quinta-feira, 6 de setembro de 2012

A LIDERANÇA EVANGÉLICA BRASILEIRA E A AREIA MOVEDIÇA DA POLÍTICA SECULAR

O envolvimento direto de pastores e outros líderes com a política secular, atividade no Brasil marcada pela corrupção, pela trapaça, pela traição e outros males, é como cair em areia movediça, ou seja, quanto mais ativismo, mais se afunda, e quando se consegue sair, geralmente sai sujo, manchado e marcado.

Dessa maneira, na grande maioria dos casos, o melhor a fazer é não se envolver, nem envolver a igreja, que na maioria das vezes é contra tal envolvimento, mas não é ouvida, nem considerada.
A política secular na igreja divide pastores, líderes e membros, promovendo facções, porfias, inimizades e partidarismo.
A política secular não apenas divide, mas une também. As uniões são as mais bizarras possíveis, ao ponto de inimigos políticos se aliarem. As ideologias caem por terra, os valores são pisados, as contradições são escandalosas.
Só quem de fato não quer ver, é que não perceber isso.
Sinceramente, não consigo acreditar no que contemplo a cada pleito, e na repetição cada vez mais grave dos mesmos erros.
Nobres pastores e amigos, em nome de Jesus, façam o que o Senhor da Igreja vos chamou a fazer. Cuidem do rebanho, e não se envolvam com aquilo que não edifica.
Cuidado com a areia movediça da política secular.
A igreja está olhando para nós!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Sepultadores de Igrejas


Em 2006 o líder de um grande ministério pentecostal esteve em Rio das Ostras para se reunir com os pastores da cidade e região, e após saborear uma peixada no restaurante na Praia das Tartarugas em um momento de desabafo, ele declarou: “ Não saber para onde iria indicar um pastor considerado sepultador de Igrejas”. Jamais me esquecerei daquela cena, onde balançava a cabeça e pedia orientação do Espírito Santo. Creio que este problema existe em todas as denominações evangélicas, sejam históricas, pentecostais ou neopentecostais. Existem os pastores abençoados por Deus como “ plantadores de Igrejas”, mesmo com todos obstáculos e adversidades , conseguem encontrar água potável no deserto. Porém, também existem os pastores com o ministério do “esvaziamento e sepultamento de igrejas”, com problemas em praticamente todas as igrejas por onde passaram, com fortes evidencias de não possuírem a vocação ministerial e de terem errado na escolha do sacerdócio como sua missão no mundo. Entre os sepultadores, existem aqueles que viram o pastorado como meio de vida e igreja como cabide de emprego, ou que ficaram fascinados pelo prestigio que o púlpito e o titulo de pastor lhe conferem como forma de ascensão social. Existem aqueles que possuem uma chamada especial de Deus para visitar os enfermos, os necessitados, com uma palavra bíblica de encorajamento e fé. Porém quando assumem o pastoreio de um rebanho, revelam-se um péssimo apascentador.  Existem também aqueles, que são excelente dirigentes de cultos animados, e que sabem fazer a sociabilidade da igreja,  o chamado animador de auditório, porém quando são empossados na direção de uma igreja com seus problemas diários, acabam perdendo o sorriso fácil e ganhando cara de delegado. Poucos são os corajosos que compreendem que não possuem chamada pastoral e pedem para sair do Ministério sem fazer muito barulho. Na maioria dos casos no surgimento dos sepultadores de igrejas, deve-se de maneira lamentável a falta de cuidado de algumas igrejas que funcionam como verdadeiras fabricas de pastores, desencadeando uma visão distorcida de que é ser pastor conforme as Sagradas Escrituras. Que possamos ouvir a exortação do apostolo Paulo e realizar fiel e cabalmente o ministério que o próprio Deus vocacionol e nos capacitou para cumprirmos. Baruch Há Shew! Sergio Cunha.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

JOHN FRAME – CONSELHOS PARA SEMINARISTAS E TEÓLOGOS INICIANTES


Esses conselhos foram publicados em Inglês no livro Falando a verdade em amor: a teologia de John Frame, após uma entrevista que ele deu a P. Andrew Sandlin. A pergunta feita a John Frame foi a seguinte: “Quais conselhos você daria a um seminarista ou teólogo iniciante enquanto eles se preparam para enfrentar seus desafios?”. A resposta foi 30 excelentes conselhos que todo crente deveria escrever nas tábuas do coração, os quais postaremos em duas partes; assim, você poderá meditar em cada ponto por mais tempo.
1. Considere a possibilidade de você não ter sido chamado para ser um teólogo. Tiago 3:1 nos lembra de que nem todos os que estão estudando teologia deveriam procurar ser mestres.
2. Valorize seu relacionamento com Cristo, com sua família e com a igreja mais do que a sua carreira. Você influenciará mais pessoas por meio de sua vida do que pela sua teologia. As deficiências em sua vida acabarão negando a influência de suas ideias, mesmo as ideias que são verdadeiras.
3. Lembre-se de que a tarefa fundamental da teologia é entender a Bíblia, a Palavra de Deus, e aplicá-la para as necessidades das pessoas. As demais coisas, sofisticação exegética, histórica e linguística, conhecimento da cultura e filosofias, tudo isso deve estar subordinado à tarefa fundamental acima. Se não estiver, você acabará sendo aclamado como um grande historiador, linguista, filósofo ou crítico da cultura, mas não como um teólogo.
4. No cumprimento da tarefa acima, você tem a obrigação de saber argumentar. Pode parecer óbvio, mas muitos teólogos hoje perecem não ter a menor ideia de como fazer isso. Teologia é uma disciplina argumentativa e, por isso, você precisa ter um conhecimento suficiente de lógica e persuasão a fim de construir argumentos que sejam válidos, sadios e persuasivos. Na teologia, não basta demonstrar que você tem conhecimento da história, da cultura ou de outras áreas do saber.
5. Não basta citar pessoas que concordam com você e criticar aquelas que discordam do seu ponto de vista. Você precisa saber formular um argumento em defesa daquilo que crê.
6. Aprenda a escrever e falar de maneira clara e convincente. Os melhores teólogos são capazes de tomar um assunto complexo e explicá-lo numa linguagem simples. Nunca tente demonstrar que você é especialista numa área por meio de uma linguagem obscura e opaca.
7. Cultive uma intensa vida devocional e ignore aqueles que o acusarem de uma falsa piedade. Ore sem cessar. Leia a Bíblia, não apenas como um texto acadêmico. Valorize todas as oportunidades de participar de cultos e reuniões de oração no seminário e aos domingos na igreja local. Dê atenção à sua “formação espiritual”.
8. Um teólogo é essencialmente um pregador, exceto que ele se envolve ocasionalmente com assuntos mais “misteriosos” do que o pregador. Seja um bom pregador. Encontre uma maneira de fazer sua teologia falar aos corações das pessoas. Encontre uma maneira de apresentar sua teologia de tal modo, que as pessoas ouçam a voz de Deus nela.
9. Seja generoso com seus recursos. Gaste tempo conversando com seus alunos e aqueles que pretendem ser alunos. Doe livros e artigos. Não seja “mão fechada” no que tange a materiais com seus direitos autorais. Dê permissão para seu material ser copiado, sempre que for solicitado. Ministério em primeiro lugar, dinheiro em segundo.
10. Ao criticar outros teólogos, denominações ou movimentos, siga a ética bíblica. Não chame uma pessoa de herege precipitadamente. Não acuse pessoas com termos do tipo “outro evangelho” (aqueles que pregam um outro evangelho estão sob a maldição de Deus). Não destrua a reputação das pessoas por meio de uma citação equivocada, fora do contexto, ou no pior sentido possível. Seja gentil e generoso a menos que você tenha razões fortíssimas para ser severo.
11. Numa controvérsia, nunca se posicione, precipitadamente, de um lado do debate. Faça um trabalho analítico de ambas as partes. Considere estas possibilidades: a) os dois lados podem estar olhando para o mesmo assunto de perspectivas diferentes, mas não pensando de maneira diferente; b) ambos os labos podem estar despercebidamente desprezando um ponto que poderia fazê-los pensar em harmonia; c) eles estão tendo dificuldade de se comunicar um com o outro porque estão usando termos que têm sentidos múltiplos; d) pode haver uma terceira alternativa melhor do que as duas posições que estão sendo defendidas; e) ambas as opiniões na controvérsia, mesmo que genuínas, devem ser toleradas na igreja, assim como as diferenças entre vegetarianos e não vegetarianos em Romanos 14.
12. Quando você tiver uma grande ideia, não espere que as pessoas a entendam imediatamente. Não tente promover esta nova ideia a ponto de criar uma facção. Não entre em rivalidade com aqueles que por acaso não vierem a apreciar sua maneira de pensar. Dialogue com eles de maneira gentil, reconhecendo que você pode estar errado e não tem a humildade de reconhecer isso.
13. Não seja impulsivamente crítico com qualquer coisa que venha de outras tradições religiosas. Seja humilde para reconhecer que outras denominações podem ter algo a lhe ensinar. Seja “ensinável” antes de começar a ensiná-los. Tire a trava dos seus olhos.
14. Esteja preparado para avaliar criticamente a sua própria tradição. É uma ilusão pensar que uma tradição religiosa tem todas as verdades ou está sempre certa. Não seja um daqueles teólogos conhecidos por tentar fazer arminianos se transformarem em calvinistas (ou vice-versa).
15. Olhe para os documentos confessionais de sua denominação com a perspectiva correta. Eles são, entre outras coisas, o fruto do trabalho de teólogos e devem ser avaliados e reformados, quando necessário, pela Palavra de Deus. Não assuma que tudo o que está nos símbolos de fé da sua tradição religiosa está decidido para sempre. Por John Frame.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

