sábado, 21 de maio de 2011

Saudades dos Pastores canônicos

Enock Alberto Silva , barbeiro alagoano, radicado em Cabo Frio, trocou a navalha pela lâmina da Palavra de Deus, durante mais de 40 anos, percorrendo as areias escaldantes com vento frio sudoeste na face marcada pelo sofrimento e amor pelas almas perdidas da Região dos Lagos, ajudando a despovoar o inferno e a povoar os Céus. Durante muito tempo, o velho profeta da antiga Assembleia de Deus , foi considerado por toda uma geração, de jovens obreiros, o que eu chamaria de um pastor Canônico , porque sabia o que procurar no evangelho para redenção de homens pecadores. Paulo Leivas Macalão, com seu legado pastoral, foi muito além da fundação do Ministerio de Madureira no Brasil, tornando-se o Cânone dos compositores sacros pentecostais. Não é que não houvesse musicas e compositores antes dele, na historia das Assembleias de Deus. Mais ele deu a hinos da Harpa Cristã em um pais de dimensões continentais alicerces que duram até hoje, em termos de harmonia e dignidade melodica com adoração ao Deus Trino, com embasamento biblico e totalmente diferente das atuais composições chamadas gospel, que se tornaram fonte de lucro imensurável. Macalão, se tivesse cobrado direitos autorais dos dezenas de hinos, teria ficado rico em pouco tempo, mais como pastor chamado por Deus preferiu acumular tesouro nos céus, onde o ladrão não pode roubar. Um Cânone normalmente se caracteriza como um conjunto de regras ou um conjunto de modelos, sobre um determinado assunto. O Termo deriva da palavra grega Kanon, que designa uma vara utilizada como instrumento de midida, partindo desse principio estamos sentindo a ausencia de alguns cânones, para servir a igreja de Cristo, e não ser servido por ela. Na Historia do Cristianismo, encontramos diversos cânomes, que deixaram um legado de centenas de vidas alcançadas pela graça e o amor de Cristo. Os CÂnone tinham a maneira correta de fazer a obra, que não foi entregue aos anjos nos céus, tão diferente dos dias em que a igreja atravessa. e Isso não tem nada haver com a boa educação teologica, mais sim, com o carater de Cristo na vida do obreiro. Lideranças jovens tem rompido com o conceito de tradição liturgica, visando adequar a igreja aos novos tempos, porém existem valores que são inegociaveis e irremoviveis. O pecado travestido de mordenidade , está asfixiando a Igreja Biblica, trazendo saudades dos pastores cÂnonicos e criando o eterno conflito entre os jovens e os pastores mais velhos. No Choque, com a realidade vivenciada pela igreja onde existem muitos " Navios piratas", navegando nos mares emcapelados por ai da teologia da prosperidade, confição positiva, auto-ajuda, e ainda mais recente e teismo aberto, temos que entender que a tradição não existe em abstrato: Ela tem de dar conta das realidades novas e combater os movimentos hereticos, por mais desafiadores que eles sejam. E ao longo desse combate, a nova geração de profetas vai descobrindo oque pode ou não pode ser feito. Eventualmente errando, pois os cÂnones tambem erraram, como todo ser humano. Mais é desse "Trial and Erron", que é feito o dia a dia da igreja de Cristo através dos seculos. O pastor Antonio Gilberto como bem declarou no blog teologia e graça do pastor Esdras Bentho, é considerado mais notavel mestre das Assembleias de Deus do BRasil, e como um verdadeiro CÂnone vivo, jamais atraiu atenção para si, mais antes colocou todo seu prestigio e conhecimento afavor da escola biblica dominical, missão que lhe rendeu impropérios, ao ponto de ser chamado de " A besta do apocalipse", além de, sem sucesso, tentarem exclui-lo em certa convenção de pastores. Antonio Gilberto ( foto) , como um cânone do ensino biblico e completamente desapegado a gloria denominacional que lhe atribui, possui mais cicatrizes do que medalhas em favor do aperfeiçoamento dos Santos. O Verdeiro Cânone em vez de conduzir sua propria bandeira pelo Reino, busca a expansão do Evangelho de Cristo em vez do sucesso pessoal, oque nos remete a um certo saudosismo dos antigos pastores cânonicos. Baruch Há Shem !

sexta-feira, 20 de maio de 2011

ELES NÃO PRECISAM DE PASTOR




Parte dos desigrejados rejeitam a liderança pastoral - Por: Renato Vargens
Estou impressionado com a quantidade de cristãos que se dizem avessos a Igreja, bem como a liderança pastoral.
Ouso afirmar que em nome de uma espiritualidade descompromissada, alguns dos chamados desigrejados abominam os cultos no templo, amaldiçoando com veemeência a liderança pastoral, as contribuições ordinárias, além é claro de satanizar toda e qualquer estrutura eclesiástica. Para estes, a igreja não precisa de pastores, mesmo porque, eles os são, não precisam de ensino, eles o possuem, não precisam de templos, as casas são suficientes. Como bem afirmou Ciro Sanches Zibordi, aumenta a cada dia o número de crentes que não se sujeitam aos líderes e pensam que estão certos. Tais pessoas não respeitam pastores, verberam contra a liderança e afirmam que só devem obediência a Deus. “Igreja não é quartel general”, argumentam. E, generalizando, chamam qualquer liderança firme, segura, de coronelista.
Pois é, os sem igreja defendem a causa que é possível ser crente em casa, excluindo assim todo e qualquer envolvimento com a “communion Sanctos” Para estes, a igreja é uma instituição falida, hipócrita e intolerante, com a qual preferem não possuir nenhum tipo de compromisso. Se não bastasse isso, parte dos desigrejados em nome de uma autonomia irresponsável rejeitam a liderança pastoral, afirmando com todas as letras ser o pastor um fardo na vida dos crentes.
Ora, como já escrevi anteriormente reconheço que nem todos os sem igreja podem ser incluidos neste contexto, mesmo porque, existem inúmeras pessoas, que estão fora dos arraiais cristãos em virtude da perversidade institucional. Todavia, boa parte dos desigrejados, não se relacionam com a igreja simplesmente pelo fato de não possuirem desejo de se submeterem a autoridade das Escrituras.
Caro leitor, vale a pena ressaltar que eu não defendo a instituição organizada denominacional, até porque, não consigo acreditar num tipo de estrutura cujo principal fundamento é a politica eclesiástica. Eu defendo é a Igreja fundanda por Cristo, que se reune em casas, sem contudo negligenciar o templo, que possui pastores na condução do rebanho e não anarquistas; que tem por fundamento de fé as Escrituras Sagradas e não os achismos escalafobéticos de gente que interpreta as Escrituras de acordo com suas patologias e enfermidades emocionais.
Isto posto, concluo este artigo usando as palavras de Éber Lenz Cesar, que diz: "por maiores que sejam as fraquezas e os defeitos que se possam encontrar, a Igreja ainda é a noiva do Senhor e caminha ao encontro do Noivo buscando se aperfeiçoar sobre o tripé santificação, comunhão e missão”. Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela para a santificar. Assim como Ele amou, nós também devemos amar a nossa igreja e nos santificarmos para que ela possa ser melhor a cada dia”.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O Filho da Dona Netinha

O Filho da Dona Netinha, apesar de morar na Zona Rural de Cabo Frio, na localidade de Parque Arruda, e ter as mãos calejadas pelo cabo da enxada, possuia um nome afrancesado, dificil de se pronunciar, que o tornava diferente dos meninos da sua idade. Naquela época, sua mãe, como sacerdotiza de cultos Afro, era temida na região, para alguns uma mãe de santo, para outros uma feiticeira, mais para Gervellin, apenas sua mãe querida, que vivia com outra senhora, rompendo a tradição familiar. Sendo o caçula de uma grande familia, o menino arteiro, iria ser iniciado nas praticas do camdomblé, para suceder sua mãe fazendo a cabeça no ritual africano. O dia marcado para a iniciação religiosa, causara grande ansiedade no coração do garoto e medo no seus amigos de futebol. Seguindo a orientação materna, o garoto franzino se recolheu ao quarto escuro, para buscar seu destino de sacerdote afro, e suceder no tempo certo, a lider do terreiro. Porém, um acontecimento inusitado haveria de mudar sua vida para sempre, e que o jogo dos buzios, não havia previsto. Ao rufar dos tambores e atabaques que causava uma catarse coletiva dos participantes da iniciação, uma voz gutural rasgou o barracão, causando medo e espanto. Parem tudo e tirem esse menino daqui, pois ele já foi comprado por preço de sangue! sem entender nada, os adeptos silenciaram os tambores e a cabeça não foi feita. Muito contrariada, porem submissa aos orixás, dona Netinha obedeceu e desistiu de iniciar seu filho caçula na feitiçaria. Passado alguns meses e retornando as atividades normais de todos os garotos, Gervellin recebeu em sua casa, a visita da irmã mais velha, agora completamente transformada e com o semblante alegre, e acima de tudo com uma paz interior, que contagiava as pessoas ao seu redor. Foi quando declarou a familia, sua nova condição de filha do Santo Jesus, e que naquele momento no dia da iniciação do irmão caçula, havia sentido um desejo incontrolavel de orar de joelhos pelo irmão que ela mais amava, para que nenhuma ferramente forjada contra ele prevalecesse, porquanto era vazo escolhido pelo Senhor. O Misterio foi revelado, o caçula cresceu, se tornou homem, aceitou a Jesus como Senhor e Salvador, foi batizado com Espirito Santo, foi separado ao Presbiterio, e hoje lidera mais de 100 jovens que adoram o filho do Santo Deus. Quanto a dona Netinha, sem ter sucessor no terreiro e percebendo que o Deus de seus filhos, verdadeiramente era o Santo dos Santos, acabou se convertendo e hoje está casada com um pastor, servindo ao Deus que é Santo, Santo, Santo.Atos 9:15 : "Disse-lhe porém o Senhor: Vai! Este é para mim um vazo escolhido, para levar o meu nome perante os gentios, os reis, e os filhos de Israel". Baruch Há Shem!

