sábado, 31 de maio de 2008

O pastor que encarou o lobo


Um dia antes de ser enforcado pelo Governo Nazista em 1945, quase já no fim da Segunda Guerra Mundial, o pastor luterano que encarou o lobo austríaco vestido de alemão, declarou suavemente: “Este é o fim = para mim. O começo da vida.” No ano que o Estado de Israel completa 60 anos de fundação, aquele que lutou contra o exterminador dos judeus, tem 63 anos de morte relembrada pelos cristãos que não querem uma “graça barata”, mas aceitam e precisam da misericórdia do Deus Vivo. Dietrich Bonhoeffer, o filho de um professor de psiquiatria, que estudou teologia em Berlim e em Nova York. Que aos 27 anos, tornou-se capelão dos estudantes da Universidade de Berlim, no ano em que Hitler subiu ao poder. Que dirigiu um Seminário ilegal da Igreja Confessante, onde pregava que o verdadeiro crente, para preservar a verdade do cristianismo, deve sofrer e, se necessário, até morrer, se estivesse vivo, certamente se envolveria com o movimento de resistência a graça barata vendida nos supermercados religiosos em cada esquina de nossas cidades, ou na mídia eletrônica. No fatídico dia 8 de abril, ele havia profetizado o gênesis de sua vida com a lucidez dos homens que possuem o coração apaixonado por Deus. Bonhoeffer foi proibido de publicar livros, falar em público e ensinar, como fizeram com o profeta Jeremias quando prenderam seu corpo. Porém, sua mente e seu espírito continuavam livres. No século onde se cometem inúmeras injustiças e onde muitos das vezes, a Igreja se cala, Bonhoeffer, mesmo com seu curto período de vida e ministério pastoral, não deixou de impactar e influenciar pessoas com sua prática de fé e amor à Cristo, levando-nos a questionar a postura diante das injustiças e a sedução do cristianismo de mercado. Outro aspecto importante da teologia de Bonhoeffer que aprendemos, é que viver é uma questão de morrer, onde o mais profundo significado da vida, está não no tempo de vida, mas como você gastou sua vida. O escritor Martim Buber em “Contos de Hasidim” revela a História do Rabino Baumann que, no leito de morte, viu sua esposa chorando em conseqüência de sua morte eminente. Ele lhe perguntou: “Pelo que você está chorando? Toda a minha vida serviu apenas para que eu aprendesse como morrer. O salmista também com muita propriedade orou a Deus para que nos ensine a “contar os nossos dias para que o nosso coração alcance sabedoria”. (Sl 90:12). Para muitos Bonhoeffer foi um louco, traidor da nação alemã, para outros ele foi um Martin de face serena e compassiva. Já para mim, ele foi um agente da graça de Deus. E para você? Quem sou eu? Dietrich Bonhoeffer Seguidamente me dizem que saio da minha cela tão sereno, alegre e firme qual dono de um castelo. Quem sou eu? Seguidamente me dizem que da maneira como falo aos guardas, tão livremente, como amigo e com clareza parece que eu esteja mandando. Quem sou eu? Também me dizem que suposto os dias de infortúnio impassível, sorridente e com orgulho como um que se acostumou a vencer. Sou mesmo o que os outros dizem de mim? Ou apenas sou o que sei de mim mesmo? Inquieto, saudoso, doente, como um passarinho na gaiola, sempre lutando por ar, como se me sufocassem, faminto de cores, de flores, às vezes de pássaros. Sedento por palavras boas, por proximidades humana, tremendo de ira a respeito da arbitrariedade e ofensa mesquinha. Nervoso na espera de grandes coisas, em angústia impotente pela sorte de amigos distantes, cansado e vazio até para orar, para pensar, para produzir, desanimado e pronto para me despedir de tudo? Quem sou eu? Este ou aquele? Sou hoje este e amanhã um outro? Sou porventura tudo ao mesmo tempo? Perante os homens um hipócrita? E um covarde, miserável diante de mim mesmo? Ou será que aquilo que em mim perdura, seja como um exército em derradeira fuga, à vista da vitória já ganha? Quem sou eu? A própria pergunta nesta solidão, de mim parece pretender zombar. Quem quer que sempre eu seja, tu me conheces, Oh, meu Deus, SOU TEU.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Maiores abandonados


A visita a qualquer hospital psiquiátrico causa-nos profunda tristeza. No Hospital Nossa Senhora da Vitória em São Gonçalo – Rio de Janeiro/RJ, não foi diferente naquela terça-feira cheia de angústia e ansiedade, acompanhando a diaconisa Arinda da Costa Silva, que estava em uma missão especial de mãe, para externar e praticar com intensidade do coração, seu amor pela paciente Raquel, sua filha mais velha, que há treze anos percorre os labirintos do mundo da insanidade. Raquel, foi trazida ao pátio juntamente com as outras pacientes na hora do lanche da tarde. Com os cabelos desgrenhados, ela expressou uma felicidade de criança, do tipo, quando sua mãe chega do trabalho, trazendo na bolsa um presente, doce ou biscoito. Aquela clínica possui 420 pacientes, que buscam a cura para sua enfermidade mental. Muitos foram abandonados pelos familiares há anos, sem visitas até mesmo no Natal. Nem mesmo no dia do aniversário, a maioria dos internos não recebem presentes. No quarto de Raquel no pavilhão feminino, não existe um quadro com a foto do marido falecido, da filha noiva prestes a se casar ou do filho menor que se parece com um índio Curumim. Na entrada do sanatório, existe uma capela com uma imagem de gesso chamada de Vitória, contudo quando perguntada onde está sua vitória, Raquel responde de imediato: minha vitória está em Cristo! Naquele confinamento psiquiátrico, muitos vão terminar seus dias com a falta de senilidade, porém o diagnóstico médico para o agravamento da enfermidade, não é o câncer, problemas cardíacos, tão pouco pulmonares. A “doença” que mais atinge os pacientes psiquiátricos é a rejeição acompanhada da falta de amor dos familiares. O remédio para a cura de Raquel está no abraço de sua mãe, cansada pelas lutas da vida, no sorriso de seu único filho, no beijo da filha, chamada por muitos de Aline, mas acima de tudo na fé no amor incondicional de Jesus Cristo. Durante um momento de lucidez, Raquel foi interrogada o motivo dela freqüentar os cultos na Igreja e sem titubear respondeu com firmeza: “Por que nem os loucos erram o caminho do Céu”. O índice de abandono dos pacientes psiquiátricos na escuridão da loucura é assombroso, porém com dedicação e amor cristão essa chaga que tem assolado milhares de famílias no Brasil, poderá ser sarada. Nos últimos minutos da visita, quando Raquel entretida com a contagem dos biscoitos e balas, que ela ganhara de suas irmãs Ruth e Andréa, a direção da Clínica abriu uma exceção para outras visitas durante a semana, com a recomendação: “Não a abandonem”. O espírito cristão que prevalece no coração materno daquela mulher franzina, de cabelos embranquecidos e mãos calejadas de sofrimento, olhos embaçados pela dor, reafirmou o compromisso declarado a cerca de dois mil anos atrás pelo Senhor Jesus para todos os seus filhos: “Jamais te abandonarei”. “Não te deixarei, nem te desampararei” (Hb.13:5)

quinta-feira, 29 de maio de 2008

O esforço de Ray Charles


O mundo da música Soul ficou mais pobre essa semana com a morte no último dia 16 de junho, do mestre Ray Charles de 73anos. Autor do clássico Georgia, on my mina que se tornou o Hino oficial em 1970 do seu estava de origem, Ray Charles apesar de possuir sobrenome de príncipe Inglês, não nasceu em um lar abastado no Sul dos Estados Unidos. Filho de um mecânico com uma lavadeira de roupas, Ray tinha tudo para ser mais um negro vítima de uma sociedade racista e preconceituosa, contudo a despeito do glaucoma com 6 anos de idade, que lhe tirou a visão, ele conseguiu enxergar na musica uma forma de externar seus sofrimentos e abrir portas no mundo da fama, que durante tanto tempo o reverenciou. Ray sabia tocar vários instrumentos musicais com grande habilidade, mas foi com seu piano mágico que se tornou imortal.
A música lhe deu olhos para ver que conquistas demandam esforços e grandes recompensas vêm como resultado de trabalho duro.
Quando dizemos que há recompensa sem esforço, estamos expressando uma verdade bem conhecida. Entretanto existe outro fato que nem sempre é lembrado. Não há esforço sem recompensa. Enfrentar as adversidades jamais será perda de tempo, porque nossa dedicação trará resultados. A sociedade sulista do início do século passado certamente, deve ter decretado uma existência medíocre para aquela criança negra, cega e pobre. Mas para a felicidade da música universal, Ray não acreditou na existência de decretos adversos, como se tivessem sido predeterminados, antes resolveu lutar, conquistando sue lugar no firmamento das estrelas.
Assim também aconteceu com o pequeno pastor de ovelhas Davi quando o gigante Filisteu Golias afrontou o exército de Israel. Apesar de ser uma criança, Davi não teve medo das ameaças e do tamanho do inimigo, derrubando-o com uma funda e três pedrinhas do ribeiro.
Davi saiu-se vitorioso porque não cria na existência de ordens adversas. Ele acreditava que seu destino estava nas mãos do Senhor Deus.
Quando Thomas Edison era criança foi dispensado da Escola por causa de uma surdez parcial com o seguinte bilhete: “Seu filho não tem inteligência para aprender nada”. A mãe do menino, porém, não se abateu e com determinação resolveu cuidar pessoalmente da educação do filho.
Passado muitos anos, Thomas Edison tornou-se um grande cientista inventando a lâmpada elétrica, a câmara fotográfica, o gravador, o microfone, e mais de mil inventos. Quando ele morreu, todas as casas dos Estados Unidos apagaram as lâmpadas por um minuto em sua homenagem, a mãe de Thomas Edison acreditou na recompensa dos seus esforços.
A Palavra de Deus nos exorta a acreditar nos nossos sonhos e trabalhar para alcança-los, porque á um prêmio reservado para os perseverantes.