CRIANÇA TEM ANJO DA GUARDA?


"Vede, não desprezeis a qualquer destes pequeninos; porque eu vos afirmo que os seus anjos nos céus vêem incessantemente a face de meu Pai celeste” (Mateus 18:10).
Em certa ocasião, desejando dar aos discípulos uma lição sobre humildade (Mt 18.1), o Senhor Jesus chamou uma criança para perto de si (v. 2) e ensinou aos discípulos a necessidade de alguém se tornar como uma delas para entrar no Reino (v. 3-4). Receber uma criança no nome do Senhor significa receber ao próprio Senhor (v. 5). Em seguida, o Senhor falou do castigo dos que colocam tropeços diante dos “pequeninos” que crêem nEle (v. 6-9) e advertiu os discípulos a que não os desprezassem, diante do cuidado vigilante de Deus por eles, através dos anjos (v. 10).
Este dito é difícil porque sugere a existência de “ anjos da guarda” de crianças, que estariam constantemente na presença de Deus, velando e cuidando das crianças. O conceito de que cada crente tem um anjo da guarda enviado por Deus sempre foi popular entre os cristãos, e tem se tornado ainda mais popular com a crescente onda de fascínio pelos anjos que tem invadido as igrejas evangélicas, acompanhando o aumento do misticismo e do ocultismo no mundo.
Há várias interpretações para este dito difícil de Jesus.
1. Os anjos no céu são as almas das crianças quando morrem.
De acordo com este entendimento, Jesus ensinou que as almas das crianças (os “anjos” delas) vão para o céu após a morte das crianças, e ficam continuamente na presença de Deus. De acordo com esta interpretação, Jesus mandou que os discípulos não desprezassem as crianças pois elas, quando morrem, vão, na forma de anjos, morar na presença de Deus. Alegam que Jesus se referiu aos “seus anjos no céu”, indicando que se refere ao que acontece após a morte. A dificuldade óbvia com esta interpretação é que identifica alma com anjo, uma associação impossível à luz do Novo Testamento. A alma faz parte da personalidade humana, enquanto que um anjo é um ser distinto do homem. As pessoas não se transformam em anjos quando morrem, conforme a crendice popular, mas suas almas comparecem, como almas, à presença de Deus.
2. Cada criança tem um anjo da guarda.
Outra interpretação entende que a expressão “seus anjos” se refere a anjos destacados por Deus para guardar cada criança, e que neste labor, eles ficam subindo constantemente ao céu, na presença de Deus, para dar relatórios de suas atividades e interceder em favor das crianças. Esta doutrina é defendida pela Igreja Católica, que diz que no batismo cada criança recebe seu anjo da guarda, que é enviado por Deus para proteger e aconselhar esta criança toda a sua vida. Esse anjo é também chamado, na teologia católica, de “anjo custódio”.
Há várias passagens bíblicas usadas para defender esta interpretação. “O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem e os livra” (Salmo 34:7) é uma das mais conhecidas. Também Gênesis 48.16, onde Jacó se refere a um anjo que o teria livrado de todo o mal (na verdade, refere-se ao anjo do Senhor). Menciona-se também o anjo que veio em socorro de Daniel (Dn 6.22). Estas e outras passagens entretanto não provam o ponto, apenas mostram que Deus envia anjos para proteger e salvar seus servos em determinados momentos. A idéia de “ anjo da guarda” para cada criança é bastante estranha à luz da doutrina bíblica, muito embora esteja claro que uma das funções dos anjos é proteger os filhos de Deus. Nenhuma das passagens geralmente usadas para provar a existência de “anjo da guarda” realmente prova coisa alguma. Ao final, existe muita influência da crendice e da superstição popular sobre o assunto.
3. Os “pequeninos” são os crentes em Jesus Cristo.
A outra interpretação defende que a chave para entendermos este dito difícil de Jesus é a palavra “pequeninos”. A quem Jesus se refere? O termo pode ser tomado literalmente como se referindo às crianças, como as duas interpretações acima o fazem, ou figuradamente, como se referindo aos discípulos de Jesus. Esta última possibilidade resolve o problema e tem apoio bíblico. Primeiro, Jesus usa regularmente o termo “pequeninos” para se referir aos discípulos, cf Mt 10.42; 18.6; Mc 9.42; Lc 17.2. Note que nos versos 1-5 Ele se referiu claramente às “crianças”, e nos versos 6-10 Ele menciona os “pequeninos”. Segundo, os discípulos são comparados com crianças, no que diz respeito à confiança em Deus. Terceiro, a passagem se encaixa no ensino geral do Novo Testamento sobre o ministério dos anjos em favor dos filhos de Deus, como Hebreus 1.14. Portanto, a melhor explicação para esta passagem é que Jesus está ensinando que Deus envia seus anjos para assistir aos “pequeninos”, que são os seus discípulos, os filhos de Deus pela fé, comparados a crianças, e que, portanto, nós não devemos desprezar estes “pequeninos”. Esse ministério angélico para com os “pequeninos” faz parte do cuidado geral que os anjos desempenham, pelo povo de Deus (cf. Sl 91.11; Hb 1.14; Lc 16.22).
A passagem não está ensinando que cada crente ou criança tem seu próprio “anjo da guarda”, como era crido popularmente entre os judeus na época da igreja primitiva. Fazia parte desta crença que o “anjo guardião” poderia tomar a forma do seu protegido (cf. At 12.15). Ela simplesmente expressa o cuidado geral de Deus por seu povo através dos anjos. Por Augustus Nicodemus Lopes