domingo, 15 de maio de 2011

Fuja da gaiola dos aproveitadores da Fé

É triste constatar que há muitos tirando proveito do rebanho de Deus. Usam da credulidade do povo para alcançar seus fins, nem sempre louváveis. Fazem promessas mirabolantes, que jamais poderão cumprir. Loteiam o céu, e vendem o que jamais podem entregar. Pedro denuncia os tais que prometem “liberdade, sendo eles mesmos escravos da corrupção; porque de quem um homem é vencido, do mesmo é feito escravo” (2 Pe.2:19).
Infelizmente, o povo de Deus tem sido massa de manobra nas mãos desses homens inescrupulosos. O que nos consola é saber que um dia eles terão que prestar contas a Deus.
Vemos muito abuso de autoridade, em que a vida privada das pessoas é invadida, e seus direitos violados. As Escrituras estão cheias de advertências acerca dos que usam tais expedientes. Paulo adverte aos crentes de Colossos a que tivessem cuidado para que ninguém os fizesse “presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo” (Col. 2:8).
Tudo começa com um inofensivo alçapão estrategicamente armado. Desavisado, o pássaro avista um pouco de comida e logo se aproxima. Depois de pego é levado para uma gaiola. Seja de bambú ou de ouro, gaiola é gaiola. Pássaros foram feitos para a liberdade. Engaiolado ele até canta, mas de saudade de voar livremente.
Ninguém tem o direito de invadir a privacidade de outrem, ditando o que lhe é ou não permitido fazer. Os Colossenses estavam sendo assediados por gente dessa extirpe. E o pior é que eles usavam de artifícios espirituais, tais como visões e culto a anjos, para subjugar os crentes. Paulo adverte: “Ninguém vos prive do prêmio”! Que prêmio é este de que os crentes de Colossos estavam sendo privados? A liberdade!
A lógica paulina é imbatível: “Se estais mortos com Cristo, quanto aos rudimentos do mundo, por que vos sujeitais ainda a ordenanças, como se vivêsseis no mundo, como: não toques, não proves, não manuseies? Todas estas coisas estão fadadas ao desaparecimento pelo uso, porque são baseadas em preceitos e ensinamentos dos homens. Têm, na verdade, aparência de sabedoria, em culto voluntário, humildade fingida, e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum contra a satisfação da carne” (Col.2:20-23). O que parecia “culto voluntário”, não passava de mais um artifício para manter as pessoas cativas e oprimidas.
Os mais duros discursos de Jesus foram dirigidos aos religiosos de Seu tempo. Jesus os desmascarava, pois atavam “fardos pesados e difíceis de suportar”, e os punham “nos ombros dos homens”, porém, eles mesmos nem com o dedo queriam movê-los. “Tudo o que fazem é a fim de serem vistos pelos homens”! Jesus não poderia ser condescendente com tamanha hipocrisia. Ele vociferou: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações. Por isso sofrereis mais rigoroso juízo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito, e depois de o terdes feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais do que vós” (Mt.23:4-5a, 14-15). Que triste ironia! Tenho a impressão de já ter visto este filme antes! Quantos deixaram a bruxaria, cansados de todas as obrigações impostas pelos espíritos? Mas ao migrarem para as igrejas evangélicas, encontram fardos semelhantes, e por vezes, mais pesados, que lhes são impostos por líderes vorazes e inflexíveis.
O Evangelho não pode ser reduzido a um monte de regras, do tipo “pode/não pode”. Isaías diz que os sacerdotes de seu tempo andavam “errados na visão”, e tropeçavam “no juízo. Todas as suas mesas estão cheias de vômitos e de imundícia, e não há nenhum lugar limpo. A quem se ensinaria o conhecimento? E a quem se daria a entender a mensagem? Ao desmamado, e ao arrancado dos seios? Porque é: Preceito sobre preceito, regra sobre regra; um pouco aqui, um pouco ali” (Is.28:8-10). Tal como os sacerdotes contemporâneos de Isaías, muitos líderes atuais têm reduzido a Palavra de Deus a um amontoado de regras desconexas, e as imposto ao povo de Deus deliberadamente.
Alguns, mais escrupulosos, apresentam tais regras como “princípios”, ignorando toda e qualquer regra hermenêutica. O Evangelho acaba sendo transmitido como uma receita de bolo. Se as pessoas fizerem tudo direitinho, hão de colher os resultados esperados.
Todo tipo de arbitrariedade é praticado, usando como pretexto a autoridade espiritual que recai sobre o líder. A doutrina que advoga a infalibilidade papal agora encontra seu par entre os herdeiros da Reforma Protestante. Quem quer que ouse questionar o líder, é chamado de rebelde, e, por isso, deve ser expurgado, excomungado, excluído do meio do rebanho.
Em alguns casos, o pastor se acha no direito de dizer com quem a pessoa deve se casar, onde deve morar, em que deve trabalhar, e etc. Não atender às ordens pastorais é insubmissão que deve ser rigorosamente punida. Quão atual é orientação que Pedro dá aos pastores:
“Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente, não por torpe ganância, mas de boa vontade; não como dominadores dos que vos foram confiados, mas servindo de exemplo ao rebanho”. 1 Pedro 5:2-3
Coerção, imposição, autoritarismo, são palavras que deveriam ser riscadas do dicionário eclesiástico e pastoral. O líder cristão deve desempenhar sua função através do exemplo. Em vez de mandar, ele demonstra como se faz. Em vez de se servir de seus subordinados, ele os serve. Em vez de impor, ele expõe e propõe. Hermes Fernandes.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Artistas ou Adoradores ?

"Sede, pois, imitadores (iguais) de Deus..." – Ef 5:1-17. Vivemos dias difíceis dentro das nossas igrejas. Muitos pensam que estamos vivendo um grande avivamento. Na verdade, confundimos avivamento com “movimento” ou “animamento”, ou seja, pensamos que templos cheios, grandes shows e grandes eventos, são sinônimos de grande e poderoso avivamento! Muitos líderes se preocupam com seus "bolsos", inibindo a Sã Doutrina e “sufocam” a glória de Deus; permitem que pessoas saiam dos cultos vazias sem preparação e unção para enfrentarem as adversidades. Muitos abraçaram a obra de Deus mas não o Deus da obra, conhecem a história de Jesus mas não o Jesus da história. Para manter uma igreja cheia permitem que a adoração ao Senhor seja mesclada com costumes que vão contra a Bíblia. Infelizmente, as nossas igrejas estão cheias sim... de pessoas vazias! Outros têm trazido para dentro das nossas congregações modelos do mundo, em outras palavras, “saíram do mundo”, mas o mundo não saiu dentro deles! Na área da música, tem sido algo visível, quando muitos dos chamados “músicos cristãos” tem trazido a realidade do mundo e a prática secular para dentro das nossas igrejas, é o comportamento, o estilo de vida, os conceitos, os valores, etc. O avivamento começa pelo quebrantamento, pelo arrependimento, pela mudança de mente e coração! Precisamos orar, clamar e pedir ao Senhor para que venha sobre nós um verdadeiro avivamento, então seremos transformados! “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (II Cr 7:14). "Artistas"... Modelo do mundo Como mencionei, muitos músicos chamados "cristãos", tem imitado modelos do mundo sem Deus, querem ser conhecidos como “artistas” e “pop stars”! Imitam artistas seculares, são orgulhosos, soberbos, exigentes e egoístas. Buscam plataforma e visibilidade, querem ser reconhecidos, se consideram “estrelas” e querem “brilhar”! Muitos destes músicos deixam seus pastores e líderes cansados e incomodados com suas atitudes e formas orgulhosas de serem. Se nos encaixamos neste modelo, devemos saber o que a Bíblia nos declara: "A soberba do homem o abaterá, mas o humilde de espírito obterá honra” (Pv 29:23). Ao Senhor pertence o louvor e todo o reconhecimento: "... o louvor, e a glória, e a sabedoria, e as ações de graça, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus pelos séculos dos séculos. Amém" (Ap 7:12). "Adoradores"... Modelo de Deus O Pai está procurando os verdadeiros adoradores (Jo 4:23). O músico que é um verdadeiro adorador não é um "estrela" e também não tem nenhum tipo de compromisso com este tipo de reconhecimento, mas é um salmista, ministro do altar, submisso, servo e homem de Deus. Não tem compromisso com a glória do homem, mas sim com a glória de Deus. É aquele músico que além de executar bem a sua arte, é consagrado a Deus e separado para Ele; e com certeza, sabe a respeito da necessidade que há da unção do Espírito Santo em sua vida, assim como em sua música. É um músico aprovado por Deus e pelos homens, pois os seus frutos o acompanham! “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar...” (II Tm 2:15). Observe o exemplo de Davi no livro de I Sm 16:14-23 – era aprovado por Deus e pelos homens. Jesus... Modelo de adorador 1- Jesus não buscava reconhecimento e glória. Não buscava seus interesses e benefícios pessoais (Mt 4:8-10). 2- Jesus era obediente a voz do Pai (Fp 2:8). 3- Jesus tinha compaixão pelas pessoas e por isso as resgatava para o reino de Deus (Mt 9:35-36). Este é o principal desafio para nós, músicos cristãos, sermos imitadores do nosso melhor modelo de adorador que é Jesus! Sejamos imitadores de Cristo! Deus abençoe! Autor: Ronaldo Bezerra

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Só é pastor aquele que pastoreia


Por: Filipe Luiz C. MachadoJá perdi a conta de quantos pastores conheci durante minha caminhada cristã. É um número sem fim! São tantos, mas tantos mesmo, que as vezes acabo esquecendo quem é e quem não é pastor. Alguns que penso que são pastores, não são; já outros que penso que não são, na verdade, são.E o que quero dizer com isso? Quero dizer que só é pastor aquele que pastoreia e fim de papo.Ligamos a televisão e vemos diversos pastores e apóstolos em horário nobre. Do alto de seus mega-templos e púlpitos feitos da mais nobre madeira ou acrílico, proferem palavras e citam a bíblia. Falam bonito, gesticulam e entretêm o povo, mas... onde está o pastoreio?O que é preciso para se tornar um pastor? Frequentar um seminário, estudos bíblicos, ser filho de pastor? Qual o requisito que faz com que um homem se torne pastor?É notório em nossos dias a falta de caráter de alguns que se intitulam pastores e mestres. Não digo falta de caráter apenas no sentido ético, mas no sentido prático: o de pastorear. João 10.1-4 "Na verdade, na verdade vos digo que aquele que não entra pela porta no curral das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador. Aquele, porém, que entra pela porta é o pastor das ovelhas. A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz, e chama pelo nome às suas ovelhas, e as traz para fora. E, quando tira para fora as suas ovelhas, vai adiante delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. " (ênfase minha)É interessante notar que Jesus ao se referir como sendo o pastor das ovelhas (sua igreja), diz que o pastor vai a frente das ovelhas e estas o seguem. Ele não está falando de um pastor de que fica atrás das ovelhas com uma arma apontada em sua direção, para que elas sejam intimidadas e marchem adiante. Nem tão pouco de um pastor que apenas profere sermões de seu púlpito e depois se manda para casa, para não ter que pastorear. Jesus diz que ele vai a frente e as suas ovelhas o seguem. Ele está ali, junto delas e elas o seguem. O verdadeiro pastor não tem medo de que suas ovelhas não gostem do caminho por onde ele as levará. O versículo 3 diz "...e as ovelhas ouvem a sua voz, e chama pelo nome às suas ovelhas, e as traz para fora."Como é sua relação com seu pastor local e ou/líder? Ele é apenas um líder que fala no púlpito aos domingos e depois vai embora, ou é de fato um pastor cuidadoso que dá atenção a você e às suas ovelhas? Há um verdadeiro pastoreio em sua comunidade ou apenas um homem que fala e deixa suas ovelhas andarem por onde quiserem? Ele tem ido e buscado o fraco e vacilante? João 10.11 "Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas." Jesus sendo líder da igreja (não igreja/templo, mas sim a Igreja invisível) deu sua vida por ela. O pastor descrito pela bíblia é aquele que se importa com suas ovelhas e não há tempo ruim para este que se importa com o outro e quer vê-lo bem. Com certeza somos humanos e temos nossos dias de fraqueza e indisposição, porém esse não deve ser o padrão constante. A estes a bíblia diz: doe-se.Infelizmente a comunidade cristã atual está superlotada de pastores, bispos, apóstolos, reverendos... e a lista não pára!. Homens que não aceitam serem chamados por seu próprio nome, precisam ser chamados de Pastor Fulano, Pastor Ciclano. Para estes, apenas serem chamados de Fulano não está bom, pois isto aparenta uma perda de majestade, de senhorio e de sua autoridade que lhes foi concedida sobre o céu e a Terra (ops, essa foi pra Jesus).Só é pastor aquele que pastoreia e disso não abro mão. Não posso concordar com pessoas que são recém formadas em um seminário teológico (ou de lavagem cerebral, vai depender da doutrina) e já são ungidos pastores, sem sequer terem ovelhas para pastorearem. Como podem estes levar com tanta negligência um ministério assaz importante e valioso como esse? Para estes, ser pastor é ser autoridade e é disso que eles gostam.É muito bom sabermos que existem pessoas que estão dispostas a exercerem a prática pastoral, mesmo que não sejam pastores de verdade (no sentido de ungido). De igual forma, é maravilhoso sabermos que ainda existem verdadeiros pastores comprometidos com a prática do pastoreio.Que possamos abrir nossos olhos e vermos quem de fato é um pastor segundo a bíblia.Deus abençoe a todos!

terça-feira, 29 de março de 2011

Ser ou Estar ?