“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundante na obra do Senhor, Sabendo que no Senhor, o nosso trabalho não é vão. (ICo15:58)

Sergio Cunha e Jornalista, Articulista, Conferencista e Presidente do Conselho de Pastores de Rio das Ostras.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Você tem valor


Em novembro de 2008, o Brasil inteiro vai assistir um programa de televisão diferente, totalmente do Big Brother e demais enlatados que tem contribuído para a descontração da família e mudança de pensamento com a inversão de valores.
Na pequena tela, não vai aparecer um astro de Hollywood, tão pouco um candidato carismático e jovem à presidência do maior país protestante do mundo. Sua mensagem não será baseada na teologia da prosperidade ou da auto-ajuda, ainda que tenha por título: minha esperança. Com cerca de 82 anos e sofrendo da doença de Parkinson, considerado o maior evangelista do século passado, o pastor Billy Graham, que realizou três grandes cruzadas no Brasil em 1960 e 1974, vai invadir sua casa, pedindo licença antes, para anunciar uma mensagem de esperança na pessoa do Cristo Vivo, por acreditar que o homem não importando sua cor, idade, posição social e econômica, continua tendo valor para Deus.
A idade avançada e a doença irreversível não vão impedir de pregar o evangelho da esperança. Isto serve de incentivo e ânimo para os pastores mais jovens no início da carreira ministerial em não desistir de seus sonhos.
Calebe, filho de Jefoné, o Quenezeu, príncipe de Judá, que espiou a terra de Canaã, somente tomou posse de sua herança com 85 anos de idade, com a mesma força da sua juventude. No mundo secular, temos exemplos de pessoas que a despeito da idade, não desistiram de seus sonhos. O jornalista Roberto Marinho, quando estava com 60 anos, resolveu criar a Rede Globo de Televisão, cobrindo todo o território brasileiro de dimensões continentais, tornando-a a quarta maior emissora do mundo. Roberto Marinho morreu aos 90 anos e até os seus últimos dias, continuou trabalhando erguendo um verdadeiro império de comunicação.
O pastor anglicano John Stott, conselheiro da rainha Elizabeth da Inglaterra, autor de clássicos como: “A Cruz de Cristo” e “Cristianismo Básico”, no auto dos seus 80 anos, continua produzindo literatura cristocêntrica para alimentar o rebanho de Cristo espalhado pelo mundo. Já João Wesley, fundador do metodismo, com 87 anos de idade, dirigia a Deus esta oração: “Senhor, não me deixes viver até chegar a ser inútil”. Acrescentava ainda: “Entre mim e a ociosidade existe um divórcio total. Se a minha saúde o permitir proponho-me estar ocupado enquanto viver”.
Conta-se que certa vez, um leiloeiro resolveu vender várias peças de um antiquário. Após relacionar os objetos mais valiosos, percebeu que existia um violino velho, todo arranhado e com apenas uma corda e totalmente sem valor de venda. Para tanto, ele que estava interessado em se desfazer daquele instrumento inútil, resolveu dar o primeiro lance no valor mínimo de R$ 10. Porém, como ninguém se interessava, ele foi obrigado a baixar o preço desvalorizando completamente o violino. Foi quando um velho maestro, antigo violinista, deu seu lance, adquirindo-o por uma bagatela.
Chegando em casa, colocou novas cordas, afinou devidamente e começou a tocar um som mavioso, que parecia vindo do céu. No dia seguinte, retornou ao antiquário, com uma expressão de profunda alegria e satisfação e começou a tocar clássicos da música erudita, chamando a atenção de todos, inclusive do leiloeiro ganancioso, que lhe perguntou curioso: “Parece o som de um stradivários? Ao que o maestro com um sorriso na face respondeu: “Verdadeiramente, este violino é um legítimo stradivários!”, causando um tremendo arrependimento no leiloeiro por não ter dado o devido valor, aquele outrora velho instrumento musical.
Da mesma maneira acontece em nossas vidas quando achamos que estamos velhos e não servimos para mais nada; basta apenas o divino maestro que rege a orquestra da vida, tocar suas mãos especiais em nossa alma e coração, para nos tornarmos um instrumento de valor.

Sérgio Cunha é jornalista, articulista, conferencista e presidente do Conselho de Pastores de Rio das Ostras.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Ainda existem pastores vocacionados


Durante nossa participação em um Seminário de Treinamento de Líderes em Macaé, percebemos uma grande mudança no cenário do ministério pastoral na Igreja Evangélica Brasileira. Em uma turma de trinta alunos, na sua maioria com formação universitária, participou apenas quatro pastores que buscavam melhor aperfeiçoamento na obra de evangelização, o que aguçou minha curiosidade. Foi então que um dos docentes que atuava no trinômio: pastor-médico e professor, relatou que basicamente cerca de 70% dos alunos dos seminários desse instituto fundado na América do Norte, são líderes com potencial de crescimento nas igrejas, onde observei que fala-se cada vez menos em formação pastoral e mais em formação de líderes. Curiosamente, como bem explanou o pastor Ricardo Barbosa de Souza da Igreja Presbiteriana do Planalto em Brasília/DF, a palavra “líder” não aparece na Bíblia descrevendo aquele que serve a Deus em sua igreja. Assim como também, não aparece durante vinte séculos de vocação pastoral. Também não foi usado para descrever nenhum dos santos ou mártires que dedicaram a vida à Cristo. Foi incorporado a nova realidade da Igreja, a necessidade premente da formação de líderes ao contrário da expressão “pastor” ou “sacerdote” que é teologicamente e biblicamente mais bem definida. Segundo teóricos da comunicação, a imagem do pastor trazida da vida rural, ainda que se ajuste aos propósitos bíblicos do chamado divino, encontra-se desgastada no contexto da Igreja Pós-Moderna. Há quem diga que o pastor moderno tem que incorporar ao seu currículo, as profissões de psicólogo, advogado, terapeuta, administrador e marketeiro para atender as necessidades do mercado religioso emergente. Parece-nos que o Salmo 23 terá que sofrer uma adaptação nos tempos modernos que a Igreja atravessa.
Aquela velha imagem do pastor pregando aos domingos uma mensagem com muita unção, aconselhando os casais, visitando os enfermos, orando, ensinando a Bíblia na Igreja e nas reuniões nas casas, cuidando dos órfãos, evangelizando os dependentes químicos está fora de moda, antiquada. Foi substituída pela figura do líder espiritual pós-moderno, personalidade forte, erudito, carismático, poliglota, um verdadeiro executivo da fé de uma igreja multinacional, um super pastor midiático, totalmente contrário ao modelo de liderança chamado por Cristo.
Segundo a ótica do mercado religioso, pastor bem sucedido e vocacionado ao ministério da Palavra é aquele que lidera um grande rebanho, que está na mídia eletrônica, possui vários carros importados, mora em uma mansão na beira da praia, viaja todos os anos para Jerusalém em excursão, batizando no Rio Jordão e visitando o túmulo de Jesus, onde derrama lágrimas de alegria pelo seu sucesso ministerial.
O líder da Igreja pós-moderna está mais preocupado com a estrutura eclesiástica, o crescimento numérico do rebanho, com as últimas ferramentas tecnológicas para fazer brilhar os olhos das ovelhas e aumentar sua contribuição com ofertas polpudas.
O líder religioso eletrônico não conhece o nome de suas ovelhas, não sabe onde elas moram, não conhece suas dores e feridas. Comunhão, amizade e disciplinado não fazem parte do seu dicionário bíblico.
A competitividade denominacional crescente na Igreja Evangélica Brasileira, hoje, reflete com seus modismos e ofertas com mensagem de prosperidade, auto-ajuda, vitórias ufanistas as estruturas eficientes do mercado e menos a glória da imagem de Deus em Cristo. Contudo, mesmo com a profissionalização do ministério pastoral, as verdadeiras ovelhas do rebanho de Jesus continuam clamando por pastores a moda antiga que tenham compaixão pelas almas perdidas, cansadas e aflitas.
O Dr. Marcos Palma, médico em Niterói, contava-nos que recebeu em seu consultoria uma senhora que após descrever suas dores fruto de sua enfermidade, começou a chorar copiosamente e a falar sem parar. Quando ela viu a bíblica sobre a mesa, perguntou-lhe se ele era evangélico e pediu uma oração.
Após a leitura bíblica, intercessão e aconselhamento a paciente acabou se tornando uma ovelha de Cristo. Aquela mulher buscou um médico, um psicólogo, mas necessitava verdadeiramente de uma palavra pastoral. Onde podemos concluir que quando alguém vai até o pastor, não está procurando um psicólogo, mas um pastor.
Analisando também o casting de uma grande gravadora gospel brasileira, percebemos que quase 60% de seus artistas, também acrescentaram ao currículo, o título de pastor ou pastora.
Já não basta o título de levita, cantor sacro, artista de Cristo, líder do ministério de louvor, ministro de louvor, os executivos na indústria fonográfica decidiram que o título de pastor traz mis credibilidade e tem o efeito multiplicador nas vendas dos CDs e DVDs, como também na cobrança dos cachês, que eles chamam de oferta missionária. Se não, o porquê dessas inúmeras ordenações pastorais? Parece até estratégia de marketing.
Quando você pergunta a um desses novos cantores-pastores, qual foi a última vez quer ele participou da Ceia do Senhor em sua Igreja, ele se cala ou desconversa. Quando você pergunta onde se encontra o seu rebanho? Eles respondem: espalhados por todo o Brasil.
Há pouco tempo atrás, esteve em nossa igreja, um cantor-pastor pentecostal que está fazendo muito sucesso com vendagem crescente de CDs e DVDs, onde ele canta as vitórias do crente fiel. Durante o culto, o doublé de cantor e pastor, cantou, pregou, sapateou, plantou bananeira, falou em línguas e no final entregou revelações com data marcada para acontecer, que segundo ele, Deus havia ordenado entregar para Igreja, o que causou grande expectativa no meio da congregação.
Passado alguns meses ao visitar uma Igreja na região, a convite de um pastor amigo dos meus dias de juventude, encontrei este mesmo cantor-pastor com a mesma pregação, as músicas, sapateando, línguas mecânicas e a revelação decorada e genérica do tipo: “Deus me revelou que existe alguém aqui, que está passando por um grande problema, mas Jesus lhe garante nesta noite a sua vitória”. O resultado final, todos nós já conhecemos, a igreja teve uma catarse coletiva e a venda instantânea de todos os produtos, com direito à autógrafos e dedicatórias do “homem de Deus”.
Como bem declarou o Rev. Eugene Peterson no clássico de vida cristã: “A vocação espiritual do pastor”, estamos vivendo dias confusos e difíceis em que o profissionalismo vem tomando o lugar da vocação, porém, não podemos abrir mão do verdadeiro e belo chamado de Deus para nossas vidas: o chamado pastoral. “E levantarei sobre elas pastores que as apascentem e nunca mais temerão, nem se assombrarão, e nenhuma delas faltará, disse o Senhor”. (Jr 23:4).