sábado, 1 de setembro de 2012

SETE CARACTERÍSTICAS DA NOVA LIDERANÇA PENTECOSTAL E NEOPENTECOSTAL

Ao longo dessas quase cinco décadas de ministério pastoral comecei a observar a tendência da igreja brasileira e os rumos que tomou. Depois que li uma pequena nota de Renato Vargens no blog Púlpito Cristao, achei que poderia contribuir acrescentando 7 características da nova liderança pentecostal. Com o surgimento dos movimentos pentecostais novos, comumente chamados de neopentecostais, algumas características se tornam evidentes na liderança dessa parcela eclesiástica.
Contrariamente às recomendações de Pedro aos líderes da igreja de que o líder deve ser (1) testemunha (mártir) dos sofrimentos de Cristo; (2) de que não deve exercer o pastoreamento por constrangimento, isto é, obrigado a pastorear como se a igreja dependesse dele; (3) de que não deve andar de olho no dinheiro alheio (sórdida ganância) e (4) de que não deve ser dominador do povo, ou do rebanho porque este é de Deus, muitos dos atuais líderes da igreja, especialmente os que ostentam o título de apóstolos agem no sentido oposto. Procure ler o texto de 1 Pedro 5.1-4.
A seguir colhi sete características dessa liderança atual – que não é apenas da liderança neopentecostal, mas também de muitos líderes de igrejas pentecostais históricas.
1. Autoritarismo. Tais líderes advogam a si o direito de ter a palavra final em questões doutrinárias e de práticas cristãs. Creem que podem criar novos padrões de ensinamento e neles atrelar a congregação. Era assim também no passado quando pastores de denominações pentecostais decidiam o que o povo devia usar, o que pensar e em como viver. Felizmente algumas denominações amadureceram e abandonaram tais práticas que vêm sendo adotadas com grande ardor pelos novos líderes pentecostais. As pessoas são orientadas a viverem conforme o pensamento do líder e de maneira a agradá-lo. A “doutrina” ou ensinamento apostólico foi por eles aperfeiçoado, porque tirou do povo o direito à vida e de decidir o que fazer e de como viver.
2. Dominadores do rebanho. Hoje os apóstolos, bispos, presbíteros e pastores – não importa o título que ostentem – decidem se os membros devem celebrar o Natal, os alimentos que devem comer, as festas que podem participar, os DVDs que devem assistir e quais igrejas ou congregações podem visitar.
Tal autoritarismo não é próprio apenas de igrejas neopentecostais, mas também de alguns que se dizem “igreja” sem nome; comunidades cristãs, etc. que mantêm sob regras rígidas o comportamento e o estilo de vida de seus membros, ou discípulos. É possível ver este autoritarismo em várias denominações também. Nunca ouse pensar ou agir de maneira que contrarie seu líder! O líder é o novo paradigma ou modelo de fé a ser seguido, e não os modelos da Bíblia.
3. Ganância financeira e luxúria. A ostentação de riqueza, o ganho fácil e a confortável vida movida a aviões particular, helicópteros e festas não é própria apenas dos neopentecostais, mas também de outros segmentos da igreja – uma dessas igrejas, até bem tradicional, em que seu líder se locomove para a casa da montanha de helicóptero, enquanto exige que seus membros nem televisão possuam!
Enquanto milhares de obreiros residem em casas modestas no meio de sua comunidade, ao nível do povo que pastoreiam, vivendo na simplicidade, buscando o mínimo de conforto, outros se afastam do meio do rebanho e passam a viver em condomínios inacessíveis ao povo. Sua congregação não tem acesso a casa deles – diferentemente de quando nossa casa estava aberta aos irmãos. Essa é a nova cara da liderança eclesiástica da igreja brasileira.
4. Usam o púlpito como arma de ataque. Por trás do carisma que lhes é peculiar tais ministros fazem o que querem com o povo; se justificam, demonstram humildade e santidade e aproveitam para atacar sutilmente os que lhe desobedecem as ordens. Frases como “aconteceu tal coisa porque não ouviu o homem de Deus” é comum ouvir de seus lábios. É a justificação de uma aparente santidade. As pessoas precisam vê-los como homens de Deus, líderes espirituais íntegros; no púlpito diante de seu povo riem, choram, profetizam, pulam, gesticulam e pregam mensagens de prosperidade. Assim, conseguem encobrir do rebanho suas verdadeiras intenções, para que este não se interesse em saber como é a vida deles no dia a dia de sua vida particular.
E grande parte dos crentes defende o estilo de vida de seus líderes, e se dobra perante eles como faziam os escravos diante de seus senhores.
5. A sacerdotização do ministério. Alguns desses novos líderes criaram a nova casta de “levitas” que são os que cuidam do louvor da igreja, mas criaram também a “família sacerdotal” que é composta do líder e de seus familiares, num atentado grotesco ao verdadeiro sacerdócio de Jesus Cristo. Muitos, ainda que reneguem publicamente tal conceito, ostentam-no no ensino aos seus líderes, isto é, estes são orientados a considerá-los sacerdotes de Cristo a serviço do povo. “Nós somos sacerdotes” de Deus para cuidar do rebanho, dizem, quando biblicamente toda a igreja é povo sacerdotal!
6. O reino deles é deste mundo. A nova liderança dos neopentecostais tem outro foco que não é o reino de Deus futuro, mas o reino deles, agora. Eles têm prazer nas coisas do mundo. Seu império particular e o império de sua denominação ou de suas comunidades constituem o reino deles na terra. Enquanto todos os demais trabalham para a vinda do reino, esses novos líderes creem que estão no reino, e que já são príncipes de Cristo aqui na terra. E para viver como príncipes, formam seu séquito de seguidores que os servem humildemente. Enquanto Jesus apontava para a chegada iminente do reino de Deus, a nova liderança da igreja crê que vive o reino, aqui e agora!
Por isso intrometem-se na política, pensando que por ela governarão na terra e trarão o governo de Cristo aos homens. E, da mesma forma que entram na política e buscam para si títulos políticos, se prostituem com o sistema e podem ser vistos agradecendo a Deus pelas graças recebidas, como no caso dos deputados evangélicos neopentecostais do Distrito Federal. Estes são a pontinha do iceberg, porque existem milhares de pastores vendidos ao mundo e que recebem polpudas somas de dinheiro para transformar sua congregação em curral eleitoral.
7. Acreditam que o juízo dos crentes não é para eles; porque estão acima dos demais. Por isso, perderam o temor de Deus e nem imaginam o que lhes espera no dia do juízo de Cristo, quando todos haveremos de prestar contas. Quando se perde o temor de Deus leva-se uma vida desenfreada de pecado, escondida sob o manto da espiritualidade e da vida piedosa.
Criticam a Balaão mas vivem como ele, profetizando em nome de Deus, mas de olho nos bens de Balaque – porque são insaciáveis financeiramente. São estes os novos líderes que à semelhança de Coré, Datã e Abirão defendem seu sacerdócio e proclamam que também “têm direitos espirituais”, como nos dias de Moisés. À semelhança de Caim pecam voluntaria e conscientemente, esquecendo que já receberam na testa o sinal de Deus que os manterá sob juízo e condenação.
À luz dessas sete características é possível identificar o tipo de igreja que se frequenta, o tipo de líder que se obedece e decidir se deve seguir o caminho do discipulado cristão ou se fará parte do novo reino dos deuses da terra.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

ADEUS LO-DEBAR! VOU SENTAR A MESA DO REI!


