domingo, 12 de dezembro de 2010

Ludmila e o Padre

Não assisto o Faustão, mas, quando anunciaram que a cantora Ludmila estaria presente ao lado do Padre Fábio de Melo, interessei-me sobremaneira. Conclusão: O padre se saiu muito bem, enquanto a cantora e pastora não respondeu com contundência as perguntas do auditório. Pra quem vai o dinheiro dos shows arrecadados? Padre Fábio respondeu que paga sua equipe de artistas profissionais e o restante emprega em assistência social. E Ludmila? Respondeu evasivamente que também paga seus músicos! Ora, a gente sabe que nos shows patrocinados por prefeituras o cachê não baixa de dez mil reais por apresentação. Então, os dois mentiram, porque devem estar ricos!
A desculpa de que seu esposo é criador rural não convenceu o auditório de que Ludmila não fica com o dinheiro. Mas, até aí tudo bem! Os dois. Bem como a maioria dos cantores gospels que estão na TV vivem nababescamente à custa dos fieis. No entanto, percebi o espírito da pós-modernidade na entrevista, porque a cantora e pastora não foi contundente em suas respostas; não defendeu a integridade do evangelho na questão do divórcio e das práticas sexuais.
Neste sentido, devo elogiar o Otoni de Paula Junior, filho de meu amigo Otoni de Paula. Os Pais de Otoni, Antônio de Paula e Dorocy eram íntegros (pais de Obadias, Otoniel, Oziel, Oséias e de Otoni de Paula). Porque quando assisto o Otoni nas entrevistas na Rede TV vejo-o sempre forte e firme na defesa da palavra de Deus. Mas, ao assistir a Ludmila percebi a sutileza do espírito da pós-modernidade que hoje faz parte dos relacionamentos “gospels”. Isto é, abre-se mão de pressupostos doutrinários para não ferir as pessoas. Por isso, quando Ludmila falou do divórcio, do batismo e da sexualidade ficou aquém do que deveria responder; não foi contundente. Aliás, até na vestimenta a jovem senhora quis parecer moderninha, quanto mais nas respostas.
Em outras palavras, os evangélicos foram equiparados aos católicos romanos! Nós que antes éramos antagônicos, opostos doutrinariamente, agora cedemos nos pontos-de-vista para não parecermos atrasados ou mal-educados.
Agora, sim, os evangélicos antes perseguidos pelos católicos podem andar juntos! Basta que cantem as mesmas músicas e os mesmos cânticos. Não se deve esquecer que os padres Marcelo Rossi e Fábio são produtos de laboratório do catolicismo romano criados para fazerem frente ao crescimento dos evangélicos. Como frear o crescimento dos evangélicos? Basta ter nas fileiras católicas a imitação do que os evangélicos gostam. Assim, mais uma pessoa – pastora cai no conto do vigário, porque enquanto Ludmila cantava as seminuas dançarinas do Faustão faziam sua coreografia de palco!
Uma péssima imagem!
Mas, não se deve esquecer que existe este tipo de entrevistas na Globo por pressão da gravadora, afinal, quem fatura na fama dos evangélicos, precisa vender cada vez mais!
O compromisso com Jesus Cristo fica relegado a terceiro plano. Sim, porque em primeiro plano está a denominação da Ludmila – que se apresentou como pastora da Igreja Celular – o que pode confundir a mente das pessoas de que se trata de uma igreja onde todos têm celulares! Ou é uma igreja em que se prega fazendo-se uso do celular. Em segundo plano veio ela mesma, como cantora, e em terceiro plano, renegado e pouco mencionado, a Pessoa de Jesus Cristo, e a questão da salvação pela fé! Por Pr. João de Souza

sábado, 20 de novembro de 2010

Há vagas para apologistas!


Foram abertas novas vagas para a função de apologista na Igreja brasileira. É desejável conhecimento bíblico mínimo, uma vez que a causa será combater aqueles que nunca leram a Bíblia uma só vez. Aprecia-se conhecimento teológico básico, pelos mesmos motivos.Parece piada, mas a situação é tal. Cada vez menos a Igreja “evangélica” conhece o evangelho, e como diz o adágio, “em terra de cego, quem tem olho é rei”.Uma pesquisa recente realizada pela Sociedade Bíblica Ibero-americana no Brasil revelou que 50,68% dos pastores brasileiros nunca leram a Bíblia. Pergunto: o que estão ensinando, então? Respondo: – Nada, quando não o pior: ensinos antibíblicos e, portanto, anticristãos.Ouvi, pessoalmente, um pastor esbravejando no púlpito que naquela noite ele “ensinaria o segredo para retirar os tesouros do céu para desfrutarmos aqui na terra”. Erro crasso, uma vez que Jesus ensinou exatamente o oposto: “Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros nos céus, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam” (Mt 6.19,20).Outro pastor disse para a igreja que “naquele ano [2009] eles escreveriam Atos 29”, dando a entender que a Igreja faria evangelismo e missões. Em seguida disse para os irmãos abrirem suas Bíblias em Atos 29. Prontamente os membros e alguns pastores no púlpito puseram-se a procurar tal capítulo. O pastor perguntou: “Quem encontrou Atos 29 diga ‘Glória a Deus’”. O coro se fez ouvir. Achando estranho, ele insistiu: “Quem encontrou Atos 29 levante a mão”. Até alguns pastores levantaram suas mãos.Na floresta amazônica, ao contrário do original bíblico em Gênesis 12, “deus [com “d” minúsculo mesmo] levantou um patriarca”. Cansado de ser simplesmente progenitor de apóstolos, o aero-profeta autodenominou-se patriarca, em pé de igualdade a Abraão. Será preciso atualizar a canção infantil que diz “Pai Abraão, tem muitos filhos, muitos filhos ele tem...” para “Pai Abraão, tem concorrente, um concorrente ele tem...”.Aqui em São Paulo, o “pastor zero-cal” cobra R$ 160,00 a inscrição para ordenação ao ministério, mais a taxa de R$ 255 para a credencial (R$ 415,00). Só para a sede foram ordenados mais de 1500 obreiros (faturamento de mais de R$ 622.500,00). Quem ganha salário mínimo não pode mais servir ao Senhor como obreiro. E mais: agora, pastor presidente de campo que não inscrever sua esposa para a arrecadação – digo ordenação – ao pastorado, perde o campo. Não adianta ter 50 anos de bons serviços ao Reino: se a esposa negar-se a consagração, está tudo acabado – e por “justa” causa.Socorro, alguém defenda a doutrina e o bom senso na instituição, já que a defesa da Igreja é atribuição de Jesus.Fonte: [ Blog do autor ]Via: [ Púlpito Cristão ]

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Alcançando um alvo muito além de nós mesmos