Quase todos os estrangeiros encontram dificuldades quando recebem as primeiras aulas de inglês. Refiro-me especificamente ä dificuldade que nossa mente encontra para assimilar com precisão o uso do verbo to be. Enquanto na língua portuguesa dispomos de dois distintos verbos para expressarem com precisão as idéias de ser algo em caráter permanente ou apenas em sentido transitório, o idioma de Shakespeare apenas dispõe do verbo acima mencionado. Verdade é, porém, que no dia-a-dia de nosso viver costumamos confundir os verbos ser e estar. Algumas vezes se parecem tão semelhantes, outras são, com efeito, mui distantes. 1. Existem dois tipos de pessoas: as que são doentes e as que estão enfermas. O primeiro caso inclui os portadores de enfermidades crônicas. O segundo abrange os doentes temporários, ocasionais. 2. Existem duas classes de crentes. Os que são Igreja e os outros, que estão na Igreja. Estes assistem o culto; aqueles, fazem o culto. Uns vão à Casa de Deus para levar sua adoração, sua solidariedade, sua comunhão e sua devoção. Os outros procuram os templos para receberem as bênçãos. Nada mais. Avivamento significa o esvaziamento da igreja dos que estão, e conseqüente crescimento da igreja dos que são. Os que apenas estão não amam a Igreja, não consideram o pastor, não são solidários, criam raízes. Os que são sofrem, lutam, ajudam, participam, defendem e não desistem. 3. Em cada culto aparecem dois tipos de assistentes: os que são alegres e os que estão contentes. A alegria destes depende das circunstâncias. A daqueles vem do Céu e se situa muito acima e além da ambiência que os cerca. 4. Em meus anos de vida tenho encontrado pessoas que são pastores e outras que estão pastores. Estes somente são pastores no púlpito. Aqueles o são vinte e quatro horas por dia. Uns repartem seu tempo com inúmeras tarefas e distintas prioridades, às vezes até contrários ao espírito do laborpastoral. Os outros optaram pela dedicação integral. No Avivamento há uma enorme escassez de pessoas que estão pastores, enquanto o Espírito provê uma abundância de servos que são. 5. A vida moderna tem apresentado inúmeros desafios aos que servem a Deus. Um dos mais intrigantes é fazer com que a família de Deus deixe de ser santa, para apenas estar santa. Ou seja, santidade legítima ser algo para os fins de semana, para os horários de culto, para os dias de retiro espiritual. Somente um poderoso Avivamento tira as pessoas do ESTAR para o SER. Quando um líder eclesiástico despende milhões para a construção de templos suntuosos e nada faz para conduzir o rebanho ao estágio de plena maturidade espiritual isso acontece porque o ESTAR está tendo prioridade sobre o SER. É melhor uma Igreja espiritualmente rica em um santuário materialmente pobre do que um povo espiritualmente pobre em uma construção de luxo e esplendor. 6. Os que trazem seu dízimo apenas quando há “sobra de caixa” não são dizimistas. Apenas estão. 7. Que bom que Jesus não disse: Estareis minhas testemunhas. Ele preferiu declarar : “SER-me-eis testemunhas... até os confins da Terra”. Esta talvez seja a razão por que não concluímos a tarefa evangelizante. A Igreja não foi fundada para ESTAR (ocasional ou limitadamente) missionária e sim para SER (permanentemente) uma Igreja. Se ao invés de haver estado ela houvesse sido, quem sabe o Cordeiro já teria vindo. É “apenas” uma questão de SER ou ESTAR. 8. O soldado que está a postos apenas no momento da revista do Comandante não É vigilante. Ele ESTÁ vigilante. A lição se aplica diretamente ao Exército de Cristo. 9. A compreensão plena vai depender de uma dedicação de nossa parte. Não devemos apenas estudar com afinco os textos bíblicos que se referem a ESTAR, especialmente estar na casa de Deus. Devemos estudar também com muito carinho aqueles que falam sobre o que SOMOS e sobre o que temos que SER. Deus não visita Seus filhos por causa dos lugares em que eles ESTÃO e sim devido àquilo que em verdade eles SÃO , I Tm 3.15; Rm 16.5; I Co 3.16. Finalmente, não nos contentemos em ESTAR vencendo. Procuremos alcançar a meta bíblica: “SER mais que vencedores”. Pr.Geziel Gomes.

domingo, 27 de março de 2011

REFLEXÕES QUE CONDUZEM AO SUCESSO


Se você sonha ser um vencedor, jamais ignore que...

1. Os grandes de hoje eram pequenos ontem. 2. Os campeões de agora já experimentaram derrotas antes. 3. Ninguém nasce grande. Todos temos que crescer. 4. Todos os que hoje são aclamados como heróis, enfrentaram ontem inúmeros desafios. 5. O primeiro passo para sobreviver é viver. O segundo é crer. O terceiro é lutar. O quarto é perseverar. Então, vem o quinto: vencer. 6. A força dos grandes não pode ser ignorada, mas quem venceu o grande Golias foi o pequeno Davi. 7. Quem deseja alcançar uma vida de excelência deve começar anulando toda mediocridade. 8. A maneira mais sensata de alcançar sucesso é dar um passo de cada vez. É terrivel atropelar os outros, todavia, pior ainda é alguem atropelar-se a si mesmo. 9. Na jornada da vida desfilam três grupos de corredores: os irresponsáveis, os não-responsáveis e os responsáveis. Não hesite em fazer sua escolha. 10. Ser simples não significa ser tolo, assim como ser complexo não significa ser sábio. 11. Nunca deixe de crescer, nunca pare de avançar, nunca se canse de lutar, nunca termine de aprender. 12. A Criação do Universo foi sabiamente programada por Jeová. Seus filhos fazem muito bem em imitar o Seu gesto de planejar o que desejam realizar. 13. É lamentável e triste passar a vida inteira sendo monitorado por alguém. É trágico e melancólico chegar ao fim dos dias influenciado por ninguém. 14. O maior engano é pensarmos que somos os melhores. O maior consolo é constar que existem alguns piores do que nós. 15. O sucesso não é o maná que desce sem ninguém pedir. É Jericó, que se precisa conquistar. 16. Algumas vezes a mais importante letra do alfabeto é o D. Perdemos o troféu da eficiência se não cuidarmos de toda e qualquer Deficiência. 17. Por que continuar a ser um medíocre Mar Morto, se Deus nos chama para sermos um Jordão? Pr.Geziel Gomes .

sábado, 26 de março de 2011

0 O que é o Coronelismo Evangélico ?

por Gutierres Siqueira


Os evangélicos sempre prezaram pelo discurso de “separação do mundo”, ou seja, os cuidados com as práticas mundanas e ímpias, já que somos novas criaturas. Esse discurso é verdadeiro, mas infelizmente pouco praticado. Quando leio as notícias e escândalos envolvendo o nome do senador José Sarney (PMDB-AP) lembro imediatamente de muitos líderes evangélicos que se comportam como coronéis, da mesma forma que o oligarca do Maranhão. Mas o que é coronelismo evangélico e quais as suas características? Quais as características dos coronéis seculares e eclesiásticos?O que é coronelismo?Traduzindo, o coronel é uma pessoa influente, que exerce um poder maior do que as instituições que ele representa. Esse tipo de líder normalmente encontra amplo apoio pelas suas práticas “populistas”. Ele fala como o povo, age como o povo, mas na verdade exerce um poder despótico contra o povo. O coronel está acima da instituição, quando deveria ser o contrário.O coronelismo evangélico é exercido em grandes denominações de todas as vertentes evangélicas, mas principalmente no meio pentecostal (o clássico, inclusive) e neopentecostal. Infelizmente são pessoas que esqueceram que o modelo de liderança de Jesus é o servir e não ser servido: “E ele (Jesus), assentando-se, chamou os doze e lhes disse: Se alguém quer ser o primeiro, será o último e servo de todos” (Mc 9.35). Coronelismo evangélico é um mundanismo eclesiástico!Quais as características do coronelismo?As características do coronelismo são arcaicas, mundanas, símbolo do atraso e da falta de ética. Vejamos:- ClientelismoO clientelismo, segundo o Dicionário Houaiss, pode ser definido como uma “prática eleitoreira de certos políticos que consiste em privilegiar uma clientela ('conjunto de indivíduos dependentes') em troca de seus votos; troca de favores entre quem detém o poder e quem vota”. Isso é comum entre políticos ímpios. Agora, verificar isso entre pastores e pastores, ou, entre pastores e políticos... É vergonhoso, asqueroso e perverso. Infelizmente isso existe. O que não podemos é agir com complacência e tolerância diante dessas coisas mundanas. Infelizmente não é dessa forma que alguns grandes cargos eclesiásticos são negociados?- NepotismoOs coronéis sempre querem a perpetuação do poder. Então, o que é melhor do que filhos e netos no mesmo cargo ou em cargos de confiança? Será que todos esses filhos nasceram vocacionadas para tais funções? Coincidência, não é? É claro que um filho de pastor pode ter vocação pastoral, mas então por que essa pessoa assume as melhores funções dentro da jurisdição eclesiástica? Infelizmente o nepotismo nasceu na antiga Igreja Católica medieval e renasce hoje no ambiente evangélico!- FisiologismoOs coronéis confundem o privado com o particular. Não é a toa que os nobres deputados e senadores usam do dinheiro público para fins particulares, como o pagamento de um jantar para a namorada. O fisiologismo é isso, uma “conduta ou prática de certos representantes e servidores públicos que visa à satisfação de interesses ou vantagens pessoais ou partidários, em detrimento do bem comum” (Dicionário Houaiss). Muitas igrejas insistem em representantes políticos da denominação. Agora vem a pergunta: Por que esses representantes vêm da parentela de importantes líderes? Será que não existe vocacionado político entre pessoas sem parentesco com os líderes-mor?- CarismaOs coronéis normalmente são carismáticos (carisma aqui no sentido sociológico e não teológico). Normalmente agem e gostam de destacar que são autoridades constituídas por Deus, cabendo então o máximo de respeito e reverência... O pior, mesmo diante dos erros e equívocos. Muitos usam o bordão “não toqueis nos meus ungidos” e usam tal versículo inadequadamente como uma forma de proteção contra críticas. Os coronéis são necessariamente papistas, pois o que falam apresenta um valor da infalibilidade. Como carismáticos, também espiritualizam sua função, fazendo com que qualquer crítica torna-se demoníaca!- PopulismoO coronelismo é casado com o populismo. O líder coronel fala o que o povo gosta de ouvir. Não se engane, muitas vezes até um discurso duro e conservador é usado estrategicamente para agradar certos ouvidos. Agora, o coronel na versão gospel não deixará de falar em bênçãos e usar bordões triunfalistas. O coronel é “o cara”, aliás, ele mesmo se acha “o cara”, o salvador da pátria ou da denominação!- MidiáticoOs coronéis gostam muito da mídia. Mas eles gostam desde que essa mídia seja chapa branca, sem esforço de investigação e denúncia. Na verdade, os coronéis gostam de controlar uma ou mais mídias. Todo coronel que se preze precisa de uma mídia ao seu favor. Na versão gospel não é diferente...Essas e outras características rodam o universo coronelista. Infelizmente essa praga está no nosso meio. Isso é o famoso mundanismo que muitos denunciam, mas esquecem de suas faces variadas. Uma das faces do mundanismo é o coronelismo eclesiástico.Fonte: [ Teologia Pentecostal ]

domingo, 20 de março de 2011

Conversando com o Medico dos Medicos

Fui ao clinico geral em Macaé, na ultima sexta feira, após sentir muitas dores abdominais lancinantes. Ao ser atendido na emergencia, e realizar uma tomografia, o clinico boliviano de Santa Cruz da La Sierra, diagnosticou uma diverticulite, necessitando de internação imediata para uma cirurgia no colo do intestino. Para meu desespero, não havia vaga disponivel no hospital. O jeito foi aguardar na enfermaria a providencia divina e muito soro com antibioticos para combater a inflamação. Mãos a obra, convoca-se um cirurgião gastrico. Depois de muita espera, ele chega, após 24 horas de profundas dores e reflexões de vida com a familia, tempo de ministerio pastoral, oportunidades perdidas, este tipo de filme que passa na cabeça da gente em fracção de segundos. No meio da consulta e dos exames o cirurgião recem convertido, declara para o meu alivio.
- A tomografia funciona como uma especie de sonda no organismo para dectar sua infermidade. Por isto receitei uma dose forte de antibioticos.
A tomografia me remeteu ao salmo 139. ( " Sonda-me, ó Deus, e conheçe o meu coração" ). Assim como nosso intestino, nossas vidas precisam ser sondadas , necessitando do antibiotico da Palavra de Deus para destruir as bacterias, que insistem em destruir nossa Fé e matar nossa alma. Sejamos pois pacientes, do medico dos medicos, pois ele não somente cura o corpo, mais também a nossa alma.
Baruch Há Shem !

