quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Lembranças do vento sueco


Em minha ainda curta vida ministerial, com quase 20 anos de experiências pentecostais, tive o privilegio de conhecer vários profetas de Deus com mensagens cristocentricas, usados poderosamente na Palavra bíblica e acima de tudo, verdadeiros servos do Sumo Pastor, que causaram impacto em meu ministério, aumentando a fé do Cristo Vivo e a visão do seu Reino. Homens da estatura de Nilson Fanini, Roberto Mcalister, Paul Yong Cho, durante sua pregação em São Paulo, David Wilkerson, quando de sua pregação profética na Catedral de Madureira, Billy Graham no Maracanã entre outros. Porem, Deus em sua infinita graça e misericórdia, estava reservando uma benção especial na proximidade do centenário das Assembléias de Deus no Brasil. A Dádiva do Senhor, aconteceu no dia 05 de setembro de 2009, antevéspera da independência do Brasil, durante a realização da Assembléia Geral Extraordinária das Assembléias de Deus no Rio e Janeiro – Ministério de Madureira na Catedral de Cabo Frio, onde esteve presente o ultimo remanescente da Família Vingren, o pastor sueco Berthil Adolf Vingren, 82 anos, filho de Gunnar Vingren, fundador das Assembléias de Deus no Brasil. Após receber a oração do pastor Berthil no púlpito, naquela noite especial marcada por Deus, recebi porção dobrada assim como aconteceu com Eliseu. Depois de 16 anos sem visitar o Brasil, coube ao pastor João Nunes, presidente das Assembléias de Deus em Nova Iguaçu, trazer o filho do missionário Gunnar com a enfermeira Frida Strandberg de volta ao Rio de Janeiro, seu lugar de nascimento, a 82 anos passados. Ao ouvir sua pregação e testemunho missionário, os pastores da Catedral de Cabo Frio tiveram oportunidade de glorificar a Deus pela vida do patriarca Gunnar Vingren, nascido em Ostrahusby, Suécia, a 8 de agosto de 1879, que sendo filho de pais crentes, aprendeu desde a infância a trilhar os caminhos santos e a conhecer os preceitos de Deus, sendo batizado nas águas aos 15 anos e no verão de 1909 no batismo com o Espírito Santo, trazendo para Belém do Pará, norte do Brasil, o fogo pentecostal para incendiar a nação brasileira. A Catedral de Cabo Frio, viveu momentos históricos durante a comemoração dos seus 69 anos de fundação, recebendo um presente de Deus com o testemunho comovente e inspirativo de um ancião alquebrado pela força dos anos, porem remanescente fiel e verdadeiro da linhagem Vingren, ou como diria o pastor Samuel Gonçalves, a boa semente Vingren continua germinando no solo fértil do Brasil. Com os olhos marejados e a voz cansada, porem cheia de emoção, o pastor Berthil relatou o regresso de seus pais a Suécia no dia 15 de agosto de 1932, aos 53 anos de idade, quando em plena atividade pastoral no Rio de Janeiro, como também sua passagem para as moradas eternas no dia 02 de julho de 1933, enquanto sua esposa Frida, lia o salmo 84 e com os braços levantados, exclamava: “ Jesus, tu és maravilhoso. Aleluia! Aleluia!” . O Pastor Berthil com total lucidez e mensagem fervorosa após rememorar as benções e lutas experimentadas nos primeiros anos da igreja e Belém do Pará, retornou para a Suécia no ultimo dia 07 de setembro, provavelmente para nunca mais voltar ao Brasil, porem com o coração alegre, e a certeza de que o vento do Espírito Santo continua soprando em Cabo Frio e por todo Brasil, e de que os pioneiros Gunnar Vingren e Daniel Berg, recolhidos pelo Senhor Jesus antes do comprimento de ricas promessas quanto ao progresso da obra pentecostal em solo pátrio, tem, assim, nas mãos e diante dos olhos de seus descendentes, a colheita dos frutos cujo as boas sementes, a gloriosa e inefável Palavra de Deus um dia semearam. Baruch Há Shem!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

A mensagem das nádegas descobertas


Depois do culto de celebração dos 69 anos de fundação da igreja em Cabo Frio no ultimo dia 06 de setembro, retornamos para casa com minha família e nos deparamos com uma cena constrangedora, a entrada no ônibus de uma multidão de ativistas gays, provenientes da Parada Cabo Free, realizado no estacionamento da Universidade Veiga de Almeida. Na sua maioria jovens em uma sena coletiva de exibicionismo em nome dos direitos da minoria. Mesmo com o protesto de alguns passageiros, que exigiram do motorista parar na delegacia policial, eles continuaram a manifestar os seus direitos de opção sexual, mesmo que causando escândalo. Um deles mais afoito e escrachado ao contemplar a minha Bíblia, começou a gritar: “ sai desse corpo demônio, que ele não te pertence”, em tom de chocarrice. Outro mais bem informado sobre a tramitação da PL 122, declarou sua esperança pela aprovação da lei, visando escapar da censura da igreja e da Palavra de Deus. Naquele momento, lembrei-me da profecia contra o Egito e a Etiópia, no livro do profeta messiânico no capitulo 20, que poderia ser intitulada como: A mensagem das nádegas descobertas. Onde uma multidão de homens de nadegas para fora era formada de egípcios e etiopês como prisioneiros de guerra do general Tartá, sendo levados para a Assíria. O rei Sargom , para humilhar os prisioneiros, mandou tirar-lhes a roupa, visando demonstrar seu poder. Para alguns teólogos, aquela cena vergonhosa de nudismo, era também uma mensagem explicita da parte de Deus, de que ele havia destruído a esperança errada do povo. Aqueles homens de guerra vencidos e humilhados pela esperança errada. Para escapar da Assíria e do juízo de Deus, o povo precisava de arrependimento e mudança de comportamento, e não confiar no poder do Exercito da Etiópia e do Egito. A mensagem das nádegas descobertas continua atual. De um lado, temos ativistas gays, realizando paradas de orgulho, visando intimidar e pressionar o Congresso Nacional com leis , que legitimem seus pecados de afrontamento a família e aos ensinamentos de Deus. Por outro lado, temos a igreja enquanto instituição religiosa com seus lideres, depositando esperança no poder de barganha e articulação da bancada evangélica para derrota desta lei discriminatória e anti-constitucional. Qualquer expediente que não remova o pecado, não funciona nem a médio nem a longo prazo. A Igreja de Cristo somente será vencedora na batalha contra o pecado, quando apenas depositar sua esperança no poder de Deus, através da pregação do evangelho. Não adianta colocar a culpa no diabo pelas paradas de orgulho, pelas leis amordaçadoras visando calar os profetas de Deus. Não adianta construir asilos, creches, orfanatos, leprosários como obras de misericórdia com exibição na mídia eletrônica para contra balançar o pecado existente nos bastidores da igreja. Não adianta trocar o púlpito pelo palanque com discurso politicamente correto para os homens, não adianta criar modismos teológicos se adequado as leis que regem a sociedade secularista, se colocando como vitima e não como culpada pela falta do exercício da voz profética no Mundo. Não adianta ter catedrais e estádios de futebol lotados por multidões sedentas por curas, milagres e uma graça barata ministrada por mercenários da fé. O mais rápido possível, precisamos enquanto povo de Deus fazer a mesma pergunta do autor da epistola dos Hebreus: “como escaparemos, nos, se negligenciarmos tão grande salvação?”. (Hebreus2.3). Baruch Há Shem!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Naqueles dias ...

Quando criança em Belford Roxo, gostava de visitar meu avo materno Arthur Oliveira e ouvir suas historias de pescador, como também as aventuras de Lampião no alto sertão nordestino. Os netos ficavam em volta da fogueira com os olhos brilhando e suspirando de emoção pelos causos contados. Quando a adolescência chegou na rua Lucia, e os missionários batistas visitavam nossa igreja, contando suas experiências e dificuldades no campo missionários entre os índios, durante a construção da Rodovia Transamazônica, período em que o pastor Paulo Roberto Seabra foi secretario executivo da Junta de Missões Nacionais, ficava-mos admirados com a coragem e ousadia dos nossos dedicados missionários, e para segurar a corda aumentava-mos a oferta missionária, catando e vendendo latinhas e garrafas velhas. Não conseguíamos entender, como em meio a tantos desafios e problemas enfrentados, as pessoas em lugares mais distantes do Brasil se convertiam ao evangelho de Cristo, mediante o testemunho e a vida de homens e mulheres simples, porem cheios do amor do Salvador. Foi quando na juventude, recebi o batismo de fogo e busquei conhecer o Movimento Pentecostal trazido pra Belém do Pará por Daniel Berg e Gunnar Vingren, enfrentando a malaria, tuberculose, lepra, alem da perseguição católica e o calor dos trópicos, foi assim que fiquei maravilhado com o poder do evangelho e o crescimento da sua igreja. Como bem definiu o pastor Renato Vargens:” Naqueles dias difíceis, no inicio do século passado, não havia apóstolos televisivos, ninguém decretava nada, o louvor não era extravagante, não existiam bispas peruas sendo presas no Estados Unidos, os pastores não eram executivos da fé, não existia campanha do dente de ouro, não existia a unção do leão e do risos, ninguém colocava cadeiras no púlpitos para os anjos sentarem, não se tocava shofar no culto, porem, com mensagens simples e cheias de unção, os pecadores se arrependiam, os enfermos eram curados e o povo recebia o batismo no Espírito Santo”. Me causa admiração, saber que nos primeiros dias da igreja recém fundada no Brasil no vasto território amazônico, os pastores brasileiros ordenados pelos missionários suecos, não criavam galo que profetizam, não calçavam sapatinhos de fogo e tão pouco faziam adivinhações com mapas espirituais, e nem tão pouco comercializavam orações por 7 reais ou unção financeira por 900. Naqueles dias, não existiam fã clube de cantores gospel, não dançavam quadrilha gospel, não lutavam vale tudo no ring santo, e tão pouco subiam monte com garrafões de água ungida. Naqueles dias, os lideres da igreja não trocavam o púlpito pelo palanque, o Brilho do Espírito Santo pelo holofote da mídia, não se vendiam cargos eclesiásticos como simonia disfarçado e a gloria era apenas do Senhor. E pensar que naqueles dias, éramos chamados de caretas, quadrados, santarrões, ignorantes, fanáticos, entre outras coisas. Depois da no seminário na tentativa de aprender a clara ligação entre os avivamentos históricos e os movimentos missionários, descobri que Jhon Wesley, durante 50 anos pregou cerca de 3 sermões por dia, geralmente ao ar livre, tendo percorrido 175 mil km a cavalo pregando 40mil sermões durante toda vida, o que me causou espanto, pois naqueles dias, não existia radio, televisão, internet, apenas paixão pelas almas perdidas. O pastor canadense Roberto Mclister (foto) , fundador da Igreja Nova vida em Botafogo, dizia que quando a igreja é liderada sem a direção do Espírito Santo, do homem sempre espere o pior e de Deus sempre o melhor. No primeiro caso nunca serás decepcionado; e no segundo nunca será desamparado. Baruch Há Shem!

