segunda-feira, 30 de junho de 2008

Viver como as flores:


- “Mestre, como faço para não me aborrecer?
Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes.
Algumas são indiferentes. Sinto ódio das que são mentirosas.
Sofro com as que caluniam”.
-“Pois viva como as flores!”, advertiu o mestre.
-“Como é viver como as flores?” Perguntou o discípulo.
-“Repare nestas flores”, continuou o mestre, apontando lírios que cresciam no jardim. “Elas nascem no esterco, entretanto são puras e perfumadas. Extraem no adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas. É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunes.
Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não h[a razão para aborrecimento. Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem e fora. Isso é viver como as flores.”

domingo, 29 de junho de 2008

Você é muito importante para mim



Você corre, almoça, trabalha, canta, chora, ri, janta, dorme e ama.
Você sorri, mas nunca me chama.
Você caminha, sobe e desce escadas e não se preocupa comigo.
Você tem tudo e não me dá nada.
Você tem os sentidos perfeitos mas nunca os usa por mim.
Você estuda e não me entende, ganha e não me ajuda, canta e não me alegra.
Você é tão inteligente e não sabe o certo de mim.
Você reclama dos maus tratos, mas não valoriza o que eu faço por você.
Você conhece ou procura conhecer gente importante e ainda não me conhece.
Você quando está triste me culpa, quando alegre não me permite participar.
Você faz o que os outros ordenam, mas não faz o que lhe peço com humildade.
Você nunca tem tempo, nem um minuto para pensar em mim.
Você reclama tanto da vida e ignora que sou triste por sua causa.
Você fala não sabe que conheço tudo da sua vida.
Você defende seu time, seu ator, e não me defende no meio de seus inimigos.
Você não envergonha-se despir-se diante de alguém, mas não tira a máscara diante de mim.
Você corre com seu carro, mas não corre para meu braços.
Você “às vezes” fala do que eu fiz, mas não me deixa falar do que você fez.
Você é um corpo no mundo, e eu sou um mundo em seu corpo.
Você enfrenta obstáculo na vida, é forte, mas, embora não admita, tem medo de mim.
Você baixa os olhos quando um superior lhe fala, mas não levanta esses mesmos olhos quando lhe falo do meu Amor.
Você se entristece, depois se acalma, mas nunca me agradece.
Você sente amor, ódio, sente tudo menos a minha presença.
Você pensa entender todas as transas do mundo, mas não entende minha mensagem.
EU sou alguém que todos os dias bate à sua porta e pergunta:
-Tem lugar para mim na sua casa, na sua vida, o seu coração?
EU estou presente nestas palavras que você por curiosidade começou a ler.
EU sou JESUS CRISTO, seu amigo e quero simplesmente que você me aceite.

sábado, 28 de junho de 2008

Você é o que lê!


A pesquisa “Indicadores de Desenvolvimento Sustentável”, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), demonstrou que houve um crescimento na alfabetização no Brasil, de82,8%, em 1992, para 88,2%, em 2000. Isso significa que cerca de 12% dos brasileiros jovens e adultos ainda são analfabetos e não podem ter acesso à leitura.
Uma pessoa pode até ficar sem acesso à leitura a vida toda, mas as janelas e perspectivas de sua participação na construção da história ficarão imensamente reduzidas. Ler significa “ouvir” os outros; tomar conhecimento de que forma as situações de vida foram por eles enfrentadas; encontrar caminhos para seus dilemas pessoais; tomar conhecimento de dados, informações úteis ara a vida, para a sua formação profissional, ou até mesmo se descontrair com um romance, uma biografia etc.
Uma pessoa que não lê acaba ficando fechada em seu próprio mundo, como uma ave ciscando o chão a procura de comida, sem ver o horizonte com mais amplitude –típico de uma ave que voa alto e enxerga todo o mundo a sua volta. Alguém que não lê pode pensar que na “hora H” encontrará a solução que precisa dentro de si mesma. É o que chamo de “inatismo”, isso é, a pessoa imagina que dentro dela, em sua memória e sua intuição têm tudo o que precisa para resolver os problemas. Vivem de improvisação num universo limitado. Entretanto, esse inatismo pode ser facilmente superado e o sujeito se torna capaz ampliar seus horizontes de vida. E a leitura é um dos meios de se obter esse crescimento pessoa – quiçá, o principal deles.
Ler é um hábito que se cria a partir do estímulo. Basta começar, persistir e logo se formará um leitor ávido por conhecimento – seja científico, teológico ou de qualquer outra natureza. O importante é descobrir uma área de interesse. Há gente viciada em leitura – um excelente vício, diga-se – que se sente quase que nua quando não tem um livro nas mãos. Mas também há gente que anda sempre com livros debaixo do braço, mas não lê. Uns imaginam que por “osmose” possa absorver o conhecimento contido nas palavras, outros por conta da fala de tem que a vida moderna nos impõe. Um livro fechado é como um frasco de perfume fechado: pra nada vale.
Sei de muitos pastores que não gostam de ler. São mais voltados às atividades práticas e preferem obter conhecimentos de experiências pessoais, de forma empírica. No entanto, acredito se esses pastores pudessem dedicar um tempo diário – por menos que seja – a leitura, sem dúvida conseguiriam aperfeiçoar cada vez mais seu trabalho prático. A leitura é um aprendizado que se dá através da transmissão de experiência de terceiros. É possível aprender novas técnicas de trabalho, novas abordagens, novas maneira de fazer o que já fazem e, mais importante ainda, evitar erros.
Também as “ovelhas” podem ser ajudadas por seus pastores com indicação de livros que lhe serão úteis no amadurecimento de sua fé, na compreensão da Bíblia, do crescimento doutrinário e na descoberta de soluções para seus dilemas pessoais. É pena que poucas igrejas possuam uma biblioteca ou uma livraria para que seus membros possam ler e adquirir os mais livros. É uma forma de tornar a literatura mais acessível, e ao mesmo tempo, apoiar as editoras, criando uma sinergia extremamente benéfica.
A leitura é um dos mais valiosos instrumentos democráticos. Um pastor que não lê, ao preparar seus sermões fica, imitado; um membro de igreja que não lê pode ter reduzido a sua capacidade de analisar a vida e tornar decisões sábias. Por isso é que você é, ente outras coisas, o que você lê., comece hoje mesmo a nutrir o hábito de leitura escolhendo um livro que possa acrescentar algo à sua vida.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Manchete inesquecível



