sexta-feira, 30 de julho de 2010

0 Líderes não são maiores do que a graça de Deus


Por Geremias do Couto

Ah, se todos nós, que somos considerados líderes, tirássemos as nossas máscaras e vivêssemos o discipulado em sua forma simples e bíblica. Ah, se abríssemos mão de certos caprichos, vaidades, presunção, arrogância, orgulho, farisaísmo, ostentação e viéssemos para a planície. Quanto ganhariamos! E a igreja também! Não generalizo, mas uso a linguagem da inclusão ao pensar que muitos de nós estamos de fato incorrendo nessa gravíssima falha. Sei que o desenvolvimento pessoal é parte do nosso crescimento. Mas considerar tudo o que conquistamos como esterco (tem lá o seu valor) é um dos princípios da vida cristã.
O que está em cena, aqui, não são as nossas conquistas em si mesmas, mas o pedestal, a glória humana, a fantasia, a hipocrisia, o aplauso e a consequente perda de referenciais. Achar que somos tudo, quando, na verdade, nada somos. Ou passar uma falsa humildade, que, no fundo, pretende que as pessoas olhem para nós e digam: "vocês são mesmo os tais!" Esse é o cerne. Quantas vezes pregamos e, ao final, nos sentimos frustrados, quando as pessoas não nos procuram para "elogiar" a nossa pregação! Quantas vezes chegamos de propósito atrasados ao culto para que a assistência nos olhe com admiração e, se não pode falar alto, pelo menos pense ou cochiche: "Está chegando o pregador!" Esse é o ponto.
Infelizmente, trazemos para a nossa realidade da fé um pouco (ou muito?) da herança católica que faz o povo olhar para os seus líderes como infalíveis. Estes, por sua vez, vestimos a farda com muita facilidade. A partir disso, passamos a ser os reis da cocada preta (sem racismo, por favor. Pode ser branca também!). Até na forma de andar, gesticular ou fazer alguns trejeitos, expomos a aura da infalibilidade que tanto massageia o nosso ego. Não conseguimos ser simples, e, se tentamos aparentar simplicidade, fazemos de maneira tão afetada que logo transparece a prepotência. Como neste conhecido bordão: "Fulano é tão humilde que tem orgulho da sua humildade".
Só que a casa cai. Não há arrogância que dure para sempre. De tempos em tempos, para a nossa tristeza (e também aprendizado), surge uma nova notícia, dando conta do fracasso de um líder, que muitos o tinham como o grande referencial e o tratavam, não com o respeito que todos merecem, mas com idolatrada veneração. Podemos chegar a este ponto, quando perdemos os nossos limites. Quando achamos que não temos de prestar contas a ninguém. Quando nos colocamos no pedestal acima dos "simples mortais". Quando não nos reconhecemos como o principal dos pecadores, à semelhança de Paulo. Quando deixamos de olhar as "nossas justiças como trapos da imundícia". Quando achamos que somos maiores do que a graça de Deus. Quando o pecado torna-se apenas um detalhe que não nos importa em nosso dia a dia. Quando, por confiar em nossa autossuficiência, não buscamos ajuda em nossos momentos de fragilidade.
Creio que Deus permite a exposição de alguns dentre nós, trazendo à tona todos os apetrechos escondidos no seu coração, para que o povo perca essa visão "divinizada" da liderança, e nós, que somos tidos em tal condição, possamos humildemente dizer como João Batista: "É necessário que ele cresça e que eu diminua", ou como Paulo: "Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?" Ao contemplarmos tais situações, por outro lado, nossa atitude deveria ser a de vestir-nos de sacos e assentar sobre as cinzas para chorar os nossos pecados pessoais e coletivos, orar pela restauração de quem está sendo tratado pelo Senhor e, com inteireza de coração, nos expormos aos braços amoráveis do Pai para deixar de ser sustentados pelas nossas próprias pernas.
Líderes são necessários na igreja desde os primeiros dias do Cristianismo. Atos dos Apóstolos descreve a sua existência. As epístolas tratam de forma clara o assunto. Mas não formam casta especial. Privilegiada. Com alguns galões que possam distingui-los dos demais crentes em sua relação com Deus. Não são pequenos deuses para ser glorificados pelos homens. São modelos, inclusive na fraqueza, para que possam pelo exemplo mostrar aos que lideram, no mesmo nível, que só pela graça - unicamente e apenas pela graça - sem qualquer outro privilégio, podem superar as falhas e buscar a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor. E aí todos saberão que ninguém é melhor do que ninguém ou ocupa lugar especial à direita ou a esquerda do trono de Deus.
Somos humanos, fracos, faliveis, necessitados, dependentes, incapazes em nós mesmos, para os quais o Senhor, que enfrentou todas as nossas fraquezas em sua humanidade, pode dizer: "A minha graça te basta".

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Onde estão os pregadores ?

Onde estão os pregadores plenamente comprometidos com a essência do Evangelho de Cristo, capazes de ministrar o trigo da Palavra sem o joio das imaginações humanas, tão a gosto da modernidade homilética?Onde estão os pregadores vestidos de simplicidade e revestidos de transparência, capazes de oferecer o testemunho de sua própria vida como pano de fundo para suas mensagens?Onde estão os pregadores dispostos a abrir mão de aplausos e de gestos bajuladores, de conchavos e de barganhas que comprometem a seriedade da mensagem da Cruz e ofuscam o brilho da glória da Ressurreição do Santo Jesus?Onde estão os pregadores que não se vendem por honrarias, não se trocam por homenagens extemporâneas e não se maculam com subvenções de origem obscura?Onde estão os pregadores que rejeitam ser conduzidos por empresários de profetas, agenciadores de compromissos e mercadejadores de astros e estrelas?Onde estão os pregadores que ainda se atrevem a pregar sobre os longos cravos, as grossas gotas de sangue e os momentos de agonia do Nazareno?Onde estão os pregadores que ainda se arriscam a pregar o arrependimento e a confissão de pecados, a humildade e a renuncia, a santidade e o jejum?Onde estão os pregadores que ministram sobre a Vinda de Cristo, não para serem admirados por sua memória, senão para serem tocados pela sua compaixão?Onde estão os pregadores que tomam tempo aos pés do Amado, até que se sintam encorajados a dizer: "eu vos entreguei o que recebi do Senhor Jesus..."?Onde estão os pregadores que não substituem Paulo por Flávio Josefo, Isaias por Sëneca e Jeremias por Victor Hugo?Onde estão os pregadores que não estão obcecados por encantar o auditório com truques de oratória, visto que estão inundados pela unção plena do Avivamento real, que é capaz de levar quase três mil almas de uma só vez a um estado de quebrantamento real?Onde estão os pregadores que ainda valorizam os apelos para salvação de vidas, ao invés de simplesmente fazerem delirar as multidões com promessas de carro zero e vida sem lutas e aflições?Onde estão os pregadores que seguem o exemplo de Ezequiel, que somente foi e falou à casa de Israel depois que comeu o rolo por inteiro?Onde estão os pregadores que não pretendem usar o púlpito para desabafos, preferindo sofrer a fazer sofrer, perder a fazer perder e morrer a fazer morrer?Onde estão os pregadores que não foram atacados de amnésia, esquecendo por completo de pronunciar em suas mensagens as palavras pecado e arrependimento?Onde estão os pregadores que não admitem ser o porta-voz do Mundo, visto já serem a boca de Deus, a voz do que clama no deserto?Onde estão os pregadores revoltados com a idéia de que a igreja seja um circo, o culto seja um show e o pregador um artista (ou palhaço)?Onde estão os pregadores que fogem do perigo de manter as massas analfabetas da Palavra, estimulando-as à leitura habitual e meditação constante do Livro de Deus?Onde estão os pregadores que levam em consideração o conselho de Spurgeon: " se Deus te chamou para pregar, não aspires ser o rei da Inglaterra"?Onde estão os pregadores que se pautam pela palavra de I Co 2.7, segundo a qual " falamos a sabedoria de Deus em mistério, a sabedoria oculta , a qual Deus ordenou antes dos séculos? Onde estão os pregadores que se fazem fracos para ganhar os fracos, e não poderosos para ganhar os poderosos?
Onde estão os pregadores que dão ao povo comida sólida, ao invés de um divertido fast food?Onde estão os pregadores que se negam a fazer do ministério uma rendosa profissão, a fim de não perderem a benção de serem sacerdotes e profetas do Senhor?Onde estão os pregadores que pregam APENAS a Palavra, como foi recomendado por Paulo e não um evangelho social, soft, light, raso e sem compromisso?Alegra a todos os fiéis filhos de Deus saber que esses pregadores existem, não são uma classe em extinção, não perderam sua identidade nem sua autenticidade. O único problema é descobrir onde eles estão: se na cova de Adulão, se embaixo de um zimbro, se à sombra de uma aboboreira, se junto ao rio Quebar. Não é tão fácil encontrá-los.Mas que existem, existem.Uns pensam que somente existe Elias. Mas Deus diz que são sete mil.
Pr.Geziel Gomes.

domingo, 27 de junho de 2010

CRISTO RESSUSCITOU!

"O grande escritor russo Nicholas Arseniew (...) contou a história do camarada Lunatscharsky. Estava palestrando no maior auditório de Moscou logo após a revolução bolchevique. Seu tema: "Religião: o ópio do povo". Assim discursou: "Todos os mistérios cristão são lendas inventadas; a ciência marxista é a luz que mais do que substitui as fábulas do cristianismo". Proferiu um longo discurso. Ao terminar, estava tão satisfeito consigo mesmo que perguntou, com gestos bem expansivos, se alguém no auditório gostaria de fazer uma pergunta ou dizer alguma coisa.
Um jovem sacerdote russo ortodoxo deu um passo adiante. Primeiramente ele se desculpou ao comissário por sua ignorância e inépcia. O comissário olhou para ele desdenhosamente:
-- Eu lhe darei dois minutos, nada mais que isso - ele bufou.
-- Não tomarei muito tempo -- o sacerdote garantiu. Subiu à plataforma, voltou-se para a platéia e em alta voz declarou:
-- Cristo ressuscitou!
Numa só voz, a vasta platéia vociferou em resposta:
-- Ele realmente ressuscitou!".(MANNING, Brennan. Convite à solitude. São Paulo: Mundo Cristão, 2010, p. 164-165)

Os comunistas não mataram Jesus.
E quanto a nós?

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O VALOR DA BÍBLIA

Ao invés de riquezas na terra, busque tudo aquilo que Deus
Há muitos anos, existiu um homem muito rico que no dia do seu aniversário convocou a criadagem a sua sala para receberem presentes.Colocou-os a sua frente na seguinte ordem: cocheiro, jardineiro, cozinheira, arrumadeira e o pequeno mensageiro. Em seguida, dirigindo-se a eles, explicou o motivo de os haver chamado até ali e, por fim, fez-lhes uma pergunta, esperando de cada um a sua própria resposta. Essa foi a pergunta feita:
- O que prefere você receber agora: esta Bíblia ou este valor em dinheiro?
- Eu gostaria de receber a Bíblia – Respondeu, pela ordem, o cocheiro – Mas, como não aprendi a ler, o dinheiro me será bastante mais útil!
Recebeu então a nota, de valor elevado na época, e agradeceu ao patrão. Esse pediu-lhe que permanecesse em seu lugar.
Era a vez do jardineiro fazer a sua escolha e, escolhendo bem as palavras, falou:
- Minha mulher está adoentada, e por esta razão tenho necessidade do dinheiro; em outra circunstância escolheria, sem dúvida, a Bíblia.
Como aconteceu com o primeiro, ele também permaneceu na sala após receber o valor das mãos do patrão. Agora, pela ordem, falaria a cozinheira, que teve tempo de elaborar bem a sua resposta:
- Eu sei ler, porém, nunca encontro tempo para sequer folhear uma revista; portanto, aceito o dinheiro para comprar um vestido novo.
- Eu já possuo uma Bíblia e não preciso de outra; assim, prefiro o dinheiro. Informou a arrumadeira, em poucas palavras.
Finalmente, chegou a vez do menino de recados. Sabendo-o bastante necessitado, o patrão adiantou-se em dizer-lhe:
- Certamente você também irá preferir dinheiro, para comprar uma nova sandália, não é isso, meu rapaz?
- Muito obrigado pela sugestão. De fato estou precisando muito de um calçado novo, mas vou preferir a Bíblia. Minha mãe me ensinou que a Palavra de Deus é mais desejável do que o ouro. Disse o pequeno mensageiro.
Ao receber o bonito volume, o menino feliz o abriu e nisso caiu aos seus pés uma moeda de ouro. Virando outras paginas, foi deparando com outros valores em notas. Vendo isso, os outros criados perceberam o seu erro e envergonhados deixaram o recinto.
A sós com o menino, disse-lhe comovido o patrão: “Que Deus o abençoe, meu filho, e também a sua mãe, que tão bem o ensinou a valorizar a Palavra de Deus.”
Pense agora: “O que pode ser mais valioso do que a palavra de Deus ?”Tudo aquilo que nós precisamos, Deus tem e deseja que tenhamos.A nós, basta aceitar o que Ele nos oferece.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Adeus, pregadores intocáveis!