sábado, 26 de setembro de 2009

Quando a dor chega


Ao final de um Congresso de Pastores no Rio de Janeiro, fui chamado para uma conversa ao pé do ouvido, por um pastor sexagenário , que milita no interior do estado, no pastoreio do mesmo rebanho a cerca de 22 anos. Com a voz embargada de emoção e os olhos marejados, confessou que a dor chegou. Preocupado, perguntei-lhe, se estava sentindo dores no coração, tendo em vista o numero excessivo de pastores que enfartam. Com o semblante caído, revelou que as dores do ministério pastoral são sentidas na alma.
Depois de varias décadas de dedicação a causa do reino, seu pastor regional, havia decidido remove-lo por considerá-lo antiquado diante dos modismos teológicos e insistir na pratica dos bons costumes bíblicos, que fizeram a real e verdadeira diferença no século passado, tornando a semente plantada por Gunnar Vingren em Belém do Pará, em uma imensa floresta com dimensões continentais e com frutos do espírito como legitima transformação de vidas. Nos poucos anos de ministério em que passei no pastoreio de uma congregação no Palmital, o que mais descobri no exercício pastoral, foram dores na alma. Essas dores, na maior parte delas, foram minimizadas ou suportadas pela perspectiva de não serem de maneira nenhuma desprovidas de propósitos do Sumo-Pastor da Igreja. Ainda me lembro claramente do dia em que o novo obreiro foi empossado, e algumas das ovelhas que aprendi a amar, sorrir e chorar com elas, lembraram-me da promessa do salmista: “ Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem duvidas, com alegria, trazendo consigo os seus molhos” ( Salmos 126.6). Naquele momento de despedida da comunidade, por decisão também do meu pastor regional, o mesmo brado de Cristo na Cruz do calvário, me veio a mente: “ Pai, porque me abandonastes ?”. Hoje, perto de completar 48 anos e mais de 20 anos de ministério, percebo o quanto os pastores são pessoas frágeis, diante da dor da separação de suas comunidades. Por mais que venhamos amar as ovelhas e estejamos dispostas a abrir mão de nossas vidas em favor delas, assim como fez o Bom Pastor, precisamos entender, que as ovelhas pertencem a Ele. Que a casa de oração e Dele. E finalmente que os pastores passam, mais a igreja de Cristo permanece. Baruch Há Shem!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A Igreja dos Fariseus


Após o período pos-Reforma Protestante surgiram diversas denominações e comunidades cristãs, que fazem parte da construção do Reino de Deus na Terra, algumas delas com nomes de seus fundadores, outras com sua metodologia de trabalho que surgiram através de sonhos e revelações. Porem, quase todas com intuito de pregar as boas novas e servir de Casa de Oração para todos os povos. Dentre essas comunidades, já existia uma pré apostólica no qual Paulo aponta varias características marcantes, que a diferencia das demais. Na Igreja dos fariseus não existe alegria natural de servir a Deus e ao próximo, sem buscar recompensas e promoções eclesiásticas. Na Igreja dos Fariseus, o relacionamento de amor com Cristo, a busca do perdão e o arrependimento de pecados, foi substituído por regras e rituais legais, em outras palavras pelo legalismo. Na igreja dos fariseus, existe uma rigorosa descriminação entre santos e pecadores, puros e impuros ( Lucas 18.9-14). Onde os membros desta comunidade imaginam-se justos por não matarem, não roubarem, não adulterarem e por jejuarem e darem os dízimos. Na igreja dos fariseus, eles acreditam copiosamente que Deus não ama aqueles que não pertencem a sua denominação ou clube religioso. Portanto, eles mantém uma separação em relação a estas pessoas. A Igreja dos fariseus, eles estranharam grandemente a atitude de Jesus de comer com publicanos e pecadores ( Matheus 9.9-13), e por não exigir separação de pessoas por má reputação ( Lucas 7.36-39). Na igreja dos fariseus, seus lideres colocam sua confiança em uma raça, assim como Paulo disse: “Quanto ao povo de Israel, eu era da tribo de Benjamim. Como se tivessem sangue azul ou se a salvação fosse hereditária. Na igreja dos fariseus , já prevalecia uma parte da teologia da prosperidade, pois eles eram “rigorosos nos dízimos e ofertas, mais indiferentes ao mandamento a cerca do exercício da justiça e misericórdia” (Matheus 23.23-24). Na igreja dos fariseus, existe uma desenfreada busca de uma impecável reputação religiosa onde : “ tudo o que fazem é afim de serem visto pelos homens”(Matheus 23.5-6). Somente na igreja dos fariseus acontecem milagres que são transmitidos pela televisão ou publicados em revistas e jornais e o numero de endemoniados libertos entrou no livro dos recordes, na igreja dos fariseus sua confiança está em carros e cavalos. Esta no poder da religião, no poder político com a venda dos votos da congregação para políticos corruptos, no valor de títulos eclesiásticos fabricados pelo homem, corrompendo o verdadeiro evangelho de Cristo, nesta igreja, assim como Paulo dizem : “ eu sou um verdadeiro Hebreu”. ( Fillipense 3.5), onde até parece que Deus esta preocupado com sua denominação. Na Igreja dos fariseus, o homem é glorificado pela sua posição social, riquezas e gordas contas bancarias e o povo é oprimido com ordens e leis, que nem eles mesmo cumprem. ( Matheus 23.2-3). Na igreja dos fariseus, vale tudo para ganharem adeptos e admiradores com o “ deus do entretenimento” com campanhas intermináveis, com orações a 7 reais, com água da bica ungida e etc. Eis o juízo de Jesus contra quem pertence a essa “igreja” e pratica este tipo de espiritualidade, mais ai de vos escribas e fariseus hipócritas. (...) insensatos e cegos! (...) semelhante a sepulcros caiados, que por fora parecem formosos , mais por dentro estão cheios de ossos de mortos, e de toda imundícia. (...) serpentes venenosas, raça de víboras!” ( Matheus 23.13,19,23,27 e 33) . Se você, pertence a essa comunidade e sinceramente acha que vai conquistar o amor de Deus por estas praticas, você esta sendo enganado, pois somente recebemos o amor Dele

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Qual o resultado do avivamento em nossas vidas ?


Durante muitos anos, desde que ingressei no Movimento Pentecostal, a partir do meu batismo no Espírito Santo em um jantar da Adhonep no Leme Palace Hotel, no Rio de Janeiro, tenho ouvido falar da chegada do avivamento na Igreja Brasileira a partir de alguns seguimentos denominacionais, com inicio na década de 60 no século 20, período em que a taxa de crescimento dos evangélicos chegou a casa dos 05%. De uns tempos para cá, com o surgimento de modismo teológicos e correntes heréticas, que tem causado uma verdadeira confusão no meio evangélico, onde muitos são chamados de pentecostais, neo e ultra pentecostais, como frutos do avivamento que chegou e somente vai terminar quando o Brasil, for a maior nação evangélica do mundo, segundo os pseudo-s teólogos ufanistas de plantão. Porem ao percorrermos inúmeras igrejas, para pregarmos a verdade bíblica imutável, ouvindo a pessoa do Espírito Santo com sua natureza e missão de conversão dos perdidos, percebemos que o que existe no momento em alguns cultos, onde a Palavra não tem prioridade, são verdadeiras explosões emocionais, destituídas das marcas do Espírito Santo, com nenhum resultado para a transformação de vidas e edificação da igreja de Cristo. Ao analisar-mos a historia do Cristianismo, aprendemos que os ciclos de avivamento espiritual são conseqüências naturais da proclamação da Palavra, e não mero emocionalismo barato, onde as pessoas choram, pulam, rodopiam, praticam a “ Unção do Leão”, recebem o “ Dente de ouro”, como comprovação de poder sobrenatural e alguns dias depois, voltam a cometer os mesmos pecados de outrora. Onde uma pergunta não quer calar: Qual o resultado do Avivamento em nossas vidas, para transformar a nação brasileira ? como resultado de um avivamento, a partir de 1730, John Wesley durante 50 anos pregou cerca de 3 sermões por dia, a maior parte ao ar livre, tendo percorrido 175 mil Km a cavalo pregando 40 mil sermões ao longo de sua vida. Como resultado de um avivamento, em 1727, a igreja moraviana passa a enviar missionários para todo o mundo durante 100 anos, chegando a mais de 3600 missionarios. Como resultado de um avivamento, em 1784, após ler a biografia do missionário David Brainer , o estudante Willian Carey foi chamado por Deus para evangelizar a Índia, traduzindo a Palavra para 20 línguas locais. Como resultado de um avivamento, em 1806, Adoniran Judson, foi enviado para Birmânia, onde foi preso durante décadas, mais deixou 300 igrejas plantadas com 70 pastores. Como resultado de um avivamento,Charles Studd, um rico estudante da Universidade de Cambridge foi para a África e percorreu 17 países pregando para meio milhão de pessoas e fundando a Missão de Evangelização Mundial, que conta hoje com mais de 4 mil missionários no mundo. Como resultado de um avivamento, em 1955 Deus levantou Ashbel Green Simomton nos Estados Unidos para fundar no Brasil na segunda metade do século 19, a Igreja Presbiteriana do Brasil. Com resultado de um avivamento em 1859 no Canadá após a pregação do evangelista Irlandês em Henri Grattan Guinness, foi que Albert Benjamin Simpson se converteu, estudou teologia na Universidade de Toronto, foi ordenado pastor da Igreja Presbiteriana do Canadá e depois fundou a Aliança Crista Missionária, com varias igrejas pentecostais do mundo, assim como a Universidade Simpson na Califórnia (EUA) e a Escola Albert Simpson em Lima no Peru. Como resultado de um avivamento, em 1909, os suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren vieram para Belém do Pará a bordo do Navio Clemente no dia 19 de Novembro de 1910 e fundaram o maior Movimento Pentecostal do Mundo, a Assembléia de Deus no Brasil, iniciada com apenas 18 crentes. Como resultado de um avivamento, em 1920 em Fuzhou – China , em reuniões promovidas por Dora Yur, que o jovem Watchman Nee , de 17 anos experimentou a Salvação em Cristo se dedicando em tempo integral a Deus durante 30 anos como sentinela de Cristo na China e líder da Igreja em Xangai com 3 mil membros. Por se negar a deixar de pregar o evangelho verdadeiro, Watchaman esteve preso durante 20 anos e teve suas mãos cortadas para não escrever nenhum texto cristão, passando a escrever com os pés até a sua morte na prisão em 1972. Caso você tenha ouvido falar de um avivamento que esteja acontecendo no seu bairro ou em sua cidade mais que não apresenta resultados de transformação de vidas, pode ter certeza de que isto não é um verdadeiro avivamento. Baruch Há Shem!h

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Privilegiados


“ È dou graças ao que me tem confortado, a Cristo Jesus, Senhor nosso porque me teve por fiel, pondo-me no ministério”. (ITimoteo 1.12)