Houve tempos em que o Jornal O Dia, publicava manchetes inesquecíveis, do tipo sensacionalista, tais como: “Cortou o mal pela raiz”, aludindo uma senhora que castrara o marido infiel enquanto dormia. Porém, uma manchete que trouxe grande tristeza para a classe jornalística, foi a morte do jornalista e ex-senador Artur da Távola, um ícone da crônica carioca.
Tive oportunidade de entrevistar nosso cronista e senador tucano, durante uma palestra no Alternativa Casa-Escola em Rio das Ostras no dia 19 de outubro de 1991, sobre a “Nova Lei das Diretrizes e Bases da Educação no Brasil”, com o qual falou com muita propriedade e autoridade, encantando os professores presentes.
Após a palestra, fomos enriquecidos com sua vasta experiência jornalística dos tempos de “Última Hora”, onde seu secretário de redação, que ele verdadeiramente adorava, o João Ribeiro, sempre bem-humorado atinava com as manchetes para um título de vinte e cinco batidas, isto é, vinte e duas letras que, com os espaços e o ponto de exclamação, constituíam o tamanho exato da manchete.
Artur da Távola, pertencia a uma geração de jornalistas comprometidos com o Brasil. Assim como Gregory Peck, foi o rosto que o cinema deu as causas nobres, Távola foi o cronista doublé de político incorruptível do tipo que não surgem mais nas redações assépticas e sepulcrais de hoje, onde se um jornalista espirrar os demais olharão com olhar superior de inglês esnobe, irritados com o barulho insuportável que está a produzir.
Távola não era evangélico, contudo se tornou um leitor dos textos teológicos contextualizados do pastor Ricardo Gondim, chegando a citá-lo em suas crônicas semanais no O Dia, o que causou grande alegria a comunidade pensante no segmento evangélico. Uma das características de Távola, era trazer-nos boas notícias ou crônicas inesquecíveis.
Se fôssemos escrever como nos tempos bíblicos do Rei Davi, poderíamos afirmar: Não sabeis que hoje caiu no Brasil, um príncipe das letras, um grande homem. (2 Sm 3.38).

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Unidos por um bem único


Há alguns anos, nas olimpíadas especiais de Seattle, nove participantes todos com deficiência mental, alinharam-se para a largada da corrida dos 100 metros rasos. Ao sinal, todos partiram, não exatamente em disparada, mas com vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar. Um dos garotos tropeçou ou asfalto, caiu e começou a chorar. Os outros oito ouviram o choro. Diminuíram o passo e olharam para trás. Então viraram e voltaram. Todos eles. Uma das meninas com Síndrome de Down ajoelhou, deu um beijo no garoto e disse: “Pronto, agora vai sarar!” E todos os nove competidores deram os braços e andaram juntos até a linha de chegada. O estádio inteiro levantou e os aplausos duraram muito minutos... Talvez os atletas fossem deficientes mentais... Mas com certeza, não eram deficientes espirituais... “Isso porque, lá no fundo, todos nós sabemos que o que importa nesta vida, mais do que ganhar sozinho é ajudar os outros a vencer, mesmo que isso signifique diminuir os nosso passos... Procure ser uma pessoa de valor, em vez de procurar ser uma pessoa de sucesso. O sucesso é só conseqüência”.
Albert Einstein