Quantos cânticos que entoamos referem-se a Cristo como o "Leão da Tribo de Judá"? Porém, poucos conhecem a razão pela qual Ele recebe esta designação. É em Apocalipse 5:5 que Jesus é apresentado como "o Leão da Tribo de Judá, a raiz de Davi". A maneira mais fácil de se explicar isso é relacioná-lo ao fato de que Jesus teria sido proveniente desta tribo de Israel. Entretanto, gostaria de propor um aprofundamento desta questão.
Judá foi o quarto filho de Jacó com sua primeira mulher, Lia, a desprezada. Ora, Jacó teve doze filhos, que mais tarde originariam as doze tribos de Israel. Apenas dois deles nasceram de Raquel, a sua amada. Seu último parto provocou sua morte. Jesus bem que poderia ter descendido de um dos filhos de Raquel, fosse José ou Benjamim. Porém, Deus tinha outros planos. Jesus viria da descendência de um dos filhos da desprezada.
Mas por que Judá e não Rúben, o primogênito? Ou ainda: por que não Levi, de quem descenderiam os sacerdotes? Não era de se esperar que o Sumo-sacerdote da Nova Aliança viesse de uma linhagem de sacerdotes?
Quando Lia concebeu seu primeiro filho, deu-lhe o nome de Rúben alegando que o Senhor atendera à sua aflição e que finalmente ela seria amada pelo seu marido (Gn.29:32). Mas pelo jeito, seu marido continuou a amar sua irmã, e não ela. Quando concebeu a segunda vez, chamou seu filho de Simeão, e declarou: "Porque o Senhor ouviu que eu era desprezada, deu-me também este" (Gn.29:33). Neste ponto, parece que Lia já estava desistindo do amor de Jacó. Bastava-lhe o prazer de gerar filhos, o que sua irmã até então jamais tivera. Quando teve seu terceiro filho, chamou-o de Levi, e demonstrou que sua esperança havia renascido: "Agora esta vez se unirá meu marido comigo, porque três filhos lhe tenho dado" (Gn.29:34). Fosse com a itenção de conquistar o amor de seu marido, ou simplesmente para recompensar a falta do seu amor, o fato é que Lia encarava tudo aquilo como uma questão particular. Porém, quando deu à luz seu quarto filho, chamou-o de Judá, e declarou: "Esta vez louvarei ao Senhor" (v.35). Finalmente, Lia tirou os olhos de si mesma, e elevou-os a Deus. O que ela não podia supor era que aquele menino seria o canal de onde Deus suscitaria o Descendente prometido a Abraão, o Redentor da Humanidade.
Se a Bíblia compara nossos filhos à flechas ( Sl.127:3-5), podemos dizer que a aljava de Jacó tinha doze flechas. O alvo era Cristo, que viria ao mundo muitos séculos depois. Se dependesse da escolha de Jacó, a flecha escolhida seria José. Mas Jacó sabia, por experiência própria, que geralmente Deus contraria a predileção humana. Ele sempre opta pelo desprezado. Por isso, a flecha escolhida por Deus para ser remetida em direção ao alvo era Judá.
Já em seu leito de morte, Jacó reuniu seus filhos para abençoá-los, e quando chegou a vez de Judá, ele profetizou:
"Judá é um leãozinho. Subiste da presa, filho meu. Encurva-se, e deita-se como leão, e como leoa; quem o despertará? O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de autoridade de entre seus pés, até que venha Siló, e a ele obedecerão os povos. Ele amarrará o seu jumentinho à vide, e o filho da sua jumenta à videira mais excelente; lavará as suas vestes no vinho e a sua capa em sangue de uvas. Os seus olhos serão mais escuros do que o vinho, e seus dentes mais brancos do que o leite" (Gn.49:9-12).
Não precisamos de um exercício de exegese para percebermos o quanto tais palavras apontavam para Jesus. De maneira poética e profética, Jacó se refere à morte, ressurreição e reino de Cristo.
Ora, se o Messias viria por Judá, averiguemos nas Escrituras o início de sua própria estirpe.
Depois de ter impedido que seus irmãos matassem a José, o caçula, sugerindo que o mesmo fosse vendido como escravo para uma caravana ismaelita, Judá os deixou de lado, e foi visitar um homem de Adulão que se chamava Hira. O texto diz que "ali Judá viu a filha de um homem cananeu, chamado Sua. Ele a tomou por mulher, e se deitou com ela. Ela concebeu e teve um filho, e o pai lhe chamou Er. Tornou ela a conceber e teve um filho, a quem chamou Onã. Continou ainda e deu à luz outro filho, cujo nome foi Selá" (Gn.38:2-5a). Qual deles seria a flecha escolhida por Deus para dar continuidade à saga que culminaria com a vinda de Jesus ao Mundo?
A Escritura diz que "Judá tomou uma mulher para Er, o seu primogênito, e o nome dela era Tamar. Er, porém, o primogênito de Judá, era mau aos olhos do Senhor, pelo que o Senhor o matou" (Gn.38:6-7).
E agora? Quanta expectativa Judá tinha posto em seu primogênito! Porém, não seria pelo seu primogênito que Deus enviaria ao Mundo o “Primogênito da Criação”. E quanto à viúva, que destino teria?
Er morreu sem deixar descendente. A tradição da época dizia que nesses casos, um irmão mais novo deveria tomar a viúva por esposa para suscitar descendência para seu falecido irmão. Respeitando rigorosamente à tradição, "disse Judá a Onã: Deita com a mulher do teu irmão, e, cumprindo-lhe o dever de cunhado, suscita descendência a teu irmão. Onã, porém, sabia que a descendência não seria dele; de modo que sempre que deitava com a mulher de seu irmão, derramava o sêmen na terra para não dar descendência a seu irmão. O que ele fazia era mau aos olhos do Senhor, pelo que também o matou" (vv.9-10).
O que levou Onã a agir daquela maneira? O fato de que o filho que nascesse daquela relação seria creditado a seu falecido irmão e não a ele. Onã não achava justo que o direito de primogenitura fosse transferida à criança e não a ele. O filho seria dele de fato, mas de seu irmão por direito. Logo, a maior parte da herança que seu pai deixasse se destinaria ao menino e não a ele que tomara o lugar de seu irmão morto. A questão gierava em torno de três "p": prazer, posse e poder. Por isso, toda vez que tinha relação com Tamar, Onã interrompia o coito para que a semente fosse lançada ao chão. Desta maneira, ele se aproveitava dela como mulher, mas não lhe proporcionava a concretização do propósito que a levava a deitar-se com ele.
Como Onã, há muitos em nossos dias que elegeram o prazer, a posse e o poder como os alvos de suas vidas. O prazer é um alvo que pode ser atingido a curto prazo. Basta ter oportunidade, como a que Onã teve com Tamar. Nunca foi tão fácil alcançar prazer como em nossos dias. Não é necessário nem um parceiro. Pode-se conseguir sozinho. Basta um clique, e você pode agora mesmo sair desta página para um site pornô. Aliás, até hoje o nome técnico para a masturbação é onanismo, uma vez que a interrupção do coito é a prática mais próxima que há da masturbação nos textos bíblicos. Quem elege o prazer como o supremo alvo de sua existência, vive irresponsavelmente, sem se importar com o resultado de seus atos a médio e longo prazo. Acha que é o prazer que faz a vida valer a pena. Já a posse e o poder costuma ser alvos de médio prazo. E para alcançá-los, há quem se disponha a usar e explorar a outros, esquecendo-se que vida é uma semeadura; o que aqui se planta, mais cedo ou mais tarde acaba se colhendo.A sociedade humana tem se estabelecido sobre este tripé. Porém, a proposta do Reino de Deus vai na contramão de tudo isso. Troca-se os três "p" por um só: PROPÓSITO.Em vez de alvos que sejam centrados em nós mesmos, em nosso bem-estar, em nossa satisfação, estabelecemos alvos altruístas, que vão além do alcance de nossas próprias existências.Onã não era movido por propósito, mas por interesses próprios. Em seu pensar, não era justo engravidar sua cunhada, sendo o filho seria creditado ao seu irmão primogênito. Era como “colocar azeitona na empada dos outros”. Por que se esforçar para que outro receba o crédito? Se Tamar não concebesse, o direito de primogenitura seria transferido a Onã, proporcionando-lhe herdar a maior parte dos bens de seu pai. Mas se concebesse, seu filho é que herdaria a primogenitura de Er. Então, por que aceitou deitar-se com ela? No pensar de Onã, ele abateria dois coelhos com um só cajadada. De uma só vez, ele supriria sua luxúria e sua avareza. Provavelmente, Tamar não era de se jogar fora. Vendo isso, a ira do Senhor veio sobre ele e o matou.
Judá teria que tomar alguma providência. O que estava em jogo não era apenas a manutenção da família e a distribuição da herança, mas a vinda do Messias muito tempo depois. Por isso, sua visão teria que ter longo alcance. Não bastava resolver um problema imediato, tinha-se que garantir a execução dos propósitos divinos para o futuro.
Restava a Judá um único filho ainda na adolescência. Seria dele a missão de perpetuar a sua estirpe?
Vejamos:
"Então disse Judá a Tamar, sua nora: Permanece viúva em casa de teu pai, até que Selá, meu filho, venha a ser homem. Pois pensava: Para que não morra também este, como seus irmãos. Assim se foi Tamar e morou em casa de seu pai" (Gn.38:11).
Talvez Judá até pudesse liberar seu caçula para a nobre missão, porém, seu receio era que ele tivesse o mesmo fim que seus irmãos mais velhos. Afinal, Selá era a última flecha que restara em sua aljava. Talvez o problema estivesse em Tamar. E se ela fosse uma espécie de “viúva negra”! Não duvido que isso tenha passado pela cabeça de Judá,. que por sua vez, resolveu empurrar com a barriga e tirar seu último filho daquela aparente enrascada. – Vamos esperar que o menino alcance a maturidade. Volte pra casa de seus pais e espere que eu lhe chame de volta.
Sem alternativa, Tamar retornou à casa de seus pais.
"Depois de muito tempo, morreu a filha de Sua, mulher de Judá. Depois de consoloado, Judá subiu aos tosquiadores de suas ovelhas, em Timna, ele e Hira seu amigo, o adulamita. E avisaram a Tamar, dizendo: O teu sogro sobe a Timna para tosquiar as suas ovelhas" (vv.12-13). Agora Judá e Tamar tinham algo em comum: a viuvez. Ambos haviam perdido as pessoas a quem amavam. Avisada da presença do sogro, Tamar resolve tomar uma atitude inusitada.
"Então ela se despiu dos vestidos da sua viuvez e se cobriu com o véu para se disfarçar, e assentou-se à entrada de Enaim, no caminho de Timna. Pois via que Selá já era homem, e ela não lhe fora dada por mulher. Vendo-a Judá, teve-a por prostituta, pois ela havia coberto o rosto. Não percebendo que era a sua nora, ele se dirigiu a ela no caminho, e lhe disse: Vem, deixa-me dormir contigo. E ela lhe perguntou: Que darás para dormires comigo? Disse ele: Eu te enviarei um cabrito do rebanho. Perguntou ela: Dar-me-ás penhor até que o envie?" (vv,14-17).
Tamar estava desesperada. Naquela sociedade, uma jovem viúva, sem filhos, não teria opção, senão entregar-se à prostituição. Era a única maneira de sobreviver. Era vergonhoso voltar para casa dos pais, como Tamar fizera. Sua única esperança era que Judá cumprisse sua promessa, permitindo que seu filho caçula lhe tomasse por mulher. Porém, esta promessa jamais foi cumprida. A cobrança social era enorme. Ela, então, resolve correr todos os riscos. Disfarsa-se de prostituta e fica à espreita, esperando por seu sogro. Aquela era sua única chance.
Judá caiu como um pato. Triste e carente por haver perdido sua esposa, deixou-se encantar por aquela jovem cujo rosto estava escondido por trás do véu. Menina esperta, perguntou a Judá o que lhe daria como recompensa por aquela noite. Este prometeu-lhe enviar um cabrito. Insatisfeita, Tamar pediu que lhe desse alguma garantia. Como penhor, Judá lhe deixou o selo (anel usado para autenticar documentos), o cordão, e o cajado. Por não tê-la reconhecido, aceitou o trato, deitou-se com ela e... a engravidou!
Dias depois, Judá enviou por mãos de seu amigo adulamita o prometido presente, para que se resgatasse o penhor. Mas o seu amigo não a encontrou. Ninguém na localidade havia ouvido falar de que ali houvesse uma prostituta. Sem tem mais o que fazer, Judá acabou desistindo de resgatar seu penhor.
Três meses se passaram, até que alguém viesse ao seu encontro para avisar que sua nora aparecera grávida. Sem titubear, Judá ordenou que se lhe aplicasse a pena capital, uma vez que isso comprovava que ela adulterara. Para todos os efeitos, ela estava prometida ao seu filho caçula. Portanto, aquela gravidez desonrava sua família. A ordem era queimá-la. Mas enquanto era tirada para fora, Tamar mandou dizer a seu sogro: "Do homem de quem são estas coisas eu concebi. E disse mais: Reconhece de quem é este selo com o cordão e este cajado? Reconheceu-os Judá, e disse: Mais justa é ela do que eu eu, porque não a dei a meu filho Selá. E nunca mais a conheceu" (Gn.38:25-26).
Assim, sua vida foi poupada, e não apenas isso, a estirpe que traria Jesus ao Mundo foi preservada. Nenhum dos três filhos que Judá havia tido com a mulher cananéia entrou na árvore genealógica de Jesus. Deus tinha outros planos. Por mais que nos pareça incompreensível do ponto de vista moral e ético, o fato é que o propósito de Deus prevaleceu. E não pára aí.
O texto prossegue com um desfecho surpreendente:
"Estando ela para dar à luz, havia gêmeos em seu ventre. Dando ela à luz, um pôs fora a mão, e a parteira tomou um fio escarlate e o atou em sua mão, dizendo: Este saiu primeiro (era assim que se garantia o direito de primogenitura no caso de gêmeos). Mas, recolhendo ele a mão, e saindo o outro, ela disse: Como tens tu rompido! E lhe chamara Perez. Depois saiu o seu irmão, em cuja mão estava o fio escarlate, e foi chamado Zerá" (vv.27-30). Perez significa “o que rompe”, enquanto Zerá significa “o que se eleva”. Pois foi justamente Perez, o último que se tornou o primeiro, que deu prosseguimento à estirpe que traria ao Mundo o Filho de Deus. Por isso lemos na genealogia de Jesus de acordo com Mateus:
"Abraão gerou a Isaque, Isaque gerou a Jacó, Jacó gerou a Judá e seus irmãos, Judá gerou DE TAMAR a PEREZ (...)" (Mt.1:2-3a).
A sociedade humana gosta de etiquetar seus componentes. As pessoas são avaliadas por sua posição social, pelo berço em que nasceram, pela educação que receberam, por terem chegado em primeiro lugar em algum concurso, por se destacarem em suas atividades. Porém, Deus contraria todas as expectativas humanas, subvertendo a ordem estabelecida.
Em toda a genealogia de Jesus, somente quatro mulheres aparecem e dentre elas, Tamar. As outras três são Raabe, a prostituta que acolheu os espias enviados por Josué a Jericó, Rute a moabita viúva que casou-se com Boaz, e Bate-Seba, cujo nome não aparece, porém se faz menção dela como a que fora mulher de Urias, e que gerou de Davi a Salomão.
Por que não se faz referência a Sara, mulher de Abraão? Por que não se menciona Rebeca, mulher de Isaque? Ambas cheias de virtudes. Deus não precisa Se explicar pra ninguém. São os Seus propósitos que prevalecem, a despeito da opinião que tenhamos. E nisso se destaca a graça, e não os méritos humanos. Por Hermes C. Fernandes