sábado, 19 de março de 2011

O Verdadeiro Poder


Conta-se, que o general De Gaulle, quando queria saber oque a França desejava ou pensava, se olhava no espelho, tamanho o seu poder presidencial, após libertar o pais da ocupação nazista. Já Alexandre o Grande, derramou lagrimas em um copo de ouro, por não ter mais reinos para conquistar com 33 anos de idade, tamanho era o seu poder imperial. Na atualidade, o homem que possui a maior concentração de poder belico no mundo, certamente é o presidente da nação mais poderosa na historia da humanidade, Barack Obama. Errado. Com as crescentes fuzões das megas corporações empresariais e financeiras, o poder economico para decidir a vida de milhões de pessoas, está nas mãos do presidente do Banco Mundial. Errado. Para muitos religiosos, o homem mais poderoso do mundo, é aquele que derrubou o comunismo, vistindo uma estola sacerdotal romana, e que se apresenta como vigario de Cristo na Terra, com sua infabilidade papal. Errado. Por maios que seja o poder politico, econimico ou religioso, que um homem possa ter em determinado periodo na historia das civilizações, o verdadeiro poder nunca esteve em mãos humanas. Certa vez, estavamos participando de uma convenção de pastores em uma grande igreja, quando adentrou o lider maior da denominação, e todos foram obrigados a se colocarem de pé, em respeito a sua pessoa. Um pastor que estava ao meu lado com a voz embargada de emoção, declarou: " O Todo poderoso está chegando". Pensei com meus botões: Como eles estavam errados. Apenas Deus, e mais ninguem, é o todo poderoso. Ele nunca deixou de ser o Senhor dos senhores, e Rei dos reis. A pouco tempo atraz, assisti a uma pregação de um tele evangelista na qual ele declarava querer conquistar o Brasil e depois o universo, tornando-se o mais famoso e poderoso pregador da historia da igreja. Alguns pastores, por maior que seja seu conhecimento teologico e grande concentração de poder eclesiastico em suas mãos, não conseguem ou não querem entender, que somente Deus tem todo poder em suas propias mãos. Diante dos escandalos praticados por alguns altos proclamados apostolos e bispos, que possuem realmente poder religioso e provocam respeito e metem medo nas frageis ovelhas, custumamos olhar para suas cabeças de ouro, peitos de prata, ventres de bronze e pernas de ferro,mais nos esquecemos de enxergar seus pés de barro, na certeza de que devemos e precisamos temer muito mais, a Deus do que aos homens, porque somente Ele possui o verdadeiro poder. " Em sua mão está a vida de cada criatura, e o folego de toda a humanidade". Jo 12:10) Baruch Há Shem !

sexta-feira, 18 de março de 2011

Os dez sintomas do LOBISMO eclesiástico.

Os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam pelas mãos deles, e o meu povo assim o deseja: e que fareis no fim disto? Jeremias cap. 5 vs. 31
Aos críticos gratuitos da crítica analítica, devo-lhes dizer uma coisa: É simplismo e superficialidade dizer que não devemos julgar (criticar e apontar desvios de caráter e conduta). Se assim fosse, estaria anulado todo ministério dos profetas, juízes, apóstolos e do próprio Senhor Jesus que vieram com o dedo em riste denunciando as falcatruas da religião.
“LOBISMO”, foi a terminologia que adaptei, para caracterizar os “LOBOS”, ministros (servos e escravos, nada mais que isso), que perderam a visão de “despenseiros” do Reino, tornando-se mercenários da fé.
Assim como no post anterior “7 dicas para manipular uma Igreja”, essa catalogação é fruto de anos de observação e indignação com aquilo que chamam de “ministério” no meio evangélico.
“Ministérios” esses que na sua grande maioria, são resultado da necessidade de auto-afirmação ou, na sua face mais vil, mercenarismo puro.
Essas evidências identificam aqueles que perderam a paixão voluntária pelo ministério e tornaram-se profissionais frios e calculistas de um cargo eclesiástico em benefício de si mesmo.
Qualquer semelhança aqui exposta não é mera coincidência, são constatações factuais.
1º Gostam de poder, mas estranhamente se recusam a servir. Como amam falar em línguas estranhas, profetizar, revelar e demais peculiaridades do gênero (obs. Eu creio na contemporaneidade dos dons sobrenaturais). Mas tudo isso é canalizado para a promoção pessoal, pois não mostram o mesmo empenho na hora de dar atenção ao ser humano que precisa de um ombro humano para dividir suas mazelas.
2º Valorizam programações, mas menosprezam relacionamentos. Participam de todos os congressos, campanhas e eventos que lhe rendam marketing, mas não gostam de relacionamentos interpessoais com medo de ficarem vulneráveis e serem descobertos, ou por receio de tornarem-se meros mortais desgastando a auto-imagem. Encaram a Igreja como platéia e o culto como um show onde a performance tem de sobressair.
3º Gostam de entradas triunfais, mas a saída tem de ser à francesa. Entram com a reunião começada e saem com ela terminada. São espalhafatosos em sua apresentação pública, mas a saída tem que ser de “fininho” para não correrem o risco de atender alguém. Gostam de provocar expectativa em seus ouvintes para manter vivo o “mito” (valorização do mensageiro em detrimento da mensagem).
4º Esbanjam muito carisma, mas na mesma proporção lhes falta caráter. São de fácil comunicação e apresentação em público, mas é nos bastidores da vida onde cai a máscara e é revelado a podridão do ser. Casamentos e famílias falidas, vida financeira desregrada, politicagem eclesiática e secular à base de troca de favores, são só alguns exemplos da desfaçatez de valores éticos desses personagens.
5º Idolatram títulos eclesiásticos, não admitem serem chamados pelo nome. Sim senhor, não senhor, apóstolo, bispo, pastor, reverendo é essencial se quiser manter um bom relacionamento com “Sua Santidade”, caso contrário ficará relegado à indiferença ou serás responsável por um surto de crise de identidade na celebridade gospel.
6º Nas assembléias disputam os primeiros assentos, manter a pose é prioridade. Não lhe tome o assento de honra. Ele é capaz de te expor, envergonhar, difamar e até brigar em público para sair bem na foto.
7º Suas mensagens são sempre bombásticas, holofotes voltados pra si é questão de sobrevivência. A prédica deles mais se parece com produção “hollywoodyana”. Matrix, Jornada nas estrelas, Ghost, parecem produções de fundo de quintal perto de suas apresentações espetaculares. Não conseguem trafegar no normal (ordinário), somente no bombástico (extra-ordinário) que cause admiração (frenesi) nos seus espectadores.
8º Fazem de tudo para serem solicitados, mas o cachê tem de ser pré-combinado e pré-depositado. Aqui, vale até propaganda em rádio pirata. Tudo para a divulgação do “EUVANGELHO”. Mas nem pense em recolher uma oferta voluntária após a reunião, que você está fadado a ficar na mão.
9º Em suas preleções não faltam trilha musical, manipular emoções é fundamental. Histeria é alvo inegociável. Trilha sonora “Home Theater” manipulada por um sonoplasta com aumento de volume nas frases de efeito e diminuição nos momentos de comoção, fazem parte do show. Proporcionar uma reunião narcotizante, que mexa com as emoções, e tire o povo da realidade diminuindo a capacidade de raciocinar nem que seja por algumas horas, é sua especialidade.
10° Mostrtam zelo excessivo com as ovelhas gordas, descaso total com as ovelhas magras. Preocupam-se com o sofrimento dos irmãozinhos “empresários” que não tem quem lhes defenda, mas os irmãos mais pobres que já são experimentados na fé, esses se viram sozinhos. Como diria o “Justo Veríssimo”, personagem do Chico Anísio: “Eu quero que pobre se exploda!”.
A lista é sucinta para dar a oportunidade de interação àqueles que já observaram tais desvios e sintomas e querem colaborar com as constatações para ampliarmos as informações no combate a essa doença crônica...

terça-feira, 15 de março de 2011

Pesca Predatória

Meu sogro, Eneas Gomes, 74 anos, cresceu as margens do Rio São João, em Barra de São João, distrito de Casimiro de Abreu. Desde garoto, buscou o sustento para sua familia nas aguas limpidas e piscosas com seu caniço simples e quase inquebravel. Naquela época, havia fartura de peixes e nenhuma familia por mais humilde que fosse, não passava fome, graças a generosidade do velho Rio São João. Contudo, os anos se passaram e o progresso com sua poluição, mataram ou afugentaram os peixes. O antigo pescador Eneas, agora companheiro do apostolo Pedro, em suas palavras singelas, porém de profunda sabedoria, explicava aos netos que existem diversas maneiras de pescar: Tarrafa, rede, anzol, onde cada jeito produz diferentes resultados. Alguns pescadores predatores, visando um ganho rapido e lucrativo utilizam-se de dinamite após locarizarem o cardume, detonando uma bomba atingindo milhares de peixes. Porém esse tipo de pesca, destroi o Rio e o sustento das proximas gerações de pescadores. Fazendo uma comparação aos dias que a igreja pós moderna esta vivenciando com tecnicas de marketing religioso, auto ajuda, e psicologia motivacional para lotarem os auditorios, com um povo havido pelas bizarrices e a repetição mântrica de chavões de prosperidade em interminaveis campanhas, não passam de dinamites que garantem o barco repleto de peixes no proximo domingo, porém com o rio religioso vazio no futuro. Alguns pastores, em suas pretenções desenfreadas de ganhar o mundo, utilizam todo tipo de pescaria predatoria, em completo desprezo aos ensinamentos biblicos sobre a construção de reinos neste mundo. Para muitos sacerdotes profissionais, os fins justificam os meios, e o que importa é fazer uma boa pescaria, motivando o povo a pagar a conta de seu ufanismo inconsequente, ainda que em um amanhã não muito distante, o rio esteja poluido, e não venha mais ter fartura de peixes. Até quando vai continuar esta pesca predatória, seguindo o mapa do sistema religioso dominante, trazendo consequencias nefastas para a igreja, onde muitos , sacerdotes perderam a alma nesta busca insensata de poder, fama, e riqueza ? Baruch Há Shem !