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Amizade verdadeira


Domingo retrasado fui convidado junto com minha família para participar do almoço de 50º aniversário do meu amigo Alexandre Viana no Espaço Fashion em Rio das Ostras. Karú, seu apelido de infância, é um empresário bem sucedido, presidente do Sindicato Rural de Casimiro de Abreu e acima de tudo meu amigo verdadeiro. A Bíblia declara que existem amigos mais chegados que um irmão. Na sociedade atual está cada vez mais difícil, você encontrar um amigo em que possa confiar, partilhar suas dúvidas, buscar conselhos e ajuda. Até mesmo dentro da Igreja encontramos dificuldades para encontrar um pastor amigo em que possamos abrir o coração mediante as decepções ministeriais. No seio da família, também não é diferente, mesmo sendo ela numerosa. José teve problemas de relacionamento com seus irmãos, Moisés com Miriam e até mesmo Jesus com seus familiares. Já o jovem pastor Davi encontrou em Jônatas, filho do Rei Saul, um amigo permanente e sincero. Um profundo respeito e harmonia desenvolveu-se entre aqueles dois jovens.
Ao ouvir a conversa entre seu pai e Davi, depois da vitória sobre Golias (I Sm 17.57,58), Jônatas reconheceu no jovem pastor qualidades de caráter que ele mesmo desejava ter. A medida que a amizade crescia, sua alma “se ligou com a de Davi” (I Sm 18:1).
Por causa de sua admiração e respeito por Davi, Jônatas fez uma “aliança” com seu amigo, baseado num acordo mútuo. Eles fizeram votos de uma amizade verdadeira e leal pelo resto de suas vidas. Jônatas selou esse compromisso com um ato de gentileza que, em algumas partes do mundo, ainda é considerada como a maior honra que um ser humano pode conceder a outro. Sendo ele um príncipe, vestiu Davi com suas vestes reais: “Despojou-se Jônatas da capa que vestia e de a Davi como também, a armadura, inclusive a espada, o arco e o cetro”. (I Sm 18:4).
O gesto de Jônatas foi uma demonstração clara e inequívoca, de uma amizade verdadeira. A maioria de nós conhece muita gente, mas quantos têm amigos verdadeiros?
Diz uma lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto e em um determinado ponto da viajem discutiram.
O amigo ofendido, sem nada dizer, escreveu na areia:

HOJE, MEU MELHOR AMIGO ME BATEU NO ROSTO.
Seguiram e chegaram a um oásis onde resolveram banhar-se.
O que havia sido esbofeteado começou a afogar-se sendo salvo pelo amigo. Ao recuperar-se pegou um estilete e escreveu numa pedra:
HOJE, MEU MELHOR AMIGO SALVOU-ME A VIDA.
Intrigado, o amigo perguntou:
Por que depois que te bati, você escreveu na areia e agora que te salvei, escrevestes na pedra?
Sorrindo, o outro amigo respondeu:
Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever na areia onde o vento do esquecimento e do perdão se encarregam de apagar.
Porém quando nos faz algo grandioso, devemos gravar na pedra da memória e do coração; onde vento nenhum do mundo poderá apagar.

domingo, 25 de maio de 2008

Aproveitando as oportunidades


A maneira como as pessoas enxergam seus problemas de maneira otimista ou pessimista, é que vai definir sua vida de derrotas ou vitórias.
O cristão verdadeiro que deposita sua fé nas promessas de Deus para sua vida, sabe que as provações e aflições pelos quais ele está passando, são momentâneas, para que ele se aperfeiçoe na sua fraqueza e o nome do Senhor seja glorificado. Salomão com grande sabedoria, escreveu: “Se te mostrares fraco no dia da angústia, quão pequena é a tua força”. (Pv. 24:10).
O homem de Deus tem que saber aproveitar as oportunidades para testemunhar do amor de Deus e glorificar seu Nome.
Durante nossa participação em um Seminário de Treinamento do Instituto Haggai, ouvi do pastor Lívio Oliveira, que certa vez, ele estava em uma fila de banco lotado em véspera de feriado prolongado para pagar umas contas pessoais. A fila que não andava, devido a lerdeza do caixa, estava causando grande aborrecimento para os clientes do banco. Foi quando puxou conversa com ele, uma senhora coberta de jóias que pareciam cristais, e começou a falar da abertura do Portal da Era de Aquários, para que o homem pudesse encontrar a paz de espírito neste mundo atribulado, como também da vinda ao Brasil do líder indiano Siri Siri Ravi Shankar, que estimula cada indivíduo a encontrar sua paz interior através da respiração e meditação com seguidores em mais de 40 países, movendo multidões. Naquele momento, o Espírito Santo falou com ele: “Diga a ela sobre o meu amor e a minha paz.”
Foi quando de maneira inteligente, ele perguntou a senhora esotérica: “a senhora já está sabendo, que um grande portal foi aberto a cerca de 2000 anos atrás, para que o homem encontre a paz e que o maior de todos os líderes pacifistas, que continua movendo multidões em todos os lugares, povos e nações, e que deixou ensinamentos sobre isso?” Curiosa, a senhora quis saber sobre o portal e o pacifista milenar e divino. E aproveitando a oportunidade, falou-lhe sobre Jesus: “Eu sou a porta. Todo aquele que entrar por mim, salvar-se-á. Entrará e sairá, e achará pastagens.” (Jo 10.9)
O homem inteligente tem que saber aproveitar as oportunidades dadas por Deus.
A cerca de 1170 anos antes de Cristo ter nascido, concedendo uma nova oportunidade para a humanidade, Deus ofereceu a um adolescente de boa aparência, ruivo e de belos olhos, pastor de ovelhas, harpista nas horas vagas (I Sm 16:12), forte e valente, sisudo em palavras (I Sm 16:18). Uma oportunidade para provar seu valor – e ele a agarrou!
Existiu um gigante de 3 metros de altura, filisteu de Gate, de aparência intimidadora que com gritos amedrontava os guerreiros do rei Saul (I Sm 17:11) e desafiava o exército de Israel para uma batalha no Vale de Elá.
Mas quando todos os homens de Israel, viram aquele homem, fugiram de diante dele, e temera grandemente (I Sm 17:24). Foi quando o jovem pastor Davi, perguntou qual seria a recompensa ao homem que matasse o gigante filisteu e lhes responderam: Receberá grandes riquezas, sua família será isenta de tributos e ainda terá a filha do rei como esposa. Durante 40 dias, o gigante Golias afrontou o exercício de Israel e difamava o nome de Deus.
Porém, Davi resolveu aproveitar a oportunidade para glorificar o nome de Deus e com uma funda e 5 pedrinhas recolhidas no ribeiro derrotou o gigante Golias, confiando que o Senhor haveria de lhe entregar em suas mãos, o filisteu. O que aprendemos com o pequeno Davi, que se tornou grande diante de Israel?
As oportunidades aparecem, quando estamos preparados. A habilidade de Davi com a funda não era hereditária. Ele passou muitas horas nas colinas praticando, enquanto desempenhava suas responsabilidades de pastor. Naquela época a funda era, na verdade uma arma secreta em Israel. Muitos aprendiam a manejá-la com extrema habilidade. No livro de Juízes lemos que “Entre todo este povo havia setecentos homens escolhidos, canhotos, os quais atiravam com a funda. Uma pedra num cabelo e não erravam.” (Jz 20:16).
Portanto, mesmo que você tenha grandes habilidades, saiba depositar sua confiança no Senhor de todo o seu coração e aproveite as oportunidades para glorificar o Senhor com sua vida.

Vejam que bela história de superação...O cidadão Wander Taker era um próspero empresário em Kansas City, nos Estados Unidos. Seu negócio era uma empresa funerária e praticamente não havia concorrência.Foi, então, inaugurado na cidade uma central telefônica, até porque tratava-se do novo e grande invento da época. Toda ligação tinha que passar necessariamente pela telefonista.O negócio do Sr. Taker começou ir de mal a pior. Certo dia, não havendo mais clientes para o seu negócio, ele foi procurar a telefonista da cidade para questionar o que estava acontecendo, se ninguém ligava procurando por ele, se não morria mais ninguém na cidade...A telefonista então lhe disse que morria muita gente sim, e que o marido dela estava prosperando muito, pois ela, toda vez que era procurada para indicar uma agência funerária, indicava o seu marido que tinha entrado no negócio e que estava muito satisfeito.O Sr. Wander ainda tentou argumentar que aquilo não era honesto e que precisava "dividir" o mercado e que ele iria terminar falindo. Ela, porém, disse que iria continuar indicando o marido.O Sr. Wander Taker ficou tão chateado com a situação, que resolveu estudar o assunto "telefone". Estudou muito, pensando numa maneira de se fazer uma ligação telefônica sem a necessidade da telefonista. Wander Taker acabou sendo o inventor do sistema de discagem direta, e ganhou mais dinheiro que mil funerárias prósperas jamais lhe dariam.O fundo moral desta história é que cada vez que temos um grande problema em nossa vida, nós podemos estar também, diante de uma grande solução, ou, quem sabe, do grande resultado em nossa vida.

Sérgio Cunha é jornalista, articulista, conferencista e presidente do Conselho de Pastores de Rio das Ostras.

sábado, 24 de maio de 2008

Eu, também tenho um sonho


A ciência explica que o homem e o único ser que sonha. A Bíblia afirma que um escravo chamado José sonhou e chegou a posição de governador do Egito, tornando-se o segundo de Faraó. Na História da Igreja Cristã, aprendemos que todos os homens usados poderosamente por Deus, também sonharam e tiveram seus sonhos concretizados, mesmo sendo após suas mortes. Martin Luther King um ícone da cultura americana na luta pelos direitos civis, começou a sonhar no púlpito da Igreja Batista Ebenézer na Geórgia e como legado, para a História da Humanidade, declarou: "Eu tenho um sonho". Em nossa humilde congregação no bairro rural do Palmital, desde o dia 22 de outubro se 2004, também acalentamos um sonho. Em nossa simples Associação de Pastores Pentecostais, formada na sua essência de pastores simples, sem grandes formação acadêmica e teológica, contudo, com os corações cheios de amor pelas almas perdidas, e os olhos repletos de brilho do Espírito Santo, também sonhamos alto. Contudo, quando olho para a novel igreja evangélica riostrense e seu povo tenho um sentimento às vezes contraditoriais, as vezes de alegrias pelas vitórias, e acertos e em outros momentos de tristeza, e pelos desacertos e divisões, que compõem também o fundo histórico dos evangélico em nossa região.

Nestes momentos, alguns referencias vêem a minha mente e uma pergunta objetiva se apresenta: como deveria ser o povo evangélico riostrense ? Na seqüência, gostaria de falar um pouco de como sonho ver este povo.

1) Comprometido com a Palavra de Deus

O povo evangélico riostrense, deveria ter seu primeiro compromisso com a Palavra. A Palavra encarnada na pessoa de Jesus Cristo. Ele é a Palavra viva, eficaz e transformadora. Esta Palavra cria vida e transforma a morte em vida.

O que tenho notado muito, é que reina uma confusão entre Palavra e letra é o meio através do qual encontramos a Palavra. Mas ela não é a Palavra. A letra pode matar. Jesus não poupou críticas e censuras aos que "jeitosamente" distorciam a Palavra a favor de sua letra. A letra como determinantes ou condicionante cultural, época da Palavra (Veja Mc 7; Mt 15;23) tem causado confusão, distorção e levado à hipocrisia.

O Sermão da Montanha (Mt5-7) mostra como Jesus extrai a verdadeira Palavra escondida nas letras antigas. Do embrulho das tradições passadas, Jesus extrai o verdadeiro ensinamento de Deus.