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

A Igreja que não existe mais

Há estudos muito bem pesquisados que mostram que dentro das fileiras da maior denominação pentecostal do mundo, fundada por Missionarios suecos em Belem do Pará, no coração da Amazonia brasileira, e que esta caminhando para completar seu primeiro centenario em 2011, que já se observam os primeiros sinais, do " pentecostalismo popular", aliado ao analfabetismo biblico com consequencias da separação entre a fé e a etica, com uma igreja massificada, porém, irrelevante em seu impacto social e cultural. Quando morava em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, e frequentava a Igreja Batista Central, na decadá de 70, ao descer a rua Anhanguera passsava em frente a casa de uma familia assembleiana, de origem nordestina, muito humilde, que realizavam cultos fervorosos, e falavam linguas que na minha ignorancia, pensava ser um idioma estrangeiro. Os demais moradores da rua ao ouvirem os fortes "aleluia" e "Gloria Deus", os consideravam com um julgamento critico um bando de loucos, e eu dizia para mim mesmo: " Como alguem pode frequentar uma igreja com tamanha rigidez moral e de costumes antiquados e com barulho extremo ? Aquela igreja de templos humildes, formada de pessoas simples, sem formação academica, porém, com grande amor e paixão pelas almas perdidas, cujos os pastores não trocavam os pulpitos pelos palanques, e pregavam apenas o arrependimento de pecados com ousadia e temor de Deus, não existe mais. Hoje, inumeros templos, outrora casas de oração, tornaram-se gigantescas apinhadas de pessoas que buscam o entretenimento, como se estivessem em um club social, onde vai se apresentar o artista do momento, onde a Palavra pregada não confronta suas mentes carnais. Onde os programas exibidos parecem mais pacotes de TV a cabo no final de semana. Onde versiculos de prosperidade e vitoria triunfalista são tirados e distorcidos do seu contexto. Onde o arrependimento tem prazo de validade vencida. Onde as musicas e louvores exaltam ao homem, massageando seu ego. Onde procura-se agradar ao homem com mensagens de vitoria financeira e invencibilidade permanente. Onde o visitante incredulo, sai satisfeito do culto, porém, sem compromisso nenhum com Deus, onde ele retorna para sua casa e dorme tranquilo, achando que Deus deseja apenas seu coração e ofertas generosas de barganha. Para onde foi aquela igreja que começou em uma casa de familia, onde Celina de Alburqueque recebeu a cura da infermidade e o batismo com Espirito Santo ? Para onde foi aquela igreja onde seus pastores que viviam pela fé e com joelhos calejados de oração, eram apedrejados em praça publica e presos pelas autoridades policiais por pregarem um evangelho de confrontação com o pecado, assim como aconteçeu com o Pastor Moises Soares da Fonseca, entre outros pioneiros da fé pentecostal ? Para onde foi aquela igreja onde a mensagem, vida e testemunho pregado era para gloria e engrandecimento do nome de Cristo ? Para onde foi aquela igreja que não aceitava misturar o pulpito com a politica partidaria de maneira altamente perigosa, onde os lideres eclesiasticos não resistem as tentações de poder e do dinheiro que são claramente evidente no periodo eleitoral ? Onde alguns "ungidos" trocam poder de Deus pelo poder temporal se candidatando a cargos politicos, quando muitos deles nem se quer possuem chamada para politica, muito menos pastoral ? Para onde foi aquela igreja, onde não se pregava a graça barata com perdão sem arrependimento, batismo sem disciplina comunitaria, Ceia do Senhor sem confissão de pecados ? Onde os crentes em nada se gloriavam se não na cruz, limiar de sua separação do mundo ( Galatas 6.14) ? Para onde foi aquela igreja biblica, onde a pregação da Palavra era clara, minuciosa, essencial, simples, porem profunda, onde os corações eram perscrutados e as mentes iluminadas pelo Espirito Santo. Onde não existia pregadores famosos, mais homens e mulheres com joelhos calejados de orações e lagrimas nos olhos pelas almas perdidas? Onde somente Jesus era Senhor da Igreja, e os homens seus servos. Onde não havia shows para lotar auditorios, mais o poder de Deus era derramado de maneira inconfudivel? Baruch Há Shem! Sergio Cunha

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Quando Lampião ganhou uma Bíblia

Os missionários Virgil Smith e Orlando Boyer eram companheiros e trabalhavam viajando a cavalo, evangelizando e vendendo Bíblias de casa em casa no sertão de Pernambuco e Alagoas. Naquele sertão conturbado pelo cangaço, em 1930, Virgil e sua esposa Ramona foram feitos reféns de Lampião e seu bando. Orlando Boyer foi comunicado que, para obter a libertação do amigo, teria de pagar uma elevada quantia.
Em razão das dificuldades econômicas da época, Orlando Boyer conseguiu reunir apenas uma fração mínima da quantia exigida. Mesmo assim, ele foi ao encontro de Lampião, embora soubesse que corria perigo de morte.
Cara a cara com o temido rei do cangaço, explicou a situação, para profunda decepção deste e de seu bando. Orlando Boyer se ajoelhou humildemente e sugeriu uma proposta ousada. Ele implorou para ficar no lugar do amigo, para morrer em seu lugar, uma vez que Virgil e Ramona tinham filhos pequenos demandando cuidados.
Diante do consentimento de Lampião, Virgil Smith perguntou se poderia oferecer-lhe um presente. E estendendo-lhe uma Bíblia de letras grandes, recebida imediatamente por Lampião, explicou-lhe:
“Este livro conta a história de Jesus, que por amor ofereceu a sua própria vida para que fôssemos salvos. Ele era Deus e se fez homem, morrendo em nosso lugar para que pudéssemos ter vida. O que o meu amigo está fazendo por mim agora, Jesus já o fez por todas as pessoas, inclusive pelo senhor Virgulino. Ele morreu para que sejamos perdoados e salvos do pecado e da morte”.
Lampião ficou visivelmente emocionado com aquele exemplo de abnegação e amor, voltou-se para o lado e passou a manga da camisa nos olhos, para enxugar disfarçadamente as lágrimas. Virou-se e disse bruscamente: “Podem ir embora, depressa, vão embora!” E, retirando-se com seu bando, levou consigo a Bíblia.
Dias depois, perseguido pela polícia, Lampião deixou a Bíblia num tronco oco de uma árvore, para poder fugiu mais depressa. Quando voltou ao lugar, não encontrando a Bíblia, dirigiu-se ao fazendeiro dono daquelas terras e exigiu que este a devolvesse. Embora o fazendeiro tivesse dito que nada sabia daquilo, Lampião marcou o prazo de uma semana para tê-la de volta. O fazendeiro teve de dirigir-se à cidade e comprar uma Bíblia nova para Lampião.
Não sabemos se Lampião leu a Bíblia. Pelo menos, até a sua morte, ele teve oito anos para fazê-lo. Assim, se ele a tivesse lido, saberia que a Bíblia é a maravilhosa “biblioteca” inspirada por Deus, e descobriria o que Jesus afirmou: “A tua palavra é a verdade” (Jo 17.17).
Lampião saberia que a Bíblia tinha as respostas às suas necessidades. Saberia que, para o fatigado viajante, ela é um mapa eficaz e uma bússola confiável; aos que vivem na região das trevas, é uma luz gloriosa a iluminar o caminho; aos que estão sobrecarregados e oprimidos pelos fardos da vida, é um suave descanso.
Como Lampião tinha a alma ferida, ele saberia que, aos feridos pelos delitos e pecados, a Bíblia é um bálsamo consolador que cura as feridas interiores. Para os famintos, é o pão que alimenta a alma; aos sedentos, é a água que sacia a sede espiritual; aos que estão em conflito, é a espada para a luta contra o mal; aos amargurados, é o mel que os faz enfrentar o mundo sem perder a doçura.
Lampião era um homem aflito e desesperado. Se tivesse lido a Bíblia, saberia que ela lhe oferecia uma mensagem de esperança e conforto; pois aos desamparados e arrastados pelas tormentas da vida, ela é uma âncora segura e firme; para os que sofrem na solidão de um espírito conturbado, é a mão repousante que acalma e tranquiliza.
Lampião, tido como “homem de palavra”, sabia que a importância de qualquer palavra dependia de quem falava. Se tivesse lido a Bíblia, poderia confiar nela, pois o Deus que inspirou “a Palavra” nunca mente e jamais muda, e todas as suas promessas têm o sim em Jesus Cristo (2 Co 1.20). Ele saberia que a Palavra de Deus é “lâmpada para os seus pés e luz para o seu caminho”, e poderia viver em paz (Sl 119.105).
Neste segundo domingo de Dezembro, quando comemora-se o Dia da Bíblia em mais de cem países do mundo, os cristãos celebrarão a inquestionável importância da Bíblia e do amor de Deus para suas vidas.
A Bíblia é uma “carta de amor”, do imenso amor de Deus que inclui a todos: tanto o cangaceiro Lampião como eu e você. Pense nisso! Leia a Bíblia! Pr.Samuel Camara.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Crente "Lady Kate": "Tô Pagano!"

A Revolução Francesa foi sem dúvida um dos eventos mais significativos do mundo ocidental e da sociedade moderna. A França do século XVIII era um país marcado por profundas injustiças sociais. O arcabouço histórico da revolta se construiu em meio a um regime político absolutista, onde a camada inferior da população, formada por trabalhadores urbanos, camponeses e a pequena burguesia comercial, era obrigada a pagar pesados impostos para manter o luxo das classes privilegiadas.
No topo daquela pirâmide estava o clero que, dentre outras prerrogativas, não pagava impostos. Abaixo dele estava à nobreza, formada pelo rei, sua família, condes, duques, marqueses e outros nobres. O rei era absoluto; controlava a economia, a justiça, a política e até mesmo a religião dos súditos. Qualquer tipo de oposição era punida duramente, pois o "contraventor", além de ser enviado a prisão da Bastilha, era, em seguida, guilhotinado.
A insatisfação com aquela situação chegou ao limite em 1789. Vivendo em extrema miséria, a população saiu às ruas com o objetivo de tomar o poder. Avançaram primeiramente para derrubar a Bastilha e, em seguida, invadiram os palácios e as terras da nobreza em busca de tomar o controle do país. Muitos conseguiram escapar, mas a família real foi capturada, e o rei Luis XVI, juntamente com sua esposa Maria Antonieta, foi julgado e guilhotinado em 1793. Nem o clero foi poupado, pois os bens da igreja foram todos confiscados.
Os contornos estruturais que marcaram o desencadeamento da Revolução Francesa são muito parecidos com a situação da Igreja em nossos dias. Como bem disse o sábio do Eclesiastes, as gerações mudam, mas o “espírito” humano permanece o mesmo. Olho para o que está aí e surpreendo-me com tamanha semelhança. Os fatos são arquetípicos além de fenomenológicos.
Se não, vejamos: o que temos em nossos dias que não uma elite espiritual privilegiada, supostamente dotada de pedigree sacerdotal, vivendo no luxo e na benesse, com seus “líderes” – não seria melhor dizer gestores? – e seus cantores – não seria melhor dizer atores? – refestelados em mansões, andando com carros de grife importada, voando em jatinhos e helicópteros, vestindo ternos italianos e comendo das “iguarias da corte”, enquanto a grande massa da população vive na pobreza ou na miséria?
O que temos hoje senão o tráfico de influência religiosa, o conluio político para a concessão de rádios e canais de TV que, supostamente, divulgam o “reino” de Deus, mas que, na prática, apenas aumentam o poder e a riqueza do “reino dos homens”? O que temos hoje senão a prática de se efetuar barganhas com o sagrado operacionalizadas através da cobrança perversa de “impostos celestes” que têm como único alvo o espólio desmedido de gente incauta e desesperada?
Posso continuar? O que temos hoje senão a pregação fraudulenta de doutrinas bíblicas aberrantemente distorcidas, aplicadas de forma maliciosa, com vistas a estimular a crença em promessas absurdas que, supostamente, trarão a solução para problemas financeiros, conjugais, físicos, espirituais e de toda e qualquer outra sorte? O que temos hoje senão a alienação da consciência, o esvaziamento dos valores éticos, o anestesiamento dos “sentidos” do coração e tudo em favor da catarse cultual, da serialização da “vida” e da commoditização da doutrina?
Vou lhe dizer o que penso. O que temos hoje é a anatomia de uma tragédia anunciada se desenhando silenciosamente debaixo de nossos olhos! O que temos hoje é uma multidão de milhões de pessoas sendo pressionadas, roubadas e enganadas por uma gangue de feiticeiros do sagrado. É gente que, iludida, está em busca de um “Deus performático”, uma divindade que está obrigada a satisfazer as demandas de seus “clientes” a qualquer custo.
Eis o maior dos absurdos: Deus colocado contra a parede tendo que cumprir o que, supostamente, está dito em Sua palavra! O Todo-Poderoso sendo vítima de extorsão para realizar milagres de prateleira: é o problema da falta de emprego, da restauração do casamento falido, do pagamento da dívida do aluguel, da eliminação da ação de despejo, do destravamento do processo judicial, da limpeza do nome no SPC, da libertação do encosto encomendado na macumba, e por aí vai... É tanta bizarrice que eu poderia encher um livro com estas loucuras.
Olho para a cristandade e vejo uma multidão de “crentes Lady Kate”. Você sabe de quem estou falando? Trata-se de uma personagem interpretada pela atriz Katiuscia Canoro no programa humorístico Zorra Total da Rede Globo. Lady Kate é uma aspirante a socialite que vive a todo custo tentando entrar para o High Society. Apesar da origem humilde, Kate herdou a fortuna deixada pelo marido, um senador rico, que, desgraçadamente, "bateu a caçuleta". Enfeitiçada com as novas possibilidades que o dinheiro lhe proporciona, Lady Kate vai em busca do "gramour, causo de que grana ela já tem".
O “crente Lady Kate” é aquele ser que quer por que quer que a vida se transforme num passe de mágica e, para tal, está disposto a pagar o “pedágio religioso” para que “seu milagre” se materialize. Minha questão é bem simples: até onde isso vai? Até quando as pessoas que estão sendo iludidas continuarão pagando esta conta? Sim, porque assim como Lady Kate, que usa o bordão “que que é? Tô pagano”, essa “moçada” também vai querer receber o seu bocado, pois, sem dúvida alguma, eles estão pagando, e pagando muito caro!
Quer saber no que eu acredito: acredito que em muito pouco tempo toda esta farsa vai cair! Acredito que esta multidão de gente espoliada e enganada vai se revoltar, assim como aconteceu na Revolução Francesa, pois eles estarão exaustos de pagar tanto “imposto” travestido de dízimo, e não ver nada acontecer. Estarão fartos de ver “pastores”, “bispos”, “apóstolos”, e outras “divindades” enriquecendo a custa de sua inocência, de seu desespero e, não raro, de suas excentricidades.
Espero firmemente que a farsa termine e que a farra acabe! No que depender de mim, como profeta do Senhor, continuarei a denunciar este estelionato, este anti-Evangelho, esta deformação de fé em Jesus Cristo. Estarei incansavelmente pregando, escrevendo, e fazendo tudo o que estiver ao meu alcance para que este engodo seja, em fim, revelado aos olhos de todos.
Minhas orações estão centradas para que Deus, no zelo que tem por Sua palavra e pelo Seu povo, interfira com justiça e juízo sob tudo o que está sendo feito. Meu desejo é que Ele haja logo, antes que venhamos a experimentar o que hoje acontece na Europa, onde as catedrais viraram boates e o povo nada quer saber sobre Jesus.
Na Revolução Francesa, o destino da família real não poderia ser pior: a guilhotina. Fico pensando que destino espera aqueles que estão profanando a Palavra do Senhor e enganando o povo que foi comprado pelo Sangue do Cordeiro? Não desejo nenhum mal a ninguém, mas se esta moçada for parar no inferno, poderá, usando outro bordão da Lady Kate, fazer a seguinte barganha com o capeta: “que que é ô seu diabo! Descola aí um lugarzinho meior pra nós, causo de que grana nós tem; o que só nos falta-nos é o gramour”. Pois é, se isso acontecesse, sabe o que eu acho que o “tinhoso” responderia: “tá amarrado!”. Carlos Moreira