Davi chamou à Ziba, então lhe perguntou será que existe alguém de Saul em que eu possa ajudar, lembrei me da aliança que a Jônatas eu fiz, de ser fiel a sua casa enquanto eu existir, e Ziba lhe respondeu, existe um
oh meu Senhor, que habita em Lodebá terra de tristeza assentar, diga a Nefibozete que o Rei manda chamar.

Coro
Tudo aquilo que era seu vou devolver, vou restituir, aquilo que você perdeu, és o último da casa de Saul, você não é mais um que ninguém da valor.
Você vai morar na casa do Rei, você vai sentar a mesa com do Rei, você vai se vestir como um Rei, você vai estar ao lado do Rei, a miséria nunca mais haverá, um Adeus a Lodebá você vai dar, todos vão saber quem é você, o Rei manda te chamar.

II
Se você está passando por deserto ou provações, saiba que Deus não te esquece acredite meu irmão, alguém se lembrou de você e disse onde tu estas, meu irmão fique de pé o Rei manda te chamar.

Coro
Tudo aquilo que era seu Deus vai devolver, vai
restituir, os sonhos que você perdeu, és o último da casa de Saul, você não é mais um que ninguém da valor.
Você vai morar na casa do Rei, você vai sentar a mesa com do Rei, você vai se vestir como um Rei, você vai estar ao lado do Rei, a miséria nunca mais haverá, um Adeus a Lodebá você vai dar, todos vão saber quem é você, o Rei manda te chamar

Em I Samuel 18:1-4, vemos o estabelecimento de um pacto de amor entre Jonatas, filho do rei Saul e príncipe herdeiro do trono, e Davi, ungido por Deus para ser o próximo rei de Israel. No capítulo 31:2 vemos a morte de Jonatas e, em II Samuel 1:26 vemos Davi chorando a morte de Jonatas.

Em II Samuel 4:4 somos apresentados a Mefibosete, filho de Jonatas que, aos cinco anos de idade, tornou-se aleijado devido a uma queda quando sua ama saiu às pressas, após receber a notícia da morte de Saul e Jonatas.

Este jovem estava destinado a sucessão do trono de Saul, senão fosse a morte de Jonatas, filho do Rei.

Porém, não teria mais direito ao trono, por estar aleijado.

Não teve uma infância normal. Não correu como as outras crianças, não pode se divertir da mesma forma que elas.

Se arrastava para locomover-se.

Levado a Lo-Debar, ficou lá, “tocando” a sua vida. Esquecido, no empobrecimento.

Davi um dia se lembra da aliança que um dia fez com Jonatas e procurou saber se havia algum descendente vivo, para que pudesse de alguma forma cumprir sua aliança. (II Sm 9:1-13).

Mencionaram Mefibosete, e imediatamente pediu que o trouxessem à sua presença. Mefibosete apresenta-se como um “cão morto”. Vemos então que a auto-estima de Mefibosete estava péssima, sem nenhuma perspectiva na vida.

Davi se compadecesse, e por amor a Jonatas e aliança feita entre eles, lhe restitui tudo o que pertencia à sua família, ao seu pai e ao seu avô.

Vemos aqui uma “virada de mesa”. Mefibosete sai de um lugar de esquecimento, de empobrecimento e vai para um lugar de paz, tranquilidade, abundância, e com certeza onde as feridas de tanto se arrastar por causa de seu aleijamento seriam tratadas e curadas.
Esta é uma história que nos mostra uma realidade mais espiritual do que material. Igualmente, na criação o homem foi criado para viver uma vida plena e de satisfação junto com o Altíssimo, o Todo-Poderoso, desfrutando de uma vida sem dores, sem sofrimentos. Vivendo a vida ao lado do Rei, desfrutando das delícias da mesa, da comunhão. Mas daí então entrou o pecado, destruiu a história do homem e o afastou de Deus, do Seu Criador e Rei.

Nossa situação enquanto mergulhados no pecado, mortos, é semelhante a vida de Mefibosete. O homem destruído pelo pecado, escravizado por ele fica tal qual Mefibosete – aleijado. Deformado.

Ele, o pecado, nos afasta da presença do Rei, nos priva de estarmos sentados à Sua mesa e desfrutarmos de suas delícias, prosperidade, paz, prazer, descanso e uma vida de bonança.

O pecado é o que destrói o homem. O pecado mata. A natureza e a criação gemem por causa do pecado.

“Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada. Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus. Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou,Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora. E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo.” Romanos 8:17-23

”Porque o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, me enganou, e por ele me matou.” Romanos 7:11

“O pecado é um tirano cruel. É o poder mais devastador e degenerador que já afligiu a raça humana, de forma que a inteira criação “geme e suporta angústias até agora” (Rm. 8.22). Ele corrompe inteiramente a pessoa – infectando a alma, poluindo a mente, corrompendo a consciência, contaminando as afeições e envenenando a vontade. É o câncer destruidor da vida e condenador da alma, que apodrece e se alastra em todo coração humano não redimido, como uma gangrena incurável.” John MacArthur

Mas aprouve a Deus resgatar o homem. Resgatar a mim, a você, meu irmão, minha irmã, a nós. Aleluia!

”Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que enviou seu único filho, para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna” João 3:16

Deus se lembra de uma promessa feita a Adão e envia aquele que por meio de quem o pecado e a morte seriam derrotados – Jesus Cristo. Glórias a Deus!

A história de Mefibosete mostra uma verdade espiritual, e não terrena!!

Muitos, crêem que ao se render a Cristo terão suas dores, lutas, frustrações terminadas nesta vida. Terão prosperidade, seus sofrimentos terminarão. Isto é um engodo e não é o verdadeiro Evangelho. Nestes tempos, muitos de nós querem vitórias, bênçãos, prosperidade, cura, libertação. Frutos de uma pregação que não aponta para Cristo e sua obra na cruz, que unicamente foi para nossa salvação. Pregações, livros, CDs e DVDs aos montes enfatizam uma vida de prosperidade, felicidade, vitórias e bênçãos. Mas pastor, Cristo não tem o poder de curar? Ele tem todo o poder, Ele é o Senhor. Ele pode curar e Ele tem prazer em abênçoar. Mas não significa que todos serão curados, todos serão livres de sofrimentos e aflições nesta terra, nem todos terão a sua “vitória”. Alguns podem protestar contra, eu sei, contudo observe ao seu redor e veja quantos irmãos ainda sofrem. Quantos irmãos perecem todos os dias num leito de morte porque não obtiveram a cura tão esperada por eles e por seus familiares. Deus é injusto? De maneira nenhuma. Ele é soberano e Sua vontade prevalece, quer seja em uma vida regada com bens ou não, com saúde ou doença, com pobreza ou fartura.

Lembro-me de uma pregação do Pr. Renato Vargens, em que ele menciona sua viagem ao Haiti e ao ver o cenário de destruição e miséria, e ao visitar uma irmã que estava no que ele descreveu como uma tenda – pois chamar de casa ou barraco era por demais – cantava com toda a força de seus pulmões em dialeto crioulo: “Porque Ele vive, posso crer no amanhã, Porque Ele vive, temor não há; Mas eu bem sei, eu sei que a minha vida está nas mãos do meu Jesus que vivo está.”