Cabo Frio durante os 69 anos de aniversario de Fundação da Assembléia de Deus, no ultimo dia 05 de setembro de 2009, como matriz do Movimento Pentecostal na Região dos Lagos , recebeu um presente especial de Deus, que certamente marcou a historia da igreja e a vida das centenas de pastores que estavam presentes. Eu sou um deles, contrariando ao apostolo Paulo, como primeiro entre o pior dos pecadores. A majestosa e imponente catedral de Cabo Frio, fico completamente lotada de homens de Deus e a Gloria do Senhor foi derramada, durante a pregação do filho remanescente Bertil Adolf Vingren, herdeiro da unção de Gunnar Vingren, o fundador das Assembléias de Deus no Brasil, enviado por Deus da fria Suécia para o Calor dos trópicos de Belém do Pará, abordo do navio inglês “ Clement”, aqui chegando em 19 de novembro de 1910, juntamente com Daniel Berg, outro pioneirissimo gigante da fé. Ao relatar os desafios enfrentados pelos pais : Gunnar e Frida Vingren na evangelização da população ribeirinha da então desconhecida e inóspita região amazônica, como também a perseguição do baixo clero romano e as calunias dos ministros das igrejas históricas, as doenças tropicais como Malaria, tuberculose e lepra, os primeiros batismos nas águas feitas em segredo, geralmente as 11 horas da noite, pois não havia templos e nem tanques batismais como na igreja primitiva, revela-nos o sacrifício por amor a Cristo, feito pelos pioneiros e a certeza de que nada comparável temos feito pelo crescimento da obra pentecostal no Brasil, no conforto de nosso lares e nos nossos tempos climatizados. Aonde se conclui, que somos privilegiados. Eu, sou um desses privilegiados, pela graça e misericórdia do : “ Ministério que recebi do Senhor Jesus”. ( Atos 20.24). Por trez vezes seguidas fui privilegiado por Deus, mesmo não sendo merecedor de receber imposições de mãos sobre a minha cabeça.
A primeira vez aconteceu durante minha ordenação ao Ministério da Palavra na função de Evangelista na Assembléia de Deus em São Cristovão, pelas mãos do saudoso pastor Túlio Barros Ferreira, um dos primeiros missionários assembleianos na Bolívia na década de 60, nas cidades de Cochabamba , Sucre, Ururu e Santa Cruz de La Sierra, e que depois se tornaria presidente da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil. A Segunda, ocorreu durante minha ordenação pastoral na Catedral da Assembléia de Deus em Madureira, pelas mãos do sucessor do pastor Paulo Leivas Macalão, fundador do Ministério de Madureira e primeiro pastor brasileiro odenado por Gunnar Vingren. Na época, o Bispo Manoel Ferreira tendo ao seu lado o pastor Lupercio Verginiano em uma reunião de terça feira me abençoando com suas mãos ungidas. A terceira e ultima vez, para minha alegria e surpresa agradável, aconteceu em Cabo Frio, quando o pastor Samuel Gonçalves de Carvalho, presidente da Catedral, solicitou ao missionário Bertiul Vingren que orasse com imposições de mãos na cabeça dos pastores de Cabo Frio, como eu estava sentado na cadeira atraz do Pr.Samuel Gonçalves, obtive o privilegio de receber a benção trazida direto da Suécia, pelo único remanescente de Gunnar Vingren. Ao ouvir o testemunho daquele ancião alquebrado pelas dores da idade, homem simples e pobre materialmente, porem de grande riqueza espiritual como testemunha viva do inicio da Historia das Assembléias de Deus no Brasil, berço da maior comunidade pentecostal do mundo em face da exibição de poder e grandeza por parte do mundo secular, a igreja de Cristo, esta sendo pressionado a substituir a qualidade pela quantidade, o Espírito Santo pela organização profissional de pastores executivos, a substituir a Graça de Deus pelos diplomas teológicos, o poder Espiritual pelo prestigio político, o fogo de Deus pelo fogo fátuo. Numa época em que se adora cada vez mais o poder temporal, precisamos retornar ao grande principio mestre da “ loucura de Deus” com seus métodos que aos olhos dos sábios desse mundo, são inadequados, porem “ que é mais forte que os homens”, pois como afirmou o profeta messiânico: “ Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos ... diz o Senhor” ( Isaias 55.8), precisamos exemplos dos pioneiros continuar pregando a Cristo crucificado, o Cristo que foi crucificado em fraqueza. Não obstante, tememos dizer do mesmo modo que Paulo declarou : “ Porque nos também somos fracos nele” (II Coríntios 13.4). Diferente de outras demoninações evangélicas fundadas por missionários estrangeiros no Brasil, tais como Ashbel Green Simoton, fundador da Igreja Presbiteriana, que estudou no Seminário de Princeton e teve como professor, o teólogo Charles Hodge, considerado um mestre calvinista da época, ou o medico escocês Robert Kalley que em 1895 organizou a Igreja Congregacional, ou William Bagby e Zacarias Taylor, que fundaram em 1882 a Igreja Batista, a nossa Assembléia de Deus no entanto tem sua origem diferente de todas as outras ,pois ela começou com dois suecos, homens de origem simples que aceitaram o desafio e cumpriram a missão, renunciando a civilização européia e a riqueza da emergente nação americana, para virem ao encontro de um pais de dimensões continentais que não conheciam o verdadeiro evangelho do Cristo vivo, e o poder do Espírito Santo, provando que os fracos com Cristo, vencem os fortes do mundo, que o cordeiro é que abate o leão, que é a pomba que ultrapassa a semente em prudência. Vingren que para buscar seu sustento material teve que trabalhar como porteiro de uma loja e jardineiro e juntamente com Daniel Berg como trabalhador braçal em uma fazenda nos Estados Unidos, nunca desistiram da promessa de vitoria prometida para aqueles que perseveram e crêem no poder de Deus. Diante das posições de fato acontecido com os pioneiros e a manifestação da providencia divina na vida deles, chego a conclusão definitiva de que assim como os heróis da fé Daniel Berg e Gunnar Vingren, foram escolhidos e privilegiados por Deus, por serem submissos ao Espírito Santo e “ Fracos com Cristo”, onde Deus renovou suas forças. Ainda bem, que Deus continua procurando homens fracos para usá-los como vasosde honra.
Baruch Há Shem!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Fanini – O Príncipe dos Pregadores Batistas descansou.


“ È impossivel que qualquer mal aconteça ao homem que é amado do Senhor. O mal para ele não é mal, mais o bem manifesto de forma misteriosa. As perdas o enriquecem, a enfermidade é o seu remédio, a repreensão é sua honra, e a morte sua vitoria”. Charles H.Spurgeon

Estava retornando para casa com minha família, após uma visita a uma ex ovelha que havia se acidentado, quando minha cunhada Andrea Gomes, ligou avisando, que deu no Fantástico, que o pastor Nilson do Amaral Fanini, considerado o príncipe dos pregadores batistas brasileiros, havia ido se encontrar com o Rei dos reis na madrugada de sábado do ultimo dia 19 de setembro. A morte do ex presidente da Aliança Batista Mundial, que congrega a mais de 100 milhões de fieis e presidente da Convenção Batista Brasileira por 11 mandatos, mostra que o filosofo Pascal estava certo ao dizer : “ Aposte tudo em Deus. Se você ganhar, ganhou tudo. Se perder, não perdeu nada”. Temos certeza, de que o pastor Fanini, fundador e apresentador durante 32 anos do Reencontro , programa evangélico na TV brasileira , não perdeu nada, mais ganhou tudo de Deus, quando trocou a carreira militar para servir a Jesus, como ministro do evangelho. Durante o tempo em que nasci, cresci e batizei-me na Igreja Batista em Belford Roxo, aprendi com meus pais, que o pastor Fanini era um ícone dos Batistas Brasileiros, assim como Billy Graham na America do Norte. Nos idos de 90, tive a oportunidade de entrevista-lo em seu gabinete pastoral na Primeira Igreja Batista em Niterói com seus 5.764 membros, período no qual ele pastoreou durante 41 anos, pregando milhares de sermões simples, porem com profundidade teológica. Na época, acompanhado do pastor Elbio Pereira Melo, presidente então da Associação de Pastores de Rio das Ostras e delegado titular da Policia Federal em Macaé, havíamos ensejado o desejo de realizarmos uma Cruzada evangelística, tendo como preletor o pastor Fanini, o que não foi possível, devido a uma agenda apertada com pregações em cerca de 109 países do mundo. O pastor Fanini, nunca conseguiu ficar parado nos seus 53 anos de ministério, mesmo depois de se aposentar em 2005, resolveu organizar a Congregação Batista Memorial em Niterói, com 500 membros em menos de 3 anos de existência. Nos últimos anos, realizou cerca de 20 cruzadas internacionais, inclusive duas nos Estados Unidos, na Igreja Batista Getsemani em Forte Worth – Texas. Sua agenda de pregador, parecia mais de um jovem itinerante com compromissos até 2010. Com o passamento do pastor Fanini, mais uma vez a Escritura Sagrada se cumpre : “ Porque o mundo passa, bem como a sua concupiscência, mais o que faz a vontade do Senhor, permanece para sempre”. Baruch Há Shem!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

No limite sem perder a Fé


Depois de mais de 20 anos, editando periódicos evangélicos, pregando nas igrejas e participando de congressos e seminários interdenominacionais, nenhum modismo, heresia ou ate escândalo promovido por lideres religiosos, causa-me espanto e me fazem perder a fé no Cristo vivo. As noticias de que certas igrejas estão transformando seus púlpitos em ringue de vale tudo e de que alguns sacerdotes trocaram a unção da Palavra Bíblica, pelas mentiras do discurso político, não afetam a minha fé nas promessas do evangelho Cristocêntrico. Ao tomar conhecimento dos bastidores do poder religioso, onde a graça barata é vendida em suaves prestações, onde a sedução de Constantino, tornou presidente, presidentes, governadores, prefeitos e deputados em cardiais da igreja nascida entre os pobres e desvalidos, nada disso, limita minha crença no poder do Espírito Santo. Depois de assistir a derrocada de projetos megalomaníacos levantados por evangelistas com vocação messiânica, a manipulação enganosa das multidões sedentas e falsos milagres, e o desmoronamento de casamentos de mais de 40 anos, pela troca de favores sexuais no vigor dos 20 anos, com mal exemplo de pastores adúlteros, sigo minha caminhada solitária, crendo que de nada adianta ganhar o poder eclesiástico com suas benesses e perder a minha salvação. Depois de ler a biografia dos pioneiros Daniel Berg e Gunnar Vingren, os traços de fé de Paulo Leivas Macalão com o abandono da carreira militar para se tornar um soldado no exercito de Cristo, o general que nunca perde uma batalha, depois de ter tido o privilegio de conhecer homens da estatura de fé como Enock Alberto Silva, que trocou a navalha de barbeiro pela espada cortante da Palavra, anunciando as Boas Novas na Região dos Lagos, durante 40 anos, depois de conhecer o pastor Moises Soares da Fonseca (foto), que no lombo do burro semeou o evangelho em Nova Friburgo, Rio Bonito, Silva Jardim, Casimiro de Abreu e Cachoeira de Macacu, sendo inclusive perseguido pelo baixo clero romano. Diante desses homens dentre os quais, o mundo não era digno, nada me resta, se não ser fiel até a morte, na certeza deque nada conseguira me afastar do amor de Cristo. No inicio do meu ministério pastoral, almejava tornar-me o apostolo Paulo da Igreja Brasileira, devorava a Bíblia para exibir-me diante de platéias e sofria da síndrome de Marta com intenso ativismo religioso, amando mais a igreja do que ao Senhor da Igreja, e o resultado foi a decepção, entrando no limite. Hoje, como bem escreveu Ricardo Gondim : Luto para preservar meu coração.

Baruch Há Shem!

domingo, 20 de setembro de 2009

A morte anunciada de Deus


O pastor Cherloque Souza (foto), diretor do Instituto Betel de Ensino Superior de São Paulo, esteve recentemente na Catedral da Assembléia de Deus em Cabo Frio, ao lado do filho de Gunnar Vingren, o fundador das Assembléias de Deus no Brasil, perto de completar seu centenário em 2011. Na ocasião, Cherloque relatou sua recente viagem a Suécia, de onde vieram os jovens pioneiros do Movimento Pentecostal para o Brasil, cheios da Unção do Espírito Santo. Segundo Cherloque, após pregar em algumas igrejas, percebeu que o fogo pentecostal naquele país nórdico esta morrendo, assim como esta sendo anunciado a morte de Deus com igrejas, repletas de bancos vazios ou sendo transformadas em boates e supermercados. O pastor Berthil Adolf Vingren, 82 anos, que foi seu interprete, pediu o retorno da pregação do evangelho de poder e transformação que foi trazido para Belém do Pará por Gunnar Vingrem e Daniel Berg, de volta para os púlpitos da Suécia, antes que matem Deus com o secularismo e o declínio da Fé na Europa. Semelhantemente, o pastor Levi Duarte, fundador da Igreja Ceifa em Cabo Frio e membro atuante da ADHONEP, quando de sua viagem a Holanda, relatou durante sua pregação na Ceia do Senhor, que quase metade das igrejas construídas na terra de Anne Frank tiveram que ser destruídas ou transformadas em restaurantes, galerias de arte, ou condomínios de luxo. Segundo Duarte, na Europa, berço do protestantismo, que transformou nações, muitas pessoas não mais sentem a necessidade de orar ou cultuar a Deus , como se estivessem morto ou se seu filho, continua-se preso numa cruz e não tivesse ressuscitado ao terceiro dia. Diante desses fatos, como bem declarou Philip Yancey, no brilhante artigo: “ O funeral de Deus”, nada ameaça mais minha fé que uma visita a Europa secularista. Nada revigora mais a minha fé que uma visita a igreja dos países não ocidentais. Foi por isso, que Berthil Vingren, solicitou o fogo pentecostal vivo no Brasil, de volta para a Suécia, pois esse evangelho de poder é que faz a diferença. Faz a verdadeira diferença, até mesmo na hora da morte, exemplo disso aconteceu com o passamento de Gunnar Vingren em 1933, tendo ao seu lado a esposa Frida, que assim testemunhou : “ Com os braços levantados, exclamou: Jesus, Tu és maravilhoso, aleluia! Aleluia!”. Já Daniel Berg, o fiel amigo e pioneiro de Gunnar, no momento de sua morte em 1963, com um grande sorriso de felicidade, exclamou: “Onde estão, ó morte os teus aguilhões?”. Para aqueles que creram no poder do evangelho cristocentrico, não existe a morte anunciada de Deus. Baruch Há Shem!