sexta-feira, 30 de julho de 2010

0 Líderes não são maiores do que a graça de Deus


Por Geremias do Couto

Ah, se todos nós, que somos considerados líderes, tirássemos as nossas máscaras e vivêssemos o discipulado em sua forma simples e bíblica. Ah, se abríssemos mão de certos caprichos, vaidades, presunção, arrogância, orgulho, farisaísmo, ostentação e viéssemos para a planície. Quanto ganhariamos! E a igreja também! Não generalizo, mas uso a linguagem da inclusão ao pensar que muitos de nós estamos de fato incorrendo nessa gravíssima falha. Sei que o desenvolvimento pessoal é parte do nosso crescimento. Mas considerar tudo o que conquistamos como esterco (tem lá o seu valor) é um dos princípios da vida cristã.
O que está em cena, aqui, não são as nossas conquistas em si mesmas, mas o pedestal, a glória humana, a fantasia, a hipocrisia, o aplauso e a consequente perda de referenciais. Achar que somos tudo, quando, na verdade, nada somos. Ou passar uma falsa humildade, que, no fundo, pretende que as pessoas olhem para nós e digam: "vocês são mesmo os tais!" Esse é o cerne. Quantas vezes pregamos e, ao final, nos sentimos frustrados, quando as pessoas não nos procuram para "elogiar" a nossa pregação! Quantas vezes chegamos de propósito atrasados ao culto para que a assistência nos olhe com admiração e, se não pode falar alto, pelo menos pense ou cochiche: "Está chegando o pregador!" Esse é o ponto.
Infelizmente, trazemos para a nossa realidade da fé um pouco (ou muito?) da herança católica que faz o povo olhar para os seus líderes como infalíveis. Estes, por sua vez, vestimos a farda com muita facilidade. A partir disso, passamos a ser os reis da cocada preta (sem racismo, por favor. Pode ser branca também!). Até na forma de andar, gesticular ou fazer alguns trejeitos, expomos a aura da infalibilidade que tanto massageia o nosso ego. Não conseguimos ser simples, e, se tentamos aparentar simplicidade, fazemos de maneira tão afetada que logo transparece a prepotência. Como neste conhecido bordão: "Fulano é tão humilde que tem orgulho da sua humildade".
Só que a casa cai. Não há arrogância que dure para sempre. De tempos em tempos, para a nossa tristeza (e também aprendizado), surge uma nova notícia, dando conta do fracasso de um líder, que muitos o tinham como o grande referencial e o tratavam, não com o respeito que todos merecem, mas com idolatrada veneração. Podemos chegar a este ponto, quando perdemos os nossos limites. Quando achamos que não temos de prestar contas a ninguém. Quando nos colocamos no pedestal acima dos "simples mortais". Quando não nos reconhecemos como o principal dos pecadores, à semelhança de Paulo. Quando deixamos de olhar as "nossas justiças como trapos da imundícia". Quando achamos que somos maiores do que a graça de Deus. Quando o pecado torna-se apenas um detalhe que não nos importa em nosso dia a dia. Quando, por confiar em nossa autossuficiência, não buscamos ajuda em nossos momentos de fragilidade.
Creio que Deus permite a exposição de alguns dentre nós, trazendo à tona todos os apetrechos escondidos no seu coração, para que o povo perca essa visão "divinizada" da liderança, e nós, que somos tidos em tal condição, possamos humildemente dizer como João Batista: "É necessário que ele cresça e que eu diminua", ou como Paulo: "Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?" Ao contemplarmos tais situações, por outro lado, nossa atitude deveria ser a de vestir-nos de sacos e assentar sobre as cinzas para chorar os nossos pecados pessoais e coletivos, orar pela restauração de quem está sendo tratado pelo Senhor e, com inteireza de coração, nos expormos aos braços amoráveis do Pai para deixar de ser sustentados pelas nossas próprias pernas.
Líderes são necessários na igreja desde os primeiros dias do Cristianismo. Atos dos Apóstolos descreve a sua existência. As epístolas tratam de forma clara o assunto. Mas não formam casta especial. Privilegiada. Com alguns galões que possam distingui-los dos demais crentes em sua relação com Deus. Não são pequenos deuses para ser glorificados pelos homens. São modelos, inclusive na fraqueza, para que possam pelo exemplo mostrar aos que lideram, no mesmo nível, que só pela graça - unicamente e apenas pela graça - sem qualquer outro privilégio, podem superar as falhas e buscar a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor. E aí todos saberão que ninguém é melhor do que ninguém ou ocupa lugar especial à direita ou a esquerda do trono de Deus.
Somos humanos, fracos, faliveis, necessitados, dependentes, incapazes em nós mesmos, para os quais o Senhor, que enfrentou todas as nossas fraquezas em sua humanidade, pode dizer: "A minha graça te basta".

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Onde estão os pregadores ?

Onde estão os pregadores plenamente comprometidos com a essência do Evangelho de Cristo, capazes de ministrar o trigo da Palavra sem o joio das imaginações humanas, tão a gosto da modernidade homilética?Onde estão os pregadores vestidos de simplicidade e revestidos de transparência, capazes de oferecer o testemunho de sua própria vida como pano de fundo para suas mensagens?Onde estão os pregadores dispostos a abrir mão de aplausos e de gestos bajuladores, de conchavos e de barganhas que comprometem a seriedade da mensagem da Cruz e ofuscam o brilho da glória da Ressurreição do Santo Jesus?Onde estão os pregadores que não se vendem por honrarias, não se trocam por homenagens extemporâneas e não se maculam com subvenções de origem obscura?Onde estão os pregadores que rejeitam ser conduzidos por empresários de profetas, agenciadores de compromissos e mercadejadores de astros e estrelas?Onde estão os pregadores que ainda se atrevem a pregar sobre os longos cravos, as grossas gotas de sangue e os momentos de agonia do Nazareno?Onde estão os pregadores que ainda se arriscam a pregar o arrependimento e a confissão de pecados, a humildade e a renuncia, a santidade e o jejum?Onde estão os pregadores que ministram sobre a Vinda de Cristo, não para serem admirados por sua memória, senão para serem tocados pela sua compaixão?Onde estão os pregadores que tomam tempo aos pés do Amado, até que se sintam encorajados a dizer: "eu vos entreguei o que recebi do Senhor Jesus..."?Onde estão os pregadores que não substituem Paulo por Flávio Josefo, Isaias por Sëneca e Jeremias por Victor Hugo?Onde estão os pregadores que não estão obcecados por encantar o auditório com truques de oratória, visto que estão inundados pela unção plena do Avivamento real, que é capaz de levar quase três mil almas de uma só vez a um estado de quebrantamento real?Onde estão os pregadores que ainda valorizam os apelos para salvação de vidas, ao invés de simplesmente fazerem delirar as multidões com promessas de carro zero e vida sem lutas e aflições?Onde estão os pregadores que seguem o exemplo de Ezequiel, que somente foi e falou à casa de Israel depois que comeu o rolo por inteiro?Onde estão os pregadores que não pretendem usar o púlpito para desabafos, preferindo sofrer a fazer sofrer, perder a fazer perder e morrer a fazer morrer?Onde estão os pregadores que não foram atacados de amnésia, esquecendo por completo de pronunciar em suas mensagens as palavras pecado e arrependimento?Onde estão os pregadores que não admitem ser o porta-voz do Mundo, visto já serem a boca de Deus, a voz do que clama no deserto?Onde estão os pregadores revoltados com a idéia de que a igreja seja um circo, o culto seja um show e o pregador um artista (ou palhaço)?Onde estão os pregadores que fogem do perigo de manter as massas analfabetas da Palavra, estimulando-as à leitura habitual e meditação constante do Livro de Deus?Onde estão os pregadores que levam em consideração o conselho de Spurgeon: " se Deus te chamou para pregar, não aspires ser o rei da Inglaterra"?Onde estão os pregadores que se pautam pela palavra de I Co 2.7, segundo a qual " falamos a sabedoria de Deus em mistério, a sabedoria oculta , a qual Deus ordenou antes dos séculos? Onde estão os pregadores que se fazem fracos para ganhar os fracos, e não poderosos para ganhar os poderosos?
Onde estão os pregadores que dão ao povo comida sólida, ao invés de um divertido fast food?Onde estão os pregadores que se negam a fazer do ministério uma rendosa profissão, a fim de não perderem a benção de serem sacerdotes e profetas do Senhor?Onde estão os pregadores que pregam APENAS a Palavra, como foi recomendado por Paulo e não um evangelho social, soft, light, raso e sem compromisso?Alegra a todos os fiéis filhos de Deus saber que esses pregadores existem, não são uma classe em extinção, não perderam sua identidade nem sua autenticidade. O único problema é descobrir onde eles estão: se na cova de Adulão, se embaixo de um zimbro, se à sombra de uma aboboreira, se junto ao rio Quebar. Não é tão fácil encontrá-los.Mas que existem, existem.Uns pensam que somente existe Elias. Mas Deus diz que são sete mil.
Pr.Geziel Gomes.

domingo, 27 de junho de 2010

CRISTO RESSUSCITOU!