Assim como Jesus, o povo evangélico tem a responsabilidade de distinguir entre Palavra e letra. Urge darmos mais atenção à Palavra do que as letras. As letras constróem denominações; a Palavra edifica a Igreja. As letras estão eivadas de ideologias e "teologia", a Palavra compromete com o Reino de Deus. As letras constróem monumentos e heróis; a Palavra cria comunidades. A letra projeta o futuro do Reino para o Além; a Palavra almeja pelo futuro do Reino no momento presente. A letra espera pelo futuro; a Palavra encarna e celebra o futuro com gemidos e ações de graças...

2) Compromisso com as ações de Jesus

Há muitas maneiras de ler e estudar o Evangelho de Jesus. Pessoalmente tenho experimentado várias delas. Hoje, porém, tenho diante de mim que toda ação de Jesus, leva em conta três aspectos fundamentais:

-Jesus chama pecadores ao arrependimento e conversão. Para experimentar o Reino de Deus, a pessoa precisa passar por uma profunda transformação interior. Seus fundamentos e valores precisam ser convertidos para a sua vida, a paz, a liberdade, a justiça, o amor.

A nova vida tem como conseqüência a participação comunitária. Quem nasceu de novo é capaz de partilhar. Em suas cartas, o apóstolo João mostra que a característica primeira de um convertido ou nascido de Deus é a prática do amor. Amor é viver a solidariedade e praticar a justiça decorrente do Reino de Deus.

-Jesus integra os excluídos da sociedade. Jesus como caminheiro alcança cidades e aldeias. Ao seu encontro vem doentes de toda sorte, crianças mulheres, publicanos e pecadores. O agir de Jesus testemunha que o coração de Deus está aberto para reintegrar os que a sociedade tem excluído. Os pequeninos, os fracos, os pobres, as mulheres e as crianças experimentam a libertação da culpa, da dor e da rejeição.

O Reino de Deus é mostrado naquilo que Deus fez em suas vidas. João Batista ao ser assaltado por dúvidas manda mensageiros a Jesus para se certificar da vinda do Reino. A resposta que Jesus lhe manda é esta: Os cegos vêem, os coxos andam, os doentes são curados e os pobres são evangelizados.

-Jesus conjuga nova vida com nova ordem social. É difícil aceitar que Jesus tenha pretendido fundar uma nova religião. Ele veio trazer o Reino de Deus. Ora, o Reino não se limita à religião ou a Igreja. O evangelho exige uma transformação profunda, total, holística. Se assim não fosse Jesus não seria chamado de Senhor e Cristo.

Nós como povo evangélico riostrense não podemos esquecer que a Igreja é passageira. Ela só se justifica a medida que serve ao Reino de Deus. Ela como cada cristão é um vaso de barro que contém o Evangelho da salvação das criaturas e da criação de Deus. Por esta razão, nós como comunidade, podemos e devemos conjugar forças e esforços com aquelas iniciativas que buscam por vida mais justa e digna para pessoas e natureza.

Como deveria ser o povo evangélico afinal? Um povo onde cada um é verdadeiro cristão e verdadeiro cidadão. Um povo que deseja que os valores do Reino não alcancem apenas o dízimo, mas a totalidade de nossos recursos e padrões éticos. Um povo que testemunha na Igreja e na profissão. Que aposta na salvação pessoal e se empenha na salvação coletiva, nacional. Um povo que não aceita os favores e benesses da justiça, mas que empresta voz e gesto na busca por vida digna e plena. Um povo que apenas espera um futuro melhor, mas que está comprometido com a construção dos sinais do futuro Reino aqui, nesta Pátria que vive em um caos governamental e social. "... buscamos a cidade que há de vir" (Hebreus 13.14).

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Qual o impedimento da sua Vida?


Conheci um jovem Ministro do Evangelho que tinha tudo para dar certo no ministério.Nascido e criado na Igreja Batista, teve uma formação cristã exemplar. Sua mãe, uma verdadeira Suzana Wesley, era o que se podia chamar de mulher virtuosa e temente a Deus. O pai apesar de ser um homem rude, possuía um caráter irrepreensível. Aquele jovem, mediante o esforço dos pais, sempre estudou nas melhores escolas da região. Aluno aplicado no estudo, o jovem nunca foi reprovado nos bancos escolares, ingressando na universidade ainda adolescente. Com 15 anos foi batizado nas águas por um pastor, considerado um verdadeiro mestre na palavra, e que viria se tornar um dos grandes líderes da denominação batista. Como crente atuante, aquele rapaz participou de todos os departamentos da igreja, tais como: missões, evangelismo, escola dominical, louvor, etc.O templo onde congregava semanalmente, em um pequeno salão, transformou-se em uma imensa catedral.

E ele vivenciou esse crescimento. Na sua juventude, durante a participação de um culto especial com empresários norte-americanos, teve uma experiência espiritual especial, que mudaria o curso de sua vida, ingressando no movimento pentecostal, cheio do Espírito Santo.
Seu novo pastor, percebendo que ele possuía uma chamada sacerdotal, resolveu trabalhar o caráter do jovem obreiro.
Após alguns dias, depois de freqüentar o seminário, ele foi ordenado ministro do Evangelho na Assembléia de Deus.
Contudo, havia um impedimento, para que ele exercesse plenamente seu ministério pastoral com êxito.
Aquele estudioso da Biografia dos Homens de Deus, possuía uma falha espiritual, que certamente lhe traria muitas dificuldades. Ele não sabia perdoar o próximo. Era muito exigente consigo mesmo e com suas ovelhas. Todas as vezes que alguém se levantava contra ele, seu coração endurecia e as mágoas aumentavam.
Durante todo o período de sua vida, em que não aprendeu a perdoar, seu ministério foi medíocre e inexpressivo.
A Bíblia apresenta vários impedimentos do progresso espiritual na vida do Povo de Deus:
Uma delas é a atração mundana. Muitas das vezes, mesmo professando à fé cristã, continuamos olhando para trás. Estamos presos ao passado de erros e pecados. Sentimos saudades da Terra do Egito.
Assim como fez a mulher de Ló, vivemos olhando para trás, não escapando do pecado da destruição.
O povo na caminhada do deserto, sendo guiado pelo profeta Moisés, também sentiu saudades da escravidão do faraó, mesmo Deus lhes fornecendo alimento diário, eles murmuravam contra o Homem de Deus. O povo não conseguia olhar para o horizonte. Outro impedimento muito comum, principalmente no exercício do ministério pastoral, diz respeito aos laços familiares.
Quando não são os filhos de Eli, pecando contra Deus, corrompendo o sacerdócio, muitas das vezes, são algumas esposas nada virtuosas, como aconteceu com o fundador do Metodismo, João Wesley.
Em 1751, a Sra Vazeille, viúva de boa situação financeira, mãe de quatro filhos contraiu núpcias com Wesley. O que deveria ser um casamento abençoado, tornou-se um pesadelo, pois a esposa de Wesley era muito ciumenta, incapaz de compreender a natureza e elevação do caráter de seu esposo, nem a pureza de seus motivos, deixou-se levar por sua indignação, até conceber as suspeitas mais absurdas e afrontosas, dando rédeas soltas aos seus pensamentos perversos.
A paixão verdadeiramente mononanisca que, com tamanha crueldade havia cegado essa mulher desgraçada, tirava-a, mais uma vez, do domicílio conjugal, e ela só regressava a ele, depois de reiteradas insistências do marido.
Wesley em seu diário em 1771, registrou que durante 20 anos havia sofrido um verdadeiro martírio cotidiano com seu casamento.
Às vezes existe um impedimento no crescimento da igreja por obstáculos criados por obreiros despreparados e sem visão espiritual. Na ressurreição de Jesus Cristo, quando Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago compravam aromas para ungir o corpo de Jesus e foram ao sepulcro, ficaram questionando quem iria remover a pedra na entrada do túmulo.
Durante a reconstrução dos muros de Jerusalém por Neemias, vários homens desencorajados se opuseram a obra de reedificação.
Durante nossa caminhada Espiritual sempre nos deparamos com vários impedimentos, contudo temos que fazer como o copeiro Neemias, "estamos fazendo uma grande obra, e não podemos parar". O inimigo de nossas almas e adversário de Deus, sempre colocará pedras em nosso caminho, para que venhamos desistir, portanto, retire o impedimento de tua vida hoje, e deixe Jesus lhe conceder a vitória.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

O sonho nosso de cada dia


Dentre os animais da face da terra, o homem é o único que tem sonhos e tem a capacidade de transformar sonhos em realidade. A história da humanidade está repleta de sonhos, alguns famosos como símbolos de fé e esperança, outros mais simples fazem parte do cotidiano secular. Homens que fizeram história, tiveram sonhos e lutaram por eles, como ideais de vida.O Pastor Batista Martin Luther king, tornou-se líder pacifista dos Direitos Civis dos negros norte -americanos ocidental.

O preço pago pelo sonho de Luther king , foi sua própria vida, para que todos os negros tivessem os mesmos diretos que os cidadãos brancos americanos.
Os países, também costumam sonhar de maneira grandiosa, alguns se tornam megalomaníacos , como foi o caso do Brasil na década de 70, no auge da ditadura militar, onde se sonhando , o Brasil superpotência. O resultado todos nós conhecemos. O sonho tornou-se pesadelo , com uma dívida ativa externa astronômica e a venda da soberania nacional.
Quando adolescente , possuía um sonho de tornar-me oficial da Força Aérea, chegando inclusive a prestar concurso para a escola de Cadetes, contudo o sonho não concretizou-se. Hoje eu vôo com as asas da imaginação.
Eu tenho um amigo, político populista com raízes no movimento sindical rural, que alimenta o sonho de tornar-se prefeito de Rio das Ostras, mesmo com todas as adversidades, ele trabalha diariamente na construção do seu sonho. Nunca se deixa levar pelo desânimo. Alguns sonhos causam alegrias e outros despertam ódio e ciúme, como foi o caso de José do Egito. Diz a Bíblia, que o filho de Jacó, tinha 17 anos, quando apascentava os rebanho com seus irmãos. José era muito amada por sei pai, porque era o filho da sua velhice, e seus o irmãos o odiavam por isso.
Quando José teve um sonho e revelou aos eus irmãos , ódio aumentou mais ainda, passando a misturar-se com inveja, chamando ao ponto de tramarem contra sua vida.
José foi vendido por 20 siglas de prata aos israelitas pelos seu irmãos, por Ter ousado sonhar. Na tipologia bíblica, José representa um tipo de Cristo , que foi rejeitado pelos seus, amando pelo seu pai e vendido por quem amava.
O final da história, nós conhecemos , José tornou-se governador do Egito. Ele confiou em Deus e acreditou nos seus sonhos. Os cristãos sonham diariamente com a Nova Jerusalém e o governo sem fim de Cristo. Para que Ele reine, os cristãos espalhados pela face da terra, como as estrelas no céu, constróem dia após dia este sonho. Se você também tem um sonho, não desanime. Tenha fé e lute por ele. Somente vence, quem ousa sonhar.
Vai chegar o dia que você cantará a melodia. "Não era um sonho! Era realidade...".
Tenha convicção de seus sonhos e não deixe levar pela falta de encorajamento dos familiares e amigos. Quanto maior o sonho, maior será as adversidades. Abraão Lincoln, de uma pobreza abjeta como lenhador , sonhou ser presidente dos Estados Unidos e conseguiu após três sucessivas derrotas.
A paralisia infantil não impediu Franklin Roosevelt de sonhar com o mandato presidencial americano. O gênio da teoria da relatividade, após ser chamado de aprendiz lerdo e retardado, reprovado na Escola de Zurique em geografia ganhou o Prêmio Nobel de Física, passando o nome Albert Einstein, a fazer parte da história da ciência. A surdez não impediu Ludwig Von Beethoven de sonhar com a 5ª Sinfônica e encantar reis e plebeus durante séculos.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