quarta-feira, 9 de março de 2011

Entre fábulas e ilusões do Carnaval

Em uma manhã ensolarada, conta a fábula, dois sabiás sobrevoavam com alarido um frondoso bosque. Uma sabiá dizia ternamente ao seu filhote como era maravilhoso uma ave poder voar a elevadas alturas. Todavia, o pequerrucho, em sua inexperiência, não escutava com atenção as explicações de sua mãe, pois estava a ouvir o tilintar distante de uma campainha que provinha de um campo florido.
Curioso, o pequeno sabiá pousou na relva, junto a uma vereda, onde descobriu a origem do sonido que tanto o atraía, produzido pela sineta de um carrinho de mão conduzido por um anãozinho, que apregoava a sua mercadoria: “Vendo minhocas! Duas minhocas por uma pena!”
Como o pequeno sabiá gostava muito de minhocas, sem nenhuma reflexão, tratou logo de arrancar uma pena de suas asas e a trocou por duas minhocas. No dia seguinte, o pássaro aguardou, ansioso, o sonido da sineta, e novamente realizou a estranha transação, evento que se repetiu várias vezes. Mas chegou o momento em que o pequeno sabiá bateu as suas asas, tentando alçar vôo, para retornar ao ninho, mas não conseguiu; estava preso à terra e condenado a arrastar-se, ao invés de voar. Havia trocado a sua liberdade por um punhado de minhocas!
Esta fábula traduz o estado de milhares, quiçá de milhões de vidas, que despenderão suas energias e depositarão suas parcas esperanças de alegria na folia momesca, quer seja como uma forma simplificada de extravasamento das emoções, ou pela sublimação de problemas de toda ordem.
Na quarta-feira de cinzas, quando se derem conta da troca que fizeram, ao acordarem em meio às suas próprias cinzas existenciais, sem saber como reconstruir o que foi devastado pelos exageros financeiros e físicos, ou pela devassidão moral e espiritual, por causa dos excessos a que se submeteram, muitos vão perceber que perderam o seu bem mais precioso: a liberdade! Infelizmente, outros perderão a própria vida!
O marketing fabulizado inerente ao mercantilismo do Carnaval visa unicamente a obter resultados financeiros – sendo quase sempre alheio ao bem estar dos brincantes – e procura escamotear o rastro de destruição e suas prolongadas consequências na sociedade.
Não poucos, como na fábula, trocarão “penas por minhocas”. Meninas se tornarão “mães do Carnaval”, pois nesta época um número considerável de adolescentes entre 10 e 15 anos engravida na primeira relação sexual. Daí para frente, muitas se entregarão à promiscuidade sexual, outras praticarão aborto, ou darão à luz os indesejáveis “filhos do Carnaval”, para depois abandoná-los nas creches ou nos juizados.
Este triste “fenômeno brasileiro” é uma realidade estreitamente relacionada com o Carnaval, o que por si só deveria nos fazer corar de vergonha. No rastro dessa “troca”, haverá a disseminação das doenças letais e sexualmente transmissíveis, que infectarão inocentes e ceifarão muitas vidas preciosas. Outros contrairão débitos financeiros, que perturbarão a paz de indivíduos e famílias, que forçosamente sentirão a falta destes recursos.
A imprensa tem registrado esses fatos, como lastro de um grande serviço prestado à sociedade, para nos fazer refletir, pois nesses informes há sabedoria e lições que servem para o presente e para o porvir. Nada justifica que, em nome do turismo ou de ganhos financeiros que a festividade possa garantir, tenhamos de pagar o preço de ver nossos jovens, nossas crianças, famílias inteiras, todos entregues à própria sorte; ou melhor, lançadas à mingua de suas próprias dores existenciais para um futuro incerto e coberto de vergonha.
Ah, se o pequeno sabiá soubesse o quanto lhe custariam aquelas “apetitosas” minhocas! Ah, se os nossos jovens soubessem o quanto pode ser perdido por uma troca irresponsável! Ah, se os nossos governantes soubessem o custo de tantas vidas destruídas com sua “bênção” oficial!
Eu estarei orando, assim como milhares de crentes em Jesus, para que muitos sejam poupados dessas desgraças e alcancem a verdadeira alegria, mas sem as futilidades ilusórias do Carnaval. Quando a máscara cair, quando os “sabiazinhos” carnavalescos ficarem frente a frente com sua própria realidade, saberão que as minhocas não valem a perda das penas nem da liberdade.
Oro pelos que têm sede de alegria e liberdade, para que se lembrem do que disse Jesus, aqui parafraseado: “Quem beber das águas salobras do Carnaval tornará a ter sede; aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (Jo 4.13).
Volte-se para Jesus! Só Jesus pode dar alegria e liberdade verdadeiras!
Samuel Câmara - Pastor da Assembléia de Deus Belém / PA - Igreja Mãe

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Como medir a verdadeira grandeza

Há muitos anos, o evangelista Billy Graham e sua esposa presenciaram dois exemplos típicos em uma ilha do Caribe, que os ajudaram a entender em que consiste a verdadeira grandeza de uma pessoa.
Um dos homens mais ricos do mundo, de 75 anos de idade, os convidara para almoçar em sua mansão. No decorrer da refeição ele esteve à beira de cair em prantos. “Sou o homem mais infeliz do mundo”, disse. “Ali está o meu iate. Posso ir a qualquer lugar que quiser. Tenho um avião particular e helicópteros. Tenho tudo o que quero para me fazer feliz. E mesmo assim sinto-me um desgraçado”.
O evangelista conversou e orou com ele, na tentativa de levá-lo a Cristo, o único que dá significado à vida. Após o almoço, o evangelista e sua esposa desceram a colina rumo ao pequeno chalé onde estavam hospedados. Naquela tarde, o pastor de uma igreja local foi visitá-los. Ele também tinha 75 anos. Era viúvo e passava a maior parte do tempo livre cuidando de duas irmãs inválidas. Sua figura fazia lembrar a de um grilo – sempre saltando aqui e ali, pleno de entusiasmo e amor por Cristo e pelas pessoas. “Não tenho dinheiro”, ele disse com um sorriso, “mas sou o homem mais feliz desta ilha”.
Momentos depois, o evangelista perguntou à sua esposa: “Qual dos dois é o homem mais rico?” Ele nem a esperou responder, pois ambos sabiam quem era verdadeiramente grande.
Em que consiste a verdadeira grandeza? Durante séculos, os títulos de nobreza serviram para identificar quem era quem em muitas sociedades. Isso, na maioria das vezes, tinha a ver com a origem da pessoa, seu nascimento numa família de posses e importância política. Mas já vai longe esse tempo, do qual temos apenas uma vaga noção.
Hoje, algumas publicações costumam identificar o valor e a grandeza de uma pessoa, todavia utilizando-se de expedientes que excluem a maioria dos mortais. Posses, posição social, fama e prestígio político continuam na ordem do dia. O mundo mudou, mas a questão continua a bater à porta de nossa consciência.
Billy Graham, em sua autobiografia, disse: “Não se mede a grandeza de uma pessoa pelos títulos ou riqueza que acumulam. A verdadeira grandeza deve ser medida pelo caráter interior da pessoa, ou seja, seus valores e princípios morais”.
A questão da aferição de quanto vale cada pessoa não é algo a ser deixado para o final da vida. Ninguém sabe a hora do próprio fim. Para uns, vem cedo. Para outros, bem mais tarde. De qualquer modo, isso aponta para a necessidade de a vida toda ser uma preparação para esse momento crítico e certo.
O que fazemos da vida, contudo, é que apontará se acumulamos valores morais e espirituais que definirão a nossa grandeza e largueza de alma.
Atribui-se ao Barão de Itararé a seguinte frase: “Da vida só se leva a vida que se levou”. Assim, bem no ponto em que cada um de nós está nesse exato momento na vida, é bom fazer um balanço para ver o que realmente sobra da vida que temos vivido. Isso tem a ver com o sentido que estamos procurando encontrar na própria vida.
O que então estamos a procurar? Qual o sentido da vida? O que pode nos conferir a verdadeira grandeza?
Alguns vivem confinados ao passado, presos a suas lembranças, boas ou más, mas incapazes de viver o presente com a utilidade que a vida requer. Outros, sonhadores que são, vivem com o pé no futuro, sempre esperando e buscando, mas nada fazendo de concreto para darem um propósito à própria vida.
É preciso viver a vida, aqui e agora, de uma maneira digna e produtiva, cujos valores morais e espirituais sobrepujem em muito a mesquinhez da aferição que títulos, posses, fama e quaisquer outras coisas possam tentar conferir.
Felizmente, é o próprio Deus que dará a palavra final nessa questão de quem é verdadeiramente grande, não o homem. Haverá um dia em que todos os mortais estarão em Sua presença santa, para darem conta da vida que levaram. O que sobrará então?
A Bíblia diz: “Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo” (Rm 8.1). A verdadeira grandeza consiste em conhecer a Cristo e servir ao próximo (Mc 10.43). Então, comece por entregar sua vida a Cristo, pois viver em Cristo, por Cristo e para Cristo, amando e servindo ao próximo, é que confere verdadeira grandeza a uma pessoa.
Samuel Câmara - Pastor da Assembléia de Deus Belém / PA - Igreja Mãe

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Vivendo sob o signo da coerência


Certa feita, em Londres, um pastor pegou um ônibus, pagou a passagem, recebeu o troco e foi sentar-se. Ao contar o dinheiro, deu-se conta de ter recebido uma quantia maior que a devida. Decidiu, então, retornar e devolver o excedente ao cobrador. “O senhor me deu dinheiro a mais” – disse o pastor. O cobrador respondeu: “Eu sei. Estive ontem na sua igreja e o vi pregando sobre fidelidade. Eu só queria saber se o senhor vive o que prega”.
A primeira vez que ouvi essa história, tive inevitavelmente de perguntar a mim próprio se o que eu pregava batia com o tipo de vida que eu estava a viver. Isso é o mínimo que uma pessoa sensata pode fazer. Ou então, viver no limite inescrupuloso do princípio máximo da hipocrisia, que diz: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”.
Todos sabemos que a ética nos ensina a viver sob o signo da coerência e que nossas ações devem, no mínimo, corresponder ao que falamos. Isto porque, independentemente da posição que ocupamos na sociedade, todos seremos cobrados quanto a isso. E quanto maior a posição, maior a cobrança. Como disse Jesus: “Àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão” (Lc 12.48).
Não apresentar coerência nesse ponto equivale ao resultado decorrente de limpar o lado de uma vidraça e deixar o outro sujo. A visão ficará sempre embotada. Desse modo, quando pessoas investidas de autoridade são um mau exemplo, porque as palavras não condizem com suas ações, isso causa uma deformidade no psiquismo coletivo de seu grupo social, gerando insegurança e instabilidade nas relações sociais.
No mundo, há inúmeros exemplos de partidos políticos que, enquanto pequenos e fora do poder, primavam pela pregação da coerência e exigiam de seus pares e opositores correção na coisa pública. Porém, depois que assomaram ao poder, não poucas vezes pisaram em tudo o que pregavam. Só restou aos sociólogos de plantão entender o que aconteceu na esteira de sua mudança radical em sentido contrário. Mas, no geral, isso pode indicar pelo menos duas coisas: ou pregavam o que não tinham ousadia para viver, ou passaram a viver o que não tiveram coragem para pregar.
Ora, se isso é, de certo modo, comum aos partidos políticos (pois todos eles são, vez por outra, colocados em xeque entre o que afirmam em seus programas de governo e o que fazem quando assumem cargos executivos), tal só se estabecele porque há uma tolerância de grande parte da sociedade.
Por exemplo, na época da eleição, os candidatos tentaram passar a impressão de que, uma vez eleitos, transformariam a vida num mar de rosas. Na campanha, houve “solução” para todo tipo de problema.
Porém, a hora de checagem da coerência chegou. Agora que a presidenta, juntamente como os novos governadores, deputados e senadores assumiram seus cargos, será fácil constatar se as promessas foram feitas para serem cumpridas, ou se os problemas permanecerão intocados até à próxima eleição.
Pergunta-se: o que anda errado com um país, quando suas lideranças mentem ou, por incoerência ética, dizem uma coisa e fazem outra? O que fazer quando juízes se colocam acima da lei, como a fazer valer que, embora todos sejam iguais diante da lei, são desiguais perante o juiz? O que dizer quando líderes religiosos, legisladores e educadores dizem uma coisa em público e fazem outra em privado?
Quando isso acontece, a pergunta que não quer calar é essa: que lições estamos a transmitir aos nossos filhos?
A Bíblia é riquíssima em orientações para que mantenhamos a coerência entre o que falamos e o que vivemos. Paulo questiona: “Tu, pois, que ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? Tu, que dizes que não se deve adulterar, adulteras? (Rm 2.21,22).
Jesus afirma: “Seja, porém, o vosso falar: sim, sim; não, não” (Mt 5.37). O que Ele está dizendo é óbvio: as nossas palavras têm de estar sob o signo da coerência. Ou seja: quando empenhamos nossa palavra, temos de cumpri-la; nossas ações posteriores devem corresponder ao compromisso dessa mesma palavra.
Apenas como exemplo, devemos nos lembrar do que foi dito a um eloquente pregador, o qual vivia na incoerência de pregar bonito e viver na fealdade de detestáveis maus costumes: “O que vives fala tão alto que não consigo escutar o que pregas”.
Samuel Câmara - Pastor da Assembléia de Deus Belém / PA - Igreja Mãe