quarta-feira, 25 de junho de 2008

As pessoas que Deus usa em sua obra


Quando Deus procura alguém para realizar Seus propósitos na terra, que tipo de homem ou mulher Ele está procurando? Pode não ser as pessoas que você imaginaria. Poderíamos dizer imediatamente: “Pessoas com nível universitário”. Ou talvez “pessoas talentosas”. Ou até mesmo: ”Pessoas que são quase perfeitas”. Mas não é o que vemos nas páginas da Bíblia. Para começar, vemos que Deus usa pessoas comuns.
Sempre ouvimos a vibração animada quando algum atleta ou celebridade famosa abraça (ou pelo menos parece abraçar) a fé em Cristo. Queremos dizer aos descrentes: “Olha, agora temos a Celebridade X do nosso lado!” E então queremos apresentá-la nas televisões cristãs e apressadamente colocá-la diante do público para nos representar, negligenciando o aviso da Bíblia que nos orienta a não elevar um novo convertido. Mas na maioria das vezes, essa celebridade dura pouco tempo na igreja, e ficamos envergonhados.
Por Sua parte, Deus parece sair de Seu caminho para escolher a pessoa inesperada. Por que? A fim de que, como diz a Bíblia, “nenhum homem se glorie diante de Deus”. (1 Coríntios 1:29)
Quando a elite religiosa de Jerusalém se encontrou com Pedro e João depois da ressurreição de Jesus, eles não sabiam o que fazer com eles. Esses homens não eram apenas pescadores comuns sem escolaridade? De onde vinha toda a ousadia e o penetrante jeito de falar? Por que é que esses homens eram tão diferentes? Então eles reconheceram que esses homens tinham estado com Jesus.
Menois aparência, mais coração
Entenda, Deus quer a glória pelo que Ele fez e está fazendo. E os recrutas que Ele procura para levar Sua obra à frente provavelmente se parecerão bem diferentes das pessoas que poderíamos ter escolhido. Nós nos apegamos à aparência das pessoas ou à lista de realizações que elas fizeram. Mas Deus olha direto para o coração.
Portanto, Deus usa pessoas comuns. Quem mais Ele usa? Ele usa pessoas verdadeiramente espirituais. Não estou falando aqui de algum tipo santarrão pomposo, mas de espiritualidade genuína. As pessoas mais espirituais que encontrei eram bem normais. Não tenho interesse algum em misticismo celestial falsificado, mas em vez disso num genuíno relacionamento diário com o Deus vivo.
Conhecer Deus e andar com Ele é um assunto essencialmente prático, e aqueles que realmente o conhecem serão algumas das pessoas mais reais e tocáveis que você chegará a encontrar. Os heróis da Bíblia — homens e mulheres como Jacó, Moisés, Gideão e Ester — não eram personagens fictícios. Eles usavam sandálias como o resto de nós. Eles eram totalmente humanos.
Era assim com Davi também, que se tornou o mais renomado rei de Israel. Ele era um homem profundamente prático, mas também tinha um profundo compromisso com Deus. Ele tinha uma fome profunda de Deus e um compromisso forte com o que era certo.
No Salmo 57:7, Davi escreveu: “Firme está o meu coração, ó Deus, o meu coração está firme”. Assim era o coração de Davi — não era instável, mas concentrado e meditativo, bravo e corajoso.
Agradar a Deus, não aos homens
O único desejo ardente de Davi na vida era agradar a Deus. Parece um pouco com o apóstolo Paulo. Ele também tinha esse claro alvo e singular objetivo. “Uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”. (Filipenses 3:13-14)
Maria de Betânia também tinha esse coração, ao estar sentada aos pés de Jesus bebendo cada palavra dele. Nesse ponto, a irmã dela, Marta, não tinha esse foco singular, o que levou Jesus a dizer: “Marta, Marta, você está preocupada e aflita com muitas coisas. Mas uma coisa só é necessária, e Maria escolheu a parte boa, que não lhe será tirada”.
Você tem esse claro foco e objetivo em sua vida? Ou você está olhando para dois lados enquanto se acha tentando viver em dois mundos? O maior perigo na nossa vida está em permitir que coisas urgentes — aqueles detalhes prementes e insistentes da vida — não deixem espaço para o que é realmente importante.
Quando Deus procura pessoas que Ele quer usar, Ele também procura pessoas fiéis. Como jovem, antes de ser ungido rei, a principal responsabilidade de Davi era as ovelhas de seu pai! Não exércitos. Não batalhas. Não reinos. Não alianças. Só um rebanho de ovelhas no campo.
Mas era uma responsabilidade que ele levava muito a sério. Ele mais tarde menciona que ele lutou sozinho com leões e ursos para proteger essas ovelhas — e ele os venceu! Ali, em campo aberto, ele costumava passar horas adorando o Senhor enquanto vigiava aquele pequeno rebanho.
Sabedoria
Só porque Deus chamou você para ser líder não significa que você seja o certo neste exato momento! Há sempre uma série de testes primeiro. Foi desse jeito antes de Elias ungir Eliseu, antes de Moisés passar a liderança para Josué e antes de José estar preparado para assumir uma posição de responsabilidade imensa.
O jovem José, talvez você se lembre, estava cheio de visões de grandeza. Ele teve um sonho e acertadamente anteviu seus irmãos se prostrando diante dele. Mas a melhor atitude é guardar para nós mesmos algumas coisas.
Talvez Deus tenha lhe dado um sonho, uma visão do que você será. Não saia por aí se gabando para todos. Apenas seja fiel no que Ele colocou diante de você. Se a visão ou sonho for realmente dEle, acontecerá, mas não por meio de manipulação e esquemas.
Mesmo depois que Davi havia recebido revelação de Deus de que ele estava agendado para receber uma grande promoção, ele não permitiu que essa revelação o tirasse de seu alvo ou mudasse sua vida. Em vez disso, ele simplesmente prosseguiu fazendo com fidelidade o que ele vinha fazendo anteriormente.
E quando ele encontrou Golias, naquele momento decisivo de sua vida, ele estava procurando fama e glória? Não, ele estava realizando pequenas tarefas para seu pai, entregando sanduíches de queijo para seus irmãos nas linhas de batalha. Às vezes é engraçado como Deus opera. Foi fidelidade na obediência a uma simples tarefa que traria como conseqüência a primeira grande vitória de Davi.
Essas são algumas das qualidades que atraem a atenção de Deus. Ele está procurando pessoas comuns que verdadeiramente querem agradar a Ele e mostrar amor a Ele por meio de sua fidelidade nas tarefas do dia a dia.

Greg Laurie , pastor sênior da igreja Harvest Christian Fellowship

terça-feira, 24 de junho de 2008

General de fogo


Fui convidado dia 28 de julho, para participar da inauguração do novo templo da Igreja Batista Betel no Costa Azul em Rio das Ostras. O que tem isso de especial? Além de ser mais uma Casa de Oração na cidade para abrigar os aflitos e angustiados de coração, que necessitam ser alcançados pela graça e misericórdia do Deus Vivo? Está no fato do líder da novel Igreja, ser um ancião de 75 anos, com mais de 40 de ministério pastoral e ter passado por cerca de 16 igrejas, desde que foi chamado para uma grande obra, que não foi entregue aos anjos nos céus, mas sim a alguns anjos na Terra. O que determina o sucesso de nossa vida, são as nossas escolhas. O homem segundo o coração de Deus, o pequeno Davi, escolheu servir a Deus de todo o coração. O nosso soldado do fogo, que alcançou a patente de sargento na vida militar, foi batizado no fogo pentecostal durante a renovação batista na década de 60 no século passado, para tornar-se um verdadeiro general de um exército de fiéis soldados que não pára de crescer e está sempre em combate na batalha contra o mal.
O pastor Euquício Alves Moreira, presidente das Igrejas Batista Betel em Campos, Macaé e Rio das Ostras, como um bom soldado alistado no exército de Deus espalhados sobre a face da Terra, não foge dos desafios do campo de batalha, a despeito de sua idade, está sempre à dizer ao supremo general das forças celestiais: “Eis-me-aqui, Senhor!”
Como uma verdadeira águia que consegue enxergar longe e alçar vôos acima das nuvens, fez uma escolha de vida e uma razão superior para viver: Servir ao Senhor. “Mas buscai primeiro o seu Reino e a Sua Justiça, e todas as coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6:33).
A palavra grega traduzida por “buscai” significa “procurar, lutar por, desejar ardentemente”. A ação é contínua – “continue lutando, prossiga procurando, permaneça desejando em apenas fazer a vontade de Deus.
Pastor Euquício, faz nos lembrar de Calebe, quando pronunciou um dos mais belos discursos registrados na Bíblia:
“Eu tinha quarenta anos, quando Moisés, servo do Senhor, me enviou de Cades-Barnéia para espiar a terra. E eu lhe trouxe resposta como sentia no meu coração. Mas meus irmãos, que subiram comigo, fizeram derreter o coração do povo. Eu, porém, perseverei em seguir ao Senhor meu Deus. Então Moisés naquele dia jurou, dizendo: Certamente a terra que pisou o teu pé será tua, e de teus filhos, em herança perpetuamente, porque perseveraste em seguir ao Senhor meu Deus. Agora, pois, o Senhor me conservou em vida, como falou; quarenta e cinco anos há desde que o Senhor falou esta palavra à Moisés, andando Israel ainda no deserto. Ainda estou tão forte como no dia em que Moisés me enviou: Qual era a minha força então, tal é agora, para a guerra, para sair e para entrar. (Js 14:7-11).
Calebe, embora tivesse uma idade avançada, nunca pediu uma cadeira de balanço, mas antes pediu: “Dá-me este monte...”
O pastor Euquício, quando chegou em Rio das Ostras, sendo ela apenas uma criança, também pediu: “Dá-me Rio das Ostras por herança para o teu Reino”.
A idade não altera sua determinação, quando você possui visão de águia. O que importa na vida e o que você faz, não quando o faz. Golda Meir tinha 71 anos quando se tornou Primeira Ministra de Israel.
O escritor americano George Bernard Shaw, tinha 94 anos, quando uma de suas peças de teatro foi encenada pela primeira vez perante o público alcançando sucesso. O criador do pára-raio e do Corpo de Bombeiros dos Estados Unidos, Benjamim Flanklin, tinha 81 anos, quando ajudou a formular a Constituição Americana, que já dura mais de 200 anos, assim, se você deseja ter uma vida de realizações, nunca diga não ao Senhor.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Heroínas Anônimas