"O grande escritor russo Nicholas Arseniew (...) contou a história do camarada Lunatscharsky. Estava palestrando no maior auditório de Moscou logo após a revolução bolchevique. Seu tema: "Religião: o ópio do povo". Assim discursou: "Todos os mistérios cristão são lendas inventadas; a ciência marxista é a luz que mais do que substitui as fábulas do cristianismo". Proferiu um longo discurso. Ao terminar, estava tão satisfeito consigo mesmo que perguntou, com gestos bem expansivos, se alguém no auditório gostaria de fazer uma pergunta ou dizer alguma coisa.
Um jovem sacerdote russo ortodoxo deu um passo adiante. Primeiramente ele se desculpou ao comissário por sua ignorância e inépcia. O comissário olhou para ele desdenhosamente:
-- Eu lhe darei dois minutos, nada mais que isso - ele bufou.
-- Não tomarei muito tempo -- o sacerdote garantiu. Subiu à plataforma, voltou-se para a platéia e em alta voz declarou:
-- Cristo ressuscitou!
Numa só voz, a vasta platéia vociferou em resposta:
-- Ele realmente ressuscitou!".(MANNING, Brennan. Convite à solitude. São Paulo: Mundo Cristão, 2010, p. 164-165)

Os comunistas não mataram Jesus.
E quanto a nós?

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O VALOR DA BÍBLIA

Ao invés de riquezas na terra, busque tudo aquilo que Deus
Há muitos anos, existiu um homem muito rico que no dia do seu aniversário convocou a criadagem a sua sala para receberem presentes.Colocou-os a sua frente na seguinte ordem: cocheiro, jardineiro, cozinheira, arrumadeira e o pequeno mensageiro. Em seguida, dirigindo-se a eles, explicou o motivo de os haver chamado até ali e, por fim, fez-lhes uma pergunta, esperando de cada um a sua própria resposta. Essa foi a pergunta feita:
- O que prefere você receber agora: esta Bíblia ou este valor em dinheiro?
- Eu gostaria de receber a Bíblia – Respondeu, pela ordem, o cocheiro – Mas, como não aprendi a ler, o dinheiro me será bastante mais útil!
Recebeu então a nota, de valor elevado na época, e agradeceu ao patrão. Esse pediu-lhe que permanecesse em seu lugar.
Era a vez do jardineiro fazer a sua escolha e, escolhendo bem as palavras, falou:
- Minha mulher está adoentada, e por esta razão tenho necessidade do dinheiro; em outra circunstância escolheria, sem dúvida, a Bíblia.
Como aconteceu com o primeiro, ele também permaneceu na sala após receber o valor das mãos do patrão. Agora, pela ordem, falaria a cozinheira, que teve tempo de elaborar bem a sua resposta:
- Eu sei ler, porém, nunca encontro tempo para sequer folhear uma revista; portanto, aceito o dinheiro para comprar um vestido novo.
- Eu já possuo uma Bíblia e não preciso de outra; assim, prefiro o dinheiro. Informou a arrumadeira, em poucas palavras.
Finalmente, chegou a vez do menino de recados. Sabendo-o bastante necessitado, o patrão adiantou-se em dizer-lhe:
- Certamente você também irá preferir dinheiro, para comprar uma nova sandália, não é isso, meu rapaz?
- Muito obrigado pela sugestão. De fato estou precisando muito de um calçado novo, mas vou preferir a Bíblia. Minha mãe me ensinou que a Palavra de Deus é mais desejável do que o ouro. Disse o pequeno mensageiro.
Ao receber o bonito volume, o menino feliz o abriu e nisso caiu aos seus pés uma moeda de ouro. Virando outras paginas, foi deparando com outros valores em notas. Vendo isso, os outros criados perceberam o seu erro e envergonhados deixaram o recinto.
A sós com o menino, disse-lhe comovido o patrão: “Que Deus o abençoe, meu filho, e também a sua mãe, que tão bem o ensinou a valorizar a Palavra de Deus.”
Pense agora: “O que pode ser mais valioso do que a palavra de Deus ?”Tudo aquilo que nós precisamos, Deus tem e deseja que tenhamos.A nós, basta aceitar o que Ele nos oferece.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Adeus, pregadores intocáveis!

Tradução de João A. de Souza filho
Deus está sacudindo a igreja removendo os corruptos, mas somos culpados de trazer os charlatães para nossos púlpitos!
Al Capone controlava a cidade de Chicago. O prefeito da cidade comia na mão dele e Capone trazia a polícia sob cabresto, enquanto dominava um império de cassinos, prostituição e contrabando de toda espécie. Durante anos fez uso das armas e vivia acima da lei, a ponto de ganhar o apelido de “intocável”, porque ninguém conseguia levá-lo às barras dos tribunais.
Mas, finalmente preso em 1932 justificou seus crimes, dizendo: “Tudo que fiz foi satisfazer a vontade do povo”. Ele não se preocupava com as consequências de seus crimes porque conhecia os prefeitos, a polícia, os líderes comunitários e os cafetões que o protegiam.
“Não existe como saber quantas pessoas rejeitaram o evangelho porque viram a igreja apoiando esses pregadores que gritam, mentem, enganam, corrompem, roubam e são aplaudidos pela congregação quando pedem dinheiro”.
Detesto ter de comparar qualquer ministro a um gangster, mas a triste verdade é que existem muitos obreiros inescrupulosos que seguem os passos de Al Capone. São enganadores e mestres na arte da manipulação. Encontraram seu espaço nos subterrâneos do movimento carismático e usam sua capacidade hipnótica para controlar um bom número de emissoras de TV. E, como Al Capone seus dias estão contados. A justiça os alcançará!
Esses falsos profetas, possivelmente começaram seus ministérios com um chamamento genuíno de Deus, mas a fama e o sucesso os desviaram e os destruíram. Abandonaram a fé levados pela fama e pelo dinheiro, e quando se deram conta tiveram que criar mecanismos para manter seus ministérios em funcionamento. Agora, Deus os está apertando.
Mas, antes que nos regozijemos crendo que esses impostores estão sendo removidos de nossos púlpitos, apertemos o botão de pausa e pensemos um pouco. O que aconteceu para que tais pregadores adquirissem tal fama? Eles jamais seriam famosos sem nossa ajuda.
Nós somos os culpados. Quando eles dizem: “Deus lhes está prometendo riquezas infindas, desde que hoje você oferte mil reais”, corremos para o telefone e doamos o dinheiro ou parcelamos em nosso cartão de crédito. Deus nos perdoe!
Não soubemos discernir esses lobos. Quando afirmam: “Preciso de sua oferta sacrificial para que eu conserte meu avião particular”, não indagamos por que o servo de Deus não pode viajar numa linha comercial, na classe turística para visitar um país do terceiro mundo. (Eles vêm ao Brasil em jatinhos; e os teleevangelistas percorrem nossa nação em seus jatos particulares enquanto nós os sustentamos - NT).
Somos os bobos da corte. Ao ficarmos sabendo que viviam na imoralidade, tratando mal suas esposas ou enchendo as cidades com filhos ilegítimos, nunca exigimos que seus líderes se posicionassem e os disciplinassem com seriedade. Perdoa-nos, Deus!
Quando nos pedem dois milhões de reais porque o orçamento deles está apertado, não nos perguntamos por que precisam ficar em hotéis em que uma diária custa dez mil reais! De fato, se questionássemos, algum cristão responderia rapidamente: “Não critique. A Bíblia diz que não podemos tocar nos ungidos de Deus!”. Que Deus nos perdoe!
Tratamos esses charlatães como tratavam Al Capone – como se esses pregadores fossem intocáveis – e, como resultado a corrupção desses homens minaram as igrejas carismáticas como uma praga. Nossas igrejas foram consumidas pelo capitalismo, pelo orgulho, engano e pecados sexuais, tudo porque temos medo de chamar esses pregadores de Bozo, porque isso é que são. Inseguros, egoístas e desequilibrados emocionais.
Se tivéssemos nos apoiado com discernimento na Bíblia teríamos nos livrado dessa confusão. Não existe como saber quantas pessoas rejeitaram o evangelho porque viram a igreja apoiando esses falastrões, mentirosos, enganadores, que se divertem em nossos púlpitos, enquanto nós os aplaudimos e lhes demos muito dinheiro.
Quando os bem-intencionados crentes citam o texto de 1 Crônicas 16.22: “Não toqueis nos meus ungidos, nem maltrateis os meus profetas” para encobrir os corruptos e charlatões, cometem grave engano contra as Escrituras. Nada indica nesta passagem que devemos silenciar quando um líder está abusando do poder para enganar as pessoas.
Bem ao contrário, somos convocados a que confrontemos o pecado numa atitude de amor e de honestidade, e, certamente não demonstramos amor para com a igreja quando permitimos que os Al Capone carismáticos corrompam nossa geração!
Fonte:[ Charisma ]