Tradução de João A. de Souza filho
Deus está sacudindo a igreja removendo os corruptos, mas somos culpados de trazer os charlatães para nossos púlpitos!
Al Capone controlava a cidade de Chicago. O prefeito da cidade comia na mão dele e Capone trazia a polícia sob cabresto, enquanto dominava um império de cassinos, prostituição e contrabando de toda espécie. Durante anos fez uso das armas e vivia acima da lei, a ponto de ganhar o apelido de “intocável”, porque ninguém conseguia levá-lo às barras dos tribunais.
Mas, finalmente preso em 1932 justificou seus crimes, dizendo: “Tudo que fiz foi satisfazer a vontade do povo”. Ele não se preocupava com as consequências de seus crimes porque conhecia os prefeitos, a polícia, os líderes comunitários e os cafetões que o protegiam.
“Não existe como saber quantas pessoas rejeitaram o evangelho porque viram a igreja apoiando esses pregadores que gritam, mentem, enganam, corrompem, roubam e são aplaudidos pela congregação quando pedem dinheiro”.
Detesto ter de comparar qualquer ministro a um gangster, mas a triste verdade é que existem muitos obreiros inescrupulosos que seguem os passos de Al Capone. São enganadores e mestres na arte da manipulação. Encontraram seu espaço nos subterrâneos do movimento carismático e usam sua capacidade hipnótica para controlar um bom número de emissoras de TV. E, como Al Capone seus dias estão contados. A justiça os alcançará!
Esses falsos profetas, possivelmente começaram seus ministérios com um chamamento genuíno de Deus, mas a fama e o sucesso os desviaram e os destruíram. Abandonaram a fé levados pela fama e pelo dinheiro, e quando se deram conta tiveram que criar mecanismos para manter seus ministérios em funcionamento. Agora, Deus os está apertando.
Mas, antes que nos regozijemos crendo que esses impostores estão sendo removidos de nossos púlpitos, apertemos o botão de pausa e pensemos um pouco. O que aconteceu para que tais pregadores adquirissem tal fama? Eles jamais seriam famosos sem nossa ajuda.
Nós somos os culpados. Quando eles dizem: “Deus lhes está prometendo riquezas infindas, desde que hoje você oferte mil reais”, corremos para o telefone e doamos o dinheiro ou parcelamos em nosso cartão de crédito. Deus nos perdoe!
Não soubemos discernir esses lobos. Quando afirmam: “Preciso de sua oferta sacrificial para que eu conserte meu avião particular”, não indagamos por que o servo de Deus não pode viajar numa linha comercial, na classe turística para visitar um país do terceiro mundo. (Eles vêm ao Brasil em jatinhos; e os teleevangelistas percorrem nossa nação em seus jatos particulares enquanto nós os sustentamos - NT).
Somos os bobos da corte. Ao ficarmos sabendo que viviam na imoralidade, tratando mal suas esposas ou enchendo as cidades com filhos ilegítimos, nunca exigimos que seus líderes se posicionassem e os disciplinassem com seriedade. Perdoa-nos, Deus!
Quando nos pedem dois milhões de reais porque o orçamento deles está apertado, não nos perguntamos por que precisam ficar em hotéis em que uma diária custa dez mil reais! De fato, se questionássemos, algum cristão responderia rapidamente: “Não critique. A Bíblia diz que não podemos tocar nos ungidos de Deus!”. Que Deus nos perdoe!
Tratamos esses charlatães como tratavam Al Capone – como se esses pregadores fossem intocáveis – e, como resultado a corrupção desses homens minaram as igrejas carismáticas como uma praga. Nossas igrejas foram consumidas pelo capitalismo, pelo orgulho, engano e pecados sexuais, tudo porque temos medo de chamar esses pregadores de Bozo, porque isso é que são. Inseguros, egoístas e desequilibrados emocionais.
Se tivéssemos nos apoiado com discernimento na Bíblia teríamos nos livrado dessa confusão. Não existe como saber quantas pessoas rejeitaram o evangelho porque viram a igreja apoiando esses falastrões, mentirosos, enganadores, que se divertem em nossos púlpitos, enquanto nós os aplaudimos e lhes demos muito dinheiro.
Quando os bem-intencionados crentes citam o texto de 1 Crônicas 16.22: “Não toqueis nos meus ungidos, nem maltrateis os meus profetas” para encobrir os corruptos e charlatões, cometem grave engano contra as Escrituras. Nada indica nesta passagem que devemos silenciar quando um líder está abusando do poder para enganar as pessoas.
Bem ao contrário, somos convocados a que confrontemos o pecado numa atitude de amor e de honestidade, e, certamente não demonstramos amor para com a igreja quando permitimos que os Al Capone carismáticos corrompam nossa geração!
Fonte:[ Charisma ]

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Procura-se uma Igreja

Procura-se uma igreja que use a Bíblia Sagrada do jeito que era usada no passado não muito distante. Que use a Bíblia como revelação de Deus. Aliás, uma boa bíblia tradicional e fiel, e não as publicações “à la carte” (bíblia para idosos, para jovens, para gays, para empresários, etc.). Não importa que tenha capa preta e letras de tipos antigos. Não importa que uma ou outra palavra precise ser consultada no dicionário. Afinal, a Bíblia deve servir também para aprimorar os conhecimentos de seus leitores. Que use a Bíblia acreditando nela. Confiando em seus escritos, linha por linha, letra por letra. Que creia em sua inerrância e em sua total confiabilidade. Que a use no púlpito, não por pretexto para eventos sociais, políticos ou comerciais, mas como Palavra de Deus, revelação divina para todos os povos.Procura-se uma igreja que… tenha púlpito. Sim, porque o tablado das igrejas tem abrigado toda sorte de coisas, menos um púlpito. Lá encontram-se baterias, guitarras, pandeiros, atabaques, porta-microfones, câmeras, luzes, castiçais de Israel, óleos de Jerusalém, cartazes comerciais, “links” ao vivo para a tv e internet, mas dificilmente se encontra um púlpito. Para aqueles que não estão familiarizados, púlpito é aquele móvel que os pastores antigamente usavam para colocar as suas bíblias e pregar a Palavra de Deus. Usualmente era colocado no centro da plataforma, numa disposição que alcançasse a todos os presentes, ou mesmo em um dos lados, no alto. O lugar era mais ou menos aquele onde estão os “levitas” ou os animadores do “auditório gospel”. Encontram-se muitos desses móveis antigos nos “museus eclesiásticos”.Procura-se uma igreja com templo. Não precisa ser um grande templo, nem um pequenino templo. Não precisa ter torre, relógio e cruz, nem tampouco ter um órgão de tubo e um vestíbulo. Apenas um templo, um lugar reservado para adoração a Deus, um lugar onde as pessoas se consagrem para a oração, a meditação, o respeito e a dedicação a Deus. Geralmente encontram-se ex-templos onde hoje estão casas lotéricas, açougues, mercados ou agências bancárias, porque as igrejas que os usavam acabaram por alugar grandes auditórios, cinemas, fábricas, pizzarias ou ginásios esportivos. O templo tornou-se tão obsoleto quanto a adoração tradicional bíblica. O templo não era adequado para a atual “aeróbica cristã”, que faz com que os participantes suem tanto quanto uma boa aula de ginástica.Procura-se uma igreja que tenha um templo, seja de tijolos, de barro ou de bambus, mas que seja “Casa de Oração”, lugar de adoração, de reverência, de alegria espiritual, de encontro com Deus. Se for grande, muito bom. Se for pequeno, bom também. Se tiver ar condicionado, ótimo. Caso contrário, não haverá problema, desde que o povo tenha consciência de que “a minha casa será chamada CASA DE ORAÇÃO”. (citação das palavras de Jesus em Mateus 21.13).Procura-se uma igreja que cante hinos. Uma igreja que ainda ouse usar um “Cantor Cristão”, um “”Hinário para o Culto Cristão”, um “Hinário Evangélico,” uma “Harpa Cristã”, um “Melodias de Vitória”, um “Salmos e Hinos” ou outro hinário que contenha as preciosidades da hinódia evangélica. Uma igreja que ouse cantar coisas que vão de encontro à música chamada “do momento”, e ao encontro do coração de Deus, em adoração firmada em verdades da Palavra do Senhor, e não em palhas e restolhos de emoção fútil. Uma igreja que ainda use os hinos publicados em forma de ivrinho, não apenas um retroprojetor com transparências, que priva as pessoas de levarem a letra para casa e estudá-la, decorá-la, entoá-la em sua devocional particular. Uma igreja que cante “Rocha Eterna”, “Fala, Deus”, “Bendita a Hora de Oração”, “Vamos à Igreja”, “Já Refulge a Glória Eterna”, “A Doce Voz do Senhor”, “Tu és Fiel”, “O Rei Está Voltando”, “Grande é Jeová”, etc. Uma igreja que embase o que canta na Palavra de Deus, rejeitando cânticos que não têm razão de ser, como os que dizem que Deus está “passeando” (estaria Ele de férias?) “Agarre as penas das asas dos anjos” (seriam eles galinhas despenando?) , “Dá-me a mão e meu irmão serás” (é tão simples assim? Nem de Cristo se precisa?). Uma igreja que não tenha um “hit parade”, ou um índice das “10 mais de hoje”, mas cante coisas de ontem, de hoje e de sempre, concretas, profundas e ermanentes.Procura-se uma igreja de gente renascida. Não reencarnada, pois reencarnação não existe (cf Hebreus 9.27). Mas uma igreja de gente que foi regenerada pelo novo nascimento, através de sua conversão à Cristo (Cf. João cap. 3 e II Co 5.17). Uma igreja que abre as portas para o povo do mundo, mas coloca um aviso: “o pecador é bem-vindo; o pecado não!”. Uma igreja que tenha gente que leve a sério o que aprende, que pratique o que ouve ser pregado, que procure ser “luz do mundo” e “sal da terra”, que manifeste as “virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”. Uma igreja de gente que não fume. Gente que não beba álcool. Gente que não use drogas. Gente que não fale palavrões. Gente que não seja escravizada pelo entretenimento, que não toma a forma do mundo, mas que renova dia a dia o seu entendimento pela Palavra da Verdade. Uma igreja que não tenha receio de firmar posturas indigestas à maioria das outras igrejas, como exigir de seus membros uma vestimenta decente, um namoro moralmente aceitável, um casamento que possua “leito sem mácula”, uma fraternidade construtiva, cidadãos cumpridores de seus compromissos, crentes honestos em suas transações. Uma igreja que pregue o que é certo e viva o que pregue.Procura-se uma igreja que tenha amor não fingido. Uma igreja que não faça acepção de pessoas. Que não faça uma entrada “só para automóveis”, para evitar que crentes pobres ou sem condução congreguem ali. Uma igreja que não coloque os crentes bem sucedidos nos bancos da frente, e reserve os últimos assentos para os pobres e os inexpressivos socialmente. Uma igreja que não dê assistência apenas para os que têm polpudos salários, desprezando os que contribuem apenas com três míseras moedas de centavos. Uma igreja que não trate seus membros pelo grau de instrução, dignificando o douto e desprezando o inculto, uma igreja que use de amor, misericórdia e atenção para com todos. Uma igreja que não tenha duas leis, dois pesos e duas medidas, disciplinando severamente os que não fazem diferença no orçamento mensal, e encobrindo os adultérios, as desonestidades, as falcatruas, as maledicências e os muitos pecados dos mais ricos. Uma igreja que não coloque um político no púlpito e uma pobre velhinha malcheirosa no canto, junto à porta de saída.Procura-se uma igreja que tenha pastor. Mas não um pastor do tipo “profissional da área religiosa”, mas “profissional da área celestial”. De preferência um pastor que não tenha especialização em vendas, “tele-marketing” , venda de consórcios ou carnês do baú. Também não precisa ser especialista em análise de mercados e doutor em planos mirabolantes de crescimento de igreja. Procura-se uma igreja cujo pastor esteja mais interessado em pastorear cada um como um filho, que contar cada um como um número. Esse pastor poderia ser até de origem humilde, sem o grau de “latus census” ou “restritus census”. Que tenha apenas “bom census” de levar a sério o seu chamado de “ganhador de almas, amigo do rebanho, pregador da Palavra, intercessor em oração pela sua comunidade, porta-voz da sã doutrina, líder respeitado, manso e cordato”, porém, peremptório em suas afirmações. Um pastor que tenha cara de pastor, coração de pastor, postura de pastor, vida de pastor. Que use a bíblia, não o “manual de igrejas do sucesso” ou “plano de restauração do propósito do discipulado dos grupos da unção” , ou quaisquer outras inovações evangélicas que estejam em alta BMIF – Bolsa de Mercadorias de Igrejas com Futuro. Procura-se um pastor que esteja de joelhos diante do Pai, pois é a única forma de não cair; um pastor que sorria com os que sorriem, chore com os que choram, que visite o pobre, e também o rico; que ame o bonito, e acolha também o feio; que se importe com a dor de um idoso e com a alegria de um jovem. Um pastor que diga a verdade, pela bíblia, doa a quem doer, sem, contudo, jamais perder a ternura. Um pastor que não busque a glória dos homens, mas a glória de Deus; que não esteja de olho nas recompensas terrenas, mas nas celestiais. Um pastor que saiba ser homenageado, rendendo glórias a Deus, e saiba também resignar-se quando for esquecido. Um pastor segundo o coração de Deus.Procura-se essa igreja.Aos que souberem o seu paradeiro, favor ligarem para os crentes de bom senso, notificando o achado. Talvez não restem muitas dessas por aí. E me avisem também, para que eu saiba para onde ir, se acaso precisar”.