No início do meu ministério pastoral na congregação da Assembléia de Deus no Palmital em Rio das Ostras, sempre que tinha o dever de ministrar no culto de ensino doutrinário as sextas-feiras, ficava meio que triste e desanimado, pela freqüência reduzida dos crentes locais. Quem nunca perdia um estudo bíblico, mesmo estando chovendo torrencialmente, era a irmã Maria Pinheiro, com sua cabeça branca e as tranças compridas, viúva de idade avançada, que morava bem longe da congregação, porém nunca desanimava em estar na Casa de Deus, sua companheira de caminhada de fé, era outra anciã de mais de 80 anos, a irmã Antônia Pinto, também viúva, membro fundadora do trabalho pentecostal com 40 anos de orações ininterruptas como se fosse Ana no templo de Jerusalém.
Aquelas mulheres, com sua perseverança me ensinaram muito com seus exemplos de vida, como verdadeiras heroínas da fé cristã, coisas que você não aprende no Seminário Teológico. Quando dobravam os joelhos atrás do púlpito, pedindo graça e sabedoria a Deus para continuar cuidando do pequeno rebanho, ficava imaginando, quantos pastores naquele exato momento, também não estavam suplicando ao Senhor da Igreja, meios para atrair o povo para os cultos.
No período em que estive naquela humilde congregação, “Escola de Profetas” para muitos que por ali passaram, descobri que os verdadeiros heróis da fé, não possuem livros escritos. Não possuem seus nomes como manchetes de jornais. Não gravaram CDs e DVDs, tão pouco atraem multidões. Muitos não possuem o doutorado em Teologia. Muitos não tem conhecimento pleno da Palavra do Senhor, por não saberem ler, mas quando oram, o Senhor responde. Sabe por quê? Pois essas heroínas, conhecem e possuem intimidade com o Senhor da Palavra. Conta-se que na História do Cristianismo que um reavivamento começou com um sermão.
A história o comprova. John Egglen jamais pregara um sermão em sua vida. Nunca.
Não significa que ele não o quisesse fazer, apenas nunca precisara. Mas, certa manhã o fez. A neve deixou sua cidade, Colchester, na Inglaterra, completamente branca. Ao acordar naquele domingo, em janeiro de 1850, pensou em ficar em casa. Quem iria à igreja com aquele tempo?
Então, reconsiderou. Além dos mais, ele era o diácono. E se os diáconos não fossem, quem iria? Então, calçou as botas, colocou o chapéu e andou quase dez quilômetros até à Igreja Metodista. Ele não foi o único membro que pensou em ficar dentro de casa. Apenas 13 pessoas compareceram. Doze membros e um visitante. Até o pastor ficou impedido pela neve. Alguém sugeriu que voltassem para suas casas. Egglen não lhe deu ouvidos. Eles vieram de tão longe, então realizariam o culto. Além do mais, havia um visitante. Um garoto de 13 anos.
Quem pregaria? Pelo fato de Egglen ser o único diácono, estava com a palavra.
E assim pregou. Seu sermão durou apenas dez minutos. Ele vagueou e não foi o objetivo na tentativa de abordar os vários pontos. Mas, ao final, uma coragem não característica de sua personalidade aflorou. Egglen dirigiu seu olhar diretamente para o garoto e o desafiou.
- Jovem, olhe para Jesus! Olhe! Olhe! Olhe!
O desafio causou alguma diferença? Deixe que o garoto, agora um homem, responda.
- Olhei, e então a nuvem do meu coração se dissipou, as trevas foram embora e naquele momento pude ver o Sol.
O nome do garoto? Charles Haddon Spurgeon. Príncipe inglês dos pregadores.
Egglen sabia o que estava fazendo? Não.
Os heróis sabem quando agem de maneira heróica? Raramente.
Os momentos históricos são reconhecidos quando acontecem?
Você sabe a resposta. (Caso não saiba, uma visita à manjedoura refrescará sua memória).
Raramente reconhecemos a História quando ela está ocorrendo, e igualmente os heróis. O que pode também acontecer é confundirmos ambos.
Mas façamos o possível para manter nossos olhos abertos. O Spurgeon de amanhã pode estar cortando a sua grama. E o herói que o inspirará pode estar mais próximo do que imagina.
Ele pode estar em seu espelho.