A Igreja da Multidão X Igreja dos Discípulos


Ao olharmos para o futuro da Igreja Evangélica Brasileira no seu crescimento meteórico, chegando na casa dos 40 milhões, segundo estimativas do Instituto de Pesquisas DataFolha, somos tomados por um sentimento de apreensão e perplexidade. Com sua perda de valores e conformismo com o pecado no mundo. Vivemos os dias da Igreja da multidão. Caso fosse feita a pergunta de Jesus aos seus discípulos na igreja atual: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” (Mt 16:13), certamente teríamos como resposta: um grande profeta, um filósofo, um revolucionário, etc.A Igreja Brasileira oferece uma infinidade de programas, atividades e várias formas de entretenimento religioso, tais como: festa da roça, festa das nações, festival gospel... visando atrair à juventude e se inserir no contexto na sociedade, contudo, tem perdido um grau de compromisso e fidelidade para com a verdade bíblica. A Igreja da multidão buscava Jesus para se alimentar materialmente e saciar suas necessidades básicas de cura. Na região de Cesaréia de Filipe, o povo buscava o profeta ao pé do monte Hermon, para atender suas crendices, assim como hoje, o povo visita grandes os templos para buscar as revelações dos pseudo-profetas ou palavras de prosperidade dos mercantilistas da fé com intensa propaganda na mídia. Em Cesaréia Herodes o Grande, construiu um templo branco de puro mármore e o dedicou a César Augusto, imperador romano para alcançar graça. A Igreja da multidão semelhantemente se reúne em verdadeiras catedrais de mármore ou estádios de futebol para negociar a graça barata de um Deus mercadológico em troca de algumas moedas, mas sem compromisso com o Deus vivo, que derramou seu sangue na cruz. Os cruzados que tentaram libertar Jerusalém dos muçulmanos, construíram em Cesaréia um majestoso Castelo, em uma ramificação da montanha, distante cerca de 350 metros do manancial de águas límpidas, do Rio Jordão. Semelhantemente, nos dias atuais, a igreja da multidão está encastelada no individualismo com resposta a secularização e o crescente movimento que valoriza o “ter” em detrimento do “ser”, assim como também o evangelho massificado vendido pelos tele-evangelistas como auto-ajuda. A igreja da multidão, não deseja de arrepender dos seus pecados e os seus sacerdotes não pregam arrependimento e mudanças de vida, ao contrário da cruz, pregam a vitória do carro importado, da casa de praia, do salário em dólares. Alguns teólogos contemporâneos como o espanhol Juan Martin Velasco, declaram que o fenômeno da Igreja da multidão é a crise da transmissão da fé verdadeiro e genuína onde uma espiritualidade superficial tem sido pregada em milhares de púlpitos, intensificando a alienação cristocêntrica e não promovendo um relacionamento de plena comunhão com o Deus Trino (Pai, Filho e Espírito Santo). Durante a realização de uma programação jovem no templo da Igreja Batista Nova Jerusalém de Rio das Ostras, no início de 2008, o pastor Ailton Siqueira, falando sobre as características da Igreja da Multidão, perguntava ao povo: “Qual a sua história com Cristo?” Isso me fez, refletir: Qual será a minha história na História da Igreja Evangélica Riostrense? Será que pertencemos a Igreja da Multidão ou Igreja dos Discípulos? Entendemos que o caminho para enfrentar essa crise que se abate sobre a igreja passa por uma espiritualidade centrada na Trindade e na Palavra Sagrada. Somente com o retorno a um relacionamento pessoal com Cristo e ação completa do Espírito Santo em nossas vidas, poderemos recuperar a fé da Igreja dos discípulos e resistirmos à futilidade da Igreja da multidão.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Os evangélicos e a política riostrense



No último dia 18 de fevereiro, recebi a informação para publicação na Folha Evangélica da inauguração da Duocentésima Igreja Evangélica no Município de Rio das Ostras, mas precisamente no bairro Âncora, um dos que mais crescem na cidade e que também possui a maior concentração de evangélicos por metro quadrado. O novo salão de cultos, foi alugado por uma denominação neopentecostal fundada por um pregador canadense na década de 60 do século passado. Os arautos do ufanismo evangélico, profetizam que Rio das Ostras, dentro de 10 anos, chegará a possuir 50% da população professando a fé evangélica, com uma mudança radical na História dessa adolescente cidade cobiçada. Após presenciar o processo emancipacionista e quatro eleições municipais e ver Rio das Ostras, saltar de 17 mil habitantes para 75 mil, segundo o último Censo do IBGE, assim como o surgimento de inúmeros templos, chegamos à conclusão de que o nosso crescimento quantitativo religioso, nem sempre tem correspondido ao aumento do nosso impacto e influência na vida social riostrense. Não pode haver influência quando não se quer ou não se sabe o que influenciar e como fazê-lo. Uma séria inclusão da missão profética da Igreja, como agente transformadora da sociedade se faz necessária para consolidar nossa própria identidade, pois não podemos nos contentar em sermos apenas cidadãos dos Céus e sim agentes transformadores da realidade secular, como foram João Wesley na Inglaterra, Calvino em Genebra, Martin Luther King nos EUA, Abraão Kupper na Austrália e Desmond Tutu na África do Sul. Estamos orando e trabalhando pelo Conselho de Pastores de Rio das Ostras, para que a Igreja evangélica riostrense seja uma comunidade de estadistas do Reino de Deus, com base no princípio protestante de dupla vocação: criar uma cidadania cristã sempre, e questionar essa mesma cidadania sempre. O Bispo Robinson Cavalcante, da Igreja Anglicana faz uma análise contemporânea no qual afirma, que o povo de Deus deveria ser um povo de estadistas: capazes de uma compreensão correta e de uma participação ética e transparente no tratamento da coisa pública, a exemplo de Daniel, José do Egito, Neemias. Deveria ter um envolvimento ativo na vida em sociedade, na promoção do bem comum. Ao invés disso, o que temos assistido é o preconceito político, a maledicência e os interesses particulares dos donos de Igrejas prevalecendo e deformando o exercício da cidadania cristã. Há poucas semanas ouvimos um sermão de um pastor em uma Catedral, afirmar que os crentes não devem se meter em política por ser uma coisa do diabo e que todo político é corrupto. No entanto, ao final do culto, o mesmo pastor que tinha ojeriza política, solicitou um ônibus ao prefeito para transportar suas ovelhas para realizar uma missão evangelística em outro município, como também a liberação de um sistema de som. Um profeta de Deus não pode usar de hipocrisia e falsa santidade. Está provado para quem já estudou a História da Igreja nos seminários teológicos, que em seus 2 mil anos de História, a Igreja e suas lideranças tem vivido uma diversidade de situações quanto à sua relação com o poder político, seja em uma situação de minoria frágil e de escassa influencia ou uma relação de intimidade tutelada. Precisamos sair da alienação do paroquialismo, do provincianismo, do bitolamento religioso. É preciso serenidade e fé na palavra de que Deus é o Senhor na História das civilizações, do Brasil e porque na dizer sobretudo de Rio das Ostras. Nós fomos chamados por Deus para influenciar o mundo, o País, a Cidade em que moramos. Não podemos fugir dessa responsabilidade enchendo nosso tempo com atividades regulares, apenas no interior das Igrejas. Isso não impacta. Isso não transforma.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Onze anos sem o Apóstolo da Região dos Lagos



Ocorrerá no mês de outubro de 2008, onze anos, de promoção a Glória Eterna do insigne Apóstolo da Fé Evangélica na Região dos Lagos- Pastor Enok Alberto Silva, Ministro da Palavra de Deus, ordenado pelo também saudoso Pastor Paulo Leivas Macalão , fundador do Ministério de Madureira , para evangelizar pioneiramente o litoral fluminense em caráter permanente ,a partir da década de 50.
A memória desse missionário alagoano , primaz na história do pentecostalismo litorâneo , transcendentes as limitações do Espirito que tornam esquecediças as heróicas ações ministeriais dos vultos proeminentes do passado recente . A inserção referencial do nome de Enok Alberto Silva nos anais do Ministério de Madureira , representa , uma justíssima homenagem de seus mais de 18 mil filhos na fé que ele deixou por um vasto território , desde Rio Douro- São Gonçalo até Glicério - Macaé.
Obra impar de um servo de Deus, inexplicavelmente omisso na literatura missionária moderna . Pastor Enok foi uma figura de primeira grandeza na tarefa de implantação de igrejas do Ministério de Madureira na Região dos Lagos, percorrendo o solo arenoso do litoral fluminense, em meio ao sol incandescente e ao forte vento sudoeste, marcando seu corpo franzino porém resistente aos intempéries da natureza como convém a todo apóstolo, a exemplo de Paulo , quando afirmou : "Nada me afastará do amor de Cristo". Nos primeiros momentos de seu ministério, Pr. Enock percorria os diversos municípios da Costa do Sol, através do lombo dos cavalos , bicicletas e muito depois com o uso de um jipe velho, para entrar em determinados lugares de areias movediças. A Bíblia e suas mensagens constituíam um ímpeto de esperança para o povo humilde e sofrido da "Terra do Sal" e o pleno reconhecimento do vocacional ministério desse gigante obreiro do Senhor, para usar como instrumento de trabalho a espada do Espírito, que á palavra de Deus (EF 6:17). O seu definido sentido de amor a Deus , sal força de vontade e dedicação fizeram-no um servidor da obra pentecostal , ilimitadamente pressimoso, sempre apaixonado pelo bem dos pecadores.
A dimensão do trabalho evangelístico do Pr. Enock acolitado por sua esposa , irmã Ilka Silva , embora muitas vezes atrozmente incompreendido, alcançou seu apogeu na década 70. A autoridade da Bíblia personificou-se no ministério do velho Pr. Enock através da pregação e do testemunho prático de sua vida cristã. Esse valoroso embaixador de Cristo, por meio de seus programas radiofônicos mantidos por suas diversas igrejas espalhadas na região, contribuíram de modo decisivo para anular os falsos conceitos insistentemente divulgados contra os chamados pentecostes, nos tempos da semeadura d apalavra de Deus e do movimento pentecostal em nossa terra.
Para fulminar e ao mesmo tempo esclarecer os adversários do Evangelho, Pr. Enock publicou no Jornal O Forte, divulgando as maravilhas de Deus operadas nos cerca de 105 templos construídos no período de 40 anos. É inarredável o testamento histórico de que Enock Alberto Silva é o apóstolo que ocupa o primeiros lugar na evangelização da Região dos Lagos , tendo sido reconhecido em vida pelas autoridades civis e militares, como também pelos Ministros das igrejas fraternas.
Glorificado seja o nome do Senhor, nosso Onipotente Deus, pela misericórdia e bênção da projeção secular e hodierna desse tão vigoroso Ministério ,que agora após combater o bom combate, descansa no Senhor, aguardando apenas o arrebatamento da Vida de Cristo. Segundo o Pr. Gentil Medeiros , que foi dirigente da Assembléia de Deus da Armação dos Búzios durante 13 anos, o Pr. Enock marcou indelevelmente a vida de nossa igreja , sempre caracterizado pela firmeza e seriedade. Com sua morte, podemos repetir as palavras de Davi acerca de Abner: "Não sabeis que hoje caiu em Israel um príncipe e um grande? Foi realmente uma perda irreparável para o Ministério de Madureira, mas as pisadas do homem de Deus jamais serão apagadas , servindo de exemplo para todos nós. O escritor alemão Bertold Brecht , foi muito feliz, quando escreveu a vida de alguns homens, parece-nos que quando ele declara: "Há homens que lutam um dia e são bons. Há outros que lutaram a muitos dias e são os melhores e há aqueles que lutam muitos anos e são melhores. Porém há os que por toda vida, esse são insubstituíveis", parece que estava falando do Pr. Enock, afirmou Pr. Sérgio Cunha, que conheceu o pioneiro no idos da década de 80, quando chegou na Região dos Lagos para trabalhar com a juventude das Igrejas.