Fonte: [ Fim dos Dias ] Via: [ POIMENIA ]

sábado, 5 de junho de 2010

Novos caminhos para a Igreja Evangélica no Brasil

A imagem das Igrejas Evangélicas brasileiras vem sendo arranhada pouco a pouco. E o ápice disso veio a partir dos anos 90s, quando a massificação do evangelho da "prosperidade" pela Igreja Universal do Bispo Macedo. A forma avarenta de buscar a "plata" no bolso dos fiéis chocou a sociedade em uma escala muito maior do que sua precursora, a Igreja Deus é Amor. Como a primeira impressão é indelével, quero utilizar mais uma vez esta "bigorna" virtual para acertar um alvo real e digno de nosso repúdio. E para não ficar apenas na crítica, mostrar novos e decentes caminhos para quem quiser observar.Eu aceitei Jesus nos anos 70s na Igreja Deus é Amor. E já naquele tempo já existia uma crítica interna sobre a forma anti-bíblica de retirar as ofertas. A partir da antiga sede da Conde de Zarzedas, ainda no tempo do barracão de madeira, sempre se começava a retirar ofertas a partir da nota de maior valor. Quem tivesse aquela nota mencionada que ficasse com ela erguida para o alto, para que a oferta fosse vista e recolhida. Esta forma "didática" era copiada nas congregações. Considerando que a forma bíblica recomendada é a discrição no ofertar, para que haja uma recompensa, o erro doutrinário já começava ali.E foi repercutido ao extremo pela Igreja Universal e tantas outras. Como cristão de viés evangélico sinto-me à vontade para falar sobre este assunto, sem deixar de registrar, que fui católico, e que as heresias e formas de tratar o dinheiro na ICR é ainda pior, pois sempre se utilizou de vultosas quantias de dinheiro público para tocar seus interesses. Mas o foco do texto não é esse, e portanto, volto ao curso do "rio".É de um clareza cristalina a imagem que a Igreja Evangélica atual, umas mais outras menos, passa sobre sua forma de arrecadar e aplicar recursos. A preocupação de algumas Igrejas neo-pentecostais de "deixar" propositalmente de mostrar as arrecadações de ofertas nos cultos divulgados pela TV é um indício muito forte de que esta faltando de transparência, e esconde coisas erradas.A multiplicação de congregações neo-pentecostais em todos os bairros das grandes cidades, antes eficientes evangelizar a periferia, hoje não é mais visto assim. Na verdade, elas são fontes de recursos. Quantidade que traz prosperidade - para a "Igreja" ou melhor multinacionais da fé. Se pensa que estou errado, que paguem uma pesquisa profissional para sacramentar o que o brasileiro comum pensa das Igrejas ditas evangélicas neste século XXI. Posso adiantar o resultado em duas palavras: ganância e avareza. Exploração financeira em cima de fragilidades humanas."Abre o teu bolso para Jesus, que ele vai recompensar sua atitude." "Quem semeia pouco (dinheiro) colhe pouco." "A oferta que está no teu bolso e você não quer dar, é porque está ouvindo a voz do diabo" Frases maliciosas, com certeza ditas por autênticos lobos, interessados em duas coisas: primeira no dinheiro. Segunda: que a responsabilidade de resolver o problema do fiel é de Jesus. Não da Igreja. Lavagem cerebral e mesquinhez.Sanguessugas. Receitas sim, despesas não. Bem ao contrário das bases da Igreja verdadeira que Jesus lançou nos primeiros anos, quando os recursos da Igreja eram utilizados para o sustento do sagrado e amparo dos menos favorecidos.Entendo que a forma atual de arrecadar ofertas das grandes denominações não visa o bem estar social, senão projetos megalomaníacos. Templos cada vez maiores. Shoppingtemplos com praças de alimentação, livrarias, roupas de grifes e uma série de outros desvarios sempre suplantados por outras "novidades" ainda piores. Isto é uma vergonha.Vergonha para quem não sabe mais o sentido deste verbete, e dificuldades para quem ainda prega o Evangelho genuíno, que graças a Deus ainda ocorre.A Igreja Evangélica brasileira não pode mais tapar o sol com a peneira com projetos de marketing desenhados apenas para enganar a fé alheia. Nossa nação já é muito esclarecida para aceitar tais enganos. Evangelho é primeiro virtude e depois palavras, na acepção paulina do termo. Se alguma Igreja deseja mesmo ganhar almas para Jesus, vai ter que mudar a política do "venha a nós; ao vosso reino, nada!Por que será que o funk tem arrastado multidões de jovens na periferia das grandes capitais para ouvir letras chulas que insinuam que todas as mulheres são animais do sexo, enquanto centenas de congregações evangélicas estão com sérios problemas de crescimento? Simples, por que estas estão usando (direta ou indiretamente) Jesus como meio para atingir um fim que é dar sustentabilidade financeira à "filial" de uma Igreja. E o Espírito Santo, onde fica? Fica do lado de fora! Assim com também vão ficar uma multidão de crentes decepcionados, enganados e frustrados, por que deram - e não receberam.Para ter a boa mão prosperando as ações de uma Igreja em nossos dias, é preciso repensar a forma de usar o dinheiro. A transparência que está acontecendo com os órgãos públicos vai ter que ser notada no meio da Igreja. Li recentemente no Blog Caos Esperança do meu irmão San Martin, uma entrevista com um antigo pastor da Assembleia de Deus, abordando a forma antiga e atual de se evangelizar. Achei ridicula a crítica, pois esse pastor sempre fez parte do "sinédrio". Se o povo perdeu o ímpeto de evangelizar, é porque cora de vergonha ao ver os interesses rasteiros de muitos de seus líderes. E na verdade, não se trata do povo, mas do próprio Espírito Santo, entristecido, em ver sua atuação manipulada para aumentar as fontes de financiamento de projetos de homens desviados da verdade.O pior desviado é aquele que é cego, e não pode ver o caminho da perdição sob seus pés. Se antes os apóstolos se dedicavam à oração e à palavra, como podem ser compreendidos os líderes evangélicos de hoje, que estão escolhendo o caminho do Congresso Nacional? Estes novos rumos destoam dos exemplos apostólicos.A Igreja evangélica precisa retornar ao leito original do Evangelho. Santidade, respeito no trato com o dinheiro, decência na forma de arrecadar fundos para uso intensivo em projetos sociais. Por exemplo: A desigualdade social de nosso país é uma das piores do mundo. Uma das formas clássicas de combatê-la é através de projetos de cunho educacional. Se isto não for feito, duas, três gerações de famílias de lugares desassistidos vão continuar na miséria sem ter quem os liberte. Há tantos projetos missionários transculturais por aí, apenas para "marketing", e preciso dar graças a Deus por eles, mas como se explica a existência de um país com desigualdade social apenas suplantada por um Haiti?Se depender do Governo Federal, preocupado no momento com projetos de "Trem Bala", grandes estádios de futebol, e coisas afins, estas famílias escravizadas pela miséria, vão continuar escravas do diabo e de nosso egoísmo por muitas gerações. Eis um novo e "velho" caminho para a Igreja Evangélica. Carey, o missionário que dedicou sua vida à Índia, certa vez aconselhou seu filho à caminho de missões: "Primeiro se deve ensinar um povo a ler, para depois ensinar a Bíblia." Isto ainda é válido para nossos dias.A Igreja Evangélica brasileira precisa repensar sua forma de atuação. Seu cheiro se mostra detestável perante a sociedade brasileira, por causa do mau comportamento de grande parte de suas lideranças. Isso pode ser mudado? Pode. Vai mudar quando ela deixar ajuntar tesouros e construir megatemplos, para ir em busca dos que estão escravizados pela miséria do analfabetismo, das portas fechadas a um ensino de qualidade. A partir do momento que o membro de uma família miserável tiver acesso a uma Universidade, ele mudará o destino de todas as gerações seguintes. Ainda estou com Carey. Um país de ignorantes sempre vai estar acorrentado à miséria que é filha do diabo.Acredito em um Deus de Milagres, tanto quanto creio que quando certos milagres não vêm, são porque existem recursos humanos disponíveis que podem atacar as mesmas causas. A Igreja Evangélica brasileira já está madura e tem o conhecimento e os recursos necessários para demonstrar o verdadeiro amor de Deus e corrigir a heresia do "É dando, que se recebe" pela verdade bíblica do "Melhor coisa é dar do que receber".. João Cruzué