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Procura-se uma Igreja

Procura-se uma igreja que use a Bíblia Sagrada do jeito que era usada no passado não muito distante. Que use a Bíblia como revelação de Deus. Aliás, uma boa bíblia tradicional e fiel, e não as publicações “à la carte” (bíblia para idosos, para jovens, para gays, para empresários, etc.). Não importa que tenha capa preta e letras de tipos antigos. Não importa que uma ou outra palavra precise ser consultada no dicionário. Afinal, a Bíblia deve servir também para aprimorar os conhecimentos de seus leitores. Que use a Bíblia acreditando nela. Confiando em seus escritos, linha por linha, letra por letra. Que creia em sua inerrância e em sua total confiabilidade. Que a use no púlpito, não por pretexto para eventos sociais, políticos ou comerciais, mas como Palavra de Deus, revelação divina para todos os povos.Procura-se uma igreja que… tenha púlpito. Sim, porque o tablado das igrejas tem abrigado toda sorte de coisas, menos um púlpito. Lá encontram-se baterias, guitarras, pandeiros, atabaques, porta-microfones, câmeras, luzes, castiçais de Israel, óleos de Jerusalém, cartazes comerciais, “links” ao vivo para a tv e internet, mas dificilmente se encontra um púlpito. Para aqueles que não estão familiarizados, púlpito é aquele móvel que os pastores antigamente usavam para colocar as suas bíblias e pregar a Palavra de Deus. Usualmente era colocado no centro da plataforma, numa disposição que alcançasse a todos os presentes, ou mesmo em um dos lados, no alto. O lugar era mais ou menos aquele onde estão os “levitas” ou os animadores do “auditório gospel”. Encontram-se muitos desses móveis antigos nos “museus eclesiásticos”.Procura-se uma igreja com templo. Não precisa ser um grande templo, nem um pequenino templo. Não precisa ter torre, relógio e cruz, nem tampouco ter um órgão de tubo e um vestíbulo. Apenas um templo, um lugar reservado para adoração a Deus, um lugar onde as pessoas se consagrem para a oração, a meditação, o respeito e a dedicação a Deus. Geralmente encontram-se ex-templos onde hoje estão casas lotéricas, açougues, mercados ou agências bancárias, porque as igrejas que os usavam acabaram por alugar grandes auditórios, cinemas, fábricas, pizzarias ou ginásios esportivos. O templo tornou-se tão obsoleto quanto a adoração tradicional bíblica. O templo não era adequado para a atual “aeróbica cristã”, que faz com que os participantes suem tanto quanto uma boa aula de ginástica.Procura-se uma igreja que tenha um templo, seja de tijolos, de barro ou de bambus, mas que seja “Casa de Oração”, lugar de adoração, de reverência, de alegria espiritual, de encontro com Deus. Se for grande, muito bom. Se for pequeno, bom também. Se tiver ar condicionado, ótimo. Caso contrário, não haverá problema, desde que o povo tenha consciência de que “a minha casa será chamada CASA DE ORAÇÃO”. (citação das palavras de Jesus em Mateus 21.13).Procura-se uma igreja que cante hinos. Uma igreja que ainda ouse usar um “Cantor Cristão”, um “”Hinário para o Culto Cristão”, um “Hinário Evangélico,” uma “Harpa Cristã”, um “Melodias de Vitória”, um “Salmos e Hinos” ou outro hinário que contenha as preciosidades da hinódia evangélica. Uma igreja que ouse cantar coisas que vão de encontro à música chamada “do momento”, e ao encontro do coração de Deus, em adoração firmada em verdades da Palavra do Senhor, e não em palhas e restolhos de emoção fútil. Uma igreja que ainda use os hinos publicados em forma de ivrinho, não apenas um retroprojetor com transparências, que priva as pessoas de levarem a letra para casa e estudá-la, decorá-la, entoá-la em sua devocional particular. Uma igreja que cante “Rocha Eterna”, “Fala, Deus”, “Bendita a Hora de Oração”, “Vamos à Igreja”, “Já Refulge a Glória Eterna”, “A Doce Voz do Senhor”, “Tu és Fiel”, “O Rei Está Voltando”, “Grande é Jeová”, etc. Uma igreja que embase o que canta na Palavra de Deus, rejeitando cânticos que não têm razão de ser, como os que dizem que Deus está “passeando” (estaria Ele de férias?) “Agarre as penas das asas dos anjos” (seriam eles galinhas despenando?) , “Dá-me a mão e meu irmão serás” (é tão simples assim? Nem de Cristo se precisa?). Uma igreja que não tenha um “hit parade”, ou um índice das “10 mais de hoje”, mas cante coisas de ontem, de hoje e de sempre, concretas, profundas e ermanentes.Procura-se uma igreja de gente renascida. Não reencarnada, pois reencarnação não existe (cf Hebreus 9.27). Mas uma igreja de gente que foi regenerada pelo novo nascimento, através de sua conversão à Cristo (Cf. João cap. 3 e II Co 5.17). Uma igreja que abre as portas para o povo do mundo, mas coloca um aviso: “o pecador é bem-vindo; o pecado não!”. Uma igreja que tenha gente que leve a sério o que aprende, que pratique o que ouve ser pregado, que procure ser “luz do mundo” e “sal da terra”, que manifeste as “virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”. Uma igreja de gente que não fume. Gente que não beba álcool. Gente que não use drogas. Gente que não fale palavrões. Gente que não seja escravizada pelo entretenimento, que não toma a forma do mundo, mas que renova dia a dia o seu entendimento pela Palavra da Verdade. Uma igreja que não tenha receio de firmar posturas indigestas à maioria das outras igrejas, como exigir de seus membros uma vestimenta decente, um namoro moralmente aceitável, um casamento que possua “leito sem mácula”, uma fraternidade construtiva, cidadãos cumpridores de seus compromissos, crentes honestos em suas transações. Uma igreja que pregue o que é certo e viva o que pregue.Procura-se uma igreja que tenha amor não fingido. Uma igreja que não faça acepção de pessoas. Que não faça uma entrada “só para automóveis”, para evitar que crentes pobres ou sem condução congreguem ali. Uma igreja que não coloque os crentes bem sucedidos nos bancos da frente, e reserve os últimos assentos para os pobres e os inexpressivos socialmente. Uma igreja que não dê assistência apenas para os que têm polpudos salários, desprezando os que contribuem apenas com três míseras moedas de centavos. Uma igreja que não trate seus membros pelo grau de instrução, dignificando o douto e desprezando o inculto, uma igreja que use de amor, misericórdia e atenção para com todos. Uma igreja que não tenha duas leis, dois pesos e duas medidas, disciplinando severamente os que não fazem diferença no orçamento mensal, e encobrindo os adultérios, as desonestidades, as falcatruas, as maledicências e os muitos pecados dos mais ricos. Uma igreja que não coloque um político no púlpito e uma pobre velhinha malcheirosa no canto, junto à porta de saída.Procura-se uma igreja que tenha pastor. Mas não um pastor do tipo “profissional da área religiosa”, mas “profissional da área celestial”. De preferência um pastor que não tenha especialização em vendas, “tele-marketing” , venda de consórcios ou carnês do baú. Também não precisa ser especialista em análise de mercados e doutor em planos mirabolantes de crescimento de igreja. Procura-se uma igreja cujo pastor esteja mais interessado em pastorear cada um como um filho, que contar cada um como um número. Esse pastor poderia ser até de origem humilde, sem o grau de “latus census” ou “restritus census”. Que tenha apenas “bom census” de levar a sério o seu chamado de “ganhador de almas, amigo do rebanho, pregador da Palavra, intercessor em oração pela sua comunidade, porta-voz da sã doutrina, líder respeitado, manso e cordato”, porém, peremptório em suas afirmações. Um pastor que tenha cara de pastor, coração de pastor, postura de pastor, vida de pastor. Que use a bíblia, não o “manual de igrejas do sucesso” ou “plano de restauração do propósito do discipulado dos grupos da unção” , ou quaisquer outras inovações evangélicas que estejam em alta BMIF – Bolsa de Mercadorias de Igrejas com Futuro. Procura-se um pastor que esteja de joelhos diante do Pai, pois é a única forma de não cair; um pastor que sorria com os que sorriem, chore com os que choram, que visite o pobre, e também o rico; que ame o bonito, e acolha também o feio; que se importe com a dor de um idoso e com a alegria de um jovem. Um pastor que diga a verdade, pela bíblia, doa a quem doer, sem, contudo, jamais perder a ternura. Um pastor que não busque a glória dos homens, mas a glória de Deus; que não esteja de olho nas recompensas terrenas, mas nas celestiais. Um pastor que saiba ser homenageado, rendendo glórias a Deus, e saiba também resignar-se quando for esquecido. Um pastor segundo o coração de Deus.Procura-se essa igreja.Aos que souberem o seu paradeiro, favor ligarem para os crentes de bom senso, notificando o achado. Talvez não restem muitas dessas por aí. E me avisem também, para que eu saiba para onde ir, se acaso precisar”.

Fonte: [ Fim dos Dias ] Via: [ POIMENIA ]

sábado, 5 de junho de 2010

Novos caminhos para a Igreja Evangélica no Brasil

A imagem das Igrejas Evangélicas brasileiras vem sendo arranhada pouco a pouco. E o ápice disso veio a partir dos anos 90s, quando a massificação do evangelho da "prosperidade" pela Igreja Universal do Bispo Macedo. A forma avarenta de buscar a "plata" no bolso dos fiéis chocou a sociedade em uma escala muito maior do que sua precursora, a Igreja Deus é Amor. Como a primeira impressão é indelével, quero utilizar mais uma vez esta "bigorna" virtual para acertar um alvo real e digno de nosso repúdio. E para não ficar apenas na crítica, mostrar novos e decentes caminhos para quem quiser observar.Eu aceitei Jesus nos anos 70s na Igreja Deus é Amor. E já naquele tempo já existia uma crítica interna sobre a forma anti-bíblica de retirar as ofertas. A partir da antiga sede da Conde de Zarzedas, ainda no tempo do barracão de madeira, sempre se começava a retirar ofertas a partir da nota de maior valor. Quem tivesse aquela nota mencionada que ficasse com ela erguida para o alto, para que a oferta fosse vista e recolhida. Esta forma "didática" era copiada nas congregações. Considerando que a forma bíblica recomendada é a discrição no ofertar, para que haja uma recompensa, o erro doutrinário já começava ali.E foi repercutido ao extremo pela Igreja Universal e tantas outras. Como cristão de viés evangélico sinto-me à vontade para falar sobre este assunto, sem deixar de registrar, que fui católico, e que as heresias e formas de tratar o dinheiro na ICR é ainda pior, pois sempre se utilizou de vultosas quantias de dinheiro público para tocar seus interesses. Mas o foco do texto não é esse, e portanto, volto ao curso do "rio".É de um clareza cristalina a imagem que a Igreja Evangélica atual, umas mais outras menos, passa sobre sua forma de arrecadar e aplicar recursos. A preocupação de algumas Igrejas neo-pentecostais de "deixar" propositalmente de mostrar as arrecadações de ofertas nos cultos divulgados pela TV é um indício muito forte de que esta faltando de transparência, e esconde coisas erradas.A multiplicação de congregações neo-pentecostais em todos os bairros das grandes cidades, antes eficientes evangelizar a periferia, hoje não é mais visto assim. Na verdade, elas são fontes de recursos. Quantidade que traz prosperidade - para a "Igreja" ou melhor multinacionais da fé. Se pensa que estou errado, que paguem uma pesquisa profissional para sacramentar o que o brasileiro comum pensa das Igrejas ditas evangélicas neste século XXI. Posso adiantar o resultado em duas palavras: ganância e avareza. Exploração financeira em cima de fragilidades humanas."Abre o teu bolso para Jesus, que ele vai recompensar sua atitude." "Quem semeia pouco (dinheiro) colhe pouco." "A oferta que está no teu bolso e você não quer dar, é porque está ouvindo a voz do diabo" Frases maliciosas, com certeza ditas por autênticos lobos, interessados em duas coisas: primeira no dinheiro. Segunda: que a responsabilidade de resolver o problema do fiel é de Jesus. Não da Igreja. Lavagem cerebral e mesquinhez.Sanguessugas. Receitas sim, despesas não. Bem ao contrário das bases da Igreja verdadeira que Jesus lançou nos primeiros anos, quando os recursos da Igreja eram utilizados para o sustento do sagrado e amparo dos menos favorecidos.Entendo que a forma atual de arrecadar ofertas das grandes denominações não visa o bem estar social, senão projetos megalomaníacos. Templos cada vez maiores. Shoppingtemplos com praças de alimentação, livrarias, roupas de grifes e uma série de outros desvarios sempre suplantados por outras "novidades" ainda piores. Isto é uma vergonha.Vergonha para quem não sabe mais o sentido deste verbete, e dificuldades para quem ainda prega o Evangelho genuíno, que graças a Deus ainda ocorre.A Igreja Evangélica brasileira não pode mais tapar o sol com a peneira com projetos de marketing desenhados apenas para enganar a fé alheia. Nossa nação já é muito esclarecida para aceitar tais enganos. Evangelho é primeiro virtude e depois palavras, na acepção paulina do termo. Se alguma Igreja deseja mesmo ganhar almas para Jesus, vai ter que mudar a política do "venha a nós; ao vosso reino, nada!Por que será que o funk tem arrastado multidões de jovens na periferia das grandes capitais para ouvir letras chulas que insinuam que todas as mulheres são animais do sexo, enquanto centenas de congregações evangélicas estão com sérios problemas de crescimento? Simples, por que estas estão usando (direta ou indiretamente) Jesus como meio para atingir um fim que é dar sustentabilidade financeira à "filial" de uma Igreja. E o Espírito Santo, onde fica? Fica do lado de fora! Assim com também vão ficar uma multidão de crentes decepcionados, enganados e frustrados, por que deram - e não receberam.Para ter a boa mão prosperando as ações de uma Igreja em nossos dias, é preciso repensar a forma de usar o dinheiro. A transparência que está acontecendo com os órgãos públicos vai ter que ser notada no meio da Igreja. Li recentemente no Blog Caos Esperança do meu irmão San Martin, uma entrevista com um antigo pastor da Assembleia de Deus, abordando a forma antiga e atual de se evangelizar. Achei ridicula a crítica, pois esse pastor sempre fez parte do "sinédrio". Se o povo perdeu o ímpeto de evangelizar, é porque cora de vergonha ao ver os interesses rasteiros de muitos de seus líderes. E na verdade, não se trata do povo, mas do próprio Espírito Santo, entristecido, em ver sua atuação manipulada para aumentar as fontes de financiamento de projetos de homens desviados da verdade.O pior desviado é aquele que é cego, e não pode ver o caminho da perdição sob seus pés. Se antes os apóstolos se dedicavam à oração e à palavra, como podem ser compreendidos os líderes evangélicos de hoje, que estão escolhendo o caminho do Congresso Nacional? Estes novos rumos destoam dos exemplos apostólicos.A Igreja evangélica precisa retornar ao leito original do Evangelho. Santidade, respeito no trato com o dinheiro, decência na forma de arrecadar fundos para uso intensivo em projetos sociais. Por exemplo: A desigualdade social de nosso país é uma das piores do mundo. Uma das formas clássicas de combatê-la é através de projetos de cunho educacional. Se isto não for feito, duas, três gerações de famílias de lugares desassistidos vão continuar na miséria sem ter quem os liberte. Há tantos projetos missionários transculturais por aí, apenas para "marketing", e preciso dar graças a Deus por eles, mas como se explica a existência de um país com desigualdade social apenas suplantada por um Haiti?Se depender do Governo Federal, preocupado no momento com projetos de "Trem Bala", grandes estádios de futebol, e coisas afins, estas famílias escravizadas pela miséria, vão continuar escravas do diabo e de nosso egoísmo por muitas gerações. Eis um novo e "velho" caminho para a Igreja Evangélica. Carey, o missionário que dedicou sua vida à Índia, certa vez aconselhou seu filho à caminho de missões: "Primeiro se deve ensinar um povo a ler, para depois ensinar a Bíblia." Isto ainda é válido para nossos dias.A Igreja Evangélica brasileira precisa repensar sua forma de atuação. Seu cheiro se mostra detestável perante a sociedade brasileira, por causa do mau comportamento de grande parte de suas lideranças. Isso pode ser mudado? Pode. Vai mudar quando ela deixar ajuntar tesouros e construir megatemplos, para ir em busca dos que estão escravizados pela miséria do analfabetismo, das portas fechadas a um ensino de qualidade. A partir do momento que o membro de uma família miserável tiver acesso a uma Universidade, ele mudará o destino de todas as gerações seguintes. Ainda estou com Carey. Um país de ignorantes sempre vai estar acorrentado à miséria que é filha do diabo.Acredito em um Deus de Milagres, tanto quanto creio que quando certos milagres não vêm, são porque existem recursos humanos disponíveis que podem atacar as mesmas causas. A Igreja Evangélica brasileira já está madura e tem o conhecimento e os recursos necessários para demonstrar o verdadeiro amor de Deus e corrigir a heresia do "É dando, que se recebe" pela verdade bíblica do "Melhor coisa é dar do que receber".. João Cruzué

