito por um autor desconhecido.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Sacolão Evangélico


O título acima, não representa uma nova loja de Hortifrugranjeiros a ser aberta na cidade por algum evangélico, mas sim, para alertar as coisas estranhas e até indesejáveis que vem acontecendo entre os evangélicos do nosso município e região adjacente. Fatos que, alguns deles, não escapam aos pentecostais. Sobretudo, a banalização de assuntos sérios, envolvendo a fé cristã. O meio evangélico vem se tornando um “sacolão” que tudo aceita e legitima. Tornou-se corriqueiro, hoje, lamentavelmente entre os crentes aplicar a lei do Gerson, ou seja levar vantagens contra irmãos e igrejas, mesmo conscientes do que estão praticando. E o pior, é que muitos pseudo pastores, estão aderindo a essa prática nefando, sem a menor cerimonia ou receio de causar escanda-lo no seio da Igreja e da sociedade. Muitos são os que exibem na lapela dos ternos ou broches ou decalques bonitos nos carros, indicadores da fé que professam. Da denominação que pertencem, esquecendo-se de que o testemunho do cristão está no seu caráter. Tornou-se comum líderes eclesiásticos largarem suas esposas depois de décadas de casados e buscarem um relacionamento com mulheres jovens, dispostas a fazerem a obra de Deus. Será que Deus está nisso? Muitas mulheres, que se dizem profetisas também, estão se divorciando de seus maridos, e abrindo igrejas, como rede de fast food, tipo Bob’s, etc. Há poucos dias, ao parar diante do semáforo, antes de entrar na rua Bangu, o motorista que vinha atrás, desviou-se do nosso carro, e bruscamente, atravessou o sinal fechado. No vidro traseiro, constava: “A serviço do Rei”, o motorista ao meu lado, questionou: A que tipo de Rei, ele está servindo? No ano passado, ao participar de uma reunião de ministros na Catedral das Assembléias de Deus em Madureira, o Bispo Manoel Ferreira, presidente da Convenção Nacional das Assembléias de Deus, nos alertava, que algumas igrejas da região centro oeste do Brasil, estavam adquirindo revistas da Escola Dominical Pirateadas. Naquele momento, fiquei surpreso, com a audácia desses piratas, contudo, após retornar para Rio das Ostras, depois de algumas semanas, descobri, que aqui, também se realizava a multiplicação, indevida das revistas de EBD. Fica a pergunta: Será que Deus está nisso? Isso, sem falar, nos cheques sem fundo e nas dívidas que são realizadas no comércio da cidade, pelos mercenários da fé, causando verdadeiro constrangimento, com a típica pergunta: Fulano é realmente pastor? Sicrano é mesmo evangélico? Não adianta, o pregador sapatear, dar pulos olímpicos, maiores que o do João do Pulo, fazer as pessoas caírem no chão no efeito dominó, profetizar vitória e prosperidade, falar a línguas dos anjos, possuir os nove dons do Espírito, e não ter as marcas do caráter de Cristo. As Escrituras Sagradas revelam que pelos frutos seremos conhecidos. O resto, bem, o resto é o resto.

domingo, 20 de julho de 2008

Saindo na benção



Faz alguns meses, que um pastor amigo e conhecido de longas datas, esteve em meu escritório para comunicar que estava saindo da Igreja e da denominação pentecostal, o qual ele pertencia a cerca de 30 anos. Onde havia se batizado nas águas e no Espírito Santo. Onde havia se casado com sua Rebeca. Onde seus filhos haviam sido apresentados no templo. Onde ele havia sido ordenado ao Ministério Pastoral e após dirigir diversas congregações pelo Estado em obediência ao chamado de Deus se encontrava em litígio com seu superior eclesiástico, que segundo ele por motivos de vingança e perseguição, queria removê-lo para um lugar distante onde o evangelho não frutificava. Aquele pastor com aspecto cansado e com tristeza nos olhos estava com o coração dilacerado por estar quase que sendo expulso pelo suposto dono da Igreja, que naquele caso, não era Jesus,como ensinava as Escrituras Sagradas. Aquele pastor com a face sulcada pelo sofrimento ministerial, contava-nos que lhe fora cerceado o púlpito, a exemplo do que acontecera com João Wesley, lhe fora imputado o silêncio por ter questionado determinadas atitudes, tais como: a falta de transparência no uso dos dízimos e ofertas, onde o pastor não prestava nenhum relatório financeiro a membrezia.
Aquele desabafo, mas parecia um filme de horror religioso, onde muito de nós já passamos por isso. Naquele momento após orarmos juntos e buscarmos um conselho de Deus, para um ministro do Evangelho que deixa sua igreja amada em circunstância não tão satisfatórias, lembrei-me do aconselhamento feito pelo pastor Calvin Wittman, titular da Igreja Batista de Applewood no Colorado – EUA, na saída dos pastores debaixo da benção. Onde ele ensinava:
Quase todos os crentes já viram esse filme e muitos de nós já passamos por isso: um pastor que deixa sua igreja em circunstâncias não tão satisfatórias. Mesmo que certamente não seja do jeito que Deus queira, permanece o fato de que muitos pastores são forçados a deixar a igreja a que servem sob fogo cerrado. E mesmo que seja impossível evitar totalmente essas realidades infelizes, existem alguns princípios que, uma vez aplicados, podem ajudar a tornar a transição mais fácil para os dois lados – tanto o pastor quanto as igrejas. Então, se você se encontra na situação de ter que deixar, ou mesmo de querer deixar sua igreja, se surgir a oportunidade, aqui estão alguns detalhes a considerar.