sábado, 19 de setembro de 2009

Línguas Estranhas


Um avião que vinha da África, fez escala em São Paulo, metade da tripulação desceu. Dos que seguiram em direção ao Rio de Janeiro. Um jovem bem vestido de cor escuto chamava a atenção. Com os olhos fechados, ele falava palavras inteligíveis para os demais passageiros. A aeromoça se aproximou e perguntou-lhe se desejava algo. Ele continuou falando uma língua desconhecida. Ninguém entendia nada. Um professor universitário, doutor em antropologia, tentou manter um diálogo com aquele passageiro falante, mas não conseguia identificar aquele idioma ou dialeto.
Ao final do vôo, o rapaz tranqüilamente levantou-se de sua poltrona e pegou sua maleta. Ao que o professor o interrogou?
- O Senhor é muçulmano?
- Não, respondeu com um sorriso.
- É professor, de línguas orientais?
- De maneira alguma?
- Então que língua é essa, que o senhor falou durante quase todo a viagem?
- É a língua dos anjos!
- Qual universidade ou escola, o amigo estudou?
- Na Escola do Joelho.
- Onde fica essa escola, que nunca ouvi falar?
- No quarto da minha casa.
- Quem foi seu professor?
- O Espírito Santo.
- Para aprender essa língua é muito caro?
- É de graça. Basta aceitar a Cristo como Senhor e Salvador e buscar o batismo com o Espírito Santo.
- Uma última pergunta. O Senhor é cidadão brasileiro?
- Sou cidadão do Reino dos Céus com muita alegria o meu passaporte é livro da vida.
- Essa experiência foi contada pelo Pr. Victorino de Souza na Assembléia de Deus em Macaé, no dia 25 de agosto, durante o Congresso de Mocidade.
Todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. Atos 2:4.
Baruch Há Shem!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A Teologia Feminina em Rio das Ostras


Assim como cresce a população evangélica riostrense a passos largos, atraindo os políticos em busca dos votos dos fiéis no período eleitoral, também está aumentado o clero feminino com o surgimento de inúmeras igrejas tendo “pastoras” a frente de pequenos rebanhos de linha pentecostal, já que grande parte das igrejas históricas, não ordena mulheres para o sacerdócio, inclusive a maior denominação evangélica pentecostal do Brasil, as Assembléias de Deus.
O que nos chama atenção, nesta nova face da comunidade evangélica riostrense, deve-se ao fato de algumas “pastoras” possuírem o “dom da revelação”, como também serem divorciadas dos primeiros maridos e estarem introduzindo na cidade, a prática da Teologia Feminista com a realização de cultos domésticos. Essas novas igrejas tem surgido na seguinte maneira: um grupo de mulheres se reúnem em uma casa para adorar, orar e compartilhar suas histórias de opressão de uma sociedade e em igrejas dominadas por homens. Elas oram para o Deus Pai e a Deus a mãe e cantam hinos que não usam linguagem machista. Elas reúnem-se em volta de uma mesa com a Bíblia aberta. A líder do culto ler passagens da Bíblia que oprime mulheres, e o grupo exclamam em unissono: “Fora demônios, fora!” No encerramento desse ritual do exorcismo dos textos patriarcais, uma mulher declara: “Esses textos e todos os textos opressivos já não tem mais poder sobre a nossa vida. Não precisamos mais inventar desculpas para eles ou tentar interpreta-los como se fossem palavras da verdade, mas lançamos fora sua mensagem opressiva como expressões do mal e justificativas do mal.”
Essa é uma breve descrição da liturgia das novas igrejas orientadas pela “Teologia Feminista” que surgiu no século XX nos Estados Unidos e já chegou a Rio das Ostras. Este tipo de culto, estabeleceu uma nova agenda de estudos bíblicos, que resultou em dois grupos principais. O primeiro modelo é o chamado “rejeicionistas” (que entende que a Bíblia promove uma estrutura patriarcal opressora e rejeita sua autoridade). O segundo modelo é o reformista. Esse grupo encontra na Bíblia e na tradição cristã uma super valorização e uma estrutura patriarcal e tem como desejo supera-lo, com abertura do maior número de igrejas dirigidas por “pastoras”. O compromisso desse modelo com a libertação com a mensagem central da Bíblia impede que a tradição cristã seja totalmente rejeitada, mas esta é reinterpretada em termos feministas.
Entre as chamadas reformistas, existe a ala moderada, que acredita que por meio do estudo da Bíblia pode-se tentar trazer a luz o papel positivo das mulheres na Bíblia. Em textos que não tratam especificamente das mulheres, elas encontram um apelo a criação de uma sociedade justa livre de todo o tipo de opressão social, econômica ou sexual. Essa ala tem como objetivo que as mulheres novamente assumam o lugar de destaque que ocuparam na história primitiva.
Entre os evangélicos históricos, existe a chamada ala igualitária, afirmando que a Bíblia requer mútua submissão, sendo que nem o homem nem a mulher são relegados ao papel particular da família, igreja ou sociedade, por causa de distinções sexuais. O papel da mulher na criação deve expressar pela submissão e dependência voluntária na igreja e na família. O padrão divino para os homens é a liderança amorosa. Isso não diminui a verdadeira liberdade e dignidade das mulheres. Portanto, cabe aqui um alerta, quando você for procurar uma igreja, procure observar atentamente o evangelho que está sendo pregado. Faça uma confrontação com as Escrituras Sagradas, caso perceba uma teologia feminina que visa minar grande parte da resistência nas igrejas históricas e genuinamente pentecostais na ordenação feminina, que até mesmo tem forçado a prevalência de um padrão de espiritualidade afeminada, resista a esta doutrina pagã e gnóstica que colocam a experiência das mulheres como o princípio de reinterpretação da vida e dos ensinamentos de Jesus, pois na verdade isso nada mais é de que velhas heresias para uma nova era, como o bem foi descrito no livro: A Ameaça Pagã de Peter Jones Editora Cultura Cristã. Baruch Há Shem!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A Síndrome da Primeira Impressão


Quando fui designado para assumir a direção da maior congregação do campo de trabalho de Barra de São João no Município de Rio das Ostras, meu coração se encheu de alegria. Minha posse foi em uma sexta-feira com a Igreja vazia.
O pastor que substituí, não queria entregar a direção do trabalho, estava enraizado no púlpito e possuía o coração das ovelhas como Absalão.
Após receber as chaves do templo que possuía 40 anos de fundação com paredes sem embolso, o terreno sem muros e portões, e o livro caixa com recursos suficientes apenas para pagar a conta de energia. Naquele momento estávamos passando pelo teste da primeira impressão. Diga-se de passagem, bastante desanimadora.
Diante daquela imensa Igreja, totalmente vazia, com paredes descascadas, o teto cheio de vazamentos e ninho de pombos, instrumentos musicais velhos e caindo aos pedaços e uma membrezia composta na sua maioria de senhoras-idosas, viúvas e pensionistas, uma pergunta vinha a mente: o que eu estou fazendo aqui?
Estava claro que meu ministério pastoral, estava sendo colocada a prova. Por outro lado, o Espírito Santo me dizia: “Não desista”.
Com isso, aprendi que nunca devemos subestimar a primeira impressão, pois ela em geral é um teste.
Fico imaginando, o profeta Elias em seu treinamento avançado em Sarepta depois de viajar centenas de quilômetros por uma terra seca e estéril, e ao chegar ao seu destino desesperado por água, encontra uma mulher apanhando lenha e lhe pede água e comida. Porém, ela respondeu: tão certo como vive o Senhor, teu Deus, nada tenho cozido; há somente um punhado de farinha numa panela e um pouco de azeite numa botija; e vês aqui, apanhei dois cavacos e vou preparar esse resto de comida para mim e para meu filho, comê-lo-emos e morreremos. (I RS 17:12).
Que surpresa! Bem-vindo a Sarepta! Bem-vindo ao Palmital! A Igreja do Palmital, foi uma escola de treinamento ministerial. Pois logo na primeira semana, comecei fazendo um sepultamento do filho de um filho do presbítero auxiliar. Algo bastante animador, para não dizer o contrário, que não estava nos meus planos.
Nas primeiras semanas naquela comunidade, confesso que foi derrotado pela primeira impressão. Foi desolador. Porém, da mesma maneira como o Senhor falou com Paulo, ele me disse: a minha graça te basta!
Ao procurar conselhos com um pastor de mais de 40 anos de ministério, ele me disse:
- Sérgio, essas dificuldades você não aprende como enfrentá-los no Seminário, não permita que a decepção da primeira impressão o derrote. Olhe para as possibilidades da Igreja, obedeça a Deus sem hesitação e tenha fé nas suas promessas: “A farinha da tua panela não se acabará, e o azeite da tua botija não faltará, até o dia em que o Senhor fizer chover sobre a Terra. (I Rs 17:13-14).
Assim como a viúva de Sarepta conheceu a Deus na cozinha, olhando para a panela e encontrando farinha. Olhando para a botija e encontrando azeite. Da mesma maneira, no período em que durante 2 anos estive na Assembléia de Deus no Palmital conheci a Deus do profeta Elias, pois nunca faltou farinha como alimento da Palavra e tão pouco o azeite do Espírito Santo, para a glória do Nome do Senhor. Baruch Há Shem!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

A Onda de Profetismo


Apesar do grande crescimento da Igreja Evangélica Brasileira no final do século passado e o surgimento de uma centena de novas denominações fruto na sua maioria de rachas e divisões ou até mesmo visões de líderes personalistas, o que percebemos é a falta de embasamento bíblico partindo da qualidade para a quantidade.
Uma das características dessa nova “igreja” que se alastra como erva daninha é o profetismo irresponsável em busca de lucro fácil e do status pastoral. Na década de 70 era transmitida diariamente em uma rádio famosa do Rio de Janeiro, o horóscopo de Omar Cardoso(foto). Centenas de pessoas, não saiam de casa, sem antes ouvir a previsão do dia do popular astrólogo radiofônico. O que está acontecendo em nossos dias é a inversão de valores. A Bíblia está sendo colocada de lado como verdadeira revelação de Deus para a humanidade e vários profetas de aluguel estão sendo idolatrados pelos neófitos da fé. Conheci um jovem, crente, dedicado ao evangelismo, freqüentador assíduo dos cultos em sua igreja, que ao participar de uma festividade em outro templo foi abordado pela profetisa convidado pela direção da igreja, para ser o preletora da noite, mas que ao invés de proclamar a genuína palavra Bíblica, começou a correr dentro do templo, depois sapateou bastante, parecia até uma aluna do ator norte-americano Fred Asteire e finalizando entregou uma profetada para o rapaz, dizendo que ele precisava abandonar o vício do cigarro e da bebida e aceitar Jesus como Senhor e Salvador de sua vida. Como a falsa profetisa, insistia com o rapaz, lhe apontando diante do povo, afirmando que era Deus que estava falando com ele.
Após aquela situação vexatória, o rapaz quase que se afastou da igreja. O profeta verdadeiramente profeta é um instrutor do povo de Deus dentro da Palavra de Deus. Ele ensina os preceitos da Aliança e proclama, em nome de Deus, a maneira correta de proceder. Ele fala não apenas para uma pessoa, mas também para toda a igreja. O profeta legítimo denuncia o pecado e convoca ao arrependimento. Os falsos profetas não possuem rebanho e tão pouco tem cheiro de ovelha, mas sim fã-clube organizado, onde é incentivado o culto à personalidade. Que Deus tenha misericórdia de todos nós e nos livre dos falsos profetas. Baruch Há Shem!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A nossa santa participação na vida política