domingo, 30 de janeiro de 2011

O leão, o jumento e os pastores políticos


Este post destoa, a princípio, do pensamento geral das lideranças evangélicas de nosso tempo. Digo a princípio, porque no meu entender há dois tipos de exercício da política: representação e ação política. Para mim a atuação política de um pastor diante de seu rebanho é muito mais valiosa que sua representação solitária em uma casa legislativa. Trocar as funções ministeriais pela representação política é desprezar e pisar no mandamento do Senhor.Um Pastor com chamada de Deus é semelhante ao profeta novo que apareceu em Betel para anunciar o nascimento de Josias, da Casa de Davi, diante do Rei Jeroboão, profetizando contra o altar. E estendendo o Rei a mão contra o profeta, sua mão secou-se imediatamente. Humilhado, pediu oração ao profeta, e sua mão ficou curada. E disso Rei ao profeta novo: Vem comigo a minha casa e conforta-te. e dar-te-ei um presente.Porém o profeta disse: Ainda que me desses a metade da sua casa, não iria contigo, nem comeria pão, nem beberia água neste lugar, porque assim me ordenou o Senhor: Não comerás pão, nem beberás água, nem voltareis pelo caminho por onde foste. E o profeta se foi, voltando por outro caminho.E morava em Betel um profeta velho. E o profeta velho, muito experiente nas palavras, albardou o jumento e foi à procura do varão de Deus. E encontrando-o sentado à sombra de um carvalho, perguntou:--É tu o homem de Deus que veio de Judá?--Eu sou.--Então vem comigo à minha casa e come pão.-- Não Posso. O Senhor me disse que não.-- Ah! também sou profeta como tu, e um anjo me falou pela palavra do Senhor dizendo: "Faze-o voltar contigo para tua casa, para que coma pão e beba água." Mentindo.E sucedeu que depois que comeu pão e bebeu água, o homem de Deus, o profeta novo, foi -se embora montado no jumento. E um leão o encontrou no caminho e o matou. E tanto o jumento quanto o leão estavam junto ao cadáver, quando foi encontrado.Como contextualiza bem o momento político atual com este trágico acontecimento do passado, que está registrado em no capítulo 13 do primeiro Livro dos Reis. Ele traz um alerta aos homens de Deus que hoje estão assentados à sombra do carvalho. À sombra da ociosidade. Orgulhosos das conquistas que já fizeram à frente do ministério. A sombra do carvalho é muito parecida com o terraço do palácio onde Davi estava, já cheio de tantas vitórias, no dia da tentação.É à sombra deste carvalho que muitos homens de Deus, pastores, evangelistas e bispos, têm sido tentados de uns 15 anos para cá. Ali naquela penumbra, escondidos do sol, tem se ouvido muitos convites semelhantes, convincentes, baseados em discursos de profetas velhos cheios de argumentos ardilosos... Olha eu também sou pastor, bispo, homem de Deus como você, seu lugar não é no Deserto, você precisa ir para Brasília - para defender o "POVO", a Igreja Evangélica... volta, vem comer o pão e beber a água do Planalto!De onde está vindo os muitos escândalos, contradições, fisiologismo, de homens que antes andavam calçados com os sapatos do evangelho, e os trocaram pelos "jumentos" do secularismo. Há muitas Igrejas de luto, olhando o que restou dos homens que antes cuidavam do rebanho do Senhor: cadáveres espirituais cercados de leões e jumentos.A representação política está ao alcance de os todos cidadãos deste país. Mas não para o homem que tem uma chamada real para o santo ministério do Senhor. Se voltar atrás, a alma do Senhor não terá mais prazer nele. É sempre bom lembrar disso. João Cruzué (Via Olhar Cristão)

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Quando nos esquecemos de Deus

O povo de Israel viveu escravizado no Egito por quatro séculos, mas foi libertado pela mão poderosa de Deus, que levantou e capacitou Moisés para essa tarefa impossível. Após o juízo de dez pragas sobre a nação egípcia, Israel saiu enriquecido da terra com mui grande despojo. Perseguido pelo exército egípcio, milagrosamente viu diante de si o Mar Vermelho se abrir, e o atravessou a pés enxutos. Todo o exército inimigo sucumbiu quando o mar se fechou.Enfim, a gloriosa liberdade! Muito embora tivesse Israel de enfrentar o inóspito e causticante deserto do Sinai, durante quarenta anos Deus alimentou o povo com o Maná que descia dos céus, assim como fez sair água da rocha para saciar sua sede. Durante o dia, Deus protegia Israel do sol inclemente com uma nuvem; e de noite, com uma coluna de fogo. Todo aquele povo presenciou várias manifestações da glória de Deus, recebeu os Dez Mandamentos, e durante quarenta anos ninguém adoeceu nem teve a roupa desgastada.Seria possível que esse mesmo povo se esquecesse de Deus?Ora, Israel não somente se esqueceu de Deus, mas também se voltou para adorar ídolos mudos, surdos e inoperantes de outros povos. O problema é que, tão logo esqueciam de Deus, muitas, muitas coisas ruins aconteciam.O escritor e filósofo russo Alexander Soljenitsyn disse: “Quando criança, lembro-me de ter ouvido os mais velhos do meu povo apresentarem a seguinte explicação para os grandes desastres que recaíram sobre a Rússia: Os homens esqueceram-se de Deus. Por isso tudo aconteceu. Desde então, passei quase 50 anos trabalhando na história da revolução comunista. Se me pedissem que eu enumerasse hoje, de forma concisa, as principais causas da revolução que dizimou quase 60 milhões de vidas, não poderia explicar de forma mais precisa, senão repetir: Os homens esqueceram-se de Deus. Por isso tudo aconteceu”.Se essa afirmação “profética” fosse proferida por teólogo ou religioso, certamente não teria o alcance e a repercussão que teve. Mas o que Soljenitsyn afirmou a respeito da Rússia, historicamente falando, pode ser dito a respeito de várias nações e povos ao redor do mundo.O escritor Don Richardson, em seu livro “Fator Melquisedeque”, mostra que vários povos tiveram um conhecimento prévio de Deus e como muitos o esqueceram.Quando os gregos enfrentaram uma praga que dizimava sua população, o profeta cretense Epimênides os orientou a elevar altares “ao Deus desconhecido”, que habitava nos céus. Mesmo com pouca revelação, os gregos se voltaram para Deus, e a praga cessou. Mas o tempo passou e eles se esqueceram de Deus.O apóstolo Paulo, séculos depois, anunciou o evangelho no Areópago, em Atenas, apontando para um desses altares, dizendo: “Porque, passando e observando os objetos de vosso culto, encontrei também um altar no qual está inscrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Pois esse que adorais sem conhecer é precisamente aquele que eu vos anuncio” (At 17.23).Os cananeus eram notórios por sua idolatria, sacrifício de crianças, homossexualismo legalizado e prostituição sacralizada nos templos. Foi dentre eles que surgiu um homem chamado Melquisedeque (melchi, rei; zadok, justiça), rei de justiça, um nome aparentemente impróprio diante de um povo tão devasso. Mas foi esse homem que abençoou a Abraão, o pai da fé. Ele era grande e tinha uma revelação de Deus tão especial que o sacerdócio de Jesus não foi estabelecido segundo a ordem dos levitas (de Levi, bisneto de Abraão), mas segundo a ordem de Melquisedeque (Hb 7.17). Depois, os cananeus também se esqueceram de Deus.Pachacuti foi rei da incrível civilização inca, quando o império chegou ao seu apogeu (1471 d.C.). O povo inca adorava o sol. Pachacuti chegou à conclusão que o sol (Inti) não era o verdadeiro Deus, pois se fosse, nenhuma coisa criada teria o poder de reduzir sua luz. Então, concluiu que havia um Deus nos céus, criador de tudo, a quem chamou de Viracocha, que significa Senhor Onipotente.Para não desagradar os sacerdotes de Inti, Pachacuti concordou que Viracocha seria adorado somente pela nobreza, não pelo povo comum. Quando os espanhóis chegaram, a elite inca pensava que eles traziam a mensagem de Viracocha. Mas os espanhóis destruíram todos os nobres incas, e o resto do povo ficou sem o testemunho do Senhor. Deus foi esquecido.Desperta Brasil! Não seria a hora de nos voltarmos para Deus? Brasil, lembra-te do teu Criador, sabendo disso: “Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor”.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

ESCOLHA CERTA

Igreja não é igual supermercado, que nos faz mudar de acordo com a oferta do dia .

Hoje em dia milhares de crentes estão orando ao Senhor para serem orientados na escolha da comunidade certa. São tantas igrejas, denominações, comunidades... O que é importante levar em conta para que eu e você não tomemos decisões erradas?
1º Lugar: A menos que você esteja passando por um grande sufoco financeiro, não escolha a sua igreja por causa da proximidade com sua residência! IGREJA NÃO É SUPERMERCADO! Não escolhemos nossa família por causa de um ou dois ônibus!
O que você vê é que alguns membros entrosados na igreja, quando se mudam para outro bairro, mudam também de igreja.
Muitas vezes, não se adaptam e não são abençoados nas mensagens! Perdem o vigor espiritual. Ou retornam à sua igreja de origem ou dificilmente se aprumam.
2º Lugar: Escolha uma igreja em que você concorde com a teologia (Doutrinas).
Em outras palavras: Esta igreja crê nas doutrinas que você crê? Exemplo: Você crê nos frutos e nos dons do Espírito Santo? Não há lógica em aceitar se transferir para uma igreja onde não crê assim. Você gosta de louvar a Deus com cânticos, glorificar e bater palmas? Não se transfira para uma igreja onde tais liberdades de expressão são censuradas. Você não vê pecado em cortar o cabelo e pintar as unhas? Não seria sábio se tornar membro de uma igreja ondes esses “usos e costumes” são proibidos!
Por outro lado, se você considera fundamental que as irmãs não corte o cabelo, não se pintem, etc., evite ser membro de uma igreja que aceite estes costumes. Você vai se entristecer!
Eu citei aqui alguns exemplos, mas a discussão profunda deveria versar sobre Deus e Sua Pessoa, Cristo e Sua Pessoa e ministérios e como a igreja encara o sofrimento humano, e não em batom ou palmas.
3º Lugar: Escolha uma igreja cujos pastores ministram ao seu coração.
Pastores que abençoam a sua vida. É impossível você ser feliz em uma igreja se você não admira os pastores. Se você não reconhece que Deus “usa” os pastores naquela igreja, não vá para lá! Quem vai, fica murmurando contra os líderes, não abençoa e nem deixa os outros serem abençoados.
4º Lugar: Escolha uma igreja que valorize o estudo bíblico.
Se você tem filhos, seja membro de uma igreja que preencha as necessidades de sua família. Crianças precisam ter orientação específica para diversas idades. Cuidado com igrejas onde jovens e crianças não tem espaço nem de vez enquando.
5º Lugar: Escolha uma igreja que tenha auditagem em suas contas.
A pergunta é: Quem controla o dinheiro e os gastos. Existe um conselho fiscal? Existe uma prestação de contas?
Igrejas que não tem o controle nesta área podem até estar vivendo corretamente, mas se houver desvios, quem os corrigirá?
Existem muitas formas de governo. Deus pode abençoar todas elas. Mas a transparência na administração é o resultado de quem não tem nada a esconder!
6º Lugar: Escolha uma igreja onde você vê as bênçãos de Deus sendo derramadas.
Alguém se converte por aqui? Você conhece alguém que tenha sido curado ou abençoado? Quem foi salvo por Jesus nesta comunidade? É fato que alguns lugares são mais difíceis que outros, mas um trabalho de Deus sempre demonstra frutos espirituais. Uma igreja viva, sempre cresce em vidas e em maturidade.
7º Lugar: Escolha uma igreja que pregue contra o pecado!
O Evangelho não muda! Existem comunidades que, para receberem mais pessoas, abaixam o padrão bíblico. Permitem situações que são condenadas pela Bíblia (Pessoas que vivem juntas mas não são casadas, divórcios por pequenos motivos, gente que foi excluída por outras igrejas sendo recebidas com festa na igreja sem ser questionada). Tenha cuidado com estes grupos!! Nossa igreja é nossa família espiritual!.
8º Lugar: Ao pensar em se transferir para outra igreja, não seja influenciado por “convites” para exercer cargos!
Infelizmente algumas lideranças, para atrair membros, tem usado este artifício. É comum pessoas mudarem de igreja porque lá vão ser: Professores, solistas, diáconos ou até mesmo pastores!
Quando Deus abençoa uma igreja, é semelhante ao que ocorre na Maranata. Ninguém aqui é aliciado com cargos. Se vieram é porque se identificaram com o nosso ministério. Se depois foram investidos em algum cargo, foi em decorrência do chamado de Deus para eles.
Se Deus tem um ministério pra você, este ministério deverá ser reconhecido na sua igreja. Por fim, nunca saia da sua igreja por pequenas coisas, tipo: Ele não me cumprimentou! Fulano se esqueceu do meu aniversário! Ou: Ninguém ligou pra mim, etc.
Perdoa estas falhas e faça de todos os irmãos, seus verdadeiros IRMÃOS.
A palavra de Deus é enfática: Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns. (Hebreus 10:25) Preletor: Paulo César Brito