domingo, 30 de maio de 2010

LIÇÕES DE CIDADANIA

Diga NÃO! às marcas de produtos que ajudam DIFAMAR os crentes.Esta atitude vai trazer o respeito que comunidade evangélica merece por direito.
Entre os filmes de que mais gosto há um que se chama "O Pastor" com James Earl Jones, protagonizando um velho pastor batista afro-americano às voltas com as injustiças contra a Comunidade negra de Atlanta, estdo da Geórgia nos anos 40/50. O velho pastor dava verdadeiras aulas de cidadania às ovelhas como: plantar suas próprias hortas, andar a pé para evitar os ônibus onde negros tinham que levantar-se para que brancos assentassem. Aquelas pequenas sementes de cidadania brotaram, cresceram, e mudaram a constituição dos EUA. E também podem trazer mudanças significativas para os evangélicos brasileiros.Cada domingo o pastor pregava um sermão que incomodava as autoridades (brancas) da cidade, principalmente porque o título do sermão era anunciado em frente à Igreja com uma semana de antecedência. Não conseguindo dobrar o ânimo do velho pastor, as autoridades: o juiz, o xerife e o prefeito, começaram a pressionar os membros do Conselho Administrativo da Igreja. Por fim, cansados e amendrontados os membros do Conselho não conseguindo a "cooperação" do pastor, o destituiram.Em seguida procuraram por um substituto que fosse jovem, "flexível", que pudesse ser manipulado e "amaciado" à vontade. Mas, no filme o tal jovem sucessor do "desbocado" pastor era nada mais, nada menos, que Martin Luther King. Aí que o tiro saiu pela culatra. Na verdade, o substituto era muito mais aguerrido. Este filme histórico conta um parte das conquistas que o Pastor Martin Luther King trouxe para a comunidade negra americana. Em 1964 ele conquistou uma emenda na constituição americana através de atitudes de resistência passiva e desobediência civil pregadas por Henri David Thoreau e Gandhi, que lhe trouzeram fama mundial e a conquistada do Prêmio Nobel da Paz, naquele mesmo ano.Trazendo agora o foco do artigo para a comunidade evangélica no Brasil, em pleno século XXI, ela também vem sofrendo com difamação e preconceitos e por isso tem muitas coisas a aprender com Martin Luther King. Nós, os crentes em nosso Senhor Jesus Cristo, temos enfrentado aborrecimentos com o preconceito instalado na mídia brasileira, onde a maioria das imagens veículadas dos evangélicos está associadada a algo ruim.A imagem que passam das mulheres crentes são todas estereótipos com o famoso "cabelão"; os pastores são mostrados como charlatães e indivíduos desequilibrados. O povo crente em geral é considerado como gente ingênua sempre explorada por vigaristas da fé. Quando aparece uma notíca ruim, o preconceito está tão enraízado entre jornalistas, que se a pessoa for de qualquer outra religião nada se escreve, mas se há uma família de evangélicos envolvida, via de regra esta qualificação é apontada. Para insinuar má fama.Se isto não é preconceito e não vem acontecendo , por favor belisquem-me pois devo estar delirando!Mas é preconceito sim, nos agride e incomoda. Diante disso, as reações de nossas lideranças já são previamente conhecidas. Há os que dizem: o mundo jaz no maligno e não devemos mesmo esperar o respeito da sociedade. São os que os que aceitam a escravidão do Egito Outros figem que o preconceito não existe e procuram viver da melhor maneira possível. São os indiferentes - não estão nem um pouco preocupados. Há ainda outros que se disfarçam de incrédulos. São principalmente crianças, adolescentes e jovens evangélicos que procuram comportar-se nas escolas públicas como verdadeiros "pestinhas" apenas para que ninguém descubra que eles são crentes. É como se ainda pairasse um quê de escravidão sobre nossas cabeças.Podemos, sim, dar um basta neste preconceito e conquistar o respeito que ainda não temos diante da sociedade brasileira. Não que isto vá fazer o mundo ter paz conosco, mas se nada for feito até nossos filhos vão ter vergonha de ser cristãos. Não podemos andar de cabeça baixa, é preciso dar uma resposta. Uma resposta equilibrada, sem radicalsmo, que possa ser traduzida em atitudes familiares simples, mas que no coletivo vão trazer com o tempo mudanças e o respeito a cidadania que por direito temos.Precisamos começar a ter respeito por nós mesmos através de uma consciência mais aguçada de cidadania. Quando olho para o Livro de Atos dos Apóstolos e vejo o efeito que as palavras de Paulo causavam tanto em em ouvidos judeus quanto romanos, lembro-me de que hoje, 04 de abril, é lembrado com o dia da perda por assassinato de Martin Luther King. Os cristãos, desde os primeiros apóstolos, sempre tiveram entre seus líderes homens cuja coragem era marca de seus caráteres, como está escrito em II Timóteo 1:7. Será que os tempos mudaram?Há muito tenho ouvido palavras de boicote à TV Globo com suas novelas preconceituosas que agridem constantemente, principalmente a mulher evangélica. Agridem quando veicula uma imagem ruim das crentes de cabelos longos. Não sou contra a Rede Globo, mas contra o preconceito e as atitudes de seus gestores, que devem ter mesmo ojeriza de crentes. Não sou favorável a atitudes radicais e nem é de bom alvitre ter fixação em derrubar órgãos da imprensa. É preferível ter uma imprensa, às vezes preconceituosa, do que a imprensa de "chapa branca" das ditaduras. Defendo sim a liberdade de expressão, mas desde que não seja usada para ofender os direitos de cidadania de ninguém.Más crentes podemos, sim, dar NOSSO RECADO de desagrado quanto ao que vai pela TV não importa onde for: se Globo, Record, SBT, Bandeirantes, Cultura ou qualquer outra que venha ferir e prejudicar os cidadãos da comunidade evangélica. Não queremos destruir, mas contribuir para o aprimoramento dessa liberdade de expressão com atitudes de resistência pacífica.Estou sugerindo democraticamente que nos conscientizarmos desses fatos e passemos ao terreno das atitudes como por exemplo esta: vamos anotar o nome das empresas que patrocinam programas que ajudem a disseminar o preconceito contra crentes. Em seguida que se boicotem as marcas de seus produtos diretamente ligadas à difamação.Ao chegar no supermercado, cada um de nós conscientemente, pode substituir tais produtos por marcas de outras empresas que respeitem nossa cidadania e cultura diferentes.
Dê o seu "recado" no supermercado.Não compre marcas de produtos que ajudam a difamar os crentesprincipalmente às Mulheres crentes.
Aqui vai a lista provisória de produtos que estiveram ou ainda estão patrocinando a novela duas caras, onde cenas de "crentes"de "cabelão" e "saião"e homens desequilibrados estão estereotipando negativamente todos os evangélicos brasileiros. Todas estas empresas têm SAC - Serviço de Atendimento ao Consumidor. Vamos expressar nossa opinião.Irmãs evangélicas, não estou sugerindo que ninguém assista ou deixe de assistir qualquer novela. Uns reprovam, outros gostam. Mas se você tem cabelos longos, seria maravilhoso se parasse de comprar por exemplo aquele shampoo que financia novelas que procuram mostrar a mulher de "cabelão" sempre como uma crente hipócrita - de dia santa e de noite devassa, entre outras coisas ruins. Talvez o shampoo de uma novela dessas faça até mal ao seu cabelo. Mesmo que você nunca assista uma novela, antes de comprar qualquer produto no supermercado, seriam muito bom saber se ele não está por trás de programas que mostram os crentes como pessoas atrasadas, desequilibradas e hipócritas. Boicote!A comunidade evangélica responde hoje por mais de 25% do consumo na economia brasileira. Precisamos adquirir consciência desta força para aprender a dizer NÃO de forma pacífica, inteligente e indireta. Uma novela para ficar no ar precisa de patrocínio. O patrocínio vem das empresas que vendem produtos populares. Sabonetes, shanpoos, marcas de carros populares, remédios para dor de cabeça.Quando os crentes começarem a ligar paras os 0800 dessas empresas para dizer que não vão mais comprar os produtos delas, porque estão patrocinando programas que depreciando a imagem e cidadania dos crentes - elas vão ouvir. Pode ser que não imediatamente, mas quando cada um de nós for além das palavras e deixar de comprar por um ano, dois anos aqueles sabonetes, shampoos, celulares, remédios de dor de cabeça.... Com certeza isto vai ser uma grande lição de cidadania. Isto é justo e honesto converse com sua família.
NOTA DO AUTOR em 27.07.2010.
Este texto foi escrito há dois anos. Ele foi muito copiado (por crentes) e criticado pelos não evangélicos. Posso dizer que neste intervalo de dois anos ocorreram os seguintes fatos, que podem ou não estarem relacionados com o asunto. Eu creio que sim.
1) Era costumeiro os ataques GRATUITOS de André Petry, na Revista Veja, contra os crentes. Por onde anda André Petry?2) Em uma novela anterior da Globo, que estereotipava demais os crentes como pessoas radicais e apedrejadoras de pecadores, também fez-se muito marketing do beijo gay. Mas na hora "h" o autor da novela foi "convidado" a desistir e retirar a cena. Motivo, a concorrência com a Record e os reclames dos irmãos. Medo de perder audiência.
3) Estamos em tempos de eleições. Veja se alguém fala em aprovação de PL 122, ou em iniciativas pró-aborto, por quê? Por causa do voto dos crentes. Eles não nos respeitam como pessoas, mas como eleitores - sim!
Resumindo: Toda empresa tem no caixa o seu ponto mais sensível. Não importa se apenas você tem conhecimento do fato. Se ela estiver ferindo seus direitos de consciência religiosa ou qualquer outro direito, BOICOTE! Deixe de comprar seus produtos.
No caso de direitos ofendidos por novelas e programas de TV, observe bem quem os patrocina. Se for uma marca de carro, compre outra marca , da próxima vez que for trocar seu veículo e comunique o fato para outros amigos. O segredo está na comunicação. Se for uma operadora de Telefonia Celular, troque de operadora. Se é uma marca de sabonete que financia uma novela preconceituosa, nunca mais compre desta marca. Seja um árduo defensor dos seus direitos de cidadão evangélico. Não financie o desrespeito aos crentes.
Estas atitudes pessoais precisam ser plantadas e enraizadas no seio de nossas famílias, para que haja um efeito didático, tanto para nossos filhos, quanto para aqueles que costumam desrespeitar nossos direitos de consumidores.
Desrespeito? Boicote!

(João Cruzué)

terça-feira, 25 de maio de 2010

Estou ficando velho .

Meus amigos, dizem que estou ficando velho. Pois sou do tempo em que os cristãos, procuravam nas livrarias evangelicas as bolachas pretas de vinil de Feliciano Amaral e Luis de Carvalho, isso os de linha tradicional, já os pentecostais gostavam de Jair Pires e Ozeias de Paula, os mais jovens de Rebanhão, Grupo Logos e Vencedores por Cristo. Sou tão antig, que a Biblia não possuia Harpa Cristã com os hinos compostos por Paulo Leivas Macalão e os irmãos das Assembleias de Deus não podiam cortar cabelo, os jovens jogar futebol e tão pouco assistir televisão em preto e branco. Lembro-me ainda, que quando cheguei em Cabo Frio, na Região dos Lagos, na decadá de 80 na epoca do saudoso pastor Enock Alberto Silva, somente existia uma banca na praça enfrente aos correios, para venda de Biblias pela irmã Thalita Rocha, sem muitas variedades de produtos e com preços não muito modicos, em parte porque a procura era bastante reduzida, a ponto de uma unica banca ser suficiente, para uma cidade com mias de 100 mil habitantes e matriz do Movimento Pentecostal. Em apenas 30 anos, a banca de Biblias fechou, e em seu lugar abriram-se cerca de 3 lojas, em uma prova cabal de que o mercado editorial e fonografico tornou-se uma maquina de quinquilharias " Cristianizadas" desde os livros de auto ajuda, guerra espiritual, relacionamentos, guias de prosperidades financeiras chegando aos amuletos judaicos, tipo shofar, thalit e replicas em miniatura da arca, tudo para tornar a sua casa ou templo onde voce congrega, em um ambiente parecido com o do Velho Testamento. Estou ficando velho, pois sou do tempo, em que os comportores do tipo de Daniel Berg, exerciam seu ministerio como forma de evangelização e não a busca do lucro facil. A algum tempo atraz, li no site de uma editora e gravadora o seguinte convite: " Venha ganhar muito dinheiro, vendendo produtos cristãos e edificando vidas". Pelo visto, com a explosão de crescimento da população evangelica brasileira e o avanço das tecnicas de marketing no mercado da fé, assim como aconteceu nos dias de Jesus, muits terão segueira e o coração endurecido, até que o Senhor venha buscar sua noiva imaculada. Enquanto isto não acontece, muitos serão segados pelo evangelho me engana que eu gosto. Estou ficando velho, pois sou da epoca em que a Assembleia de Deus não tinha rodopios e gritos histericos, semelhantes as terreiros de macumba. Estou ficando velho, pois sou da epoca em que a igreja, não era um circo e tão pouco o pulpito seu picadeiro. Estou ficando velho, pois sou da epoca em que os pastores, não eram apresentadores de espetaculos e animadores de auditorio, tão pouco agiam como magicos e ilusionistas, enganando o povo sem o conhecimento da Palavra. Estou ficando velho, pois sou do tempo em que os crentes pentecostais possuiam inteligencia espiritual do tipo de Davi, quando Derrotou o gigante Filisteu, e de Daniel Quando não se contaminou com a comida do palacio, ou tão pouco Paulo, quando foi elogiado pela mulher endemoniada, Estou ficando velho, pois sou de uma geração em que não existia igrejas emergentes, onde se prioriza relacionamentos em detrimento da verdade biblica, onde a imoralidade se alastra para agradar uma sociedade pecaminosa. Estou ficando velho, pois aprendi em minha infancia batista, que somente a Biblia Sagrada é a suprema autoridade em materia de vida e doutrina, e não pode ser trocada por livros de auto ajuda e esoterismo gospel. Estou ficando velho, pois nasci e cresci em uma igreja pura , que não negocia a verdade em nome do amor ecumenico, e que somente da ouvidos a voz do Espirito Santo. Estou ficando velho , pois fui ensinado que o pulpito é o lugar onde se prega com autoridade do Espirito Santo a Palavra de Deus, visando resgatar o homem perdido e leva-lo a reconhecer o sacrificio salvidico de Cristo Jesus a Cruz do Calvario, onde somente se batia no pecado e inimigo de Deus, ao contrario dos tatames do " vale tudo" do Senhor, onde homens e mulheres batem pra valer em seus irmãos, como forma de evangelização a la Rock Balboa.
Baruch Há Shem!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O Nascimento de um apóstolo