domingo, 30 de maio de 2010

LIÇÕES DE CIDADANIA

Diga NÃO! às marcas de produtos que ajudam DIFAMAR os crentes.Esta atitude vai trazer o respeito que comunidade evangélica merece por direito.
Entre os filmes de que mais gosto há um que se chama "O Pastor" com James Earl Jones, protagonizando um velho pastor batista afro-americano às voltas com as injustiças contra a Comunidade negra de Atlanta, estdo da Geórgia nos anos 40/50. O velho pastor dava verdadeiras aulas de cidadania às ovelhas como: plantar suas próprias hortas, andar a pé para evitar os ônibus onde negros tinham que levantar-se para que brancos assentassem. Aquelas pequenas sementes de cidadania brotaram, cresceram, e mudaram a constituição dos EUA. E também podem trazer mudanças significativas para os evangélicos brasileiros.Cada domingo o pastor pregava um sermão que incomodava as autoridades (brancas) da cidade, principalmente porque o título do sermão era anunciado em frente à Igreja com uma semana de antecedência. Não conseguindo dobrar o ânimo do velho pastor, as autoridades: o juiz, o xerife e o prefeito, começaram a pressionar os membros do Conselho Administrativo da Igreja. Por fim, cansados e amendrontados os membros do Conselho não conseguindo a "cooperação" do pastor, o destituiram.Em seguida procuraram por um substituto que fosse jovem, "flexível", que pudesse ser manipulado e "amaciado" à vontade. Mas, no filme o tal jovem sucessor do "desbocado" pastor era nada mais, nada menos, que Martin Luther King. Aí que o tiro saiu pela culatra. Na verdade, o substituto era muito mais aguerrido. Este filme histórico conta um parte das conquistas que o Pastor Martin Luther King trouxe para a comunidade negra americana. Em 1964 ele conquistou uma emenda na constituição americana através de atitudes de resistência passiva e desobediência civil pregadas por Henri David Thoreau e Gandhi, que lhe trouzeram fama mundial e a conquistada do Prêmio Nobel da Paz, naquele mesmo ano.Trazendo agora o foco do artigo para a comunidade evangélica no Brasil, em pleno século XXI, ela também vem sofrendo com difamação e preconceitos e por isso tem muitas coisas a aprender com Martin Luther King. Nós, os crentes em nosso Senhor Jesus Cristo, temos enfrentado aborrecimentos com o preconceito instalado na mídia brasileira, onde a maioria das imagens veículadas dos evangélicos está associadada a algo ruim.A imagem que passam das mulheres crentes são todas estereótipos com o famoso "cabelão"; os pastores são mostrados como charlatães e indivíduos desequilibrados. O povo crente em geral é considerado como gente ingênua sempre explorada por vigaristas da fé. Quando aparece uma notíca ruim, o preconceito está tão enraízado entre jornalistas, que se a pessoa for de qualquer outra religião nada se escreve, mas se há uma família de evangélicos envolvida, via de regra esta qualificação é apontada. Para insinuar má fama.Se isto não é preconceito e não vem acontecendo , por favor belisquem-me pois devo estar delirando!Mas é preconceito sim, nos agride e incomoda. Diante disso, as reações de nossas lideranças já são previamente conhecidas. Há os que dizem: o mundo jaz no maligno e não devemos mesmo esperar o respeito da sociedade. São os que os que aceitam a escravidão do Egito Outros figem que o preconceito não existe e procuram viver da melhor maneira possível. São os indiferentes - não estão nem um pouco preocupados. Há ainda outros que se disfarçam de incrédulos. São principalmente crianças, adolescentes e jovens evangélicos que procuram comportar-se nas escolas públicas como verdadeiros "pestinhas" apenas para que ninguém descubra que eles são crentes. É como se ainda pairasse um quê de escravidão sobre nossas cabeças.Podemos, sim, dar um basta neste preconceito e conquistar o respeito que ainda não temos diante da sociedade brasileira. Não que isto vá fazer o mundo ter paz conosco, mas se nada for feito até nossos filhos vão ter vergonha de ser cristãos. Não podemos andar de cabeça baixa, é preciso dar uma resposta. Uma resposta equilibrada, sem radicalsmo, que possa ser traduzida em atitudes familiares simples, mas que no coletivo vão trazer com o tempo mudanças e o respeito a cidadania que por direito temos.Precisamos começar a ter respeito por nós mesmos através de uma consciência mais aguçada de cidadania. Quando olho para o Livro de Atos dos Apóstolos e vejo o efeito que as palavras de Paulo causavam tanto em em ouvidos judeus quanto romanos, lembro-me de que hoje, 04 de abril, é lembrado com o dia da perda por assassinato de Martin Luther King. Os cristãos, desde os primeiros apóstolos, sempre tiveram entre seus líderes homens cuja coragem era marca de seus caráteres, como está escrito em II Timóteo 1:7. Será que os tempos mudaram?Há muito tenho ouvido palavras de boicote à TV Globo com suas novelas preconceituosas que agridem constantemente, principalmente a mulher evangélica. Agridem quando veicula uma imagem ruim das crentes de cabelos longos. Não sou contra a Rede Globo, mas contra o preconceito e as atitudes de seus gestores, que devem ter mesmo ojeriza de crentes. Não sou favorável a atitudes radicais e nem é de bom alvitre ter fixação em derrubar órgãos da imprensa. É preferível ter uma imprensa, às vezes preconceituosa, do que a imprensa de "chapa branca" das ditaduras. Defendo sim a liberdade de expressão, mas desde que não seja usada para ofender os direitos de cidadania de ninguém.Más crentes podemos, sim, dar NOSSO RECADO de desagrado quanto ao que vai pela TV não importa onde for: se Globo, Record, SBT, Bandeirantes, Cultura ou qualquer outra que venha ferir e prejudicar os cidadãos da comunidade evangélica. Não queremos destruir, mas contribuir para o aprimoramento dessa liberdade de expressão com atitudes de resistência pacífica.Estou sugerindo democraticamente que nos conscientizarmos desses fatos e passemos ao terreno das atitudes como por exemplo esta: vamos anotar o nome das empresas que patrocinam programas que ajudem a disseminar o preconceito contra crentes. Em seguida que se boicotem as marcas de seus produtos diretamente ligadas à difamação.Ao chegar no supermercado, cada um de nós conscientemente, pode substituir tais produtos por marcas de outras empresas que respeitem nossa cidadania e cultura diferentes.
Dê o seu "recado" no supermercado.Não compre marcas de produtos que ajudam a difamar os crentesprincipalmente às Mulheres crentes.
Aqui vai a lista provisória de produtos que estiveram ou ainda estão patrocinando a novela duas caras, onde cenas de "crentes"de "cabelão" e "saião"e homens desequilibrados estão estereotipando negativamente todos os evangélicos brasileiros. Todas estas empresas têm SAC - Serviço de Atendimento ao Consumidor. Vamos expressar nossa opinião.Irmãs evangélicas, não estou sugerindo que ninguém assista ou deixe de assistir qualquer novela. Uns reprovam, outros gostam. Mas se você tem cabelos longos, seria maravilhoso se parasse de comprar por exemplo aquele shampoo que financia novelas que procuram mostrar a mulher de "cabelão" sempre como uma crente hipócrita - de dia santa e de noite devassa, entre outras coisas ruins. Talvez o shampoo de uma novela dessas faça até mal ao seu cabelo. Mesmo que você nunca assista uma novela, antes de comprar qualquer produto no supermercado, seriam muito bom saber se ele não está por trás de programas que mostram os crentes como pessoas atrasadas, desequilibradas e hipócritas. Boicote!A comunidade evangélica responde hoje por mais de 25% do consumo na economia brasileira. Precisamos adquirir consciência desta força para aprender a dizer NÃO de forma pacífica, inteligente e indireta. Uma novela para ficar no ar precisa de patrocínio. O patrocínio vem das empresas que vendem produtos populares. Sabonetes, shanpoos, marcas de carros populares, remédios para dor de cabeça.Quando os crentes começarem a ligar paras os 0800 dessas empresas para dizer que não vão mais comprar os produtos delas, porque estão patrocinando programas que depreciando a imagem e cidadania dos crentes - elas vão ouvir. Pode ser que não imediatamente, mas quando cada um de nós for além das palavras e deixar de comprar por um ano, dois anos aqueles sabonetes, shampoos, celulares, remédios de dor de cabeça.... Com certeza isto vai ser uma grande lição de cidadania. Isto é justo e honesto converse com sua família.
NOTA DO AUTOR em 27.07.2010.
Este texto foi escrito há dois anos. Ele foi muito copiado (por crentes) e criticado pelos não evangélicos. Posso dizer que neste intervalo de dois anos ocorreram os seguintes fatos, que podem ou não estarem relacionados com o asunto. Eu creio que sim.
1) Era costumeiro os ataques GRATUITOS de André Petry, na Revista Veja, contra os crentes. Por onde anda André Petry?2) Em uma novela anterior da Globo, que estereotipava demais os crentes como pessoas radicais e apedrejadoras de pecadores, também fez-se muito marketing do beijo gay. Mas na hora "h" o autor da novela foi "convidado" a desistir e retirar a cena. Motivo, a concorrência com a Record e os reclames dos irmãos. Medo de perder audiência.
3) Estamos em tempos de eleições. Veja se alguém fala em aprovação de PL 122, ou em iniciativas pró-aborto, por quê? Por causa do voto dos crentes. Eles não nos respeitam como pessoas, mas como eleitores - sim!
Resumindo: Toda empresa tem no caixa o seu ponto mais sensível. Não importa se apenas você tem conhecimento do fato. Se ela estiver ferindo seus direitos de consciência religiosa ou qualquer outro direito, BOICOTE! Deixe de comprar seus produtos.
No caso de direitos ofendidos por novelas e programas de TV, observe bem quem os patrocina. Se for uma marca de carro, compre outra marca , da próxima vez que for trocar seu veículo e comunique o fato para outros amigos. O segredo está na comunicação. Se for uma operadora de Telefonia Celular, troque de operadora. Se é uma marca de sabonete que financia uma novela preconceituosa, nunca mais compre desta marca. Seja um árduo defensor dos seus direitos de cidadão evangélico. Não financie o desrespeito aos crentes.
Estas atitudes pessoais precisam ser plantadas e enraizadas no seio de nossas famílias, para que haja um efeito didático, tanto para nossos filhos, quanto para aqueles que costumam desrespeitar nossos direitos de consumidores.
Desrespeito? Boicote!