Lembro-me dos apóstolos e mártires nos primeiros séculos, que por menosprezarem esta vida, as riquezas, as benesses que são passageiras, mantiveram sua confissão e fé em Cristo, pois como Paulo, consideravam tudo que tinham nesta vida como perda e esterco, para ganhar Cristo.

Lembro-me do irmão Dr. Hawkes no século XVI, que ao ser queimado na fogueira por defender as Sagradas Escrituras, defender sua fé e não voltar atrás, o povo esperava o ver rolando no chão envolvido no fogo. As correntes cairam de seus pulsos e de joelhos com as mãos em chamas, as ergueu para o alto, aplaudiu três vezes e disse: “Nada é como Cristo! Nada é como Cristo!”. As dores, lutas, frustrações, morte, decepções e toda espécie de males, serão extintos quando os salvos em Cristo gozarem da vida eterna.

Não obstante, lembro-me de Paulo ao dizer que “os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa muito mais”, ou seja, tem muito mais valor do que as coisas nesta e desta vida. 2 Coríntios 4.

”E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.” Apocalipse 21:4

Certo é que, buscar melhorias de vida enquanto peregrinos nesta terra não é ruim. Devemos trabalhar, tirar nosso sustento e buscar dar um pouco de descanso e talvez conforto para nós, nossas esposas e esposos, nossos filhos. Teremos momentos de descanso, de paz, “flashes” de prosperidade e quietude, de bonanças das “intempéries da vida”. Entretanto elas são apenas sombras e uma amostra muito simplória e pequena demais, perto da grandiosidade e descanso que teremos na eternidade.

“E também que todo o homem coma e beba, e goze do bem de todo o seu trabalho; isto é um dom de Deus.” Eclesiastes 3:13

Portanto, quando entoar este cântico, não o faça esperando melhoras aqui. Se acontecer, foi graça de Deus apenas e com um propósito específico: Que você abênçoe outros irmãos.

Entoe, como uma verdade espiritual e verdadeira que aponta para Cristo e uma vida com Ele em Sua Glória, sentado à sua mesa, ceiando com Ele, se alegrando com Ele, onde tudo terá um fim, você será transformado e todo o sofrimento acabará. O aleijado será curado. O esquecido será lembrado. De Lo-Debar [esta vida e este mundo miseráveis] diretamente para a mesa do Rei.

Somos crentes mimados. Queremos tudo nesta terra, quando não merecemos nada. Reconheçamos isto e nos arrependamos. Foquemos em Cristo.Por Anderson Alcides

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Jesus fracassou em sua missão, diz enredo de filme de Renato Aragão


O humorista Antônio Renato Aragão, mais conhecido como o trapalhão Didi Mocó, casou polêmica com a divulgação do seu novo filme.
‘O Segundo Filho de Deus’, é um filme onde Renato viverá um suposto filho de Deus, que segundo ele, irá terminar a missão que Jesus não foi capaz de realizar.
“Como Jesus veio à Terra e não conseguiu cumprir a sua missão, porque os homens não deixaram, Deus resolve mandar um segundo filho. Aí, sim, ele cumpre a missão”, disse Renato Aragão de acordo com publicação Padom.
O enredo que será baseado em ‘contos bíblicos’, contará a história de que Jesus não cumpriu sua missão na terra, por isso Deus envia o seu segundo filho para concluí-la.
O filme de Renato Aragão, que além de humorista é escritor, diretor e produtor, será o 49º de sua carreira. Ele está orçado em 8,1 milhões de reais e será dirigido por Paulo Aragão, seu filho.
A divulgação do filme causou polêmica e diversos internautas deixaram mensagens questionando o verdadeiro segmento religioso de Renato. Eles sugerem heresias no enredo por supor que Jesus não teria cumprido sua missão.
“Infelizmente mais um ‘cristão’ que fica encima do muro e para piorar, promove ensinamentos que vão contra a doutrina básica sobre salvação”, comentou um internauta.
Como escritor, em seu primeiro romance, “Amizade Sem Fim”, que evidencia atos espiritas, Renato, descreve uma regressão hipnótica por meio da qual o protagonista, um jovem milionário que fez voto de pobreza. Na história, ele descobre que em uma de suas vidas passadas, teve uma conexão de amizade com Jesus Cristo.
“Até pensei em fazer regressão para escrever sobre o assunto com mais consciência, mas ficou só na vontade. No final das contas, pensei: ‘Ah, não vou entrar nessa não!’” disse Renato sobre o livro.

Lições para vencer as competições da vida


Nas Olimpíadas de 1968, John Stephen Akhwari, da Tanzânia, foi o último colocado na Maratona. Ele correu a maior parte do percurso de 42 quilômetros pelas ruas da Cidade do México com uma perna enfaixada e sangrando, sentindo dores a cada passo, pois sofrera uma queda logo no início da corrida.
        Muito depois da chegada dos competidores, ele entrou no estádio para a volta final, acompanhado pelas motocicletas da escolta policial, cujas luzes piscavam iluminando a noite fria e escura. O mundo assistiu pela televisão quando as arquibancadas romperam em aplausos ritmados, que se tornaram cada vez mais fortes à medida que ele rodeava o campo e cruzava a linha de chegada. Todos vibravam como se ele tivesse vencido.
        Mais tarde, perguntado sobre por que tinha suportado a dor, em vez de desistir da corrida, Akhwari pareceu perplexo e respondeu simplesmente: “Acho que vocês não entenderam. Meu país não me enviou à Olimpíada para começar a corrida. Eu fui enviado para completar a prova”.
Por este exemplo, podemos comparar a vida a uma competição de maratona, com largada e chegada. Há muitas provas diferentes, na vida e nos esportes, as quais exigem as mais variadas gradações de esforços. Portanto, cada pessoa é responsável pela própria escolha de como enfrentará as competições da vida.
Não são poucas as pessoas que começam, mas não sabem como terminar. Perdem-se em algum lugar no caminho, cometem erros que as atrasam ou inviabilizam a sua trajetória. Há também aqueles que sequer sabem para onde estão indo, andam a esmo, sem alvos específicos, sem metas claras, de modo que qualquer caminho as levará para lugar nenhum.
Há os que, sob o peso das exigências normais da vida, perdem o compasso e desistem, deixam de lutar, ficam paralisados diante dos obstáculos, deixam de buscar seus alvos, prendem-se ao passado e, deprimidos, entregam-se às lembranças de conquistas de outrora.
Mas há também aqueles, como Akhwari, que lutam até o fim, começam e terminam, e completam a prova com a certeza de que, a despeito das adversidades, deram o melhor de si e chegaram lá.
O apóstolo Paulo, em seus ensinos, fez essa relação entre a vida e o esporte. Ele tratou especialmente de dois princípios elementares que, se seguidos, remeteriam as pessoas à conquista de sua retumbante vitória na vida. Aos coríntios, que viviam certos descontroles na comunidade, ele disse: “Todo atleta em tudo se domina, agüenta exercícios duros porque quer receber uma coroa de folhas de louro que, aliás, não dura muito. Mas nós queremos receber uma coroa que dura para sempre” (1 Co 9.25).
Ao jovem líder Timóteo, que vivia os altos e baixos de sua inexperiência e timidez, escreveu: “O atleta que toma parte numa corrida não recebe o prêmio se não obedecer às regras da competição” (2 Tm 2.5).
São várias as lições que aprendemos desses conceitos. Na vida, temos de aprender a exercer domínio próprio, de modo a não permitir que as circunstâncias venham a ser os elementos determinantes dos nossos alvos e da nossa carreira. Isso mostra que a nossa maior luta não é contra os outros, mas contra nós mesmos.
Dominar a si próprio é um dos maiores desafios da vida. A disciplina é, portanto, a marca maior de uma pessoa vitoriosa. Aquele que se domina, aprende também a dar o melhor de si. Em fazendo assim, mesmo que não venha a ser melhor do que um ou outro, certamente terá a consciência tranquila de ter feito o melhor que pôde.
Precisamos, igualmente, nos preparar e treinar, para quando as oportunidades chegarem, não sejamos por elas surpreendidos. O valor intrínseco de nossos alvos na vida é que determinará o tipo de preço que estaremos dispostos a pagar para alcançar a nossa meta. Quanto mais elevado o ideal, maior o preço.
Há também a lição de que, na vida, existem regras e princípios que devem ser observados. Não há atalhos, não podemos queimar etapas; é preciso percorrer o caminho todo e completar a prova.
Outra lição é que precisamos decidir que tipo de luta enfrentaremos. Um atleta decide a prova em que competirá, aquela que seja adequada à sua resistência. Isso indica que há a pessoa certa para o lugar certo. Um maratonista não será apto a correr cem metros rasos, e vice-versa. Em outras palavras, não temos de tentar ocupar o lugar de outra pessoa, mas descobrir o nosso lugar na vida e por ele lutar até a conquista.
A maior lição, porém, tem a ver com o nosso destino eterno, se a escolha que fizermos na vida incluirá ou não obedecer a Deus. Alguns vão preferir meros aplausos humanos na terra. Mas quem escolhe andar com Deus vencerá as competições da vida e herdará a glória eterna. Pr.Samuel Camara