Foi-se o tempo em que o crente não se envolvia em política, com o receio de se contaminar com o pecado da corrupção. Porém, como cristãos evangélicos, pentecostais, nascidos de novo, afirmamos na centralidade da pessoa e da obra de Jesus Cristo, como Senhor e Salvador, na autoridade das Sagradas Escrituras, que devemos ser luz e sal da Terra, não apenas durante o culto em nossos templos, mas sim em todos os segmentos da sociedade.
Temos certeza de nossa salvação e que vamos morar na Nova Jerusalém, porém, enquanto este dia não chegar, o que vamos fazer até chegar o dia de nossa morte ou o arrebatamento da Igreja? Como podemos testemunhar o Reino de Deus no meio do reino dos homens, se ficarmos presos a uma corrente escatológica bastante pessimista, quanto a participação dos crentes na vida pública. Nossa família, trabalho, escola, sindicato e até mesmo os partidos políticos que buscam o poder temporal, podem ser canais sociais do nosso testemunho cristão em favor do bem da coletividade, se aplicarmos os preceitos bíblicos. João Wesley na Inglaterra, mesmo não sendo nenhum ativista político e partidário, pregava sobre a necessidade de justiça social para os desvalidos do reino de sua majestade inglesa. Wilberforce da Tribuna do Parlamento Inglês, travou uma luta pela libertação dos escravos negros trazidos da África para servir aos fazendeiros ingleses. João Calvino, o Reformador de Genebra na Suíça, via o engajamento político de cidadania dos cristãos, como uma “Sacrossanta vocação”. Sabemos que nenhum governo humano será perfeito, porém enquanto cidadãos e eleitores, temos o dever e a responsabilidade de contribuir de maneira democrática para tornar o mundo menos pior. Tem sido devido a omissão dos homens de bem, que professam a fé no Cristo vivo, que os homens maus, tem alcançado o poder político, governando com iniqüidade sem nenhum senso de justiça. Como disse, o bispo da Igreja Anglicana no Brasil, Robinson Cavalcante: “O nosso engajamento obediente é um sinal de santidade ativa.” Portanto, vamos nos engajar, tornando o Evangelho relevante em todos os segmentos da nossa geração. Baruch Há Shem!

domingo, 13 de setembro de 2009

A lição do jardineiro


Um dia, o executivo d uma grande empresa contratou, pelo telefone, um jardineiro autônomo para fazer a manutenção do seu jardim.
Chegando em casa, o executivo viu que estava contratando um garoto de apenas 15 ou 16 anos de idade. Contudo, como já estava contratado, ele pediu para que o garoto executasse o serviço.
Quando terminou, o garoto solicitou ao dono da casa a permissão para utilizar o telefone e o executivo não pôde deixar de ouvir a conversa.
O garoto ligou para uma mulher e perguntou: “A senhora está precisando de um jardineiro?”
“Não. Eu já tenho um”, foi a resposta.
“Mas, além de aparar a grama, frisou o garoto, eu também tiro o lixo.”
“Nada demais, retrucou a senhora, do outro lado da linha. O meu jardineiro também faz isso”.
O garoto insistiu: “eu limpo e lubrifico todas as ferramentas no final do serviço.”
“O meu jardineiro também, tornou a falar a senhora”.
“Eu faço a programação de atendimento, o mais rápido possível.”
“Bom, o meu jardineiro também me atende prontamente. Nunca me deixa esperando. Nunca se atrasa”.
Numa última tentativa, o menino arriscou: “o meu preço é um dos melhores.”
“Não”, disse firme a voz ao telefone. “muito obrigada! O preço do meu jardineiro também é muito bom”.
Desligado o telefone, o executivo disse ao jardineiro: “Meu rapaz, você perdeu um cliente”.
“Claro que não”, respondeu rápido. “Eu sou o jardineiro dela. Fiz isto apenas para medir o quanto ela estava satisfeita comigo”.
Em se falando do jardim das afeições, quantos de nós teríamos a coragem de fazer a pesquisa deste jardineiro?
E, se fizéssemos, qual seria o resultado? Será que alcançaríamos o grau de satisfação da cliente do pequeno jardineiro?
Será que temos, sempre em tempo oportuno e preciso, aparado as arestas dos azedumes e dos pequenos mal-entendidos?
Estamos permitindo que se acumule o lixo das mágoas e da indiferença nos canteiros onde deveriam se concentrar as flores da afeição mais pura?
Temos lubrificando, diariamente as ferramentas da gentileza, da simpatia entre os nossos amores, atendendo as suas necessidades e carências com presteza?
E, por fim, qual tem sido o nosso preço? Temos usado chantagem ou, como o jardineiro sábio, cuidamos das mudinhas das afeições com carinho e as deixamos florescer, sem sufocá-las?
O amor floresce nos pequenos detalhes. Como gotas de chuva que umedecem o solo ou como o sol abundante que se faz generoso, distribuindo seu calor.
A gentileza, a simpatia, o respeito são detalhes de suma importância para que a florescência do amor seja plena e frutifique em felicidade. Autor desconhecido.

sábado, 12 de setembro de 2009

A letra mata e a ignorância também


Ao ser convidado para ministrar a palavra de Deus em uma igreja simples e humilde da nossa região, mas com um povo sedento da graça e misericórdia do Senhor. Foi feita a nossa devida apresentação a pequena congregação, que anunciou sermos professor de História da Igreja em um Seminário Batista Nacional. No púlpito, sentado atrás do pastor, um obreiro de cabeça branca, murmurou baixinho: “Nós não precisamos de pregadores de Teologia, e sim, de homens cheios do poder de Deus.”
A palavra “Teologia” desperta reações contraditórias
nas pessoas mais humildes, que não tiveram oportunidade de freqüentar uma escola secular, ou tão pouco um Instituto Bíblico.
Para alguns, trata-se de uma atividade indispensável na vida do cristão. Já para outros, é pura perda de tempo, algo artificial, fabricado pelo homem. Alegam inclusive, que Jesus chamou Pedro para apóstolo sendo ele um simples pescador, sem nenhuma formação acadêmica ou teológica. Contudo, o fato é que mesmo sem o cristão saber ele faz Teologia. Essa teologia pode ser boa ou ruim, equilibrada ou distorcida, mas todos fazem teologia.
Quando o mais simples obreiro de uma Igreja Pentecostal abre sua Bíblia no culto e começa a explica-la aos seus ouvintes, está fazendo teologia, por mais que ele deteste os teólogos.
A teologia não é nada mais, que a reflexão da Palavra de Deus. A exposição e apologia da fé cristã. Você não precisa ser um Martinho Lutero, Calvino, Atanásio(foto), Agostinho, para tornar-se um teólogo. Mas certamente você pode fazer teologia na sua casa, no seu trabalho, na sua escola, com sua família. Basta apenas, continuar testemunhando o plano de salvação de Deus para a humanidade através de seu filho Jesus Cristo, que você literalmente, estará fazendo teologia. Quanto aos pregadores que são professores, vamos orar por eles, para que não sejam vítimas do preconceito. Afinal de contas, a letra mata, mas a ignorância também.Baruch Há Shem!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

A Injustiça dos Homens


Deus Pai tem um certo propósito a cumprir em cada um de nós. Permita-me lhe advertir; pode não soar deleitoso, popular ou indolar, mas é o que é melhor para nós. Ele deseja nos quebrantar. As escrituras deixam isto claro:

“Pois não te comprazes em sacrifícios, do contrário, eu tos daria; e não te agradas de holocaustos. Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantando; coração compungido e contrito não o desprezarás, ó Deus”.
(Sl. 51:16-17)

Um pré-requisito para intimidade com o Senhor é um coração quebrantado. Embora o processo não seja prazeroso, a intimidade de Sua presença ultrapassa incrivelmente as dificuldades envolvidas. Davi aprendeu isto desde jovem. Você pode perceber seu coração quebrantado e o que este coração lhe ocasionou através de todos os salmos. É obtido, não através de uma vida de sacrifícios ou ofertas, mas através de obediência. Permita-me ilustrar. Um cavalo de batalha não está pronto para o serviço enquanto sua vontade não é quebrada. Embora ele possa ser o mais forte, o mais veloz e o mais dotado de todos os outros cavalos de estábulo, ele não servirá enquanto ele não for quebrantado. Ele permanecerá no estábulo enquanto cavalos menos dotados vão á batalha. Ser quebrantado não significa ser fraco. Significa ser submisso à autoridade.
No caso do cavalo, seu mestre é o cavaleiro. Se o cavalo for treinado e quebrantado com sucesso, ele pode ser confiado em toda e qualquer circunstância. No auge das batalhas, enquanto balas e flecham voam, ele não vai temer. Enquanto espadas e machados são empunhados, ele não retrocederá. Enquanto armas não erguidas e tiros disparados, ele não se desviará dos desejos de seu mestre, não importa quem seja. Ele ignorará qualquer intento de se proteger ou de beneficiar a si mesmo em função de cumprir os comandos do cavaleiro.
Este processo de quebrantamento é exclusivamente obtido em cada indivíduo de acordo com a prescrição do Próprio Senhor. Ele é o Ùnico que sabe quando este processo é verdadeiramente completo, e quando você está preparado para o tipo de serviço que Ele deseja realizar através de você. Cada nível novo traz outro tipo de quebrantamento.
Eu me lembro bem dos processos passados a que fui submetido. Dentre eles, um que me causou grande revolta, foi quando ao participar de uma licitação pública para publicação dos atos oficiais da Prefeitura de Rio das Ostras em 2000, pelo Jornal Agora, concorrendo em todos os jornais da cidade, após ganhar com o menor preço, o prefeito Sabino cancelou a licitação e enviou um projeto de lei para Câmara Municipal, criando o Boletim Oficial.
Na época, cheguei até procurar um advogado, para fazer os meus direitos. Mais depois de muito orar, o Senhor falou ao meu coração, de que aquela verba licitada iria muda minha vida para pior. Eu não conseguia entender, como o dinheiro, poderia me prejudicar. Minha mãe, mulher sábia e virtuosa, disse-me: Esta decisão aos seus olhos injusta, servirá para quebranta-lo. Passados anos, compreendo, que assim como os cavalos, o processo de quebrantamento lida com nossas reações diante das autoridades, sejam elas políticas, militares ou até mesmo eclesiásticas. Deus personaliza o processo perfeito para nós. Por esta razão, o apóstolo Pedro escreveu, “sujeita-vos a todo a instituição humana por causa do Senhor... Servos, sede submissos, com todo o temor ao vosso Senhor, não somente se for bom e cordato, mas também ao perverso”. (I Pedro 2.13-18).