domingo, 22 de junho de 2008

Obreiros chamados e aprovados


Em meio a corrida por títulos eclesiásticos, onde muitos não mais se contentam com a titulação pastoral e ostentam em seus cartões de visita, placas em neon, sites e blogs, o nome apostólico, como se fossem Pedro ou Paulo, como se tivessem sido chicoteados, sofrido naufrágios, encarcerados por amor a Cristo e pela pregação de sua Palavra, conheci em Rio das Ostras um Felipe, que faz a obra de um evangelista, sendo diácono, e não tendo vergonha de sua função para servir a Igreja. A primeira vez que coloquei os olhos sobre esse diácono-evangelista, ele estava ministrando na Escola Dominical como um obreiro aprovado que maneja bem a Palavra.
Passados alguns meses, tomei conhecimento, de que ele havia iniciado com um grupo de mais 16 servos, um trabalho de oração e pregação da genuína mensagem cristocêntrica, e totalmente guiado pelo Espírito Santo. Após convidá-lo para participar das reuniões do Conselho de Pastores da cidade, ele se dizia impedido com muita humildade, por ser apenas diácono, ainda que apascentasse um pequeno rebanho. Naquela época, conheci sua família piedosa e descobri que a exemplo do evangelista do eunuco etíope, nosso obreiro também tinha filhas compromissadas com o Reino de Deus.
Em outra reunião dos pastores, convidei-o para ministrar com unção e autoridade, ele novamente, se declarou impedido por ser apenas um diácono. Naquele dia disse-lhe: “Por Deus, você já é um pastor, basta apenas esperar no Senhor a confirmação dos homens”.
No último dia 12 de junho, abracei o Felipe de Rio das Ostras, glorificando a Deus pela sua ordenação do Ministério da Palavra como legítimo Ministro do Evangelho e, assim como em Samaria, havia grande alegria naquela cidade, pois a multidão no culto da colheita unanimemente prestavam atenção ao que o nosso Felipe dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia (Atos 8:6), como instrumento do Espírito Santo que lhes pregava a cerca do Reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, batizando tanto homens como mulheres (At 8.12). Ao final do culto, após despedir o rebanho com, benção apostólica, o novel pastor levou-me a janela para contemplar a confirmação dos passos do homem de Deus, com o erguimento de uma nova Casa de Oração para abrigar cerca de mil adoradores, e pensar que tudo começou com apenas 16 ovelhas e um diácono-pastor, que continua sendo um diácono fazendo a obra de um evangelista, mas acima de tudo um servo.
Seja bem-vindo ao Ministério Pastoral, pastor Celso Mattos – Ministro do Evangelho de fato e direito para a glória do Senhor Jesus.
Atos 20:28 – “Olhai por vós, e por tudo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo nos constituiu bispos, para apascentardes a Igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue.”

sábado, 21 de junho de 2008

Expulso de casa


Um líder que não precisa prestar contas a ninguém, caminha perto demais da beira do precipício - Charles Swindoll

Minha rotina de trabalho na redação dos jornais Agora e Folha Evangélica começa com a leitura dos e-mails a cada manhã. Foi onde recebi um convite de um jovem entusiasta pelo evangelismo, que tinha o desejo latente de ganhar sua comunidade para Cristo. Durante meses, ele havia planejado uma festividade que atraísse a juventude para ouvir a mensagem do amor de Deus. Foram muitos os preparativos em comum acordo com o dirigente da congregação, jovem como ele, e também um apaixonado pelo Evangelho de Cristo. O grande dia chegou, nosso discípulo de Billy Graham, fez tudo como manda os manuais para organização, partilhou a visão com os demais jovens, levantou patrocínio no comércio, pediu ajuda ao corpo de obreiros locais, convidou pregadores e grupos musicais, escolheu o tema depois de muito orar, enfim, estava tudo preparado para cumprir a grande comissão determinada pelo Senhor da Igreja, aquele que derramou seu sangue no madeiro. Enfim, o dia de, teve início, com o desembarque das tropas celestiais na praça. Os instrumentos da guerra espiritual foram preparados. A espada penetrante foi apresentada e mais uma batalha não contra a carne, tão pouco contra o sangue foi vencida para a Glória do Nome que é sobre todos os nomes. Após a luta vitoriosa, veio o momento de agradecimento para o Senhor dos Exércitos. A Ele toda honra e glória. Passado algum tempo, nosso novel evangelista, foi convocado para uma nova reunião com o sumo sacerdote, onde literalmente foi expulso da Casa de Deus, por questionar a falta de transparência na aplicação dos dízimos e ofertas na Obra do Senhor. O Sumo Sacerdote com arrogância despótica declarou: Não tenho que prestar contra a ninguém, a porta da rua é a serventia da casa, para quem não estiver satisfeito. Machucado, vulnerável e sem esperança, nosso jovem evangelista foi expulso de sua própria casa. Ele que veio do mundo para a Igreja, do pecado para a graça, das trevas para a luz.Aquele jovem idealista não foi vítima de um grupo ocultista ou satanista. Ele se tornou mais uma vítima de uma igreja. Uma igreja cristã, onde o tratamento dado pelo líder e seus discípulos, era de arrepiar os cabelos. Aquele jovem fora vítima de abuso emocional e espiritual muito sério.
Seu desejo de transparência fora violada, sua personalidade ultrajada, seu relacionamento abalado, seu ministério evangelístico destruído. A autoridade espiritual tinha sido usada para intimida-lo e ele tinha sido tratado como rebelde porque não fizera o que lhe fora ordenado, entregar o dízimo sem questionamento quanto a sua real e verdadeira aplicação. Ele havia desistido de tudo para servir a Deus que ele amava e terminou sendo expulso da casa que ele mesmo ajudara a construir. Tudo em nome de um Deus que enviou seu filho para que seu povo pudesse desfrutar de liberdade.
Conta-se que certa vez, um jornalista ao entrevistar Gandhi, perguntou-lhe qual seria o maior inimigo do cristianismo na Índia e calmamente ele respondeu: os cristãos.
Infelizmente, o mesmo pode ser dito de muitos outros líderes de igrejas, que se consideram os donos da Igreja de Cristo e as ovelhas suas propriedades. Há fatos que comprovam que muitos jovens tem sido esmagados, maltratados e ignorados, na frenética corrida para ver o Reino de Deus sendo implantado, como bem declarou o jornalista inglês Clelard Thom, em seu livro: “Moisés, a formação de um líder”.
Podemos ser pastores, líderes de departamentos, professores da Escola Dominical e nos Seminários Teológicos, mas Deus é o pastor do seu povo.
Hoje em dia, tornou-se comum, pastores se referirem a “minha igreja” ou “eu tenho 200 pessoas na minha igreja”. O povo de Deus, pertence a Deus, e somente a Deus. Se reconhecermos que as ovelhas pertencem a Deus, desenvolveremos o senso de responsabilidade, precaução e segurança, que nunca atropelará a vontade das pessoas, nem negará a sua liberdade de escolha.
Gene Edwards declara em seu famoso livro O Perfil de Três Reis: “Homens que defendem arduamente sua autoridade não tem autoridade nenhuma. Pastores que fazem discursos sobre submissão carina das ovelhas, revelam um duplo temor em seus corações: eles não tem certeza de serem verdadeiros líderes, enviados por Deus para apascentar o rebanho.
O saudoso pastor Enock Alberto da Silva, durante mais de 40 anos estabeleceu cerca de 105 templos na Região dos Lagos. Alagoano de origem e barbeiro de profissão, nunca foi um pregador eloqüente e tão pouco um mestre no ensino da Palavra. Contudo, uma característica marcante do seu ministério pastoral, estava na autoridade espiritual. Todas as vezes, que ele adentrava em um templo para cultuar a Deus, o povo se levantava em respeito a sua autoridade e unção. Ele não precisava dizer para ninguém, que ele era o anjo da Igreja de maneira autoritária. As ovelhas conheciam a voz do seu pastor e lhe respeitavam e amavam, pois ele reconhecia que as ovelhas pertenciam a Deus, assim como Jesus, declarou: “Eram teus, tu nos confiaste” (Jo 17).