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

CÂNCER NA IGREJA DE CRISTO

Distorções e feridas da personalidade quando não são curadas são canalizadas de forma espiritual

Por: Peterson Clay França
Nos últimos meses tenho conversado com várias pessoas; jovens, namorados, adolescentes, senhoras, senhores, líderes de células e mocidade. Observei algo em comum nos problemas por eles apresentado. Um câncer na igreja. A maior incidência dos problemas relatados por eles sempre passava por uma liderança doentia. Existem líderes doentes, sedentos de poder, carentes de reconhecimento. Pessoas com frustrações em diversas áreas da vida e que acabam buscando uma compensação na igreja. Para nossa alegria temos muitos líderes sadios, com visão de servir. Mas há muita liderança patológica. Quando notei essa doença de imediato busquei literaturas para poder me embasar e solidificar minha fé e minha liderança. Nessas leituras concluí que distorções e feridas da personalidade quando não são curadas, cedo ou tarde acabam sendo canalizadas de forma espiritual, depois compensadas através do ativismo ministerial ou de uma posição de autoridade. E quando propagadas, produzem uma nova geração de discípulos machucados e líderes deformados. Sei que seria querer demais em poucas linhas resolver um mal como esse, mas não posso deixar de contribuir, quero lançar para que muitos outros se atentem e busquem a cura. Liderança não se limita a cargo ou capacitação de manobrar nos bastidores. Liderança é intrínseca de personalidade, de trato pessoal e de toque humano. Uma liderança opaca levará a igreja, o seu ministério, seu pequeno grupo, ou até mesmo sua empresa ao marasmo, ou no caso de ministérios, em crise doutrinária ou gerencial. Sabe-se lá se não mergulhar numa crise espiritual, o que é pior. Faz-se necessário que os líderes cristãos tenham seriedade no exercício de sua atividade. Chamo aqui a atenção de pastores e autoridades que exercem lideranças sobre outros líderes, para que tenham atenção para as necessidades de seus liderados. Como disse parágrafos atrás não resolverei o problema, mas pelo menos quero dar meu alerta! Liderança não é capacidade de mando, ou de dar ordens. Existem líderes deficientes emocionalmente e que precisam que alguém os obedeça. Querem ter a sensação de mando. Está longe de ser uma liderança sadia. O exercício da liderança não é sinônimo de autoritarismo. Não é gritar ou impor. Não é se impor nem fixar sua vontade. Um policial não é uma autoridade porque é obedecido. Ele é servidor, cumpridor da lei, isso o torna uma referencial como autoridade. Um líder não deve ser manipulador, nem deve se valer das pessoas para consecução de projetos pessoais ou para colocar-se em evidência. Uma liderança em Cristo, em verdade não usa pessoas, as respeita. Nossa sociedade personifica tudo, o carro tem nome, “coisifica” pessoas também. Não é isto que torna ninguém um líder. A liderança cristã deve se sustentar sobre uma base: Cristo, a Bíblia e a Igreja lavada e remida no sangue do Cordeiro. O verdadeiro líder cristão precisa ser um apaixonado por Jesus Cristo e seu evangelho. Toda autoridade cristã deve exalar, estar impregnado do amor incondicional por Cristo e pelas almas, deve estar longe interesses próprios. Deve poder recitar Gálatas 2.20: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.” O povo de Cristo seguirá um líder apaixonado por Cristo. Esta paixão por Jesus dá ao líder uma grande autoridade moral. Líder seja um apaixonado pela Bíblia. Rebanhos doentes seguem líderes doentes que têm suas revelações e esquisitices. Mas um rebanho sadio não age assim. O pastor não pode ler a Bíblia profissionalmente, buscando mensagem. Deve lê-la com avidez, sabê-la, respeitá-la. Ao subir ao púlpito, o povo deve ver seu amor e seu zelo pela Escritura. É dever de um líder saber explanar as sagradas escrituras. Deve ser alguém que mostre conhecimento da Bíblia e como ela se aplica à vida do povo. Isto significa estudá-la e ter conhecimento de pessoas também, afinal não se ensina a Bíblia a seres irracionais. O líder cristão precisa ser regido pela Bíblia e aplicá-la na sua vida. Aí, terá autoridade para levar o povo a aplica-la. Como líder você deve amar seus liderados. Eles não são coisas nem pretexto para atrair aplausos para você. A liderança amorosa, de alguém interessado, é sempre mais acatada que a liderança que vê a necessidade de progresso da empresa que o sustenta. Sei que muitas vezes na igreja nos machucam, irritam, e nos fazem repensar sobre o ministério. Como se diz por aí, “faz parte”. Mas essas experiências nos traz amadurecimento, fortalece o relacionamento tanto com os liderados como com Deus. Há superação das crises e se vê que é possível continuar o trabalho. A liderança eclesiástica deve ser sadia e serviçal. Quando se notam as marcas de Cristo, o zelo pelas Escrituras e o amor pela igreja na vida de um líder, ele tem mais possibilidades de ser acatado. A igreja tem sofrido porque os líderes atualmente se centram mais em compêndios de liderança secular que na Bíblia. Jesus Cristo o maior de todos os líderes, em todos os tempos, Ele escolheu doze sem brilho acadêmico, para mudar a face do mundo. Seria simplesmente ridícula tal pretensão em qualquer outro! Dos doze, um o traiu, dez fugiram e um seguiu de longe para ver o que ia acontecer. Morreu vergonhosamente. Pois bem, seu impacto no mundo foi tão grande que ele dividiu a história em antes d’ Ele e depois d’Ele. Fator marcante e inegável; sua liderança não foi senhoril, mas serviçal. Ele se mostrou como servo. Em Marcos 10.45: “O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e dar a sua vida em resgate de muitos”. Uma liderança sadia leva os liderados a reflexão, veja: Os seguidores de Jesus se recuperaram e se dispuseram a morrer por Ele, porque Ele fez isto. Ele morreu por eles. Ele deu o exemplo. Conseguiu seguidores com mentalidade de servos porque era servo. O líder dá exemplo. Teremos liderança sadia quando tratarmos nossas feridas. Faça um diagnóstico, se cure. Este é o segredo: o verdadeiro líder move pelo exemplo. Sejamos exemplos!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Pastores decadentes


"Torna-te, pessoalmente, padrão de boas obras. No ensino, mostra integridade, reverência, linguagem sadia e irrepreensível, para que o vosso adversário seja envergonhado, não tendo indignidade nenhuma que dizer a nosso respeito" (Tt 2.7-8)Certo dia, ouvi um irmão da igreja expressando a alegria que tinha de seu filho seminarista. Esse irmão falava sobre a certeza de emprego que seu filho teria ao terminar o bacharelado em teologia; falava, ainda, acerca de algumas regiões em que a remuneração de um pastor seria uma importante motivação para que nelas se buscasse um emprego. Muitos pensam assim como esse pai e muitos fazem teologia com o propósito de se empregar numa igreja.Há muitos pastores em decadência porque nunca tiveram um chamado para tal obra. Ser pastor não é somente ter um diploma de seminário, ser pastor não é somente ter um título; ser pastor e velar pelas ovelhas; ser pastor é cuidar do povo de Deus e o alimentar com a palavra da verdade; ser pastor não é ser dono, mas servo; ser pastor é reconhecer que se tem o chamado de Deus para ministério de cuidar do rebanho do Senhor.Hoje, temos muitos “pastores” que são levados por todo o vento de doutrinas. Apresentam-se como pragmatistas e sincréticos e não se preocupam com que verdadeiramente interessa a Deus. O importante para eles é o crescimento numérico e financeiro sem se dar conta de que Deus não está preocupado com esse tipo de crescimento.Pastores decadentes formam ovelhas rebeldes. Por esse motivo muitas igrejas têm “donos” e se os pastores tementes a Deus não aceitarem tais posturas logo são descartados. Bons pastores aceitos são aqueles que hoje fazem vista grossa aos pecados e erros das ovelhas e compactuam com seus erros.Quando Paulo fala a Tito afirma que o pastor deve mostrar integridade no ensino, reverência, linguagem sã e irrepreensível. Algumas vezes, nas cartas pastorais, o apóstolo Paulo faz cobrança severa e muitas advertências aos novos pastores dizendo que encontrarão muitos mentirosos, lobos, salteadores, insubordinados, mas “tu, porém”, fala o que convém a sã doutrina. Neste caso, o pastor segundo o coração de Deus, deve ter autoridade moral para falar, corrigir, exortar as ovelhas se tornando um exemplo de vida para elas e assim construir o caráter Cristão na vida de cada membro da igreja.A decadência de muitos pastores começa quando se deseja o sacerdócio sem terem sido chamados para tal ofício. Partindo desse pressuposto, os pastores que assim se intitulam não têm integridade no seu ensino, e logo começam os problemas as aceitações de todo vento de doutrina, o que leva muitos a errar também.A conseqüência de tudo isso é o descrédito da palavra de Deus e a banalização do nome evangélico. Muitos estão oferecendo tudo que não é o evangelho de Cristo em nome do evangelho de Cristo. E quem tem se agradado dessa situação é o adversário dos verdadeiros cristãos, o diabo. E o culpado de tudo isso são esses pastores decadentes.Autor: Pr. Anderson Resende Barbosa

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Destruindo o altar que o diabo quer construir na tua vida


Preletor: Marcos Gregório
Deus quer que você destrua hoje o altar de doze pedras que o diabo construiu na tua vida.