domingo, 18 de maio de 2008

O Almirante de Deus.


Durante nossa participação no Seminario de Treinamento de Lideres, promovido pelo Instituto Haggai, no templo da Segunda Igreja Batista de Macaé, na Capital Nacional do Petroleo, no ultimo dia 17 de maio, onde um tema muito importante foi debatido exaustivamente: o carater do lider cristão, pelo professor Marcos Palva, que durante o dia exerce a profissão de medico e diretor de um hospital em Niteroi, e anoite o Ministerio Pastoral na Igreja de Nova Vida, tocou-nos profundamente sob a necessidade premente de buscar-mos incessantemente o carater de Csito em nossas vidas, não apenas no pulpito, mais em todas as nossas atividades. No interva-lo do cafezinho, foi exposto varios livros abordando integridade e carater, tais como: "A busca do Carater" de Charles Swindoll, e exemplos de dedicação integral na obra de Deus, como as biografias em "Os Generais de Deus", de Robert Liaondon, foi quando lembrei-me so saudoso Pastor Gentil Medeiros, militar reformado da Marinha de Guerra Brasileira, ex-combatente na Segunda Grande Guerra Mundial, onde sofreu naufragios e apos livramento do Senhor Jesus, decidiu-se por ingressar no ministerio pastoral, servindo durante anos na Assembleia de Deus em Olaria, suburbio do Rio de Janeiro, e depois em Barra de São João, distrito de Casimiro de Abreu e terminando seus dias, apos 23 anos de pastoreio na Assembleia de Deus na Rua das Pedras, no famoso Balneario Fluminense de Armação dos Buzios.
Pastor Gentil nunca foi um pregador extraordinario, nem orador por excelência, ou tão pouco um grende mestre no ensino da Palavra. Contudo posso afirmar categoricamente, que uma de suas marcas pessoais, era o carater e integridade, sendo respeitado por toda sociedade Buziana e de mais obreiros dos outros Ministerios.
Pastor Gentil, pertencia a velha escola de pastores de estilo forte e dogmatico e com profunda autoridade. durante o tempo em que passei em Buzios lhe auxiliando, custumava chama-lo de meu "almirante", com suas camisas brancas bem passadas pela irmã Carminha, colarinho imaculado, sapatos brilhantes, e os cabelos alvos como a neve sempre bem penteados e acima de tudo, o carater, solido como rocha. Pastor Gentil exalava pelos poros autoridade Pastoral, tais como ou tambem, não menos saudoso, pastor Enock Alberto Silva, o chamado Apostolo da Região dos Lagos. Nordestino de familia humilde, ou então garoto Gentil, ingressou na Marinha como aprendiz de marinheiro, para fugir da pobreza da sua região e ter uma profissão que lhe garanti-se estabilidade. Ele contudo não sabia, que Deus tinha outros planos para sua vida, e que além de combater os navios e submarinos alemãs, seria chamado para combater o bom combate na cidade que encantou a atriz francesa Brigitte Bardot, na decada de 60, recebendo a alcunha de " O Almirante de Deus na rua das Pedras".
Outra marca do caráter do Pastor Gentil era sua coragem. Ele custumava dizer: Obreiro não pode ser frouxo, medroso e covarde. Pois os medrosos ficaram de fora, como diz o livro da Revelação. Na casa Pastoral simples e apertada nos fundos da Igreja, a parede da sala possuia varios diplomas de honra ao merito e medalhas. A medalha mais importante para o velho marinheiro, era a que foi entregue pelo presidente da Republica Juscelino Kubitschek, durante um ato de bravura ao salvar uma pessoa de afogamento. Ja os diplomas dentre recebidos, tais como: Cidadão Buziano, Cidadão Benemerito do Estado do Rio de Janeiro, oque ele mais apreciava, era o de Ministro do Evangelio, como soldado de Cristo. Quando ele assumia ao pulpito, erguia-se ereto, com dignidade e muita classe, porem cheio da autoridade do Espirito Santo.
Antes de enviar-me para participar de uma convenção Nacional de Pastores em Itaguatinga em Brasilia - DF, para representar nossa humilde Igreja, que fora construida em lugar de uma casa de bailes profanos, ele me abraçou como quem se despede de um filho que vai para batalha, colocou suas mãos grandes sobre minha cabeça e orou com sinceridade a Deus: Senhor Guia os passos desse jovem no teu Santo Ministerio, para que o mundo possa ver nele as marcas do carater de Cristo em sua vida". naquele momento, me senti como verdadeiro embaixador de Cristo. (2Corintios 5.20). Infelismente mudaram os tempos e hoje os dias que a Igreja atravessa são de profunda crise de integridade. infelismente os pastores da época antiga, verdadeiros generais e almirantes de Deus ja partiram para a eternidade. que possamos a exemplo dos discipulos e apostolos de Cristo, jamais abrir-mos mão de principios e valores morais, nem na vida... nem na morte.

sábado, 17 de maio de 2008

Meu nome não é Paulo


As salas de cinema do Brasil estão exibindo um filme estrelado por Selton Melo, que tem por título: “Meu nome não é Jhonny”, onde se retrata a vida de João Estrela, um playboy da classe média carioca que se tornou traficante, foi preso e condenado, cumpriu pena de dois anos e atualmente realiza palestras contra o consumo de entorpecentes. João tinha tudo para dar certo. Bem nascido, morava na Zona Sul do Rio, estudou nos melhores colégios, freqüentava os melhores restaurantes, enfim tinha a vida que qualquer jovem pediria a Deus. Contudo, contrariando todas as expectativas de sua família, tornou-se um apóstolo da venda de drogas, até ser alcançado pela mão da justiça dos homens. Já outro jovem, a cerca de dois mil anos passados, cidadão romano, fariseu, estudioso da lei aos pés do grande Gamaliel, seguidor dedicado do judaísmo que mais parecia um terrorista matando a sangue frio os santos de Deus, foi alcançado pela graça, tornou-se cristão e de perseguidor passou a ser perseguido, recebendo o título de Apóstolo dos Gentios e, porque não dizer, o maior líder cristão já conhecido. Este jovem de Tarso com coragem destemida, firmeza de mente e de espírito, revolucionou sua geração, deixando-a de pernas para o ar com incansável determinação. Aquele que foi considerado o maior dos Apóstolos, afirmava ser o menor dos santos e o maior entre os pecadores. O homem que enfrentou naufrágios, chibatadas, prisões, perseguidos por amor à Cristo, nunca conseguiu superar sua gratidão por ter recebido a graça da salvação. Quando observamos na Igreja contemporânea a busca incessante de cargos e títulos eclesiásticos e as sucessivas auto-intitulações apostólicas, percebemos o quão distantes estamos do exemplo verdadeiro de Paulo, que morreu decapitado por amor à Cristo. Quantos aos pseudo-apóstolos da Igreja Evangélica Brasileira, foram encarcerados por pregarem o Evangelho? Quantos foram açoitados, sofreram naufrágio por serem discípulos de Cristo? O escritor Charles Swindoll declara que os líderes cristãos que se tornam fantoches da mídia e se concentram em agradar as pessoas com um evangelho de açúcar, não passam de covardes patéticos. Que Deus possa libertar cada pastor honesto, cada obreiro sincero que tem compromisso com a noiva de Cristo da escravidão de agradar a si mesmo com títulos para o qual o Senhor da Igreja não lhe concedeu. Afinal de contas, meu nome não é Paulo e muito pouco sofri, para ser ou receber o apostolado. “De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas para que sobre mim repouse o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte”. (2 Co 12:9-10).

sexta-feira, 16 de maio de 2008

O Melhor Presente


Nos primeiros minutos do dia 16 de maio, ganhei o maior presente que um homem pode receber em vida ao completar 46 anos. Meu quarto foi inundado de amor pelos meus três filhos, que fizeram uma bagunça arrumada cantando parabens, como se eu fosse uma criança. Havia uma surpresa anunciada no ár, e eu gostei. Aquela cena especial, ficara gravada para todo o sempre,minha familia não de maneira tradicional sentada a mesa para participar do aniversario com o assoprar das velinhas, mais minha mulher e as crianças sentadas na cama de madrugada, comendo bolo e abrindo os presentes: camisas e meias e muitos beijos e abraços, onde fazemos aquela expressão abobada de todo pai coruja. Isto tudo e pra mim? Eu não mereço. não precisava gastar comigo.
um dos maiores presentes que recebi em toda minha curta existência paterna, foi uma cartinha de amor assinada a três mãos, repleta de desenhos de corações. Imaginem a carta escrita por Deus para seus milhões de filhos espalhados no mundo, carta esta escrita com tinta de sangue Carmesin. O maior presente que uma pai pode receber de seus filhos, como tambem um filho pode receber de um pai, é o amor.
Os 66 livros da Biblia Sagrada podem se resumir em apenas uma palavra : Amor. Não é por acaso, que o texte aureo das Escrituras e João 3:16 " Por que Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu o Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna.".
Que amor é esse, que " Excede todo entendimento" (Efesios 3.16). Não existe limites para o amor de Deus. Conta-se que durante o reinado da rainha Vitoria na Inglaterra em 1878, no apogeu da revolução industrial, a Princesa Alice, segunda filha da rainha, teve seu filho infectado com uma doença terrivel que ficou conhecida como difteria negra. A criança foi colocada no isolamento pelos medicos, para que não infecta-se os outros membors da familia real. Sua mãe foi proibida de entrar no quarto. Mais ela não resistiu, quando ouviu o menino reclamando com a enfermeira: "Por que minha mãe não me beija mais?". Aquelas palavras cortaram o seu coração. A princesa correu ate seu unico filho e o cobriu de beijos e lágrimas. Passado alguns dias, ela foi enterrada, sem antes demonstrar seu profundo amor pelo filho. Da mesma maneira, Deus age com seus filhos, com um amor infalível, tudo porquê o maior atributo de Deus é o amor.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

A Igreja precisa de loucos


A Igreja Primitiva nasceu debaixo da perseguição do Império Romano, mas mesmo sendo derramado o sangue dos mártires, o cristianismo alcançou todos os quadrantes da face da Terra.
Os discípulos de Jesus pregavam com ousadia a Palavra de Deus (At 4:31), louvavam a Deus, caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentavam o Senhor à Igreja aqueles que iam sendo salvas (At 2:47).