O dia 26 de junho para muitos evangelicos, será um dia comum, igual a outro qualquer. Porém, para o povo assembleiano de Cabo Frio, e Região dos Lagos, nascidos no fogo pentecostal do Ministerio de Madureira, está data possui, um significado especial, pois foi no dia 26 de junho de 1931 em União dos Palmares, Alagoas, em um templo batista, que Enock Alberto Silva, reconheceu Jesus Cristo como Senhor e Salvador de sua vida, tendo aos 18 anos de idade dado seus primeiros passos em uma longa jornada ministerial, que o levaria a se tornar o Patriarca das Assembleias de Deus na Região dos Lagos. Aquele jovem franzino, nascido em 07 de agosto de 1913, de estatura mediana, não imaginava quando ingressou nas Assembleias de Deus em Madureira em 29 de outubro de 1932, sendo recebido pelo saudoso pastor Paulo Leivas Macalão, para onde o Espirito Santo o levaria em sua carreira ministerial como plantador de igrejas, e apascentador, de um rebanho gigantesco a despeito de sua simplicidade. No ano seguinte foi batizado com Espirito Santo, e no dia 07 de dezembro de 1937, foi separado ao diaconato, casou-se em 26 de maio de 1938, com a jovem Ilka da Silva, companheira fiel e ajudadora em um ministerio vitorioso, que começou com sua consagração ao presbiterio em julho de 1939, o qual exerceu durante longos 10 anos, a primeira igreja que pastoreou foi em São Paulo na rua da Gloria em julho de 1939, designado pelo pastor Paulo Macalão, onde passou por grandes privações, mais não perdeu a fé nas promesas de Deus, e assumindo em 1940, Em Raul Soares - MG. Depois passou pelas seguintes igrejas: Bauru - São Paulo, Volta Redonda, Barra do Piraí, Rezende, Barra Mansa, Angra dos Reis, Rocha Miranda, Marechal Hermes, Bento Ribeiro ( Rio de Janeiro), São João do Nepomocena, Uba, Ponte Nova, e Campos dos Goytacazes, a primeira cidade da America do Sul a receber energia eletrica. Devido a sua dedicação ao ministerio da Palavra, foi o quarto pastor ordenado pelo patriaca Paulo Macalão, fundador do Ministerio de Madureira, no dia 21 de janeiro de 1949. Depois disso em 1954, no dia 07 de janeiro, chega a Cabo Frio, onde durante 39 anos, lutando para superar as dificuldades e como um verdadeiro apóstolo, fundou e desenvolveu cerca de 105 templos com um rebanho de 17 mil membros, espelhados em cada municipio da Região dos Lagos, chegando até a região serrana, até ser jubilado em 1993, com 79 anos de idade. Quando chegou em Cabo Frio, eram apenas 50 membros e 5 pequenas congregações, tendo pastor Enock, ido trabalhar como barbeiro para suplir as necessidades de sua familia. Naquela epoca, a região não tinha luz nen agua, e o jovem pastor tinha que visitar as familias no lombo do burro ou de bicicleta em São Pedro da Aldeia, Arraial do Cabo, Armação dos Buzios, Araruama, e outros lugares distantes, sempre debaixo das mãos de Deus. A Igreja Assembleia de Deus - Ministerio de Madureira, perdeu um bastião do Movimento Pentecostal Brasileiro, quando em outubro de 1997, foi promovido a gloria eterna, o patriarca da Região dos Lagos - Pastor Enock Alberto Silva. Testemunha das principais mudanças que ocorreram no Brasil, seja no âmbito secular, seja na vida da igreja assembleiana, o reverendo Enock, deixou a historia apos fazer historia e fazer parte dela. No mes de setembro de 2010, a Assembleia de Deus em Cabo Frio, vai estar celebrando 70 anos de fundação, e nada mais justo, que relembrarmos os passos firmes ainda que em solo arenozo e debaixo do sol escaldante que o patriarca pentecostal Enock deu de maneira firme, ele que foi um homem ativo e de grande valor na obra de Deus, e que mesmo com a idade avançada nunca se tornou inativo na causa do Senhor, sempre se revelando atuante e passando aos jovens obreiros, a sabedoria e o conhecimento acumulado no decorrer dos anos de vivência cristã. Os pastores mais antigos, filhos espirituais, do patriarca Enock, revelaram-nos que uma marca indelevel de sua personalidade nordestina estava na sua autoridade pastoral, e que deve servir de exemplo para nova geração de obreiros na Seara do Senhor. Quando o pastor Enock, adentrava em qualquer templo para celebrar um culto, toda a membrezia se colocava de pé em respeito a sua presença como homem de Deus, durante seu ministerio em Cabo Frio, que durou 39 anos, não houve divisões, rebeliões e insobordinações, pois as ovelhas sabiam escutar a voz de seu pastor e tinham certeza de que as mãos de Deus estavam com ele, até o fim do bom combate, onde completou a carreira que lhe estava proposta pelo Senhor Igreja. " Tive a grata felicidade de ouvir seus conselhos de sacerdote, de um verdadeiro principe de Israel, que com coragem e fé venceu o preconceito anti-pentecostal, se fazendo exemplo de gerações e sendo homenageado com titulos de cidadania de todos os municipios da região. Ainda que os titulos, que ele mais apreciava fossem os de, cidadão dos ceus e pastor da Assembleia de Deus - Ministerio de Madureira. Nestes 70 anos da igreja de Cabo Frio, fica para nos seu exemplo de abinegação e desejo de que continuemos o trabalho na Seara do Mestre. Baruch Há Shem !

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Ingratidão

Um certo pastor, vindo do interior fluminense para a cidade grande com sua familia numerosa, iniciou um trabalho evangelistico em uma comunidade pobre, formada basicamente de pescadores. Com muita luta e sacrificio, o trabalho cresceu e a igreja de linha pentecostal, se tornou uma das maiores da cidade. Durante muitos anos, aquele humilde pastor, teve que buscar o sustento de sua familia capinando terenos, e seus filhos mais velhos tiveram que vender picoles nas ruas sujas e empoeiradas para ajudar no orçamento familiar. Sem ter tido oportunidade de frequentar um Seminario Teologico, aquele homem de Deus, pregava a Palavra com autoridade e muita unção, diante do que havia aprendido na Escola Biblica dominical, desde a sua infancia, na roça, onde cresceu aprendendo a contemplar as maravilhas de Deus, na natureza, quando a pequena igreja se tornou uma catedral e a membrezia começou a exigir pregadores com diplomas teologicos e um portugues rebuscado, tratou-se de aposentar o velho pastor, trocando-o por um mais jovem, formado no melhor Seminario da denominação, com doutorado em Ciencias da Religião, e especialista em Marketing. Restou ao velho pastor, ser homenageado com o nome de uma banda de musica. A partir daquele momento, a historia de vida do velho pastor, começou a ser apagada e descontruida com profunda ingratidão em nome dos novos tempos. Essa historia aconteceu em Rio das Ostras e representa o acontecido com inumeros pastores espalhados pelo Brasil. O pai da Reforma Protestante, Martinho Lutero, com muita propiedade, afirmava que existem tres cachorros perrigosos: A ingratidão, a soberba e a inveja, e que quando mordem deixam uma ferida profunda. Já o poeta ingles Willian Shakaspeare disse que possuir um filho engrato é mais doloroso que a mordida de uma serpente. Ja o pai de Dom Quixote, Miguel Cervantes, afirmava que a ingratidão é filha da soberba. Quando o presidente da Associação de pastores de Armação dos Buzios, famoso Balneario Fluminense e pastor auxiliar da Assembleia de Deus na Rua das Pedras, na epoca liderada pelo saudoso pastor Gentil Medeiros, comumente ouvia reclamações de pastores idosos que deram suas vidas para proclamação do evangelho, e depos de jubilados, foram esquecidos pela igreja que outrora pastorearam. Quando o apostolo dos Gentios, escreveu ao seu filho na fé, Timoteo , que os homens se tornariam nos ultimos dias, amantes de si mesmo, parecia que estava prevendoa ingratidao de nossa geração para com os pioneiros da fé, se voce não honrar, os cabelos brancos do seu pastor em vida, de nada adiantara quando ele for recolhido pelo Senhor da Igreja, pense nisso e não seje ingrato aqueles que dedicaram suas vidas, ao fortalecimento da sua fé. Baruch Há Shem!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Polemista, com muito prazer!

Semana passada, recebi carta convite do Dr.Elbio Pereira Melo, pastor titular da Segunda Igreja Batista de Aquarius - Cabo Frio, e delegado aposentado da Policia Federal, para conjuntamente agradecermos a Deus pelos 12 anos de fundação do templo batista. Pastor Elbio com seu bigode mexicano e semblante tipico de delegado, foi a primeira pessoa e me intitular como polemico e contestador, faltando poco para me enquadrar como subversivo, se vivessemos na epoca da repressão durante os anos de chumbo. Nas acaloradas reuniões da Associação de Pastores de Rio das Ostras, no qual fui seu primeiro secretario e o delegado, o primeiro presidente, sempre questionei decisões isoladas de cima para baixo. Acho que nasci com instinto da discordancia. Foi por isso, que escolhi o jornalismo como profissão, por amar o direito de pensar. Sou amante da liberdade em Cristo Jesus. E disto não abro mão. Certa vez, um pastor Assembleiano e paraibano, ex combatente da Segunda Guerra Mundial, me disse: " Não sei, como voce chegou ao ministerio da Palavra, sempre questionando decisões que não fossem embasadas na Palavra ? ". Deus deve me amar muito, respondi para ele, pois cheguei ao ministerio pastoral sem ter pai, ou sogro pastor presidente, sem ser indicado por nenhum deputado, ou até mesmo por conta de um dizimo magro de jornalista. Nunca abri mão de pregar mensagens de arrependimento, seguindo a Escola do Profeta João Batista no deserto, remando muita das vezes contra a maré triunfalista da teologia da prosperidade. Já me disseram, que com essa linha de pensamento, tipica de quem ama a poesia, a filosofia, o direito, e a Palavra Sagrada, nunca poderemos assumir a presidencia de uma grande igreja, e colocar em pratica nossos sonhos de um Reino de justiça e amor, com base apenas na missão integral da Igreja. Outros ja me disseram. que aos polemistas, está reservado cavar poços no desertos, ou plantar igrejas na selva mercantilista da fé moderna. Quero continuar escrevendo meus sonhos de uma igreja biblica, mesmo que muitos digam, voce não vai conseguir. Vamos continuar tentando, acreditando nas promesas desse Deus Vivo, ainda que poucos venham dar creditos as nossas palavras, ainda que muitos nos chamem de louco na contramão da historia da igreja. Ainda sim, acreditamos que nen os loucos, errarão o caminho dos Céus . Baruch Há Shem !