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Quanto tempo é preciso para uma Igreja Apostatar ?


Comecei neste semestre o Seminário Martin Bucer, e na aula magna deste semestre, pregada na Igreja Batista da Graça, em São José dos Campos, o Pr. Paulo César do Valle nos lembrou de como em pouco tempo (cerca de 3 anos!*) a igreja da Galácia havia deixado o evangelho da graça. Paulo, admirado, escreve:
Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho, (Gl 1:6)
Que alerta é este para nós! Três anos e uma igreja inteira praticamente apostatou. Como cresce a erva daninha da heresia! E, para nosso espanto, uma igreja plantada pelo próprio apóstolo Paulo! Não devemos estar todos atentos? Pastores, vocês estão atentos ao fato de que tão depressa as ovelhas que lhe foram confiadas podem estar crendo em heresias? Pais, vocês estão alertas à possibilidade de que em três anos seus filhos podem estar apostatando? E, não só aqueles que estão em posição de liderança. Você, membro de igreja, não fica preocupado com o que alerta Hebreus 3:12,13? Você o pratica? Encoraja seu irmão a cada dia e é encorajado por seu irmão a cada dia?
Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo; pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de
vós seja endurecido pelo engano do pecado. (Hebreus 3:12,13)
Será que não menosprezamos o poder enganador do pecado para endurecer nossos corações? Lembremo-nos dos vários episódios no Antigo Testamento – escrito para nosso ensino (Romanos 15:4) – onde, em poucas gerações, a nação de Israel abandonara o Senhor e Seus preceitos (o livro inteiro de Juízes, especialmente, 2:10,11 e os reis em Crônicas). Não dizemos todos que destruir é muito mais fácil que construir?
Mas não desanimemos. “Atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados” (2 Co4:8). E o motivo de nosso ânimo é que embora grande seja o poder enganador do pecado, maior é o poder de Deus, o qual fazer grandes coisas por seu povo e em pouco tempo, como nos testemunha o reinado de Ezequias:
Ezequias e todo o povo regozijavam-se com o que Deus havia feito por seu povo, e tudo em tão pouco tempo. (2Cr 29:36)
Oremos para que Deus traga tal graça à nossa geração a fim de voltarmos ao Evangelho a cada dia. Oremos para que possamos vigiar e orar (Mc 14:38), vigiar e ensinar, vigiar e encorajar. Lembremos que para edificar algo esforço e energia são necessários. Precisamos ativamente lutar contra a tendência do nosso coração tão propensa a desviar-se, através da leitura da Palavra, da oração e do encorajamento mútuo entre os irmãos. Precisamos manter um equilíbrio saudável de alerta e confiança – cautela contra os enganos do pecado, do mundo e do diabo e esperançosos no poder de Deus. Sem cair no extremo da confiança ingênua, que não vigia e, portanto, não ora, pois é a angústia da tribulação que nos leva à oração (como bem nos exemplifica os salmos), nem no outro extremo do temor paralisante, que não vigia, nem ora, pois não confia no poder libertador de Deus.
Vigiai e orai!
*A data, obviamente, é aproximada. Estima-se que Paulo plantou a igreja na Galácia em sua primeira viagem missionária (46-47 d.C.) e escreveu a epístola aos Gálatas antes do concílio em Jerusalém (48-49 d.C.)
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.Por Vinícius Musselman Pimentel