Dias depois, encontrei o maestro Evilson Pereira dos Santos, que acabara de ser cortado da lista de candidatos do PMDB, a uma vaga na Câmara Municipal nas eleições de outubro. Durante anos, aquele músico da Igreja Batista, havia se preparado para se candidatar, visando representar sua comunidade no parlamento municipal. Porém, devido a legislação eleitoral, os demais candidatos o escolheram para ser retirado do processo político. Ele me dizia: “Pastor, a política não é justa!”
Pedindo a direção de Deus, lhe respondi: “Meu irmão, a vida não é justa!”
Ele olhou para mim como se dissesse, “Como você sendo um pastor pode dizer isto? Você é meu amigo.”
Foi com outra pergunta que lhe respondi: “Foi justo Jesus morrer na cruz quando ele na verdade não havia feito nada errado?”
Deus tem algo muito mais valioso para você e para mim, que o homem não pode cortar ou cancelar: nossa salvação. Os olhos de Evilson registraram a sabedoria, e ele ficou em silêncio, sabendo que já fora eleito por Jesus para fazer parte do coral celestial. Baruch Há Shem!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A Indústria de Profetas


Um certo pastor sexagenário de uma igreja pentecostal gritava no púlpito a plenos pulmões, que ninguém poderia tira-lo da Igreja, somente Deus.
Após muitas décadas no Evangelho, havia criado raízes no ministério pastoral construindo diversas igrejas na região. Para sua sucessão, tinha consagrado dois genros e sua esposa e filha na função de missionária. Quando começou escassear a palavra bíblica para as ovelhas, contratou uma profetisa visando amedrontar o povo com profecias de morte para quem se dispuser-se sair da Igreja ou debater suas atitudes e idéias heréticas .
Passado alguns anos de grande sofrimento e completo esvaziamento daquela congregação motivado pelos inúmeros escândalos, um grupo de remanescentes e fiéis as principais doutrinas neo testamentárias, resolveram apelar para uma autoridade eclesiástica maior, no sentido de acabar com aqueles desmando. Os pioneiros foram quase que massacrados com um turbilhão de profecias e ofensas do tipo: traidores, judas, etc.
Houve até um presbítero cantor com o velho pastor, que profetizou o derramamento de um caldeirão de sangue no meio da Igreja.
Mas atendendo, o clamor dos anciões, o bispo resolveu intervir naquele templo, afastando então o velho pastor, revelando para toda congregação, que Jesus continuava sendo o cabeça da Igreja.
Se essa história aconteceu na sua região envolvendo um pastor com a ausência do Espírito Santo em sua vida, eu não posso afirmar. Contudo, com certeza, essa mesma situação vem acontecendo nos lugares mais distantes do nosso Brasil, quando homens outrora usados por Deus para apascentar o rebanho, passaram a querer usar à Deus através de profecias para legitimar seus pecados a frente da Igreja do Senhor. Conta-se que quando Rafael, o grande pintor renascentista pintava a capela sistina, alguns cardeais pararam por perto dele e reclamaram do seu trabalho:
-O rosto do apóstolo Paulo está vermelho demais – disse um deles. A resposta de Rafael foi:
-Ele esta com vergonha ao ver nas mãos de quem está à Igreja
Talvez se possa dizer, da mesma forma, que o Senhor Jesus esteja com o rosto vermelho de ver escândalos em sua Igreja atual, com o mundanismo tomando conta da Igreja através da imoralidade, desvios financeiros dos dízimos e ofertas trazidas para a casa do Senhor, arrogância espiritual e os pecados mais graves no meio do seu povo.
Por isso, precisamos levantar fortemente a nossa voz e clamar por um evangelho transparente, onde verdadeiramente Jesus, seja o Senhor da Igreja e nós ovelhas do seu rebanho. Baruch Há Shem!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

A importância de ouvir Deus


Semana passada em meu périplo pelas igrejas da região, fui convidado a participar de dois eventos importantes. O primeiro foi um Seminário Bíblico sobre o movimento G12, tendo como preletor o Pr. Paulo César Lima(foto), escritor e eminente teólogo pentecostal, presidente das Assembléias de Deus em Jardim Primavera – Duque de Caxias RJ, membro permanente do Conselho de Ensino e Doutrina do CGADB – Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil, que abordando a prática comum dos pregadores pentecostais utilizarem as palavras fogo, óleo, vento para levarem o povo a uma catarse coletiva, como se fosse uma hipnose em massa. Ao invés de pregarem apenas a genuína Escrituras Sagradas. Já na outra Igreja, foi realizado um Congresso de Homens, onde um jovem evangelista, berrava no microfone conclamando o povo a glorificar à Deus e a entrar no mistério do sapateado, após declarar que Jesus não quer na sua Igreja, pastores com cara de delegado de polícia ou cara de múmia. O final do culto, previsto aconteceu a luz da experiência: Não houve nenhuma conversão declarada, nenhuma cura, tão pouco o natural batismo com o Espírito Santo nos cultos pentecostais.
Retornei para minha casa com dor de cabeça e fazendo a pergunta: Será que Deus é surdo, porque alguns pregadores necessitem berrar o nome de Deus? Ou Será que não damos a devida importância a ouvir apenas a voz de Deus?
O Pr. Osmar Ludovico da Comunidade de Cristo em Curitiba (PR), escrevendo sobre a importância de ouvir à voz de Deus em nossas igrejas, fato que está se tornando raro, ainda que o ouvido humano é um órgão maravilhoso. Compõe-se do ouvido externo, um pavilhão em forma de concha que recebe os sons, e do ouvido médio, do qual fazem parte o tímpano e a trompa de Eustáquio. Estes transmitem vibrações sonoras para três ossinhos: o martelo, a bigorna e o estribo que, por sua vez, vibram e transmitem essa mensagem para o labirinto ósseo e membranoso, cuja função é manter o equilíbrio do corpo. Aí estão, também, milhares de células sintonizadas em diferentes sons que são amplificados e enviados ao cérebro através de uma pulsação elétrica. O cérebro descodifica e interpreta, e assim podemos ouvir.
Vivemos imersos no ativismo, na agitação e somos falastrões compulsivos. O temor de nos sentirmos abandonados nos aterroriza e assim nos cercamos de muitos ruídos e de muitos estímulos nos quais nos refugiamos. Há pouco espaço para o silêncio nas nossas igrejas e em nossas casas. Nossa capacidade de escuta é afetada pelo constante barulho ao nosso redor. Quanto mais tagarelice e barulho menos podemos ouvir.

A quem devemos ouvir?
Em primeiro lugar, a Deus. Dar ouvidos à voz de Deus, é um tema constante nas Escrituras, e a dureza de coração significa a incapacidade de ouvir a Palavra. Ouvir a Deus com a mente e o coração, com razão e os sentimentos. Deixar-se penetrar pela Palavra transformadora. Qual a semente que cai no solo para fertilizar-se e dar fruto, tal é a Palavra de Deus que cai no nosso coração. A terra é húmus que deu a palavra humildade. Quieta, sem chamar a atenção, pisada, não notada, mas pronta para acolher no profundo e no escuro, e no devido tempo dar o seu fruto. Quando foi a última vez que escolhemos acolher a Palavra e, como Maria, nos colocamos silenciosamente aos pés de Cristo para ouvi-lo? A capacidade de ouvir a Deus está relacionada com a qualidade da nossa vida devocional. Ler a Palavra, recebe-la e aplica-la na vida cotidiana é uma graça, um favor imerecido e ao mesmo tempo uma disciplina a ser desenvolvida. Uma graça, pois depende da revelação de Deus e não pode se tornar uma técnica. Uma disciplina, pois requer de nós uma escolha, um exercício no tempo (horário predeterminado) e no espaço (lugar propício).
Em segundo lugar, devemos ouvir uns aos outros. A comunhão depende de comunicação. Ouvir e ser ouvido cria a comunidade. Os legítimos conflitos surgem quando não ouço e não sou ouvido. Os relacionamentos desmoronam pela nossa incapacidade de escuta uns dos outros. Esta é uma queixa comum na família, de esposas, maridos e filhos: “Não sou ouvido, na sou compreendido, não sou respeitado.” Ouvir negligentemente gera mal-entendido. Em vez de acolher, debatemos; em vês de ouvir, discutimos. Alteramos nosso tom de voz, gritamos. Enquanto o outro fala, pensamos na resposta, e uma conversa vira bate-boca. Reconciliar e pacificar significa levar duas pessoas a ouvirem uma à outra. Quando realmente ouvimos a narrativa do outro com nossas entranhas não podemos deixar de nos identificar com a sua humanidade, passamos a entender o seu mundo e então podemos chorar com os que choram e nos alegrar com os que se alegram. Onde há escuta podemos nos expor e contar quem somos na certeza de que o outro nos ouve empaticamente e se identifica conosco. A controvérsias teológica e a maledicência revelam mentes estereotipadas, fechadas, avessas ao diálogo e a transparência, o medo de chegar perto do outro, a dificuldade de discernir a fraternidade, enfim, de encontrar o irmão e perceber que somos membros do mesmo corpo. Quando existe um contexto de escuta, as máscaras caem, aprendemos a nos respeitar mutuamente validando e considerando a história e a singularidade de cada um.
Finalmente, somos chamados a ouvir o mundo lá fora. Comecemos por reconhecer que muitos de nós, crentes, vivemos alienados numa bolha protetora. Não ouvimos o clamor do mundo, ao contrário, ouvimos passivamente a mídia com sua mensagem consumista que nos acomoda e anestesia. Nós nos tornamos surdos aos inúmeros clamores do mundo. Só quando ouvimos entramos em contato com o mundo tal qual ele é, nos identificamos e compreendemos o drama do homem e da mulher sem Deus, ouvimos suas indagações, suas dores e então podemos falar de um Evangelho que vão ao encontro de suas necessidades. Esse é o princípio da Encarnação. Ouvimos não somente o clamor dos perdidos, mas também o clamor dos pobres.
Só há uma pessoa a quem devemos recusar ouvir: o diabo. Este foi erro de Adão e Eva: em vez de ouvir a Deus ouviram o diabo. Para terminar eu diria que, para cumprir o grande mandamento, precisamos aprender a melhor ouvir a Deus e uns aos outros, pois ouvir enfaticamente é uma profunda expressão de amor. Baruch Há Shem!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A igreja dos meus sonhos em Rio das Ostras