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Um pastor fora do comum



No decorrer de nossa vida cristã, o Senhor da Igreja nos proporcionou o privilégio de conhecermos inúmeros homens de Deus com chamadas especiais e ministérios específicos. Desde o início de nossa caminhada na fé, na Igreja Batista Central de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, descendo as águas batismais pelas mãos do pastor Paulo Roberto Seabra, então na época, Secretário Executivo da Junta de Missões Nacionais e depois presidente da Convenção Batista Brasileira, aprendemos a buscar o ministério fora do comum produzido pelo Espírito Santo na vida de homens usados poderosamente por Deus para a glória do Nome de Jesus.
Quando o pastor David Paul Young Cho, líder da Igreja do Evangelho Pleno de Yoido na Coréia do Sul,com cerca de 750 mil membros esteve no Brasil em 1989, realizando uma Cruzada Evangélistica no Estádio do Morumbi em São Paulo a convite da Convenção Geral das Assembléias de Deus, realizou antes uma palestra para centenas de ministros brasileiros, curiosos de aprenderem o segredo do crescimento da Igreja Pentecostal Coreana, que teve início em 1968, com uma tenda e hoje mantém 500 missionários no mundo e recebe a cada ano, 20 mil novos convertidos. O pastor Cho, com muita humildade e reverência, como característica dos orientais, explicou que não existia nenhuma fórmula mágica para fazer crescer a Igreja, tudo estava revelado na Bíblia.
O seu ministério iniciado há 40 anos, após sua cura de uma tuberculose foi impulsionado tendo ele ouvido apenas a voz do Espírito Santo.
Quando interrogado, qual o conselho para os pastores jovens que estavam iniciando a carreira ministerial, o pastor Cho com muita sabedoria, declarou: “Ouçam a voz do Espírito Santo. Isso é muito importante e encorajador. O Espírito Santo sempre fala através do Estudo da Bíblia. Nós temos muito conhecimento intelectual, mas muito pouco conhecimento do coração.
Então para receber o conhecimento do coração precisamos orar muito e estudar a Bíblia e esperar no Senhor. Quando eu espero no Senhor, ele vem como o orvalho sobre o meu coração e influencia minha decisão." Com relação as milhares de conversões ocorridas na Coréia com suas mensagens evangelísticas, o pastor Cho, revelou a necessidade imperiosa de chamar as pessoas ao altar, fazendo um apelo ao coração, e não a intelectualidade delas, pois a responsabilidade de conversão é do Espírito Santo. Diante daquelas palavras, passamos a compreender a obra do Espírito em um pastor fora do comum.
Muitos anos depois daquela palestra inesquecível , descobri através de uma experiência acontecida com o pastor R.A. Torrey,um grande pastor da antiga geração, que havia passado por uma situação trágica e desagradável por não dar ouvidos a voz do Espírito Santo. Conta-se que Torrey, ao sentar-se em um restaurante com os amigos, o Espírito Santo o iluminou para ele conversar com garçom sobre a salvação da alma. Algo no semblante daquele homem dizia que ele precisava da conversar. Porém, para manter uma atmosfera relaxada Torrey ignorou a inspiração do Espírito Santo. Uma hora e meia mais tarde, ele notou que o garçom não havia retornado a sua mesa. Então questionou o gerente sobre o garçom. O gerente respondeu que acharam o garçom enforcado atrás do restaurante. Aquele homem cometera suicídio enquanto outros almoçavam. Torrey, durante muito tempo começou um sentimento de culpa por não ter seguido a inspiração do Espírito Santo para guiar aquele garçom a Cristo. A diferença entre os pastores que levam um ministério medíocre e os pastores fora do comum, está em ouvir a voz do Espírito Santo. A partir de hoje, quem você escutará?

quinta-feira, 19 de junho de 2008

A maior e melhor notícia


Quando criança me tornei um leitor voraz de história em quadrinhos durante a semana e da Bíblia aos domingos. Na adolescência trabalhando como Office Boy em uma grande empresa de plástico para a indústria automotiva, devorava o Jornal do Brasil, no intervalo do almoço, após a leitura do diretor-geral da indústria.
Na fase adulta aproximei-me dos clássicos universais e dos grandes teólogos. Aprendi que João Wesley, tinha o hábito de pregar todos os dias com base nas manchetes dos jornais, contextualizando a Palavra de Deus. Já o criador de Narizinho, Monteiro Lobato, dizia que um País, se faz com homens e livros.
Conversando com meus filhos, perguntei-lhes o porquê de não gostarem de ler os jornais, já que seu pai, é editor de dois periódicos em Rio das Ostras. Eles me responderam com muita simplicidade, que os veículos de comunicação, são todas iguais, apenas com notícias más do tipo: o assassinato da menina Isabella Nardone, o monstro austríaco Josef Fritzi, que manteve a filha no cativeiro durante duas décadas e teve sete filhos com ela, o massacre no Japão, onde o jovem Tomohire kato de 25 matou a facada sete pessoas, alegando estar cansado de viver, o assassinato de três rapazes no Morro da Providência causando uma crise entre a população e o Exército Brasileiro. Sob esse aspecto, fui obrigado a concordar com eles, ultimamente as notícias tem sido terríveis e refletem o estado de pecado em que vive a humanidade sem amor e temor de Deus.
Expliquei-lhes que a impressa livre não pode esconder a verdade dos fatos. Já no tocante a literatura, o livro dos livros, revela a verdade de Deus para os homens. Ela tem início em Abraão, sem esconder sua mentira (Gn 12.10-20). Jacó, o trapaceiro neto de Abraão, que enganou o irmão, mentiu para o pai e enganou o tio (Gn 27 e 29). Judá, filho de Jacó, que se deitou com sua nora, como se fosse uma prostituta (Gn 38), Davi que mandou matar Urias para ficar com sua mulher Bate-Seba (2Sm 11.2-3), Raabe, a prostituta de Jericó, o Rei Manassés que fez seu filho andar sobre o fogo (2 Rs 21.16).
Depois de todas essas notícias desagradáveis, um fato aconteceu que dividiu a História das Civilizações, uma manchete que todo grande jornal, tais como: Folha, O Globo, Washington Post, Pravda, New York Times gostaria de ter publicado:
“Nasceu Jesus, que se chama O Cristo” (Mt 1.16).