terça-feira, 28 de agosto de 2012

APROVADO EM CRISTO


O versículo 10 do capitulo dezesseis da Epistola de Paulo aos Romanos menciona dois nomes de cristãos, cuja biografia é totalmente desconhecida, à luz do texto neo-testamentário, mas que mereceram uma menção honrosa por parte do apóstolo.
O versículo em referencia divide-se em duas partes, a primeira das quais contém as seguintes palavras: “Saudai a Apeles, aprovado em Cristo”.
Levando em consideração o fato de que Apeles é citado apenas esta vez no texto sagrado, temos em primeiro lugar a considerar que ninguém necessita ser uma pessoa de projeção na comunidade cristã em que vive, para ser aprovado pelo Senhor Jesus.
A Bíblia reserva um lugar de honra a vários personagens anônimos, bem como a alguns quase-anônimos, como Apeles.
O mais importante na vida cristã não é a posição que ocupamos no Reino, mas a natureza de nosso caráter, de nossa fé e de nosso labor.
Existem 3 classes de seguidores de Cristo mencionados na Bíblia: os provados, os reprovados e os aprovados.
Para ser reprovada ou aprovada necessariamente a pessoa tem que ser provada.
O cristão pode ser provado por Satanás, por Deus ou pelas circunstancias.
Quando a provação parte de Satanás, ela recebe o nome detentação.
Deus nos prova naquilo que corresponde ao nosso ponto forte, enquanto Satanás nos tenta em nossos pontos vulneráveis.
Deus conhecia a fé e a obediência de Abraão e nessas áreas ele foi provado e aprovado.
Apeles foi aprovado EM Cristo.
Podemos ser aprovados diante de Cristo, aprovados por Cristo e aprovados em Cristo.
Somente Deus sabe os testes a que Apeles foi submetido, mas todos sabemos pela leitura do texto sagrado que ele triunfou.
Para sermos aprovados devemos olhar para Cristo, depender de Cristo, obedecer a Cristo, confiar em Cristo e agradar a Cristo.
Devemos depender como servos, obedecer permanentemente, confiar sem reservas e procurar agradar em tudo.
Em seu exuberante sermão pregado no Dia de Pentecoste, o apóstolo Pedro declarou que Jesus foi aprovado pelo Pai celestial, At 2.22.
Todos sabemos, pela leitura dos Evangelhos, que essa aprovação foi fruto da dedicação integral, da plena pureza pessoal e da total fidelidade do Senhor Jesus ao maravilhoso Plano da Redenção, que culminou com o sacrifício do Calvário.
Levando em consideração as palavras de Pedro em sua Epístola, devemos seguir as pisadas de Cristo (I Pe 2.21), ou seja, devemos esforçar-nos para obter o mesmo nível de aprovação que o querido Mestre alcançou,
Todos os Obreiros da Casa do Senhor precisam meditar com coração piedoso e sincero nas palavras de Paulo dedicadas a Timóteo: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. II Tm 2.15.
O texto merece 3 observações: primeira, é preciso esforço de cada um para buscar a aprovação, até que a alcance; segunda, o obreiro aprovado anda de cabeça erguida e não tem de que se envergonhar; terceira, a aprovação divina está vinculada ao estreito relacionamento do homem de Deus com as Sagradas Escrituras.
Nada sabemos de Apeles, mas é fácil e plausível deduzir que se tratava de um homem humilde.
Homens vaidosos, soberbos, arrogantes, orgulhosos e pedantes não costumam ser aprovados em Cristo.
Eis o que Paulo nos deixou escrito: Porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, mas, sim, aquele a quem o Senhor louva. II Co 10.18.
Ao longo da história bíblica muitos homens foram reprovados. Nessa lista se incluem Caim, Coré, Acã, os dez espias do livro de Números, Saul, Judas, Demas e tantos, tantos outros.
Ainda nesta vida é possível saber se contamos com a aprovação de Deus. Daniel foi chamado de homem mui desejado. Apesar de suas fragilidades, Davi foi mencionado como sendo um homem segundo o coração de Deus.
Precisamos ser mui cautelosos quanto ao perigo de buscarmos aprovação dos homens e nos esquecermos por completo da aprovação divina.
A julgar pelos fatos que a Bíblia menciona não se deve esperar aprovação dos homens quando executamos com fidelidade os propósitos de Deus.
Vejamos o que o Evangelho registra a respeito de Jesus: Mas primeiro convém que ele padeça muito, e seja reprovado por esta geração. Lc 17.25.
Parece comum na atualidade uma busca desesperada por aplausos e aprovação dos homens.
A Igreja precisa ser vigilante, a fim de não cometer o pecado da mistura. Não podemos repetir a situação de Efraim, um bolo que não foi virado, Os.7.8.
Cristo nos aprova quando estamos em sintonia com Sua Palavra.
Cristo nos aprova quando vivemos em harmonia com sua vontade.
Cristo nos aprova quando buscamos primeiramente o Reino de Deus, Mt 6.22.
Para onde estamos indo?
Moisés mereceu o desprezo de faraó por haver recusado integrar a linha de sucessão real do Império Egípcio, mas foi aprovado por Deus, a ponto de merecer o privilégio único de por Ele mesmo vir a ser sepultado.
O caminho da aprovação passa necessariamente pela Cruz.
Os pregadores devem ser aprovados quando pregam.
Os cantores devem ser aprovados quando oram.
Os lideres devem ser aprovados quando lideram.
Qualquer pessoa pode ser aprovada em.
Cristo, desde que se deixe governar pelo Espírito Santo.
Durante nossa peregrinação por este mundo podemos alcançar uma aprovação final.E, no Dia do Senhor, em pleno Tribunal de Cristo, a aprovação final, definitiva e eterna.
Se Apeles foi aprovado, você também poderá ser.
E eu também, graças a Deus. Pr.Geziel Gomes

domingo, 26 de agosto de 2012

Quando Deus Negou Jesus


Quem não chora, não mama, né? No mínimo é isso que escutamos hoje em dia por aí. E muitas vezes esse ditado tem se mostrado verdadeiro. Pedimos bastante durante o nosso dia e, especialmente, pedimos muitas coisas para Deus. Sendo honestos ao nos avaliarmos, a maioria das coisas que pedimos para a nossa própria satisfação, são pedidos egoístas. E para sermos bem sinceros, não gostamos muito de sermos contrariados e de recebermos um não.

Nesses dias parei para pensar se Cristo também pedia as coisas como a gente pede.

A princípio não me parece que Cristo pedia muito. Especialmente coisas para si mesmo. Nos evangelhos, de vez em quando vemos Jesus pedindo para que Deus cure ou ressuscite alguém, mas nunca pedindo algo que viria a beneficiá-lo. O foco maior de Cristo sempre foi o bem das pessoas a sua volta e nunca Ele próprio.

Pensando bem, Cristo não precisava de muita coisa, né? Aliás, Ele era Deus certo? Não tinha tudo que precisava? Ao estalar dos dedos, anjos não desceriam do céu e lhe dariam tudo que ele solicitasse? Ele tinha poder para fazer tudo que quisesse e sempre estava no controle, não?

Mas vamos imaginar por um momento, SE Cristo fosse pedir alguma coisa, o que Ele pediria? Mais poder? Mais glória? Menos inimigos? O que será que Ele pediria?

Na verdade, em um momento específico na Bíblia, Jesus pediu uma coisa pra Deus. E para nossa surpresa, não foi coisa pequena não.

Cristo pediu algo grande e difícil.

O Pedido de Jesus

Podemos encontrar o pedido de Cristo em Marcos 14:32-41 (e também em Mateus 26:36-46 e Lucas 22:39-47):

“Então chegaram a um lugar chamado Getsêmane, e disse Jesus a seus discípulos: Sentai-vos aqui, enquanto eu oro. E levou consigo a Pedro, a Tiago e a João, e começou a ter pavor e a angustiar-se; e disse-lhes: A minha alma está triste até a morte; ficai aqui e vigiai. E adiantando-se um pouco, prostrou-se em terra; e orava para que, se fosse possível, passasse dele aquela hora. E dizia: Aba, Pai, tudo te é possível; afasta de mim este cálice; todavia não seja o que eu quero, mas o que tu queres. Voltando, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Simão, dormes? não pudeste vigiar uma hora? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. Retirou-se de novo e orou, dizendo as mesmas palavras. E voltando outra vez, achou-os dormindo, porque seus olhos estavam carregados; e não sabiam o que lhe responder. Ao voltar pela terceira vez, disse-lhes: Dormi agora e descansai. Basta; é chegada a hora. Eis que o Filho do homem está sendo entregue nas mãos dos pecadores.”

A Bíblia é recheada de menções a ambas as naturezas de Jesus, tanto a divina (Cristo era 100% Deus) quanto a humana (Cristo era 100% Homem). Muita gente estranha essa passagem ao ver o medo e aflição do Salvador. Na verdade, esses versículos são uma janela aberta por Deus para que víssemos a humanidade de Cristo. Jesus era tão humano que o MEDO que sentia o levou a fazer essa oração.

Ele olhou para os lados e viu-se só. Seus discipulos dormiam quase que indiferentes a sua situação. Jesus, então, prostrou-se no meio daquele jardim e começou a falar com Deus. Foi nesse momento que fez seu pedido, “Pai, tudo te é possível; afasta de mim este cálice.”

Entendam o que Jesus está pedindo aqui. Ele está pedindo para que Deus transforme toda a história que Ele vem escrevendo desde antes da fundação do mundo. Deus Pai desenhou a história do homem com uma coisa em mente, o sacrifício de Cristo. A crucificação e a ressureição de Jesus seriam o ponto alto da história e Cristo estava pedindo para Deus mudar isso! Ele estava pedindo para que Deus desconsiderasse todo seu trabalho até aquele momento e bolasse outro caminho, outro jeito, uma nova maneira de salvar o mundo. Tudo isso quase em cima da hora!