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O Nascimento

" Tudo tem o seu tempo determinado ... E a tempo para todo propósito abaixo do céu ( Eclesiaste 3:1 )

O poeta Gaucho Maria Quintana, que entendia de palavras e da verdadeira poseia nos momentos da vida, certa vez disse em : "Ah! Os relógios: Amigos, não consultem os relógios quando o dia eu me for de vossas vidas em seus futeis problemas tão perdidos, que até parecem mais um necrologio... Porque o tempo invenção da morte não conhece a vida, a verdadeira em que basta um momento de poesia para nos dar a eternidade inteira".
Tem momentos na vida em que nos preocupamos com o futuro de nossos filhos e nos cristãos principalmente com a vida espiritual deles, no qual ficamos aguardando suas confissões de Fé, pelo Senhor Jesus, como se fossem herança genetica. Nos emocionamos, quando descem as aguas batismais, e semelhantemente podemos ouvir uma voz interior bem forte, dizendo : Este é meu filho amado ... Derramamos lagrimas, quando em seguida vem o revestimento de poder do alto, com o batismo no Espirito Santo. Há momentos, que marcam na vida de um homem de Deus, o nascimento de seu primogenito, sua entrada no Seminario ou faculdade tambem emociona, porem, como sacerdote de sua familia, o climax do sonho realizado está no nascimento do pregador, cheio do oleo do Senhor, como um bom pentecostal. Há momentos que nos temos que recuperar a voz pregadora da poesia profetica, quando jovens profetas falava :" Assim diz o Senhor! E aquilo era a Palavra de Deus, que todo mundo reconhecia". È um ato lindo e emocionante, o nascimento do pregador, agradeço o tempo de Deus, por contemplar o nascimento de um adolescente profeta para sua geração como uma pedra preciosa. Aprendi a muitos anos atraz, quando entrei para o Seminario, que os rabinos acreditam que a Palavra é como uma pedra preciosa: Quanto mais voce a gira, mais sua luz é refratada. Que o Espirito de Deus, possa polir uma pedra preciosa chamada Sergio Junior, para a Gloria do nome do Senhor Jesus, povoando os céus, e despovoando o inferno.
Baruch Há Shem !

sábado, 24 de abril de 2010

O tristemunho mentiroso

O pernambucano de Cabo de Santo Agostinho, Davi Silva, que mora em Londrina - PR, filho de uma familia grande, onde possui 7 pastores, sendo um deles um cantor e compositor afamado, pai de Rebeca de 18 anos, casado a 20 anos e membro do Ministerio Casa de Davi, liderada pelo pastor Mike Shea, forjou um testemunho de que havia sido curado de Sindrome Down e que desde 1989, tinha mentido com seus sonhos, visões, arrebatamentos, e supostas experiencias sobrenaturais, gravadas em CDs e DVDs, e vendidas em conferencias profeticas e apostolicas pelo Brasil e alguns paises. Em comunicado oficial a Igreja Evangelica Brasileira, atraves de confissão no site Ministerio Casa de Davi, ele declara: " Eu escolhi mentir e enganar" . Não é a primeira vez e nem será a ultima, que isso acontece na historia da igreja nesses mais de 2 mil anos, como tambem relatados nas Escrituras Sagradas , com a mentira de Abraão, e Ananias e Safira. Todos os dias, somos surpreendidos por excandalos envolvendo lideres da pungante Igreja brasileira, e na maioria dos casos no seguimento neo-pentecostal, causando danos irreparaveis na fé de milhares de ovelhas, que cometeram o erro de idolatrar homens pecadores como nos. A confissão de 10 anos de Mentira do pastor Davi Silva, não são motivos para jubilo, porem de tristeza, e tão pouco ou apedrejarmos. Mais serve de experiencia, para olharmos para Cristo, Senhor da Igreja e sua cruz pelos nossos pecados. Os pisicologos calculam que uma mentira vem aos nosso labios cerca de 200 vezes por dia, em media a cada 5 minutos, começando por falsos elogios até mentiras descaradas. Filosofos, cientistas politicos, psicologos e sacerdotes procuraram no decorrer dos seculos, estudar o misterio da mentira, na historia da humanidade e os estragos causados. O Senhor Jesus Cristo mostrou de maneira inequivoca como a mentira entrou no mundo, quando disse: " Vos sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lheis os desejos. Ele foi homicida desde o principio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é proprio, porque é mentiroso e pai da mentora. Mais, porque eu digo a verdade, não me credes" ( João 8. 44-45). A mentira que nos vivenciamos e algumas vezes ouvimos sendo pregadas nos pulpitos de maneira teatral e ufanistas é um sinal evidente dos tempos finais: Ora, o Espirito Afirma expressamente que, nos ultimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espiritos enganadores e ensinos de demonios, pela hipocrizia dos que falam mentiras, e que tem cauterizado as proprias consciencia" (I Timoteo 4.1-2). A algum tempo atraz, em uma palestra no Congresso de Pastores da SEPAL, o Missionario Ronaldo Lidorio, relatou o caso de um pastor Especialista em aconselhamento familiar, com larga experiencia em palestras para casais, que havia sido encontrado em Recife - PE, tarde da noite, empurrando um carrinho de supermercado vazio, e sendo abordado, confessou que todos os dias ficava circulando sem comprar nada, somente para preencher o tempo, e voltar para casa e encontrar sua mulher e filhos dormindo, e assim evitar brigas e discussões, onde sua vida familiar era um verdadeiro inferno. Que possamos todos nos, vivermos a verdade do Evangelho, a verdade de Deus em pessoa, para que nos, exclusivamente pela graça, possamos ser libertos da mentira do dia a dia .
Baruch Há Shem!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

O Combatente

" Eles podem pregar o Evangelho melhor do que eu, mais não podem pregar um Evangelho melhor ". Charles Spurgeon
 

Ele foi considerado o principe dos pregadores de sua geração, mais poderia ser denominado com muita autoridade de o Combatente de heresias e modismos que ameaçavam a Igreja na Inglaterra em 1892. Charles Haddon Spurgeon, que começou a pregar em 1850 com apenas 16 anos de idade, enfrentou os mesmos problemas que os pastores compromissados com a Palavra Biblica e cristocentrica enfrentam nos dias de hoje da Igreja Evangelica brasileira. Nos tempos de Spurgeon existia uma apatia em toda parte. Ninguem se preocupava em verificar se oque estava sendo pregado, era verdadeiro ou falso. Para o povo, um sermão era um sermão, não importando o assunto, de preferencia, quanto mais curto melhor (Preface - The Sword And The Trowel - 1888) .Não é assim , tambem em nossas igrejas, quando o tempo destinado a pregação da palavra é cada vez mais reduzido em beneficio do louvor congregacional ? Muita comida estragada esta sendo servida ao povo, que não consulta a palavra de maneira bereana, causando verdadeira indigestão e morte espiritual. Nos tempos de Spurgeon, alguns lideres religiosos para manterem seus templos repletos, transformaram a Casa de Deus em locais de entretenimento com peças teatrais ganhando a auto estima do povo. Ao que Spurgeon perguntava: Podem estas coisas promover a santidade ou nos ajudar na comunhão com Deus ? Sera que nestes shows os homens imploravam a Deus em favor da salvação dos pecadores e da santificação dos crentes?. Quando ouço os anuncios de alguns eventos disfarçados de evangelisticos, mais onde são cobrados ingressos para o pagamento de caches de artistas gospel, lembo-me das palavras de Spurgeon, onde ele bradava contra a transforamção da igreja em palco, com ordenanças. " Onde na casa do pão espiritual o povo se alimentava de cinzas, rejeitando o caminho do Senhor e seguindo avidamente pelo caminho da tolisse" ( Another Word Concerning The down-grade - 1887 - pagina 398) . È uma lastima que a igreja atual tenha como principes em seu rool de pregadores, mercadejadores da fé, conduzidos nos ombros das multidões, que sentem prazer nos aplausos, mais não estao dispostos a carregar a cruz de Cristo. Que Deus em sua infinita misericordia, possa levantar novos Spurgeons para pregarem um evangelho que Paulo pregaria.
Baruch Há Shem !

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Ao sucesso com ...

Durante muitos anos a televisão brasileira exibiu um comercial de cigarros, que mostrava pessoas bem sucedidas na vida, alegres e satisfeitas, e tendo como chamada final, uma frase que permanece até hoje na memoria de milhares de brasileiros, mesmo que em um passado distante: " Ao sucesso com ...". Quando criança, e chegando a fase da adolescencia, por força da falsa propaganda, fui levao a acreditar que pessoas de sucesso , levavam aquela vida projetada no comercial de tabaco. Depois de ler varias reportagens e conhecer pessoas que morreram de cancer proveniente do tabagismo, foi que conheci o outro lado da moeda. Observando as propagandas de alguns pastores e ministerios, que projetam no universo evangelico, sua formula de sucesso, onde escolhem como criterio de comparaçao aquilo que julgam ser melhores que os demais, fico a pensar, senão estamos imitando o mundo dos negocios, com nossa competição religiosa estupida de desejar e achar que alguns pastores e igrejas são melhores que as outras, com seus templos modernos, liturgia comtemporanea, louvor extravagante, e mensagens ultracontextualizadas. De vez em quando , aparece os oraculos da momento com seus modismos, para revolucionarem a igreja fundada por um carpinteiro. Os pseudos apostolos na sua maioria se acham os unicos escolhidos de Deus, para uma tarefa que não foi dada aos anjos nos Céus. Alguns desses "messias" modernos, jamais buscariam para serem seus discipulos, homens com o carater de Judas, o temperamento de Pedro, e o descredito de Tomé. Com aquela equipe de obreiros, Jesus jamais alcançaria sucesso segundo os especialistas do marketing religioso. Nestes mais de dois mil anos, a igreja esta farta de metodos mirabolantes, produto do conhecimento humano, que para Deus é excremento. Quando aceitei o desafio de iniciar uma igreja com apenas 2 pessoas, me chamaram de louco e fracassado ministerialmente. Os manuais de marketing ensinavam que para voce obter sucesso, precisa investir em sua imagem pessoal de pastor bem sucedido, gravando de imediato um DVD, ou publicando um opusculo de " tristemunhos". Mais no manual de vida, revelado por Deus para a umanidade, aprendemos que o povo e a Igreja de Cristo, esperam pastores que não buscam o sucesso do coração soberbo, com seus titulos eclesiasticos, mais pastores que choram com os que choram e se alegram com os que se alegram, pastores que buscam apenas a glorificação do nome D'Ele, aquele que vive e reina para sempre .
Baruch Há Shem !

terça-feira, 20 de abril de 2010

Vilson André - Um pastorzão

O Escritor Guimarães Rosa, era um homem que sabia das coisas. Segundo o autor do clássico Grande Sertão Veredas, nascido no coração do sertão mineiro, tem gente que veio ao mundo para plantar eucalipto e gente que veio para plantar jequitibá. O Cabofriense Vilson Andre de Souza, 47 anos, casado com a professora Marilene, e pai de 3 bonitos filhos , se enquadra nesta teoria. Obviamente, não tem nada contra quem planta eucalipto ou Jequitibá, mais trabalha incansavelmente como pastor de ovelhas, para semear nos corações o amor de Cristo. Prova disso, foi sua visita de medico em minha residencia , após sairmos do hospital de uma cirurgia no rin esquerdo. Em viagem para Cordeiro, região serrana do interior do Estado do Rio , para pregar com autoridade de profeta, o amor de Deus, pastor Vilson encontrou espaço em sua agenda corrida e apertada, para fazer orações pela nossa recuperação, como convém a um verdadeiro pastor de ovelhas a moda antiga. Uma das decisões mais acertadas, tomadas pelo pastor João Gomes Chaves, então presidente da Catedral de Cabo Frio, foi convocar seu filho preto, para pastorear em tempo integral o crescente rebanho assembleiano, função que desempenha com total dedicação e amor, muita das vezes, em sacrificio da propria saude, como era costume na escola de pastores, fundada pelo patriarca Enock Alberto Silva, como tambem pelo seu saudoso pai, pastor Vanderley de Souza, que dedicou a vida ao pastoreio de vidas. Apesar da estatura mediana, Vilson com a grandeza de seu coração, tornou-se um gigante espiritual respeitado e amado pelos seus companheiros de ministerio, como tambem pelas milhares de ovelhas do Campo de Cabo Frio. Sua saga ministerial começou quando assumiu a liderança da juventude, realizando grandes congressos de despertamento espiritual e depois passando pelas principais congregações, inclusive a antiga igreja matriz, de onde o patriarca Enock, recebia a orientação do Espirito Santo para o crescimento da obra. Quando cheguei a Cabo Frio, em 1982, encontrei um jovem obreiro corajoso, competente e com muita paixão pelas almas perdidas. Se existe alguem vocacionado e chamado pelo Senhor da Igreja, para ser pastor de ovelhas, chama-se : Vilson Andre de Souza, que conquistou seu espaço no coração das ovelhas do Senhor Jesus, de maneira gradativa, como quem cultiva rosas com muito amor , apesar dos seus espinhos. Durante os 3 dias em que estive internado no hospital em Macaé e procurando meditar na preocupação dos medicos para com seus paciêntes, descobri que semelhantemente, acontece com os pastores vocacionados, nas palavras de Richard Selscer no livro Lições Mortais : " O cirurgião não nasce lambuzado com compaixão, como se fosse uma secreção resultante do seu nascimento. Ela só chega bem mais tarde. No inicio ela é quase inaudivel, um sussurro, como se saido de muitas bocas. Aos poucos se concentra, vindo da carne do coração até que, finalmente passa a ser um chamado real na sua vida ".
Baruch Há Shem !