Ao longo de alguns anos, venho alimentando um sonho em eu coração, de ver a Igreja de Jesus em Rio das Ostras vivendo como família. Há nove anos sou pastor ordenado e, pelo menos nos últimos vinte anos, tenho estado totalmente envolvido na condição de obreiro coma visão de uma igreja-família.
Talvez, para você essa visão não seja nenhuma novidade. Você já pode ter ouvido várias pregações a respeito da Igreja como família de Deus e quem sabe até ter lido alguns livros a esse respeito. Não tenho a pretensão de trazer uma nova revelação sobre o assunto, pois sei que não sou nenhum profeta, com uma palavra especial. acredito até que as considerações que falo aqui, são as mesmas que os outros pastores tem feito em suas igrejas, afim de fortalecer sus ovelhas na fé. Não sou um pastor extraordinário, com uma palavra igualmente extraordinária. Sou apenas um pastor que ama ao Senhor e sua igreja e que quer ver o crescimento do seu reino na cidade.
Durante a organização a III Expo Gospel, sofremos a rejeição de alguns cardeais da Igreja Evangélica Riostrense, que não aceitavam o fato, sendo eu pastor assembleiano, dirigente de uma congregação na área rural da cidade, ser convidado pelo prefeito para liderar o maior evento religioso do município com mídia nacional e com preletores de renomes internacional. Contudo, continuei orando por eles, para que Deus abrisse seus olhos e pudessem enxergar a oportunidade que o Senhor da Igreja estava concedendo aos seus sacerdotes para ganharem Rio das Ostras para Cristo.
O pastor Nilson Mendonça, da Igreja Batista Getsâmani, no Morro do Santana em Macaé, declarou em um dos cultos de preparação da Expo Gospel: “Se Deus usou Moody, um vendedor de sapatos para ganhar Chicago com 150 mil habitantes para Cristo; se Deus usou Carey, um sapateiro para ganhar a Índia para Cristo; se Deus usou Seimoour, um negro cego de um olho para fundar o Movimento Pentecostal da América e Gunnar Vingren, um porteiro para fundar as Assembléias de Deus n Brasil, porque ele não pode usar o filho de uma tecelã para unir as igrejas de Rio das Ostras e ganhar a cidade para Cristo como uma única família”.
Tenho sonhado em ver a igreja crescendo e se multiplicando, e vivendo a dinâmica da vida cristã que é abençoar pessoas. Nos últimos anos, a ênfase do meu ministério tem sido a edificação dessa igreja, que está no coração de Deus nosso Pai – a verdadeira família de Deus neste mundo – para abençoar as famílias da Terra. E tenho certeza de que este grande sonho tem sido embalado no coração de muitos homens e mulheres de Deus. A cada dia, minha alma tem sido aquecida pela paixão da igreja vivendo a dinâmica de uma família.
Algum tempo atrás, eu e Ruth – minha esposa – estávamos debatendo a realidade de novas igrejas com seus modismos e impressão que tínhamos era de que estivéssemos remando contra a maré, com pregações evangelísticas e bíblicas. E o que nos deixavam perplexos é que muitos dos ministérios estavam crescendo assustadoramente não tinham uma teologia saudável. Na verdade, estavam ensinando heresias ao povo, enquanto esse batia palmas. Tais igrejas estavam lotadas e todos pareciam estar felizes, achando tudo maravilhoso. Mais uma vez, perguntei a Deus: Será que estamos na contra-mão? O que se tornou ainda mais perceptível quando resolvi estudar com todo o rebanho na Escola Bíblia Dominical, as parábolas do Senhor Jesus.
E, enquanto estávamos estudando os ensinamentos de Cristo, uma de nossas ovelhas me disse: “pastor Sérgio, você não acha que o povo precisa de campanhas de avivamento e libertação? Que tal, convidar uma profetisa, para trazer revelações para a Igreja?”, respondi: Acho que sim, devemos falar sobre o verdadeiro avivamento espiritual que traz arrependimento e confissão de pecados e transformação de vidas. Mas entendo que devemos falar também sobre a vida cristã, afinal, como as pessoas irão viver a vida cristã se nada souberem sobre ela através da Bíblia? Como poderão viver em santidade e justiça sem o conhecimento bíblico? Como vou falar sobre arrebatamento se não sei se elas vão participar do arrebatamento? Porque se elas ao nasceram de novo, estão sob condenação e o destino delas é o inferno. É o que dizem as Escrituras.
Aliás, foi o próprio Senhor que falou a respeito da necessidade do novo nascimento para uma das maiores autoridades teológicas dos seus dias, um homem chamado Nicodemos. E naquele encontro, Jesus lhe disse (em outras palavras): “Olha rapaz, não vem com essa conversa, dizendo para mim que eu sou Mestre vindo da parte de Deus, e que faço estes sinais porque o Pai está comigo. Não vem com esta conversa não. Se você não nascer de novo, você não entra no Reino de Deus”.
O fato de pouco se falar em nossos dias a respeito da ética cristã me incomoda e preocupa muito. Há tantas pessoas cheias de dons e, no entanto, sem nenhum caráter! Pessoas que se dizem cristãs, mas que são mentirosas, desonestas, que não pagam suas dívidas, na tem palavra, na honram as autoridades, não obedecem à vontade soberana de Deus, não se submetem às autoridades espirituais... Há tanta gente sem amor, sem compaixão, sem carinho, sem piedade, sem paciência, em nossas igrejas. E se alguém perguntar para onde vão, essas pessoas irão responder: “Eu sou de Jesus. Eu vou para o céu”. Francamente, não sei para que céu elas pensam que irão, para o que Jesus preparou para os filhos de Deus é que não!
Não importa se a pessoa era membro ativo de uma igreja, se dava o seu dízimo, se era assíduo às reuniões, se ela não nasceu de novo, não está salva. Se não é uma nova criatura, não entra no Reino de Deus. Por mais que essa mensagem pareça antipática e antipopular, é a mensagem bíblica. O povo não gosta de ouvir isso.
Alguns me aconselharam: “Pregue sobre o poder sobrenatural de Cristo; fale que ele cura os enfermos, ergue os abatidos, liberta os endemoninhados, quebra o jugo dos viciados, e tem poder para fazer coisas extraordinárias”. Pregar sobre novo nascimento é pregar sobre o poder extraordinário de Cristo. Poder para transformar pecadores condenados em filhos redimidos. Quer algo mais sobrenatural do que isto:
“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (II Co 5.17).

Sérgio Cunha é Jornalista e presidente da Associação de Pastores Pentecostais de Rio das Ostras e dirigente da Congregação Assembléia de Deus em Palmital – Ministério de Madureira.

Onde estão os frutos?

A pouco tempo atrás, estava almoçando em um restaurante no centro de Rio das Ostras, quando um amigo de longa data me pediu para organizar uma Cruzada Evangelística com o apoio da prefeitura para ele trazer um pregador de São Paulo, que segundo o mesmo pregava mais que Moody e Billy Graham juntos. Sugeri para ele levar a proposta a uma reunião de associação da cidade, do qual ele declinou.
Por força da profissão jornalística e na condição temporária de presidente da Associação de Pastores, temos participado de diversas campanhas evangelísticas, congressos, cruzadas, porém o resultado prático desses eventos onde pregadores famosos se apresentam buscando a glória de Deus, tem sido pífios em termos de conversões. Em atos 2.41, está escrito: “Então, os que lhe aceitaram a Palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase 3 mil pessoas”.
Em Jerusalém, naquela época havia dezessete mil habitantes; três mil foram alcançados na primeira pregação. Vinte por cento da cidade se converteu ao ouvir o Evangelho, através do apóstolo Paulo. E a mensagem dele foi:
“...Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados; e recebereis o Dom do Espírito Santo” (At 2.38).
Essa é a verdadeira mensagem do Evangelho, e não esta que tem sido pregada em nossos dias, que promete prosperidade financeira, emprego, promoções no trabalho, a solução de todos os problemas do homem. Você já ouviu pregações como estas: “Aceite a Jesus e você vai mudar de vida, vai ficar rico, vai comprar um carro novo, e uma casa nova!”? Parece que Jesus está pagando para as pessoa crerem nele. Não que eu não creia que Deus faça nossa vida prosperar, ele quer a prosperidade dos seus santos. Mas, crer e Jesus para que ele me faça prosperar é, no mínimo, mercantilismo, negócio, uma chantagem bem feita.
A mensagem que prega arrependimento e mudança de vida tem sido abandonada em nossos púlpitos. Hoje, praticamente, só se fala de prosperidade, da solução dos problemas, da quebra de maldições. Esse cristianismo é o da porta larga, que conduz à perdição. O que temos é um “cristianismo” que produz cristãos de chocolate, ao primeiro calor, derretem. Não conseguem permanecer no caminho, porque nem sequer entraram pela porta (estreita). Logo na primeira tribulação, não resistem. Nem podem, pois, não nasceram de novo, e continua sendo filhos do diabo.
A mensagem que realmente abençoa o homem e abençoará sempre é a que produz arrependimento, coração quebrantado diante de Deus, que faz com que ele reconheça a graça e a misericórdia de Jesus em sua vida.

Os primeiros frutos
Inaugurou-se então, a primeira comunidade cristã de Jerusalém. Três mil pessoas se converteram em um só dia. Esse é o meu sonho, ver em nossos dias multidões se convertendo ao Senhor.
“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeiçõescom alegria e singelez de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor dia a da , os que iam sedo salvos” (At 2.42-47).
Note que o autor sagrado usou expressão “enquanto isso...” Ora, isso significa que enquanto eles estavam vivendo como família de Deus vivendo como seus filhos, as pessoas se convertiam.
Em Jerusalém, nosso Senhor já contava com aproximadamente quinhentos discípulos. Mais três mil haviam se convertido. Já eram muitos os que tinha sido redimidos e lavados pelo sangue de Jesus.
E quando essas milhares de pessoas se converteram, que Igreja elas conheceram? Aqueles novos irmãos conheceram uma Igreja cheia de amor, onde havia comunhão, fidelidade às Escrituras, amor sincero a Deus, seriedade, temor, fidelidade ao ensino dos apóstolos. Um ambiente onde as pessoas cuidavam uma das outras, se ajudavam mutuamente. Uma Igreja parecida com o seu Senhor.
Naquela primeira comunidade cristã estavam alguns escritores do Novo testamento, como: Pedro, João e Tiago. Eles tinha ouvido os ensinamentos do próprio Senhor e estavam, naquele momento, ensinando ao povo a doutrina, os princípios fundamentais que deveriam fazer parte da via cristã. Estando firmes na Palavra, mantinham um relacionamento de amor entre eles; oravam juntos, catavam juntos e cuidava uns dos outros. Dessa forma o número dos que iam sendo salvos era multiplicado.
Não havia grandes evangelistas, poderosos pregadores; não havia distribuição de folhetos, programas de rádio e nem de televisão. O que havia era uma Igreja que vivia em amor. Esse é o desafio meu coração de pastor. Uma das coisas que mais me entristece é ver os irmãos divididos entre si. Igrejas divididas por razões mesquinhas, discórdia entre os irmãos, disputa por cargos eclesiásticos onde um quer ser o pastor, o outro quer ser o bispo, o outro o papa e o outro o arcanjo mestre. Eles devem brigar por interpretarem mal aquele texto que diz: “Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo” (Gl 6.2). Eles devem entender: “levai os cargos...”.
Muitas divisões no Corpo de Cristo acontecem porque as pessoas não são capazes de vencer as dificuldades, e guardam mágoas e ressentimentos no coração. Não sabem pedir perdão quando erram, nem conseguem perdoar quando são ofendidos.
“Muitos, porém, dos que ouviram a palavra aceitaram, subindo o número de homens a quase cinco mil” (At 4.4).
A Igreja estava realizando o sonho de Deus. Ela estava dando frutos, multiplicando seus membros, e abençoando as famílias da Terra.
“Mas, dos restantes, ninguém ousava ajuntar-se a eles; porém o povo lhes tributava grande admiração. E crescia mais e mais a multidão de crentes, tanto homens como mulheres, agregados ao Senhor” (At 5.13,14).
“Ora, naqueles dias, multiplicando-se o número dos discípulos... Crescia a Palavra de Deus, e, em Jerusalém se multiplicava o número dos discípulos, também muitíssimos sacerdotes obedeciam à fé” (At 6:1-7).
A Igreja estava testemunhando do poder de Deus como Jesus havia ordenado. Mas, esqueceram-se de que não deveriam permanecer em Jerusalém. Havia um mundo a ser evangelizado. Eles não poderiam se esquecer disso.
Talvez eles tenham pensado: “Vamos permanecer juntos, e edificar uma grande Igreja. Jerusalém será nossa sede.” Isso não nos lembra a história da Torre de Babel? Deus, então, percebendo que o mesmo erro da descendência de Noé poderia acontecer com a Igreja, faz com que haja uma grande perseguição e os dispersa para que cumpram o projeto de abençoar todas as famílias da Terra.
“... Naquele dia, levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém, e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelasregiões da Judéia e Samaria” (At 8:1)
Que privilégio fazer parte dos propósito de Deus! Que grande honra fazer parte do Corpo de Cristo! Você faz parte do plano eterno de Deus. Ele o chamou e o escolheu antes mesmo da fundação do mundo para que você recebesse benção por herança e fosse uma benção para sua geração.
Não há mais tempo a perder. A Igreja precisa cumprir seu papel de ser sal da Terra e luz do mundo. Não podemos perder nosso senso de chamado e a visão que Deus colocou diante de nós. Cada crente deve ser um ministro de Deus, e cada lar, uma igreja.
Deus tem um sonho... você faz parte dele. Ajude-o a torná-lo realidade!