Aonde os cristãos chegavam causavam transformação radical pelo poder da Palavra e o testemunho fiel e verdadeiro da vida dos discípulos. O convite a salvação das almas e perdão dos pecados mediante o sacrifício vicário de Cristo, parecia coisas de loucos.

As autoridades seculares temiam aqueles homens, que estavam dispostos a morrer pelo homem da Galileia. A pregação do Evangelho tornou-se uma ameaça ao Império dos Césares.

Na Igreja Primitiva estavam os loucos por Cristo! Loucos pelo amor de Deus! Foram esses loucos que mudaram a História do Cristianismo, tais como: Augusto Francke, William Tenente, Jonathan Edward, John Wesley, George Whitefield, Charles Finney, Dwight Moody, R. A Torrey, Billy Sunday, J. Edwin Orr, William Wilberforce, Marting Luther King Jr. Calvino, Lutero, John Knox.

Conta-se que Wilberforce nascido na Inglaterra em 1759 lutou durante 18 anos para ver os escravos trazidos da África se tornarem livres na Grã-Bretanha.

Já Martin Luther King pagou com a vida a luta pelos direitos civis dos negros norte-americanos, pois ele tinha um sonho e não abriu mão dele.
Atanásio bispo de Alexandria por 45 anos, foi exilado 5 vezes por defender a Igreja. O cristianismo hoje é basicamente inofensivo, foi transformado por profissionais do púlpito em um tipo de religião que jamais transformará coisa alguma. Até que ponto tem sido relevante a presença da Igreja em sua cidade, no estado e até mesmo na nação brasileira. De maneira ufanista batemos no peito que o Brasil é a maior nação pentecostal do mundo, porém qual a transformação que tem sido realizada no seio da sociedade? Esse panorama de conformação com o mundo somente será transformado quando milhares de Cristãos pelo país afora receberem o título honroso de os “santos loucos por Cristo”, aí sim haverá mudanças.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Heróis sem estátuas.


No dia 13 de maio de 2008, completou-se 120 anos da abolição da escravatura pela Princesa Isabel no Brasil e muitos herois foram lembrados pelas suas lutas na erradicação dessa chaga na Historia do povo Brasileiro. Já os Estados Unidos, onde os negros trazidos tambem da mãe Africa, para construirem a grande Nação Americana, foram indenizados pelo Governo com terras e mulas e na decada de 60 sonharam e conquistaram seus direitos civis com o derramar do sangue do pastor batista Martin Luther King, que ganhou estatuas, nome de avênidas, escolas, prêmio nobel e ate mesmo feriado nacional americano.
Ja na Inglaterra, tambem não foi diferente, com William Wilberforce, membro da Câmara dos Comuns, apos a aprovação da abolição do trafico de escravos, onde foi homenageado pelo parlamento britânico com estatuas, selo real, e ter seu nome inserido na Historia oficial da comunidade britanica, como um verdadeiro Cristão e defensor da liberdade.
No Brasil, Zumbi dos Palmares, ainda que tardiamente ganhou estatua em plena avênida no centro do Rio de Janeiro e ate feriado municipal como forma de reconheçimento pela sua luta que terminou em 1695, quando ele foi assassinado. Mas e os outros herois e heroinas que não foram lembrados? Que cairam no esqueçimento da Historia, que não tiveram o devido reconhecimento das autoridades, dos historiadores com o resgate de sua luta pela libertação dos escravos. Onde esta a lembrança da igreja evangelica pela batalha de seus filhos em prol da liberdade de seus irmãos de cor e fé? Onde esta o reconhecimento historico de Harriet Tubman, nascida Araminta Ros em plena escravidão americana no Condado de Dorchester, onde apos ser muito espancada, oque causou traumatismo craniano, conseguiu fugir de seus proprietarios e foi alcançada pelo Senhor Jesus Cristo, tornando-se uma cristã compromissada com o Reino de Deus e sua justiça. Para tanto ingressou como cozinheira e infermeira no exercito da União, durante a Guerra Civil americana, chegando a liderar uma expedição armada libertando setecentos escravos. Quando Tubmam morreu em 1913 ela se tornou um ìcone americano de coragem e liberdade.
Onde esta o reconhecimento de Horace Manley Lane, medico presbiteriano, fundador do Colegio Mackensie, como um dos grandes abolicionistas cristãos no Brasil? Isso leva-nos a refletir como a humanidade costuma honrar o triunfo de seus herois e como tambem custuma esquece-los no limbo do tempo. Os astronautas apos regressarem da lua, onde comtemplaram o poder de Deus, foram honrados pelo seu triunfo. Edson Arantes do Nascimento, o famoso Pelê, apos completar seu milesimo gol, foi honrado como atleta do século. o bravo general romano Julio Cesar, foi honrado apos conquistar a Gália e entrar triunfante em Roma, sendo aclamado depois como imperador, porem suas ultimas palavras foram: Ate tu Brutos! A glória humana é passageira. Ninguem permanece campeão para sempre. A única vitória eterna foi conquistada na cruz, como bem afirmou o Apóstolo dos Gentios. " Mas Graças sejam dadas a Deus, que por meio de Cristo, nos conduz sempre em grande vitoria" (2.Corintios. 2-17).
conta-se que Joana D`arc, a donzela de Orleães que lutou para libertar a França da dominação inglesa e foi condenada a fogueira com 19 anos no dia 30 de maio de 1431, apos ser abandonada pelo Rei Carlos VII, declarou : " E melhor ficar sozinha com Deus. sua amizade não irá faltar-me, nem seu conselho, nem seu amor. Na sua força terei coragem sempre, ate morrer, pois ele jamais se esqueçera de mim.".

terça-feira, 13 de maio de 2008

O Libertador.


Tu es o meu Auxilio e o meu Libertador. Salmo 70.5

120 anos se passaram desde que no dia 13 de maio, a princesa Isabel aboliu a escravatura no Brasil, marco da Lei Aurea. Nosso pais, foi o ultimo na Historia da Escravidão, a libertar os negros trazidos da Africa para ararem a Terra Brasilis com seu sangue. Para muitos, Isabel foi a redentora imperial que trouxe cidadania e inclusão social para os filhos de Africa, do qual tambem fazemos partes.
Ja nos E.U.A, a verdadeira abolição teve inicio na decada de 60, sob a liderança do Pastor Batista Martin Luther king, contudo não podemos nos esqueçer, que esta luta começou na Camara dos Comuns na Inglaterra, em 1791, após uma experiencia de conversão ao Senhor Jesus, como vderdadeiro libertador da escrevidão do pecado. Conta-se que William Wilberfoce, apos sofrer grande influência de George Whitefield, um grande avivalista da Inglaterra, com um sermão baseado em salmo 70.5, mudaria radicalmente sua vida, como tambem a vida dos escravos pelo mundo a fora. A batalha de Wilberfoce durou 16 anos para ser aprovada mesmo com ampla oposição no Parlamento Inglês. A campanha que tinha o lema : "Eu não sou um Homem e um Irmão ", teve o apoio dos Quakers e Anglicanos, unindo a Igreja de Cristo em favor da bolição do comercio de escravos, influenciando inclusive outros paises, como: França, Espanhã, Dinamarca, Holanda, E.U.A, ate chegar a Portugal e finalmente no Brasil. Portanto o legado de Wilberforce como prova de sua fè, e o reconhecimento de que todo homem tem o direito de ser livre, primeiro do pecado e depois da escravidão.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

É tudo para Ele.


A mídia nacional e internacional tem noticiado o último gol contra, praticado pelo atacante do Milan, o ex-fenômeno Ronaldo, que em uma atitude estúpida, segundo ele mesmo, foi procurar saciar os desejos da carne em um motel da Barra da Tijuca – Rio de Janeiro com três prostitutas, que nada mais eram, que três travestis, causando um escândalo de proporção fenomenal. O ex-embaixador da Unicef, que de garoto pobre de Bento Ribeiro, subúrbio do Rio, alcançou a fama meteórica, graças aos seus dons futebolísticos, subiu ao trono de melhor do mundo na sua categoria, contudo algo também relacionado ao trono de glórias efêmeras e passageiras, o derrubou, ele falhou com o sucesso.
A cantora evangélica Ana Paula Valadão do Ministério Diante do Trono e membro da Igreja Batista da Lagoinha em Belo Horizonte, declarou no Programa de Televisão Raul Gil, que somente Jesus na vida do Ronaldo Nazário, para ele poder se levantar. Em uma entrevista para um jornal de grande tiragem, durante seu recolhimento em sua mansão em Angra dos Reis, o jogador declarou que estava lendo a Bíblia, para buscar forças e entender o que estava acontecendo na sua vida. Poderíamos recomendar que lê-se, o livro de I Reis 15:26 “E fez o que era mau aos olhos do Senhor...”
O sucesso no mundo sem o temor de Deus provoca amnésia. As pessoas de um modo geral, esquecem de sua caminhada, quando chegam no topo da montanha. Passam a se acharem merecedores de toda a honra e glória. Isto nos faz lembrar da fábula da pulga e do elefante.
Conta-se que um elefante teve que atravessar uma ponte de madeira suspensa sobre um penhasco. Enquanto aquele grande animal atravessava a estrutura frágil, a mesma estalou e rangeu sob o peso do elefante. Quando chegou ao outro lado, uma pulga que tinha se aninhado em sua orelha proclamou: “Rapaz, como nós sacudimos aquela ponte!”
Que declaração digna do cérebro de uma pulga! Muitos cristãos também agem da mesma maneira, inclusive pastores. Nos primeiros dias do ministério pastoral gastavam horas de oração. Visitava-se os enfermos. Ajudavam-se as viúvas e órfãos. Realizava-se vigílias de oração e campanhas evangelísticas e Deus começava a abençoar, acrescentando à sua igreja, salvando, curando e libertando. O trabalho cresce, de humilde congregação, onde funcionava em um salão alugado, constrói-se uma verdadeira catedral. Antes os crentes iam para a igreja de bicicleta, no lombo do cavalo, na carroça e muitos na sua maioria, à pé. Porém Deus, abençoou e agora existem vários carros, último modelo no estacionamento do templo. Durante a ministração da Ceia do Senhor, com a nave da Igreja repleta, super lotada, você declara com o peito estufado, o nariz empinado de maneira orgulhosa:
Eu construí tudo isso! Quando aqui cheguei não tinha nada. Palmas para mim, toda honra, toda glória para mim.
Você já assistiu essa cena em algum lugar? Pois volto, a repetir, o sucesso causa esquecimento. Porém com o artilheiro Kaká, jogador do Milan, ganhador da bola de ouro como melhor jogador do mundo. Que se casou virgem, mesmo com toda a fama e o assédio feminino. Que entregou seu dízimo na Igreja Renascer, causando protestos na mídia esportiva, respondeu com muita humildade a um jornalista especializado, o porque dele sempre levantar as mãos em direção aos céus e declarar: é para Ele? Kaká mostrou para o mundo, que tudo é para Ele, o Senhor Jesus. Ele não precisa buscar o sexo fácil fora do casamento.
Ele não precisa buscar o refúgio nas drogas para a sua depressão. Ele não precisa atrair a atenção da mídia com noitadas em boates para preencher o seu vazio existencial. Kaká aprendeu desde o início de sua carreira e na sua caminhada cristã, que: “toda a Glória vai para Deus”.
A cerca de três mil anos atrás, o rei Davi no auge do seu reinado em Israel, declarou essa verdade eterna. “E riquezas e glórias vêm de diante de Ti, e tu dominas sobre tudo, e na tua mão há força e poder; e na tua mão está o engrandecer e dar força a tudo”. (ICr 29:12).

domingo, 11 de maio de 2008

Bons tempos aqueles...