sábado, 17 de abril de 2010

Não conte a ninguem

Nunca idolatrei Ayrton Senna, como um dos maiores pilotos da historia da Formula I, vencedor dos campeonatos mundiais de 1988, 1990, e 1991, mais que tendo morrido precocemente aos 34 anos, no dia 01 de maio de 1994, em acidente no Grande Premio de San Marino, em Imula, na Italia, deixou a nação brasileira orfã de herois. Mais sou obrigado a reconhecer , neste dia 21 de março , quando completaria 50 anos de nascimento em São Paulo, que Ayrton Senna deixou valores como garra, determinação , disciplina, superação, e perseverança. Ele somente foi vitorioso, desde que estreiou na Formula I em 1984, pela Toleman, passando pelas equipes Lotus, Mclaren , e Willians, porque foi perseverante. Não a vitoria que não seja construida. Para muitos a maior vitoria na vida de Davi, deuse quando derrotou o gigante filisteu golias, de quase 3 metros de altura e armadura de 60 quilos com apenas uma funda e 5 pedrinhas lisas apanhadas no ribeiro. Ledo engano. A Vitoria de Davi, começou a ser construida quando pastoreava as ovelhas de seu pai, Jesse, o Belenita, ainda menino. Sendo o menor da casa, e oitvavo filho , ja fazia o trabalho de um homem, quando ele derrotou o leão, e o urso. (I Samuel 17;34-37). Em pleno anonimato, Davi estava construindo sua historia de vitorias. Quando obedecendo seu pai Jesse, o efrateu de Belem de Juda, foi levar 10 pães para seus irmãos mais velhos no campo de batalha, e 10 queijos ao comandante do exercito de Israel, Davi estava trabalhando duro, com determinação para construir sua vitoria futura. Outra caracteristica nos chama atenção sobre a vida de Ayrton Senna, como verdadeiro lider de sua geração, estava na sua humildade, pois todas as vezes que ajudava alguma organização social filantropica pelo mundo, ele dava ordebs expressas ao seu tesoureiro, para que não contasse nada a ninguem, pois não queria promoção pessoal, pois um ato de solidariedade cristã, dizia: " A mão direita, não precisa saber oque a mão esquerda faz". Davi apos matar o gigante golias, recebeu como premio a mão em casamento de Merabe, filha mais velha do rei Saul, porém, em um gesto de humildade, reconheceu suas origens: " Quem sou eu, e oque é minha familia ou o clã de meu pai em Israel, para que eu me torne genro do Rei ? ". Até os dias de hoje, Davi é considerado o melhor rei de Israel, o heroi do povo hebreu, e sua estrela esta no centro da bandeira nacional, alem de ter recebido um titulo unico de Deus : " Homem segundo o coração de Deus". Que possamos tomar como exemplo esse legado positivo, para conjução de nossa vitoria. Baruch Há Shem !

sexta-feira, 16 de abril de 2010

O controle nas mãos de Jesus

Ponha a sua vida nas mãos do Deus Eterno, confia nele, e ele o ajudara. ( Salmos 37.5 )

Havia na Escócia um homem inteiramente submisso ao Senhor. Deus fazia nele a sua vontade. Todos o conheciam como " O piedoso". Estava em ferias com amigos, estes lhe pediram que falasse de Cristo a Pedro, o cocheiro da familia, um beberrão completamente dominado pelo alcool. Assim , quando um dia Pedro levava o homem a algum lugar, " o piedoso", sentado ao seu lado, ia conversando com ele sobre cavalos. Chegando a uma curva perigosa, o homem de Deus, lhe perguntou:
- Pedro, oque aconteceria conosco se os cavalos disparassem justamente agora ?
- Seria fatal , respondeu o cocheiro.
Morreriamos os dois no precipicio .
- Mais se voce percebesse que eu, do lugar aonde estou, poderia controlar os animais, oque faria ?
- Eu passaria as redeas imediatamente as suas mãos!
- Pois saiba, Pedro, que dentro de você a um par de cavalos disparados; os cavalos da bebida, que o levam para o abismo. Porque você, que não pode dominar seu vicio, não passa as redeas de sua vida aos mãos de Jesus ? Ele pode controlar você e quer faze-lo porque o ama. Quem sabe paramos a carroagem por um instante e voce se integra totalmente a Cristo ? E foi exatamente oque Pedro fez. Um ano mais tarde. voltando aquele lugar, " o piedoso" viu pedro interamente novo, vitorioso, e feliz, testemunhando as maravilhas que o Senhor tinha feito em seu coração! Os controles de sau vida estão nas mãos abes e firmes de Jesus ?

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A Velha e a Nova Igreja


O pecado não corroi apenas as faces, onde antes brilhava o Espirito Santo, mais tambem os mármores dos gigantescos templos, antes Casas de Oração, onde o pão da vida era servido aos famintos da Palavra e agora tornou-se lugares de discórdia. O pecado corroí, ideias de santidade e o sentido da Palavra avivamento já não exprime a realidade do Movimento Pentecostal trazido do frio sueco para os trópicos paraense. Assim é como a nossa abençoada e quase centenária igreja. Para onde ela caminha ? Quem viveu os anos de lutas para a semeadura do fogo pentecostal em terras brasileiras, sofrendo ameaças romanistas e perseguições do estado Getulista, não aceita o abandono consciente e premeditado da fé, onde algumas lideranças denominacionais perderam a paixão pelas almas perdidas e cresceu o amor pelo mercadejar da fé. Pouca diferença existe entre o governo romanista e alguns donos de igrejas que se sucedem com um magro avivamento biblico, sem resultados efetivos de transformação de vida. A quem veja nos caminhos adotados por alguns seguimentos da Igreja uma verdadeira apostazia, onde a Palavra de Deus, longe de ser proclamada para a Gloria do Deus Vivo, e na autoridade do nome de Jesus, vem sendo pregada para a gloria de muitos lideres e a formação de reinos humanos. Por baixo do discurso falacioso da " autoridade de profeta" e " autoridade de ungidos", mecanismos perversos de adulteração da Palavra Biblica, aliado ao comportamento abjetos de pastores sem integridade moral , estariam minando o sentido profundo do evangelho cristocentrico, e instalando uma oligarquia religiosa, que visa apenas o poder temporal. Os santos de Deus clamam por mudanças para que a igreja fundada por homens com vissão missionaria volte e ocupar seu papel profetico junto a Nação, onde somos seus contemporâneos e protagonistas. Movimentos pela unidade da Igreja no seu centenário, começam a surgir de norte a sul do Brasil, onde o povo simples porém cheios do conselho de Deus, buscam a direção do Espirito Santo, como se fazia na Igreja primitiva, bem ao contrario de hoje, onde os destinos do maior movimento pentecostal do mundo, estão sendo decididos no tribunais de justiça. Aprendemos com os pais apóstolicos e missionários pioneiros , que autoridade espiritual não se sustenta em cargos denominacionais ou titulos eclesiasticos, mais sim, em obedecer acima de tudo, o nosso Deus. Quando mediremos, enfim, o peso e o valor da verdadeira obediencia a Palavra Biblica, como fortalecimento da igreja cheia do Espirito da Verdade ? Desde os pequenos salões de oração no interior do pais, até as grandes catedrais das metrópoles, os legitimos pentecostais afirmam a dor pela falta de unidade da igreja que rompeu barreiras mais tem sacrificado a genuidade do evangelho no altar de interesses politicos abomináveis. São milhões, carreando consigo outros milhões de simpatizantes, que alargam o campo da necessidade da unidade do corpo, tendo Jesus como cabeça. Chega de profeta assalariado e com lugar garantido na corte e na mesa do rei ( I Reis 18,19;22;5-28) . Que o nosso Deus, Senhor da Igreja, possa levantar no meio do seu povo os Jeremias, Elias, Isaias, e João Batista para esta nova geração. Baruch Há Shem!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