Baruch Há Shem!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A Igreja do Mingau


Durante minha aula de Evangelismo e História da Igreja no Seminário Batista Nacional – Extensão de Unamar – Cabo Frio, solicitei aos meus alunos, um mapeamento da região com Histórico das principais denominações evangélicas, sejam elas históricas, pentecostes ou neopentecostais. Um número crescente de novas igrejas foi apresentado com nomes exóticos e sem nenhum fundamento bíblico.
Contudo, para minha surpresa, fui a igreja do Mingau, um templo bonito construído por um grupo dissidente , liderado por ex-vendedor de carros, que havia se radicado na região. Os alunos ao visitarem a Igreja descobriram que o pastor Martins, além de não pregar ou ministrar estudos bíblicos à congregação, colocava um aparelho de vídeo no centro do salão com mensagens de pregadores famosos. Ao final dos cultos, oferecia-se mingau para as crianças, daí o apelido de Igreja do Mingau.
O que chamou minha atenção, desde que aqui cheguei na década de 80, foi à pouco exigência para o exercício do Ministério Pastoral.
Infelizmente há muitos líderes que dividem igrejas e são alçados a posição de pastores, sem que tenham sido devidamente preparados. Na sua maioria são pessoas que não passaram pelo crivo de uma instituição de formação séria, credenciada e reconhecida. Alguns, assim cremos, sejam até honestos em seus esforços de proclamarem o Evangelho, mas a verdade é que esses grupos, como surgiram de visões, não dispondo de uma tradição teológica e sem nenhuma formação secular, acabam fundando novas denominações ou ministérios sem que o arcabouço educacional indispensável para o melhor exercício tenha sido constituído.
O fato é que esses pseudo pastores ordenados indevidamente estão vulgarizando de forma genérica diante da sociedade em que nos inserimos o título de obreiros separado por Deus.
Outra conclusão que chegamos mediante um mapeamento das igrejas da região é que o púlpito tem perdido o poder, mediante os exemplos mais graves e tristes de fracassos morais e pessoais na vida de alguns pastores.
Nossa região é rica em escândalos envolvendo pastores que por enganarem a fé pública, extorquindo dinheiro ou exigindo ofertas dos seus fiéis o título de um lugar no céu.
Pastores são acusados por venderem suas igrejas com os membros, por não prestarem relatório financeiros durante as Assembléias ordinárias, por ingressarem na carreira política tornando suas igrejas currais eleitorais, por se envolverem em aventuras amorosas, por apresentarem um padrão de vida com casais luxuosas e carros importados incompatível com sua renda, em flagrante contraste com as obras sociais que dizem desenvolver em suas igrejas.
Como conseqüência do conhecimento e vulgarização de tais situações, lamentavelmente o púlpito tem perdido o poder e a credibilidade para o povo sofrido e carente que a ele deveria a correr com interesse.
Quando surge a divulgação de mais uma Igreja na cidade, o povo desconfia e considera que ali está mais um enganador, um aproveitador, um falso pastor. Isto, infelizmente, é um problema de ordem nacional, como fiel cumprimento das Escrituras. Diante disso tudo que se apresenta. Devemos seguir o conselho de Paulo o seu filho na fé, Timóteo: “...Tu porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido” (2Tm 3.14). Baruch Há Shem!

domingo, 6 de setembro de 2009

A Igreja de Ontem e de Agora


A Igreja de Cristo tem atravessado os séculos pelos séculos com a mensagem redentora do Evangelho para as Nações. No Brasil como fruto missionário da Igreja Americana e Européia, os evangélicos cresceram em número, passando a ocupar espaço em todos os segmentos da sociedade.A cada domingo, os templos estão repletos de uma grande massa humana havida por uma palavra de vitória. A Igreja está ocupando a mídia de costa a costa de todo o território nacional, com verdadeiros Showsman. Aquela cena antiga de um punhado de crentes com um acordeão em uma praça pública, recebendo agressões verbais e físicas é coisa do passado. Hoje a Igreja ocupa espaços imponentes com a teologia da Prosperidade, abraçando personagens da alta sociedade com muito glamour e pompa. Ser evangélico está na moda.
Na Igreja de ontem os crentes eram apedrejados em praça pública, na Igreja de hoje eles são ovacionados pelo mundo. Na Igreja de ontem, os crentes denunciavam o pecado do mundo, hoje o mundo acusa os pecados cometidos pelos os que estão na igreja.
Na Igreja de ontem, o louvor e adoração à Deus era feito com sinceridade de coração e lábios purificados por arrependimento e a certeza de que alcançaria o trono da graça. Na Igreja de hoje, o louvor foi massificado e industrializado.
Disputa as paradas do sucesso. O levita tornou-se Pop Star com direito o contrato milionário e registro na calçada da fama. Antes as multidões choravam aos pés do Senhor com hinos de arrependimento e clamor. Hoje as multidões vivem as gargalhadas pelas piadas contadas pelos artistas do púlpito. Não há limites no que se refere a quão longe algumas igrejas avançarão no propósito de se tornarem "relevantes" e "modernas" em seus cultos.
Muitas Igrejas poderiam convenientemente receber o nome de "Igreja que está acontecendo agora", conforme declarou o pastor John Macarthur. Existe Igreja para todos os gostos e estilos.
Recentemente foi criado a Igreja com o louvor em estilo Country com o pastor calçado de botas de couro e vestido com jeans, apresentando como justificativas a necessidade de revitalização do culto.
Muitas Igrejas estão seguindo métodos semelhantes, utilizando todos os meios disponíveis para movimentar seus cultos. Essa é a Igreja do agora? Onde estão os verdadeiros adoradores em que fala o Evangelho de João 4:23?
Na Igreja dos Pioneiros Pentecostais no início do século passado, nada era utilizado que não tivesse a expressa aprovação das Escrituras e do Espírito Santo.
A simplicidade da forma do culto com homens cheios do temor de Deus, tornaram nossas Igrejas como casas de oração para todos os povos, principalmente os mais humildes.
Os evangélicos de nossos dias precisam recuperar a confiança que nossos antecessores espirituais tinham no Poder na Palavra Santa, como instrumento de conversão de vidas.
O retorno as Escrituras e a busca incessante do derramar do Espírito Santo, acabariam com essa atmosfera de circo que em algumas igrejas prevalece para impulsiomar a frequência das pessoas.
Na Igreja de ontem, mesmo os obreiros não possuindo formação teológica e secular, ainda assim pregavam a palavra com autoridade e Unção e resultado era corações quebrantados diante do Senhor da Igreja.
Na igreja de Ontem, as instituições de Paulo à Timóteo eram cumpridas ao pé-da-letra: "Prega a Palavra, insta, quer seja aportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina" (2 Tm 4.2).
A pouco tempo atrás, uma irmã esteve em minha casa, e começou a tecer comentários sobre seu novo pastor, de que ele era uma benção; pois já estava na Igreja a cerca de 3 meses, e ainda não tinha pregado nenhuma mensagem bíblica.
Na igreja de agora, o ministério da Palavra tem deixado de ser a plataforma sobre a qual a verdadeira adoração é edificada.
Por mais que queiram dar espaço ao teatro, música e dança nos cultos regulares. Nada substitui o Ministério da Palavra.
Paulo, tornou-se ministro de Deus para dar pleno cumprimento a Palavra (Cl 1.25), vamos voltar a Palavra. Vamos permanecer na Palavra e adorar à Deus em espírito e em verdade. Baruch Há Shem!

sábado, 5 de setembro de 2009

A história de um rico sem nome


Todos os homens, quer ricos, quer pobres, de todas as raças, tem o seu nome. Todos zelam para conservar o conceito tradicional em torno do seu nome, seja na área da família, ou através de cargo ou função. O nome identifica o seu portador. Deus, ao criar e formar o homem (Gn 1.26-28), chamou-o Adão, nome que ele mesmo criou, Gn 2.19. Desde então Deus chama o homem pelo seu nome: Abraão, Gn 12.1; Jacó, Gn 25.26; Davi, 1 Sm 16.12,13; Sl 89,20; Samuel, 1Sm 1.20. Vultos importantes da Bíblia receberam seus nomes antes de nascer, entre eles Josias, 1Rs 13.2; João Batista, Lc 1.13; o Senhor Jesus Cristo, Mt 1.21; Lc 1.31. Outros exerceram cargos e funções sem que os seu nomes parecessem, como é o caso dos dois profetas em Betel, 1Rs 13.1.11. A omissão de seus nomes obedeceu à vontade permissiva de Deus, ou por razões que desconhecemos.
A história do “rico sem nome”, que estamos fiscalizando, está fora deste contexto e, não obstante, tem sentido ilustrativo que merece uma análise à luz da realidade dos dias em que estamos vivendo. Não temos dúvidas de que o homem rico citado por Jesus tinha nome, cuja omissão não foi por acaso ou coincidência, pois em Deus, em sua Palavra, esses termos não são encontrados. A omissão do seu nome tem uma aplicação para todos os homens e especialmente para nós, que constituímos a sua Igreja, o seu povo aqui na terra. Esse homem rico, cuja história o Senhor Jesus narra, existiu de fato. Jesus disse: “Havia um homem rico... havia também um certo mendigo”, Lc 16.19. Esse homem rico devia Ter um grande nome, desfrutar de posição importante na sociedade onde vivia, ser tratado com fineza e reverencia, pela riqueza que possuía. Por certo sua assinatura, seu aval, tinham valor diante dos outros homens de sua época.
A sociedade faz questão de um nome. Algumas pessoas se fazem conhecer por mais de um nome. Tem o nome de nascimento e outro de profissão. Na área religiosa os nomes de algumas pessoas são mudados segundo o cargo que desempenham, ou associações a que se integram, como é o caso de “monges”, “freires”, “papas” e seus “santos”, quando são canonizados. Alguns, antes de Ter seu nomes mudados, foram verdadeiros demônios, traidores, heréticos. Outros foram perseguidos, ordenando matanças de milhares de cristãos, judeus e protestantes, como o caso dos huguenotes, como o caso dos huguenotes, da noite fatídica de São Bartolomeu. Hoje, esses “santos” estão nos altares, sendo adorado, venerados. Entre eles, Inácio de Loiola, os “Torquemadas” e muitos outros. Todos esses receberam novos nomes, porque se o povo soubesse quem foram, seriam renegados.
Jesus, ao contar a história do rico e Lázaro (Lc 16.19-31), apresenta dois homens. O primeiro, um homem rico sem nome, que por ser rico esplendidamente; o segundo tinha nome. Era chamado de Lázaro, o mendigo. O substantivo Homem fora trocado por mendigo. Aconteceu que Lázaro, o mendigo, morreu e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão (Lc 16.22), ou paraíso, Lc 23.43. Morrei também o rico e foi sepultado. Esse só teve direito à sepultura. Dali, foi direto para o Hades, lugar de sofrimento. Aquele homem rico que na terra tinha tudo a se dispor e era respeitosamente tratado de senhor, passou a escravo; de rico para mendigo; de ofertante para pedinte. Todo aquele tratamento que tinha em vida, perdera no inferno. Na sua nunca pensou em Deus. Agora, estando no inferno passou a ser religioso e crente em Deus. Até orações ele passou a fazer. “Rogo-te, ó pai, que mandes Lázaro à casa de meu pai”. Bonita oração, mas não respondida, porque feita fora de tempo e de lugar. Não adianta orar no inferno; não adianta orar depois de morto, estando perdido. Outrossim, no inferno não é lugar de orar. O lugar de orar é agora, enquanto estamos vivos, em nossa casa, em nossa igreja, em nosso culto. “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar”, Is 55.6. Na terra, onde o rico morava, nada fez para Deus; só fazia para ele. Agora, no inferno, até o nome perdeu. Perdeu a confiança, a liberdade, a alegria e a salvação. Quando perdemos o nosso nome perdemos também o conceito, o caráter, a vergonha e o pudor. Esse tipo de gente não merece um nome. Os artistas, políticos e até alguns religiosos que já tiveram seus nomes em destaque, que o digam. É o caso de Judas Iscariotes, Caifás, Anás, Pilatos, Herodes e muitos outros homens da Bíblia e de nossa história, cujos nomes ninguém coloca em seu filhos nem em suas empresas.
Não obstante, temos irmãos desconhecidos aqui na terra, cujos nomes estão escritos no céu, Lc 10.20. E, em lá chegando, receberão um novo nome, Ap 3.12. Lázaro teve um nome aqui na terra e o teve lá no céu. O rico o teve somente aqui na terra. No inferno perdeu o seu nome. Lázaro, aqui na terra, era mendigo; lá no céu era próspero. O rico, aqui, tinha fartura; no inferno tornou-se mendigo. Pediu e nada recebeu porque pediu fora de temo e de lugar. O Hades, lugar de sofrimento onde o rico foi morar, era e continuará sendo ruim. Tão ruim que não desejou que seus irmãos, ainda vivos, fosse para lá. Não façamos como fez esse “pobre rico”. Aqui na terra, nunca se arrependeu, nunca buscou a Deus e depois de estar perdido queria demonstrar arrependimento. Mas era tarde. “Ao homem está ordenado morrer uma só vez, vindo depois o juízo”, Hb 9.27. Sejamos ricos aqui e lá no céu. “Jesus, sendo rico se fez pobre; para que pela sua pobreza enriquecêssemos”, 2Co 8.9. Que o Senhor nos de sua graça. Baruch Há Shem.