Deus quer que você destrua hoje o altar de doze pedras que o diabo construiu na tua vida.
I Reis 18: 22 - 23
Dois altares foram construídos, um pelos profetas de Baal o outro pelo profeta de Deus. Este texto fala da proposta do profeta, mas não é ele que constrói este altar.
A oferta para Deus não pode ser misturada com oferta para demônios.
Versículo 24 e 25
Haviam dois bezerros, os profetas de Baal construíram o altar e pegaram um bezerro, o outro bezerro ficou com o profeta Elias.
Versículo 26
Toda vez que os profetas de Baal fazem um altar eles pegam doze pedras, que simbolizam doze situações que satanás quer que se estabeleça na tua vida.
1ª Pedra - A pedra do desemprego.
2ª Pedra - A pedra da enfermidade.
3ª Pedra - A pedra das dívidas.
4ª Pedra - A pedra da frustração dos nossos projetos.
5ª Pedra - A pedra da repetição das frustrações e derrotas familiares.
6ª Pedra - A pedra da falência.
7ª Pedra - A pedra das portas fechadas.
8ª Pedra - A pedra das feridas na alma.
9ª Pedra - A pedra do desespero.
10ª Pedra - A pedra da vergonha.
11ª Pedra - A pedra da esterilidade.
12ª Pedra - A pedra da fraqueza e do desânimo que roubam o nosso poder de reagir em meio às adversidades.
Com qual dessas pedras você está convivendo?
O segundo altar está no versículo 27 - 31
O profeta de Deus não ofereceu oferta sobre o altar que os profetas de Baal tinham construído, ele construiu um novo altar.
Aprenda uma coisa meu irmão, pare de dar ofertas por aquilo que é velho, plante sementes por aquilo que é novo.
Versículo 32
No começo do texto fala sobre lenha e no versículo 26 fala que os profetas de Baal edificaram um altar, mas no versículo 32 Elias pega pedras e edifica um novo altar.
Nesta noite você será desafiado a não oferecer mais sacrifícios sobre o altar daquilo que é velho, daquilo que é religião, daquilo que é antigo, daquilo que é religiosidade. Elias pega pedras e constrói um novo altar.
Versículo 33 - 36
Tem muito crente querendo o milagre, mas o milagre não vem, porque antes de orar você precisa apresentar a tua oferta. Elias apresentou a oferta antes de dizer: Deus manda fogo no céu.
Há uma bênção sobre a tua vida que te habilita a viver um grande milagre em cada uma dessas áreas.
Josué 22: 7 - 8
Satanás quer que a nossa vida seja representação dos altares que ele constrói, onde está o desemprego, onde está a angústia, onde os projetos não se realizam, onde está a falência, onde nada acontece.
Eu profetizo que a tua semente nesta noite vai trazer sobre a tua vida um altar de doze pedras. Receba em nome de Jesus as doze pedras que o profeta Elias ergueu que apontava para as doze tribos, porque sobre as doze tribos estavam as bênçãos que hoje, o altar que você levantar trará sobre a tua vida: pedra da provisão, pedra da abundância sem limite, pedra do favor de Deus sobre a tua família, pedras que quebrem em todas as áreas da minha vida a repetição de todo ciclo que tem estado sobre a minha família, pedra que quebra com o espírito de frustração sobre os nossos sonhos e projetos, pedra da conquista e do crescimento, pedra que te autoriza e te habilita a viver novos patamares em Deus, em todas as áreas da tua vida, principalmente, a sentimental, pedra do milagre da cura física e emocional, pedra que quebra com todo referencial de medo e fracasso, para que você avance na vida profissional, pedra do livramento, do socorro e da libertação do Senhor para todas as áreas da minha vida, pedra do crescimento espiritual e ministerial: em todo tempo minhas vestes serão brancas e nunca faltará óleo sobre a minha cabeça, pedra que abre os céus sobre a minha vida e trás fogo de Deus para destruir com as pedras do altar que o inimigo quer estabelecer na minha vida.
Hoje você vai liberar uma semente poderosa e profética. Com uma pedra Davi destruiu o seu gigante. E a última pedra é a pedra que te habilita e te autoriza a por em terra todo o gigante que tentar se levantar em qualquer área da tua vida.
Hoje você vai acordar do sono da pobreza, ruína, miséria e escassez, porque hoje começa na tua vida o tempo da liberação de poderosas bênçãos do Senhor para o teu crescimento, para o teu avanço; porque quando você prospera você testemunha da bondade e do favor de Deus.
Eu profetizo que virá favor de Deus de todos os lados para a tua vida.
Você vai ofertar hoje para construir o teu altar de prosperidade, o teu altar de provisão, o teu altar de favor, o teu altar de saúde, o teu altar de paz, o teu altar de vitória, o teu altar para reinar em vida em todas as áreas da tua vida.
No texto o profeta Elias diz: Chegai-vos a mim.
Toda vez que nos chegamos a Deus a única alternativa é prosperar, é romper com a miséria. Aquele altar teve que ser levantado porque a miséria estava imperando, três anos e meio sem chover, havia fome, havia sede, havia desespero.
Existem quatro altares de prosperidade que temos que levantar para destruirmos os altares que o diabo quer estabelecer sobre a nossa vida.
1º - Altar que Abraão construiu quando ele deu o dízimo. Ló nunca deu o dízimo, Ló era rico, tinha posses, posição, e ele não deu o dízimo nem antes, nem durante e nem depois. Este altar é o altar da ratificação da aliança, esta aliança impede o devorador de se manifestar em qualquer área da minha vida.
2º - Altar que José levantou. Ele levantou um altar quando perdoou todos os seus irmãos. O filho de José que nasce primeiro se chama Manassés, que significa: Deus me fez esquecer. O segundo filho que nasce se chama Efraim, que significa frutífero e próspero, depois ele diz: Deus me fez prosperar na terra da minha aflição.
Antes de você prosperar na terra da tua aflição você tem que gerar primeiro o Manassés. Deus tem que te fazer esquecer de todos os trabalhos, de todas as feridas, de todas as angústias da casa de teu pai e de fora da casa de teu pai. Muita gente quer gerar Efraim antes de gerar Manassés. Quando José leva seus filhos na casa de Jacó, Jacó troca as mãos porque a benção era do primogênito, ele pega o segundo e abençoa no lugar do primeiro.
3º - Altar de Maria irmã de Lázaro. Ela entregou o seu melhor para o Senhor.
Eu construo um altar quando trago o melhor, eu construo um altar quando venço os críticos, quando venço a miséria, quando venço a necessidade, quando venço o medo de faltar, quando venço o medo de não ter, quando venço o medo de receber. Maria construiu um altar por que ela levou o preço de um ano inteiro de salário.
Quando você trás para Deus o teu melhor ou o teu pior isso será perpetuado. Judas é lembrado pelo seu pior, Maria é lembrada pelo seu melhor. Como você quer ser lembrado?
4º - Altar da viúva de I Reis 17. Toda vez que você obedece ao profeta e entrega o teu melhor você levanta um altar e este altar é a liberação profética para que a benção se manifeste na tua vida. O profeta disse: A farinha da tua panela não vai acabar, o azeite na tua botija não vai acabar.
Toda vez que você trás o teu melhor, é o altar de viver a palavra que foi declarada sobre a tua vida.
Você tem que crê nesta palavra acreditando que Deus quer o melhor para a tua vida.
Se você olhar para o dinheiro você nunca trará o teu melhor, mas Deus te propõe hoje a olhar para o que Ele está te prometendo, olhe para o que Ele pode fazer.
Eu profetizo sobre a tua vida que o altar que você levantará esta noite, através da tua semente, irá liberar a tua vida para este tempo, Deuteronômio 8: 7 - 10: "Porque o Senhor teu Deus te faz entrar numa terra boa, terra de ribeiros, de mananciais profundos que saem dos vales e das montanhas, terra de trigo e cevadas, de vides, figueiras, romeiras, terra de oliveiras, de azeite e mel, terra em que comerás o pão sem escassez e nada te faltará nela, cuja as pedras são de ferro e cujo os montes cavará de cobre. Comerás e te fartarás, e louvarás ao Senhor teu Deus pela boa terra que ele te deu".

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

FUGINDO DOS EXTREMOS


Preletor: Geziel Nunes Gomes
Há pregadores que vão pregar por muitos dólares e os que aceitam o café após o culto
Sou do tempo em que pregadores viajavam de ônibus pelas estradas cheias de lama, especialmente no nosso sofrido Nordeste. Até empurrá-los, para saírem do atoleiro, já fiz.Sou do tempo em que o dinheiro da passagem dos pregadores lhes era entregue contadinho, justinho, “timtim por timtim”. Nada mais.Ofertas de amor? Que é isso, gente? Vamos deixar as heresias de lado. Tudo se faz por fé.Vivi isso por mais de 30 anos.Até que surgiu algo novo. A consideração para com os pregadores, que vivem pela fé, mas têm, também, estômago, família e compromissos diuturnos.Hoje estamos vivenciando os extremos, jamais sonhados antes.Por um lado existem os pregadores que estipulam dois mil dólares por uma noite de pregação (uma noite? uma hora, melhor dizendo e no outro extremo há os pastores “amigos” que lhes dão 50 reais para um cafezinho. Um bom dinheiro para um café com biscoito, uma insignificância para comprar uma boa camisa.Precisamos encontrar um denominador comum para essa confusão que se estabeleceu.Existem pregadores que enriqueceram em dez anos, em seus périplos nacionais e internacionais.Recentemente um deles confessou a um amigo meu: “estou rico, famoso e cansado”.Existem pastores que ajustam qualquer quantia e pagam qualquer preço milionário para terem o “privilégio” de ter uma estrela em seus púlpitos, mesmo que para entregar a mesma palavra pela milésima vez. Literalmente.Existem líderes que dizem: “pode deixar, eu sei abençoar os homens de Deus” e estes são despedidos com preciosos tapas de fraternidade e orações poderosas. Ajuda financeira, que também vale nada.Está faltando equilíbrio.Entregar fortunas, recolhidas do dízimo suado dos membros da Igreja, para enriquecer as múltiplas contas bancárias dos pregadores-empresários, talvez não tenha muito apoio lá em cima.A manipulação e a malversação do dinheiro sagrado de ofertas e dízimos certamente se constituem em novo item para o Tribunal de Cristo.Certa igreja, que conheço muito bem, “contratou” um desses famosos para três dias de Congresso, numa igreja na terra de Tio Sam.Jamais se viu ou ouviu tanta agitação. O povo literalmente pulava, corria e gritava, indo quase ao delírio. O discurso (mensagem? vamos usar as palavras com sabedoria, gente!) era de encomenda para conduzir a platéia às fronteiras do delírio.Não foi um Congresso de Pão. Quase diria que foi de circo.Na segunda-feira que se seguiu a Comissão reuniu-se para fazer a avaliação, a fim de apresentar ao Criador os frutos alcançados pelas criaturas.Balanço final: 14 mil dólares de gastos, incluindo telefonemas internacionais, dados pela majestade, a fim de ajustar outros compromissos. Nem uma decisão para Cristo, nem uma reconciliação, nem um batismo com o Espírito Santo.Deixo-lhes uma pergunta: valeu a pena?Ultimamente minha esposa e eu decidimos de comum acordo combinar previamente com aqueles que nos convidam (com algumas exceções) os termos da oferta de amor.Ela tem encontrado alguns que perguntam: “somente isso, irmã”? Eles se espantam, pois já haviam contatado os mega-pregadores, habituados a cachês milionários, com exigência inclusive para uma passagem extra: para o empresário (misericórdia!) ou para o “pajem de armas” que acompanha o notável tribuno, com a responsabilidade sacerdotal (!) de vender seus DVDs, bem como a árdua tarefa de contar e guardar o dinheiro.Veja o outro lado da questão: o diabo, os demônios e o inferno não são capazes de apagar um avivamento.Nós mesmos podemos fazê-lo. Tudo começa quando perdemos o equilíbrio.