ENTRE ASPAS

Recebi, via e-mail, de uma pessoa muito querida, que vive nos Estados Unidos, o texto que transwcrevo a seguir. A Força da Ignorância (ou: socorro, não agüento mais cantar corinhos!) (Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho para o Encontro de Músicos, na PIB de Manaus)Vivemos mesmo numa época de ignorância, de obscuridade intelectual e de irracionalismo. Infelizmente, a ignorância tem se tornando jóia cultivada neste país, e os mais pensantes são cada vez mais postos de lado. Quando um político de expressão nacional diz que livro é como academia de ginástica: a gente olha e foge, é porque a coisa ficou feia mesmo. O pior é que a ignorância é cultivada com arrogância. Parece que quanto mais ignorante, mais digno de crédito. E a espiritualidade evangélica tem se distanciado do pensar, que tem sido cada vez mais visto como ato carnal, quando não diabólico. A ignorância está em alta. Está difícil ser evangélico, também, hoje, a quem é pensante.Ouvi no noticiário televisivo: um rapaz de vinte e poucos anos, gaúcho, estudante de Teologia na Bolívia, desapareceu nos Andes, quando fora escalar uma montanha de 6.300 metros. O rapaz não tem experiência alguma de alpinista, e ainda assim foi sozinho porque, segundo a mãe, queria ter uma experiência com o Espírito Santo, queria encontrar o Espírito Santo. Como achou que ele é boliviano e mora nos Andes foi fazer a escalada.Com todo respeito: o que leva a uma pessoa a sair do Rio Grande do Sul onde há bons seminários, passando pelo Paraná, onde também os há, e ir estudar Teologia na Bolívia? Respeitosamente: desde quando a Bolívia tem expressão em ensino teológico? Este jovem não tinha um pastor que o orientasse? E o que leva alguém, sem experiência alguma, a escalar sozinho uma montanha de 6.300 metros para encontrar o Espírito Santo? De onde lhe veio a idéia de que numa montanha encontraria o Espírito? E como convertido e aparentemente vocacionado, ainda não encontrara o Espírito? O que ensinaram a este jovem na igreja e depois no seminário? Sei que a família está sofrendo e que é hora de consolar, mas não posso deixar de dizer: quanta gente tonta, sem noção das coisas, e usando a espiritualidade como pretexto para a falta de juízo! Mas isto é reflexo do cristianismo que pregamos e cantamos hoje em dia. Cantamos autênticos absurdos teológicos e que se chocam contra a Bíblia, e ficamos por isto mesmo. As pessoas não pensam no que cantam, mas se apenas o ritmo é bom, agitado e as faz sentirem-se bem.Temos um cristianismo cada vez mais sem Cristo, e cada vez mais com o Espírito Santo, sendo que por Espírito Santo as pessoas entendem uma experiência extra-sensorial. Porque uma experiência com o Espírito aproxima mais de Cristo, pois esta é sua missão. O evangelho está se tornando um ajuntamento de sentimentos, sensações, experiências místicas. Culpo um púlpito que não é exegético e corinhos ingênuos e até tolos. Os muitos corinhos que enxameiam nossa liturgia nos fazem cantar tantas inconveniências que fico abismado que pessoas razoavelmente lúcidas em sua vida secular cantem aquelas letras. Boa parte delas é confusa, sendo difícil ligar uma linha à outra. Pessoas que são professores cantam tantos erros de português, em que “tua” e “sua”, que são pessoas diferentes, se misturam e por vezes nem se sabe quando se fala de Deus ou de alguma outra pessoa. Raramente se fala de Jesus, e quando se fala dá para notar que Jesus é cada vez mais um conceito para dentro qual as pessoas projetam seus sonhos de consumo ou de classe média, que o Redentor e Salvador. A linguagem é horrorosa: mergulhar nos teus rios, beber nos teus rios, voar nas asas do Espírito, subir o monte de Sião, estar apaixonado por Jesus, subir acima dos querubins, uma série de expressões que não fazem sentido algum. Mas os compositores estão acima da crítica, mesmo quando fazem coisas ridículas, como andar de quatro em público. E quem canta os tais corinhos se sente bem. E também não aceita correção. Quem tenta corrigi-los em suas heresias e tolices é vaidoso, carnal, fossilizado, etc. O que vale não é se o que se canta é certo, mas se faz bem. As pessoas querem se sentir bem e ter alguma experiência. O conteúdo do que se canta é irrelevante. Sendo honesto: não agüento mais cantar corinhos! Chamem-me de vaidoso ou pernóstico, que não fará diferença, mas a maior parte dos corinhos, mesmo que na nova semântica se chamem pomposamente de louvor, é uma ofensa a quem sabe ler e interpretar um texto e tem uma noção mínima de conteúdo da Bíblia. “Eu tenho a força”, bradava He-Man. Uma força mística, não divina, mas uma energia cósmica. Parece-me que é essa força espiritual que as pessoas buscam. Eles não querem aprofundamento no evangelho nem estudar a Bíblia. Eles querem sensações e experimentar uma força. O evangelho está se diluindo no esoterismo que grassa no mundo atual. Esta é uma palavra especial aos pastores e ministros de música, que julgo eu, são as pessoas mais responsáveis pelo que acontece e que podem mudar a situação. Quero alinhavar algumas sugestões e lhes peço, respeitosamente, que pensem nelas.1. FUJAM DO COPISMOChacrinha dizia que “na televisão nada se cria, tudo se copia”. No cenário evangélico também. Há uma usina produtora de corinhos, de forma comercial, que massifica nossas igrejas. Nossos jovens cantam as mesmas coisas vazias em todos os lugares. Em várias igrejas se vê a mesma deselegância de adolescentes robustas, saltitando, num monte de véus, no que pretende ser uma coreografia, mas que mostra gestos descoordenados e deselegantes. Chega a ser triste de ver as pessoas saltitando sem habilidade e com uns gestos que nada têm a ver com o ritmo da música. E a gente fica sem saber o que fazer: se olha as jovens pulando, se pensa no que está cantando, se nota as figuras do multimídia, ou os erros de português das letras, ou ainda o embevecimento do chamado “grupo de louvor”, que volta atrás, repete uma estrofe (quando há estrofe), tremelica a voz, faz ar de quem está sentindo dor. Mas é o padrão na maior parte das igrejas. Parece um shiboleth. Quem não faz assim corre risco de ser execrado. Porque os detentores da verdade litúrgica inovadora são fundamentalistas: fora do modelo deles não há louvor nem espiritualidade. Mas eu pergunto: é preciso fazer tudo igual? Convencionou-se que sim, porque ser antiquado é uma ofensa inominável. E para alguns, fora do padrão corinhos e danças tudo é velharia e não há espiritualidade. Se você é líder e não concorda, diga que não concorda. Não ceda por medo. Há pastores que têm medo de perder o pastorado e cedem a direção do culto aos jovens. Eles cantam, cantam, e depois se sentam e se desligam do resto da atividade, quando não saem do templo. Há um descompasso entre o que se cantou e o que se prega. Porque se canta um evangelho muito diluído. Há pastores que têm medo de perder o rebanho, massificado por este padrão, e o usam. Tenho ido a igrejas em que pastores ficam alheios aos corinhos (recuso-me a chamá-los de “louvor”), mas dizem-me candidamente: “Eu não gosto, mas o pessoal gosta”. Ele deixa de ser o orientador do povo e passa a ser um garçom que serve o que o povo gosta. Ministro de música também age assim. E também está errado. Se estudou música e passou por um seminário deve ter uma proposta de liturgia menos medíocre e que atenda a todas as faixas etárias da igreja. É sua responsabilidade. Nossos cultos estão sendo empobrecidos pelos corinhos. A música é de baixa qualidade e as letras são aguadas. Os corinhos são cada vez mais efêmeros. Ministro de música, não copie a pobreza musical e intelectual dos corinhos. Pensar não é pecado. E ser inteligente também não é. Se os “levitas” podem discordar dos que chamam depreciativamente de “conservadores”, por que nós, conservadores, não podemos discordar dos “mediocrizadores” da música evangélica? 2. O QUE A BÍBLIA DIZ?Tudo na igreja deve ser submetido ao crivo da Bíblia, inclusive o que se canta. Os compositores não estão escrevendo uma nova revelação e estão sujeitos ao crivo da Bíblia. Devem ser humildes e não pensarem de si como oráculos de Iahweh. Quem queira subir o monte santo de Sião deve ler Hebreus 12.22-29 e ver que ele é um símbolo do evangelho, da igreja de Deus, e que cada crente já está nele. O monte Sião não tem nada para nós. Quem queira subir acima dos querubins deve ler Isaías 14 e verificar que alguém quis fazer isto no passado e foi expulso do céu. Quem cante “Quero ver a tua face, quero te tocar”, deve se lembrar que Deus disse a Moisés: “Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá” (Êx 33.20).As primeiras declarações de fé da igreja foram expressas em cânticos. Muitas afirmações litúrgicas do Novo Testamento foram expressões teológicas que firmaram os cristãos. Lutero firmou a Reforma com suas pregações, seus escritos, mas muito mais com seus cânticos. São cânticos que ficam na mente e muita gente está subindo o monte porque canta isto. A igreja precisa cantar sua fé e sua fé está na Bíblia. Toda letra de cântico deve ser submetida ao crivo bíblico. O certo não é o que a pessoa sente nem se o que ela canta lhe faz bem. O certo é o que está de acordo com a Bíblia. O conteúdo do evangelho foi muito definido: Cristo crucificado. Mas pouco se cantam Cristo e a sua cruz. Precisamos cantar o ensino da Bíblia. “Doce canto vem no ar com a primavera, Flores lindas vão chegar com a primavera, Lírios, dálias e alecrins, Violetas e jasmins, O sol vai brilhar, passarinhos vão cantar, Com a primavera”. O que isto tem a ver com Cristo, com a salvação, com a segurança dos salvos? Temos abandonado a Bíblia como fonte de doutrina, trocando-a por revelações e sonhos de gurus. Temo-la abandonado como inspiradora de modelo gerencial para a igreja, assumindo padrões de administração humana. Muita pregação, mesmo com ela sendo lido, é apenas emissão de conceitos culturais, e sendo ela mero pretexto para o discurso. E temo-la deixado de lado como balizadora do que cantamos. A função do cântico não é distrair as pessoas nem fazê-las sentir-se bem no culto, mas ensinar as grandes verdades de Deus. O culto deve ser doutrinador, sim. Preguei num congresso de jovens em Manaus, e deselegantemente, o dirigente tomou a palavra após minha fala e disse: “Não me interesso por doutrina, e sim por Jesus”. Pedi o microfone de volta e fiz uma pergunta: “Sem doutrina, que Jesus você tem?”. Com nossos cânticos atuais, não temos Jesus. Em muitos deles temos um espírito de grupo, uma cultura grupal ou um Espírito que mais se parece com a Força de He-Man que com o Espírito Santo. É preciso subordinar tudo ao crivo da Bíblia. O evangelho está se tornando cada vez menos bíblico e mais sentimental. Porque está faltando Bíblia.3. NÃO DESPREZE SUA HERANÇA TEOLÓGICA E LITÚRGICAO terceiro aspecto que abordo é este: não despreze sua herança teológica e litúrgica. Há uma tradição que engessa e que fossiliza. Mas há uma tradição que enriquece e que dá balizamento. O evangelho não começou agora. A igreja não surgiu há alguns poucos anos. Os momentos de louvor e adoração não foram criados agora. Muitos deles, no passado, deixaram marcas profundas de avivamentos que impactaram a sociedade.Até agora caí de tacape e borduna nos corinhos, sem abrir espaço para reconhecer que alguns sejam bons. Foi de propósito. Creio que consegui um pouco de atenção. Creio que há cânticos bons e que trazem conceitos espirituais seguros. São coerentes, biblicamente falando. E respeitam a herança teológica do protestantismo. Porque este critério também tem valor: os cânticos estão reafirmando nossa fé ou modificando a nossa fé? Infelizmente, a maioria me deixa desconfortado: não os canto porque não expressam minha fé, a fé em que fui criado, a “bendita fé de nossos pais”, como diz um hino.Nós temos um passado e não podemos fugir dele. A ignorância do passado leva a cometer os mesmos erros cometidos. Houve uma longa luta para firmar o cânon do Novo Testamento, e precisamos lembrar que é ele que interpreta o Antigo. Muita gente tem cantado o Antigo Testamento, mas nós somos cristãos. Nós cantamos a fé em Cristo. Se o Antigo Testamento é pregado, deve ser interpretado pelo Novo. Se o Antigo é cantado, deve ser interpretado pelo Novo. Estão querendo rejudaizar o evangelho, questão que a igreja já resolvera em Atos 15 e contra a qual Paulo escreveu a sua mais dura carta, a epístola aos gálatas. Somos filhos do Novo Testamento, e não do Antigo. Somos filhos dos evangelhos e das epístolas, e não de Salmos, embora Jesus os usasse. Mas seu próprio jeito de usar os salmos nos orienta: ele os reinterpretou em sua pessoa. Cantemos Jesus, cantemos a fé cristã e não meras sensações, cantemos a cruz, o túmulo vazio, o perdão dos pecados. Cantemos a Igreja, e não Israel. Somos cristãos e não judeus. Cantemos que “a cruz ainda firme está e para sempre ficará”. Somos salvos pela graça por meio da fé em Cristo. Não somos salvos pelo Espírito Santo nem por uma experiência litúrgica. O Espírito é uma pessoa e não sensações: “O Espírito Santo se move em você com gemidos inexprimíveis” é algo sem sentido. Ele geme por nós, em oração, com gemidos inexprimíveis (Rm 8.26). Mas não se move dentro de nós, com gemidos. O ponto central do evangelho é Cristo e sua cruz. Este é nosso tesouro teológico, herança à qual devemos nos agarrar. Qualquer cântico que deslustre isto, que diminua Jesus, que esmaeça a cruz, é blasfêmia. Não quero cânticos de auto-ajuda. Quero Jesus e sua cruz. Quem tem Jesus não precisa de muletas emocionais. Quero cânticos bíblicos, de acordo com a fé que uma vez foi entregue aos santos (Jd 3).CONCLUSÃOSei que foi uma palestra dura. Não vou me desculpar porque o que eu disse é o que eu creio. Sim, estou cansado da ditadura litúrgica que me parece associada a um fundamentalismo: só nós sabemos o que é espiritual e vocês estão fora, são do passado, são frios, são formais. Eu me recuso a cantar bobagens com roupagem espiritual. E desafio vocês a restaurarem a liturgia com conteúdo, com ensino. Desafio-os a não cederem à força da pobreza litúrgica que nos avassala.Há algo mais comovente e com mais conteúdo que “Castelo Forte”, “Aleluia”, “Amazing Grace”? Por que a ditadura dos corinhos? Por que, no natal, sou obrigado a cantar que quero voar nas asas do Espírito? Que os compositores de corinhos componham música de boa qualidade com letras de conteúdo, e ajustada às épocas, também. Os corinhos são monocromáticos. Dizem sempre a mesma coisa. Nunca ouvi um exortando à confissão de pecados, falando do natal, da dedicação de crianças, da semana da paixão, de missões, da Bíblia como Palavra de Deus. Tudo é igual: louvar, adorar, contemplar, sentir-se bem. Não permitam a monocromia, que é sinal de pobreza. Escrevi, tempos atrás, um artigo intitulado “Quero uma igreja velha”. Esta palestra é um desabafo e um pedido de ajuda: “Socorro, quero um culto velho”. Com a Bíblia exposta, com solenidade, com cânticos com nexo, com os grandes hinos de nossa fé, com Cristo e sua cruz brilhando. Sim, estou cansado da liturgia atual, que é pobre e alienante.



Pr.Geziel Gomes