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Apenas lembranças


Certa vez, conversando com um amigo jornalista de Rio das Ostras sobre seu futuro, após sai aposentadoria e como gostaria de ser lembrado depois de morrer. Sem pestanejar, respondeu calmamente: Quero escrito na minha lápide: Aqui jaz um ateu a toa.
Quando cheguei em casa, no conforto do quarto, me fiz a mesma pergunta: “Como quero ser lembrado?” Depois de muito pensar com meus botões, cheguei a conclusão final de um serio inútil, ou como diria o apóstolo Paulo: o mais miserável nos pecadores (Rm 7;15-24). Não podemos enganar as pessoas, nem mesmo com nossa morte. Pois a verdade sempre prevalece.
Jesus chamou Pedro para tornar pescador de homens. Determinou que ele apascentasse suas ovelhas. Fez ele caminhar sobre as águas, no entanto, a grande lembrança da maioria das pessoas sobre Pedro, foi sua negação de Jesus e o cantar do galo.

O medo e o egoísmo
Herodes, o Grande, foi um dos mais odiosos ditadores que o mundo já conheceu. Tornou-se rei no ano 37 a.C e governou a Judéia com mão-de-ferro até o dia de sua morte, trinta e três anos mais tarde. Ele se apegou de tal modo ao poder e à segurança que acabou desenvolvendo uma personalidade paranóica. O assassinato das crianças de Belém foi um dos tristes episódios registrados em sua biografia.
O monarca tinha ciúmes de sua autoridade e riqueza. Reagia violentamente contra qualquer um que as ameaçasse. Ao longo do seu reinado, dificilmente passava-se um dia sem que alguém fosse morto. Em 29 a.C., ele executou Mariamne, sua esposa favorita, por suspeitar que estivesse envolvida numa conspiração. Herodes via inimigos em toda parte. Desconfiava de qualquer um á sua volta, temendo que alguém buscasse se apoderar do trono ou tentasse envenena-lo. Suas suspeitas levaram-no a assassinar vários parentes, incluindo alguns de seus filhos – Alexandre e Aristóbulo em 7 a.C., e Antípater em 4 a.C. Se há algo que se pode dizer sobre Herodes é que ele levava sua sobrevivência muito a sério.
A chegada dos magos deixou Herodes sobressalto. Teve medo de que o povo, ouvindo rumores sobre o nascimento de um novo rei, se revoltasse. Ele estava velho e enfermo, mas não pensou duas vezes. Não iria tolerar nenhum concorrente. Chamou os solados e determinou que matassem todos os menos de Belém. Para alguém que não hesitou em massacrar os próprios familiares, ordenar a execução de crianças desconhecidas não deve ter sido nada difícil.
Quando faleceu, em 4 a.C, com a idade de setenta anos, o monarca estava louco, alquebrado e só. Chamava pela esposa que assassinara como se ela ainda vivesse. Seus gemidos ecoavam pelos corredores do palácio. Contudo não despertavam compaixão, apenas alívio. Ninguém lamentou sua morte.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Qual o teu símbolo


A linda Porsche 550 prateada zunia pelo deserto de Salinas, Califórnia, entre onduções naturais daquele asfalto quente. Dentro dela o seu dono, ator e piloto James Dean, no auge da fama partia deste mundo após emergir forte em uma lombada e encontrar uma picape Ford 1950 na contramão. A 550 nº 130, ‘Little Bastard”, com seu esguio pára-brisas e baixíssima altura não havia sido vista pelo motorista do carro maio. James também não viu o caminhão e bateu, morrendo pouco depois. Dean ganhou a imortalidade naquele momento e passou a simbolizar o que os jovens queriam questionar, dentro de jaquetas de couro sobre veículos velozes.
Dean gostava da velocidade em carros, motos, o que andasse mais. Era um apaixonado pela falsa liberdade vendida nos cinemas em uma época de glamour e transformações. Para várias gerações, James Dean, o protagonista de “Juventude Transviada”, tornou-se um símbolo de rebeldia, um ícone americano.
Todos os povos e nações possuem símbolos, alguns de poder e glória, outros de tristezas e vergonhas. Na História das Civilizações, o homem passou a adorar símbolos, como verdadeiros deuses em detrimento do Deus Vivo. Para os judeus o mais sagrado símbolo de aliança com Deus, está na circuncisão. Para eles, tornou-se um sinal de autoridade e com os séculos passaram a confiar mais no símbolo que em Deus. Para muitos na Igreja Evangélica Brasileira, o símbolo contemporâneo de certeza de salvação, está no batismo nas águas, a participação na Santa Ceia ou ser membro fundador da Igreja. Outros são aqueles, que confiam na proteção do Salmo 91, com a Bíblia aberta na cristaleira.
Ás vezes fico pensando, de que assim, como o apóstolo Paulo acusou os judeus de confiar no símbolo da circuncisão, em detrimento de sua essência, da mesma forma, poderia hoje, acusar os mesmos erros cometidos pelos crentes da Igreja Pós-Moderna..
Todos os anos, multidões de turistas religiosos viajam para Israel, para se batizarem no Rio Jordão, a exemplo de Cristo por João Batista, como um símbolo de salvação, quando está escrito, que Deus nos salva, não porque confiamos em um símbolo, mas porque confiamos em um Salvador.O mundo anseia por símbolos, principalmente os revolucionários sejam eles políticos, religiosos, científicos, onde o povo deposita sua confiança e adoração, e quando ele morre, é transformado em um mito. Não foi assim com Che Guevara?
O médico argentino Ernesto Guevara de La Serna – mais conhecido como ‘Che’, por causa do sotaque portenho – foi o braço direito de Fidel na Revolução Cubana. Um dos 82 guerrilheiros que chegaram à Ilha a bordo do Granma, Che logo trocou a maleta de remédios pela caixa de munição de um companheiro morto. Quando Fidel assumiu o poder, confiou a Che o Ministério da Indústria e, mais tarde, a presidência do Banco Nacional. Em suas andanças pela América Latina, Che Guevara visitou o Brasil em 1961, quando foi condecorado pelo então presidente Jânio Quadros com a Ordem do Cruzeiro do Sul. Quatro anos depois, resolveu deixar a ilha para propagar os ideais revolucionários pelo mundo. Após uma malsucedida incursão pelo Congo, seguiu para a Bolívia em 1966. Sem o apoio do governo cubano, porém, a guerrilha fracassou e Che foi capturado e executado pela CIA e 9 de outubro de 1967.
Morria o homem e nascia o mito. Quase 40 anos depois, sua imagem foi imortalizada como ‘ídolo pop’ graças á pintura que o artista plástico Jim Fitzpatrick fez a partir da foto de Alberto Korda. Na aldeia de La Higuera, onde foi morto, Che é cultuado como santo, ainda que não tenha ressuscitado ao terceiro dia. Não confie em símbolos humanos, pois um belo dia eles acabam ou são trocados, porém continue confiando em Deus e no símbolo maior de seu amor: Jesus Cristo, pois esse, não morre jamais.
“Os que confiam no Senhor, são como Monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre”. Sl 125.1