Mas quais seriam os pensamentos que causavam tanto terror no coração do filho de Deus que o levaram a suar sangue? O que se passava por sua cabeça? O que motivara Jesus a pedir para que Deus não fosse adiante com seus planos? Do que será que Cristo tinha medo?

A Que Cristo Temia


Não sei se seria justo dizer que Cristo tinha medo de morrer. Acho difícil ser esse o problema, pois Jesus sabia muito bem o que aconteceria com ele após a morte, mas acredito que havia 3 coisas que faziam seu coração humano gelar:

1) O Sofrimento Físico da Crucificação - Como mencionamos acima, Jesus era 100% homem e portanto sentiria dor. Ele sabia que sofreria MUITO e tinha ciência que a dor e o abuso do seu corpo seriam intoleráveis para um ser humano. Seu corpo seria rasgado, moído e trucidado, culminando então no seu falecimento. Todo ser humano foge da dor, busca evitar seu próprio sofrimento e portanto é compreensível que Jesus tenha pedido para que Deus impedisse que tudo isso acontecesse com ele.

2) Seria a primeira vez que Cristo seria tocado pelo pecado - Jesus não tinha pecado. É óbvio que ele havia se deparado com um mundo mal e com as consequências da queda do ser humano, mas Cristo não havia sido TOCADO pelo mal. Ao ser pregado na cruz, todos os pecados dos filhos de Deus seriam derramados sobre Cristo. Ele, como um ser santo e perfeito, deve ter ficado amedrontado pela noção de que carregaria a culpa dos pecados do mundo sobre seus ombros e sabia que as consequências seriam terríveis…

3) Seria a primeira vez que se separaria de Deus - por fim, o que provavelmente mais causava temor no coração de Cristo era o fato de que Deus viraria as costas para ele e o abandonaria. Por ter sido tocado pelo pecado, Deus deixaria Cristo ali, sozinho para enfrentar toda a condenação e punição pelos pecados dos homens. Imagine ser separado, abandonado, desprezado e até punido por aquela pessoa que você mais ama.

Imagine a cabeça de Jesus ao pensar na situação. Primeiro em todo o sofrimento físico, seguido pelo contato com o pecado e culminando com o rompimento do relacionamento com seu pai. Que pensamentos angustiantes e terríveis devem ter passado pela sua cabeça e afligiam seu coração, não?

E foi nesse contexto que Cristo fez o seu pedido para Deus o Pai…

A Resposta de Deus

Mesmo ao ver seu filho Jesus passando por todas essas dificuldades, sabendo do sofrimento vindouro, da separação iminente, Deus disse NÃO ao pedido do seu filho!

Foi como se Deus dissesse: “Não meu filho, não vou tirar de você esse cálice. Minha vontade é que você passe por tudo isso.”

Isso não foi falta de compaixão, de misericórdia ou de amor. Na verdade foi EXCESSO de tudo isso. Excesso de compaixão, de misericórdia e de amor. É isso mesmo! Deus teve compaixão, misericórdia e amor por nós, e por isso Ele continuou com seu plano. Embora soubesse claramente do sofrimento que aguardava seu filho, Deus não o poupou e deixou seu corpo ser trucidado, moído e crucificado.

Temos que aprender a confiar em Deus quando recebemos um não. Deus sempre tem o melhor para seus filhos e todas as coisas cooperam para o nosso bem. Jesus entendia isso e aceitou perfeitamente a vontade do seu Pai. Não é errado pedir. Mas é errado pedir e se revoltar com a resposta. É errado pedir sem se humilhar perante a soberania de Deus. Jesus pediu, mas se submeteu à dor, ao castigo, ao abandono quando Deus o negou.

Acredito que esse foi o melhor “NÃO” da história.

Por causa desse “NÃO”, o sacrifício de Cristo por nós foi realizado.

Por causa desse “NÃO”, nossos pecados foram perdoados.

Por causa desse “NÃO”, fomos justificados na cruz.

E por causa desse “NÃO”, temos livre acesso a Deus.

Que bom que Deus negou o pedido de Cristo! Que bom que Deus deixou que seu plano se efetuasse e se cumprisse até o final!

Tudo porque Deus disse NÃO! Daniel

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

VOCÊ ADICIONARIA O APÓSTOLO PAULO ?


Precisamos de mais gente como Onesíforo na igreja de hoje. Ele é um desses personages bíblicos que são facilmente esquecidos por causa de nossa tendência a focar nos “gigantes” das Escrituras (por exemplo, Abraão, Moisés, Davi, Pedro, Paulo, etc).
Considere, por exemplo, o que aprendemos sobre Onesíforo em 2 Timóteo 1:15-18: Estás ciente de que todos os da Ásia me abandonaram; dentre eles cito Fígelo e Hermógenes. Conceda o Senhor misericórdia à casa de Onesíforo, porque, muitas vezes, me deu ânimo e nunca se envergonhou das minhas algemas; antes, tendo ele chegado a Roma, me procurou solicitamente até me encontrar. O Senhor lhe conceda, naquele Dia, achar misericórdia da parte do Senhor. E tu sabes, melhor do que eu, quantos serviços me prestou ele em Éfeso.
Três coisas sobre Onesíforo se destacam:
1. Quando todos os outros abandonaram Paulo, Onesíforo foi até ele. Onesíforo não era um daqueles que simplesmente “vão junto com a multidão”. Ele se arriscou ao ridículo, à zombaria e ao desprezo para realmente ir contra a corrente predominante da opinião popular sobre Paulo.
2. Onesíforo perseverou frente às dificuldades. Tantos de nós têm um grande idealismo – até que as coisas fiquem difíceis. Então, viramos as costas. Onesíforo não. Quando ele chegou em Roma e não conseguiu encontrar Paulo, o apóstolo fala da perseverança de Onesíforo: ” tendo ele chegado a Roma, me procurou solicitamente até me encontrar”. Lindo.
3. Onesíforo se orgulhava de Paulo. Isso é muito maior do que simplesmente dizer “Onesíforo me deu ânimo”. Se Paulo só dissesse isso, poderíamos imaginar Onesíforo fazendo-o silenciosamente – talvez à noite quando ninguém pudesse ver. Teria Onesíforo entrado sorrateiramente na cela de Paulo quando ninguém estava olhando porque ele tinha vergonha de sua associação com Paulo? Não este amigo. Paulo, talvez com lágrimas, escreveu que Onesíforo “nunca se envergonhou das minhas algemas”. Onesíforo não ligava se as pessoas fofocavam ou murmuravam – ele estava orgulhoso da determinação de Paulo a sofrer por amor de Cristo.
O que capacitou Onesíforo a agir desta forma? O que faz alguém ser tão contra-cultural? Eu só posso concluir que Onesíforo estava tão consumido por seu amor por Jesus que ele agora era livre da aprovação das pessoas; livre do medo de desprezo; livre do fascínio do mundo; livre da indiferença. Onesíforo, pelo poder do Evangelho, era livre para amar.
O que eu vejo em Onesíforo é a incorporação de Gálatas 5:6, a saber, “a fé que atua pelo amor”. A fé que havia em Onesíforo tinha um impulso – e este impulso era o amor. E este amor não era fraco ou medroso ou egoísta de forma alguma.
Que Deus me ajude a amar assim.Por Mike Pohlman