(João Cruzué)

terça-feira, 25 de maio de 2010

Estou ficando velho .

Meus amigos, dizem que estou ficando velho. Pois sou do tempo em que os cristãos, procuravam nas livrarias evangelicas as bolachas pretas de vinil de Feliciano Amaral e Luis de Carvalho, isso os de linha tradicional, já os pentecostais gostavam de Jair Pires e Ozeias de Paula, os mais jovens de Rebanhão, Grupo Logos e Vencedores por Cristo. Sou tão antig, que a Biblia não possuia Harpa Cristã com os hinos compostos por Paulo Leivas Macalão e os irmãos das Assembleias de Deus não podiam cortar cabelo, os jovens jogar futebol e tão pouco assistir televisão em preto e branco. Lembro-me ainda, que quando cheguei em Cabo Frio, na Região dos Lagos, na decadá de 80 na epoca do saudoso pastor Enock Alberto Silva, somente existia uma banca na praça enfrente aos correios, para venda de Biblias pela irmã Thalita Rocha, sem muitas variedades de produtos e com preços não muito modicos, em parte porque a procura era bastante reduzida, a ponto de uma unica banca ser suficiente, para uma cidade com mias de 100 mil habitantes e matriz do Movimento Pentecostal. Em apenas 30 anos, a banca de Biblias fechou, e em seu lugar abriram-se cerca de 3 lojas, em uma prova cabal de que o mercado editorial e fonografico tornou-se uma maquina de quinquilharias " Cristianizadas" desde os livros de auto ajuda, guerra espiritual, relacionamentos, guias de prosperidades financeiras chegando aos amuletos judaicos, tipo shofar, thalit e replicas em miniatura da arca, tudo para tornar a sua casa ou templo onde voce congrega, em um ambiente parecido com o do Velho Testamento. Estou ficando velho, pois sou do tempo, em que os comportores do tipo de Daniel Berg, exerciam seu ministerio como forma de evangelização e não a busca do lucro facil. A algum tempo atraz, li no site de uma editora e gravadora o seguinte convite: " Venha ganhar muito dinheiro, vendendo produtos cristãos e edificando vidas". Pelo visto, com a explosão de crescimento da população evangelica brasileira e o avanço das tecnicas de marketing no mercado da fé, assim como aconteceu nos dias de Jesus, muits terão segueira e o coração endurecido, até que o Senhor venha buscar sua noiva imaculada. Enquanto isto não acontece, muitos serão segados pelo evangelho me engana que eu gosto. Estou ficando velho, pois sou da epoca em que a Assembleia de Deus não tinha rodopios e gritos histericos, semelhantes as terreiros de macumba. Estou ficando velho, pois sou da epoca em que a igreja, não era um circo e tão pouco o pulpito seu picadeiro. Estou ficando velho, pois sou da epoca em que os pastores, não eram apresentadores de espetaculos e animadores de auditorio, tão pouco agiam como magicos e ilusionistas, enganando o povo sem o conhecimento da Palavra. Estou ficando velho, pois sou do tempo em que os crentes pentecostais possuiam inteligencia espiritual do tipo de Davi, quando Derrotou o gigante Filisteu, e de Daniel Quando não se contaminou com a comida do palacio, ou tão pouco Paulo, quando foi elogiado pela mulher endemoniada, Estou ficando velho, pois sou de uma geração em que não existia igrejas emergentes, onde se prioriza relacionamentos em detrimento da verdade biblica, onde a imoralidade se alastra para agradar uma sociedade pecaminosa. Estou ficando velho, pois aprendi em minha infancia batista, que somente a Biblia Sagrada é a suprema autoridade em materia de vida e doutrina, e não pode ser trocada por livros de auto ajuda e esoterismo gospel. Estou ficando velho, pois nasci e cresci em uma igreja pura , que não negocia a verdade em nome do amor ecumenico, e que somente da ouvidos a voz do Espirito Santo. Estou ficando velho , pois fui ensinado que o pulpito é o lugar onde se prega com autoridade do Espirito Santo a Palavra de Deus, visando resgatar o homem perdido e leva-lo a reconhecer o sacrificio salvidico de Cristo Jesus a Cruz do Calvario, onde somente se batia no pecado e inimigo de Deus, ao contrario dos tatames do " vale tudo" do Senhor, onde homens e mulheres batem pra valer em seus irmãos, como forma de evangelização a la Rock Balboa.
Baruch Há Shem!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O Nascimento de um apóstolo

O dia 26 de junho para muitos evangelicos, será um dia comum, igual a outro qualquer. Porém, para o povo assembleiano de Cabo Frio, e Região dos Lagos, nascidos no fogo pentecostal do Ministerio de Madureira, está data possui, um significado especial, pois foi no dia 26 de junho de 1931 em União dos Palmares, Alagoas, em um templo batista, que Enock Alberto Silva, reconheceu Jesus Cristo como Senhor e Salvador de sua vida, tendo aos 18 anos de idade dado seus primeiros passos em uma longa jornada ministerial, que o levaria a se tornar o Patriarca das Assembleias de Deus na Região dos Lagos. Aquele jovem franzino, nascido em 07 de agosto de 1913, de estatura mediana, não imaginava quando ingressou nas Assembleias de Deus em Madureira em 29 de outubro de 1932, sendo recebido pelo saudoso pastor Paulo Leivas Macalão, para onde o Espirito Santo o levaria em sua carreira ministerial como plantador de igrejas, e apascentador, de um rebanho gigantesco a despeito de sua simplicidade. No ano seguinte foi batizado com Espirito Santo, e no dia 07 de dezembro de 1937, foi separado ao diaconato, casou-se em 26 de maio de 1938, com a jovem Ilka da Silva, companheira fiel e ajudadora em um ministerio vitorioso, que começou com sua consagração ao presbiterio em julho de 1939, o qual exerceu durante longos 10 anos, a primeira igreja que pastoreou foi em São Paulo na rua da Gloria em julho de 1939, designado pelo pastor Paulo Macalão, onde passou por grandes privações, mais não perdeu a fé nas promesas de Deus, e assumindo em 1940, Em Raul Soares - MG. Depois passou pelas seguintes igrejas: Bauru - São Paulo, Volta Redonda, Barra do Piraí, Rezende, Barra Mansa, Angra dos Reis, Rocha Miranda, Marechal Hermes, Bento Ribeiro ( Rio de Janeiro), São João do Nepomocena, Uba, Ponte Nova, e Campos dos Goytacazes, a primeira cidade da America do Sul a receber energia eletrica. Devido a sua dedicação ao ministerio da Palavra, foi o quarto pastor ordenado pelo patriaca Paulo Macalão, fundador do Ministerio de Madureira, no dia 21 de janeiro de 1949. Depois disso em 1954, no dia 07 de janeiro, chega a Cabo Frio, onde durante 39 anos, lutando para superar as dificuldades e como um verdadeiro apóstolo, fundou e desenvolveu cerca de 105 templos com um rebanho de 17 mil membros, espelhados em cada municipio da Região dos Lagos, chegando até a região serrana, até ser jubilado em 1993, com 79 anos de idade. Quando chegou em Cabo Frio, eram apenas 50 membros e 5 pequenas congregações, tendo pastor Enock, ido trabalhar como barbeiro para suplir as necessidades de sua familia. Naquela epoca, a região não tinha luz nen agua, e o jovem pastor tinha que visitar as familias no lombo do burro ou de bicicleta em São Pedro da Aldeia, Arraial do Cabo, Armação dos Buzios, Araruama, e outros lugares distantes, sempre debaixo das mãos de Deus. A Igreja Assembleia de Deus - Ministerio de Madureira, perdeu um bastião do Movimento Pentecostal Brasileiro, quando em outubro de 1997, foi promovido a gloria eterna, o patriarca da Região dos Lagos - Pastor Enock Alberto Silva. Testemunha das principais mudanças que ocorreram no Brasil, seja no âmbito secular, seja na vida da igreja assembleiana, o reverendo Enock, deixou a historia apos fazer historia e fazer parte dela. No mes de setembro de 2010, a Assembleia de Deus em Cabo Frio, vai estar celebrando 70 anos de fundação, e nada mais justo, que relembrarmos os passos firmes ainda que em solo arenozo e debaixo do sol escaldante que o patriarca pentecostal Enock deu de maneira firme, ele que foi um homem ativo e de grande valor na obra de Deus, e que mesmo com a idade avançada nunca se tornou inativo na causa do Senhor, sempre se revelando atuante e passando aos jovens obreiros, a sabedoria e o conhecimento acumulado no decorrer dos anos de vivência cristã. Os pastores mais antigos, filhos espirituais, do patriarca Enock, revelaram-nos que uma marca indelevel de sua personalidade nordestina estava na sua autoridade pastoral, e que deve servir de exemplo para nova geração de obreiros na Seara do Senhor. Quando o pastor Enock, adentrava em qualquer templo para celebrar um culto, toda a membrezia se colocava de pé em respeito a sua presença como homem de Deus, durante seu ministerio em Cabo Frio, que durou 39 anos, não houve divisões, rebeliões e insobordinações, pois as ovelhas sabiam escutar a voz de seu pastor e tinham certeza de que as mãos de Deus estavam com ele, até o fim do bom combate, onde completou a carreira que lhe estava proposta pelo Senhor Igreja. " Tive a grata felicidade de ouvir seus conselhos de sacerdote, de um verdadeiro principe de Israel, que com coragem e fé venceu o preconceito anti-pentecostal, se fazendo exemplo de gerações e sendo homenageado com titulos de cidadania de todos os municipios da região. Ainda que os titulos, que ele mais apreciava fossem os de, cidadão dos ceus e pastor da Assembleia de Deus - Ministerio de Madureira. Nestes 70 anos da igreja de Cabo Frio, fica para nos seu exemplo de abinegação e desejo de que continuemos o trabalho na Seara do Mestre. Baruch Há Shem !