De vez em quando me sinto saudosista e começa a passar um filme na minha cabeça, um verdadeiro longa metragem com cenas de fé explícita, do tipo que quase não existem mais. Lembro-me do início da minha caminhada cristã, sendo levado pela minha mãe para a Escola Dominical na Primeira Igreja Batista em Belford Roxo e depois na Central da Rua Lúcia. Os acampamentos dos Embaixadores do Rei com o pastor Alvin Hatton no Sítio do Sossego em Casimiro de Abreu, com viajem do trem Maria Fumaça, que tornarem-se inesquecíveis. Os hinos do cantor cristão entoados pela esposa do pastor Paulo Seabra, certamente mexiam com nossos corações. O pastor sempre alinhado trazia-nos uma mensagem bíblica com autoridade e zelo pela verdade da Palavra. Ao final dos cultos, os pecadores arrependidos buscavam aconselhamento. Naqueles tempos não haviam estrelas no púlpito cobrando cachê para ministrar o amor de Deus. Havia sim, pessoas simples comprometidas com o Reino, que se alegraram quando um filho se reconciliava com o pai. Naquela época, não havia play back, CD player, mesas de 36 canais, nenhuma parafernália eletrônica. Quem sabia cantava a capela e a Igreja se alegrava no Senhor. Quando alguém se convertia, passava por um longo período de discipulado até chegar o dia do batismo, com a aprovação do plenário da Igreja. Hoje, o indivíduo levanta a mão e se tiver muito dinheiro no bolso e no banco, com um mês em certas igrejas caça-níquel, será consagrado ao ministério pastoral de Simão.
Nas vigílias de oração, os crentes buscavam o poder que vem do alto com os joelhos dobrados e a face no pó do piso. Naqueles tempos, não havia shows, coreografias sensuais, música gospel romântica. Havia sim, olhos lacrimejantes na presença do Senhor. No último dia 24 de fevereiro de 2008, durante o culto de Ação de Graças pela fundação da Igreja Assembléia de Deus – Ministério Pedra Viva, entrou uma saudade no coração, mediante o testemunho do pastor Marcelino Margarida, ministro jubilado da Assembléia de Deus de Cordovil/RJ, no alto de seus 88 anos com bastante lucidez, falar com memória viva dos tempos de Daniel Berg, Samuel Nigstron, Macalão, pioneiros do movimento pentecostal, onde éramos minoria no Brasil, mas tínhamos qualidade e identidade. Bons tempos aqueles, que não voltam jamais. Porém nem tudo está perdido, ainda existem remanescentes fiéis, que guardam a fidelidade à Palavra. Que Deus tenha misericórdia de todos nós.

sábado, 10 de maio de 2008

Quando Deus usa uma mula


Todos nos conheçemos a passagem bíblica de Números 20:28, onde Deus usa uma mula para falar com o profeta Balaão, como tambem a transformação de um cajado em serpentes para assombrar Faraó (Ex 7:10), o uso de bois teimosos para ressaltar uma questão sobre reverência e um peixe grande para dar uma lição a um pregador relutante (I Sm 6.2-12) e (Jn 1.1-17).Porem no ultimo dia 7 de maio em um culto pentecostal realizado em um pequeno salão no bairro Unamar - Cabo Frio, descobrimos mediante o testemunho de dois jovens pregadores, que o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, continua usando outras mulas. Vejamos por quê?
Segundo o testemunho do Evangelista Jean Fagundes, um baiano com estatura de Zaqueu, que durante o dia trabalha na construção civil e a noite exerce a sua vocação evangelistica, declarando bem alto com toda forçã de seus pulmões que: Jesus Salva, Cura, Batiza com o Espirito Santo e leva para o Céu, de que certa vez, ele havia alugado uma casa para uma inquilina, que patricava a religião umbandista, fato que desconhecia. Aquela casa, era a única fonte de renda, alem do seu trabalho secular, contudo, a mulher de maneira relutante entregou as chaves, não sem antes fazer uma serie de ameaças com pragas e feitiçarias.
Passado algum tempo, ele não conseguia alugar novamente a casa, estava no periodo de inverno, quando geralmente existe escassez no serviço de pedreiro, enfim, ele estava passando por uma prova de difilculdades, foi então que resolveu clamar ao Deus de Davi , pedindo providencias e o Senhor falou com ele :Limpa a sua casa!
De imediato Jean, limpou todo o quintal da sua casa, retirando todas as tralhas, entulhos e mato. Resolveu tambem dar uma geladeira velha, que estava sem uso, para uma outra familia necessitada. Para tanto, contratou o serviço de frete de uma carroça, puxado por uma mula. Apos colocar a geladeira em cima da carroça, o carroceiro bateu na mula, para seguir viagem, contudo a mula zurrava, e não saia do lugar. Puxa para lá e puxa para cá e , nada. O animal zurrava, mais não arredava as patas. foi então que ao puxar a carroça para traz, a mula começou a cavar o chão com força e descobriu-se que havia sida enterrado um trabalho de feitiçaria contra o servo de Deus. Apos ser desenterrado e jogado no lixo, a mula seguiu viagem e tudo voltou ao normal na vida daquele jovem pregador, se cumprindo Salmo 91:3-11. " Certamente ele te livrara do laço do Passarinheiro, e da peste Perniciosa. Ele te cobrira com as suas penas e debaixo das suas asas estaras seguro, a sua fidelidade sera teu escudo e broquel. Não temeras o terror noturno, nem a seta que voa de dia, nem a peste que anda na escuridão, nem a praga que destroi ao meio-dia,Mil cairão ao teu lado. dez mil a tua direita, mais tu não serás atingido. Somente com os teus olhos contemplaras e veras a recompensa dos impios. Se fizeres do Senhor o teu refugio e do Altissimo a tua habitação, nenhum mal te sucederá, nen praga alguma chegara a tua tenda. Pois aos teus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos".

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Qual é a tua igreja?


Certa feita um pastor pregava um sermão, no qual ele perguntava com veemência ao auditório: Qual é a tua Igreja? Muitos dos ouvintes, respondiam Batista, Assembléia de Deus, Metodista, Presbiteriana... Mas ele continuava a perguntar: Qual é a tua Igreja? Até que uma velhinha, um pouco trêmula e de maneira insegura, respondeu: “A Igreja de Jesus Cristo”; para alívio do pregador.
A palavra Igreja, vem do grego Eklesia que significa chamado para fora, onde se conclui que as pessoas que aceitaram Jesus Cristo e se tornaram seguidoras do caminho, foram tiradas do mundo do pecado para fora.

O apóstolo João na Ilha de Patmos, rochosa e desolada, situada no Mar Egeu a 36 km da Costa da Ásia Menor, e quando teve a revelação de Jesus Cristo, para mostrar aos seus sevos as coisas que deveriam acontecer nas sete igrejas que estão na Ásia: Éfeso, Esmirna, Pergamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia, ressaltando suas virtudes, pecados e fraquezas e promessas aos que permanecessem fiéis as doutrinas bíblicas, estava falando também as igrejas dos dias atuais. Hoje, com o crescimento desordenado das denominações evangélicas, temos o surgimento de todo o tipo de igreja, desde a Igreja do Cuspe de Cristo em São Paulo, passando pela Igreja A Serpente de Moisés, a que engoliu as outras no Rio de Janeiro. A Igreja da Comunidade Gay em Copacabana, a Igreja Quartel, onde os pastores com influência no tempo caserna, não admite ser contestado por um simples membro, faltando pouco dar ordem unida. A Igreja Academia, onde os cultos se tornaram sessão de aeróbica santa, onde muitos pastores estão imitando o padre Marcelo Rossi, a Igreja Espetáculo, onde a cada semana se apresenta uma nova atração: um cantor que está na mídia ou tele-evangelista que realiza sinais e prodígios. Passando por São Gonçalo no bairro Galo Branco, eu li no muro de uma Igreja em letras garrafas, próxima atração: Show com....

Existe também a Igreja Empresa, onde a membresia são sócios cotista sem direito a voto e a participação no lucro alcançado, que certamente não são almas para Cristo. Onde os gerentes/pastores são desafiados a aumentarem a arrecadação e abrirem novas franquias.

E nesses tempos de muita tristeza pela mundo afora, surgiu a Igreja do Riso em um Aeroporto no Canadá, onde a membresia rola no chão dando risadas incessantes numa verdadeira catarse coletiva.

Saiu de modo a Igreja Perseguida pela pregação do Evangelho como era na época dos apóstolos, onde os cristãos eram jogados as feras no coliseu romano para divertimento sádico da população e dos imperadores.

Saiu de moda os pastores reformistas como João Huss, serem queimados vivos em praça pública, por pregarem o Evangelho Genuíno da Igreja Primitiva. Saiu de moda os cultos evangelísticos em praça pública onde os irmãos recebiam tomates podre na face. Não existe mais as chibatadas que Paulo recebeu, tão pouco as pedradas recebidas por Estevão, não existe mais Joãos para serem desterrados em ilhas. O que existe são homens amantes de si mesmo, que geram uma Igreja narcisista, amante de si mesma.

Muitos são as perguntas, do porquê a Igreja avança crescendo sobre todo o mundo. Ao mesmo tempo em que o mundo cresce na Igreja. Apesar de toda a liberdade pregada em nossas igrejas para atrair a juventude e as pessoas provenientes na sociedade, criando-se igrejas para todos os gestos a escravidão do pecado continua ameaçando a humanidade.