1. Reconheça que a igreja ainda pertence a Deus e só ele pode fazer o que deve ser feito.
Você não precisa consertar tudo antes de sair. Como já deve ter percebido, muitas das coisas que forçaram sua saída, se é que a forçaram, são genéricas e já existiam na congregação muito antes de sua chegada. Se você não conseguiu perceber uma mudança entre as pessoas enquanto estava servindo lá, é muito improvável que consiga realizar essas mudanças quando estiver de saída. Existem algumas que você deve consertar antes de sair – mas não é necessário certificar-se de que tudo, e todo mundo, seja consertado. Deus é capaz de fazer isso muito melhor que você; então, deixe para Ele.

2. Perdoe aqueles que erraram com você
Perdoar o tornará livre para completar seus próximos objetivos, enquanto o rancor o faz prisioneiro do passado. Seguir em frente e deixar Deus cuidar daqueles que lhe maltrataram não é só bíblico, mas também muito prático. Depois de deixar uma igreja onde fui maltratado, tomei uma decisão consciente de não guardar rancor nenhum do mal que me foi feito.
A atitude de deixar isso para trás e seguir em frente me permitiu mudar diretamente para mais produtivo e frutífero ministério que conheço. Como é muito fácil levar as coisas para o lado pessoal, principalmente quando sua família está envolvida, devemos sempre nos lembrar de que somos servos do Senhor. Se sofrermos para a glória do seu Reino, então qualquer um que passar o que nós passamos e pregar o que nós pregamos terá o mesmo destino. Isso é um grande consolo.

3- Deixe que suas palavras de despedida reflitam a graça de Deus, e não ressentimento
Quando estamos de saída, é frequentemente tentador dizer coisas que não nos sentíamos à vontade para falar antes. Falar o que está “realmente pensando” quando você estiver de saída só servirá para destruir, sem necessidade, relações que foram construídas ao longo de tanto tempo. Além disso, as pessoas que ficaram ao seu lado nos dias difíceis se sentirão traídas se você agir de uma maneira profana na sua saída. Prove que a fé que elas depositaram em seu caráter e liderança não foi desperdiçada.
Sua esposa e filhos também estarão acompanhando todo este processo, e eles vão se lembrar de como você lidou com tudo. Seja um exemplo da graça de Deus. Afinal, sua melhor vingança é o espírito bom e generoso, conforme Romanos 12.20. ao sair de uma igreja, seja por qualquer motivo, procure dizer coisas positivas e que sejam verdadeiras. Por exemplo, o que Deus lhe ensinou ali? Como Ele o fez crescer naquela comunidade? E quais são as coisas positivas que você leva desta experiência? Lembre-se: uma das coisas mais trágicas no mundo é a dor desperdiçada. Ache algo bom para dizer. A dificuldade é melhor maneira de ver quem você realmente é. Ao sair, esmo que seja machucado, faça uma escolha consciente, para a graça de Deus.

sábado, 19 de julho de 2008

Ser voluntário é ser cristão?



Em pleno ano do voluntariado, mediante uma consulta Bíblica, encontramos no exemplo do Bom Samaritano, prescrito no livro de Evangelho de Lucas 10.25, o início da prática do voluntariado e solidariedade cristã. Jesus Cristo, após ser interrogado por um certo doutor da lei, que desejava colocá-lo em contradição, citou o caso do Samaritano, que não tinha comunhão com os judeus.
“Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e foi assaltado e espancado, sendo abandonada a beira da estrada de maneira inconsciente e meio morto. O primeiro sacerdote a passar no caminho, seguiu-se adiante, sem importar-se com o moribundo, segundo sacerdote procedeu da mesma maneira. Enquanto que um Samaritano aproximou-se e moveu-se de compaixão e misericórdia, cuidando de suas feridas e levando-o para um Hotel, além de ter custeado todas as despesas médicas.
Nos dias que vivemos a credibilidade de algumas entidades filantrópicas foi abalado pelo caso LBV (Legião da Boa Vontade), assim como a prática da misericórdia. Não podemos esmorecer, olhando para o ato lesivo da LBV, antes temos que nos espelhar no exemplo do Bom Samaritano. A verdade vai separar o joio do trigo. Como membros do Corpo de Cristo, não podemos nos omitir de participar do movimento social cristão que realmente ajudam os menos favorecidos. O cristão riostrense mais especificamente aquele que trabalha e tem uma situação estável, não pode se omitir de ajudar, o próximo. A famosa frase do presidente dos EUA J. Kennedy “Não pergunte o que seu país pode fazer por você, mas o que você pode fazer pelos seus país”, nunca foi tão importante.
Ou como diria o Senhor Jesus: “Faze isto, e viverás aquele que pratica a misericórdia e o voluntariado vive melhor.
As igrejas cristãs tem participação fundamental nesse processo. Elas podem atuar como catalisadoras de toda mão-de-obra, desejosa de ajudar ao próximo, mais que não sabe por onde começar.
Os departamentos de assistência social das igrejas podem estimular o trabalho voluntário através de processos organizados e bem planejados.
Assim como também a sociedade civil organizadas tem disseminado a consciência de cidadania cristã, tais como o trabalho desenvolvido pela APAD, com D. Nilza Curvelo e o grupo Renascer da Terceira Idade de Rio das Ostras, fundada por D. Orcélia Barroso.
Jesus ao final da parábola do Bom Samaritano, determina: Vai, e faze da mesma maneira, ou seja ajuda o teu próximo.