segunda-feira, 16 de junho de 2008

O Deus que tudo vê


O Deus que tudo vê
“Seus olhos estão atentos” Sl 11.4

Por quase um ano, o maior rei da História de Israel conseguiu acobertar seu pecado, achando que Deus não tinha enxergado e recusando admiti-lo para si mesmo, para o Senhor e para o povo. Foi então, que ele recebeu uma visita especial no Palácio Real do profeta Natã. O profeta de Deus contou ao rei uma história, que jamais ele esqueceria, e serviria para mostrar a humanidade, que nada fica oculto aos olhos de Deus:
Havia numa cidade dois homens, um rico e outro pobre. Tinha o rico ovelhas e gado em números, mas o pobre não tinha coisa nenhuma, senão uma cordeirinha que comprara e criara. E que em sua casa crescera, junto com seus filhos, comia do seu bocado e do seu copo bebia; dormia nos seus braços e, a tinha como filhos. Vindo um viajante do homem rico, não quis este tornar das suas ovelhas e do gado para dar de comer ao viajante que viera a ele, mas tomou a cordeirinho do homem pobre e a preparou para o homem que lhe havia chegado. Então o furor de Davi se acendeu sobremaneira contra aquele homem, e disse a Natã: Tão certo como vive o Senhor, digno de morte é o homem que fez isso. Pela cordeira restituirá o quádruplo, porque fez tal coisa, e não se compadeceu. Então disse Natã a Davi: Tu és esse homem.
Naquele momento a máscara de Davi caiu, revelando-se um adúltero, mentindo, ladrão e assassino. A sua realeza desmoronou. Porém, nem tudo estava perdido, mesmo Davi merecendo a pena de morte, pois sendo ele o rei, deveria dar o exemplo no cumprimento das Leis de Deus, fora desmascarado, mas como ele, demonstrou arrependimento e remorso, Deus usou de sua infinita graça e misericórdia, lhe perdoando. Contudo, as conseqüências do seu pecado, foram incontáveis. O filho do relacionamento pecaminoso morreu, causando grande tristeza. Um dos filhos de Davi, Amnom, estuprou sua irmã Tamar. Absalão, outro filho, ficou furioso com o que aconteceu com sua irmã e matou Amnon. (2Sm 13). Algum tempo depois, Absalão se rebelou e tentou matar seu pai Davi. Com isto, a espada nunca se afastou da casa de Davi. (2 Sm 12.10).
O que aconteceu com Davi, pode acontecer com qualquer um de nós, o homem nunca vai conseguir esconder seus pecados de Deus, e se livrar das conseqüências. Pois Ele tudo vê!

Quem nos vê
Conta-se que, certa vez, um agricultor cujos campos não produziam, optou por roubar trigo dos seus vizinhos. Imaginou que se retirasse um pouco de trigo de cada campo, ninguém haveria de perceber. E ele teria com que se alimentar e à família.
Quando a noite chegou, tomou da filha, uma menina de 10 anos e foi ao campo de trigo do vizinho mais próximo.
Filha, - ele sussurrou – você fica de guarda. Se enxergar alguém, me avise logo.
Mal iniciara a colheita, ouviu a garota gritar:
Papai, alguém está vendo você!
Assustado, ele olhou ao redor. Não viu ninguém. Amarrou rapidamente o trigo que recolhera e foi para o segundo campo.
Logo a criança tornou a gritar:
Papai, alguém está vendo você!
Ele parou. Não havia ninguém à vista. Amarrou o trigo roubado e rumou para o terceiro campo.
De imediato, a menina gritou:
Papai, alguém está vendo você!
Irritado, ele foi para junto da filha e falou:
Por que você fica dizendo que alguém está me vendo? Não há ninguém por perto, ninguém nos vê.
Num murmúrio, como se temesse ser ouvida por mais alguém, a menina disse:
Há sim, papai. Deus está vendo o que você faz. Ele tudo vê. Não importa seja noite escura, sem lua. Não importa que você faça escondido. Ele vê.

domingo, 15 de junho de 2008

A ignorância mata, mas o Espírito vivifica


Minha juventude pentecostal foi curta, porém bastante proveitosa. Ela teve início com o convite formulado pelo pastor Ismael Pinheiro, líder da mocidade da Assembléia de Deus em Belford Roxo na Baixada Fluminense, para que participássemos de um jantar da Adhonep – no Leme Palace Hotel na Zona Sul do Rio de Janeiro, onde um empresário texano Walter Moore foi o preletor principal. Aquele dia, foi marcante para minha vida, pois foi ali após assistir os milagres de Deus sendo operado em uma senhora idosa, que teve sua perna curta sendo acrescentada pelo Senhor. Naquele momento, pude contemplar que Jesus salva, cura, liberta e batiza com o Espírito Santo, pois mediante um apelo significativo do irmão texano, fomos também revestido pelo Poder que foi derramado em Jerusalém. Foi então que passei a conhecer o movimento pentecostal e procurei o templo pentecostal mais próximo de minha casa. Porém, um fato me chamava bastante a atenção. Nos cultos para buscar o batismo com o Espírito Santo, a nave do templo ficava repleta, e durante a Escola Bíblica Dominical, era um vazio tremendo. Lembrei-me de que naquela época estava me preparando para prestar o vestibular para o Universidade Gama Filho e ouvia constantemente de alguns oficiais da Igreja, o conselho de que “os estudos destruiriam a minha fé em Jesus”. Os textos bíblicos usados eram Salmos 81:10, Is 50.4 e Lc 21:15, de onde conclui, que os pentecostais ao longo das décadas, salvo algumas exceções, sempre demonstraram aversão ao conhecimento teológico e secular.
A tendência geral tem sido enfatizar as experiências vividas na Igreja ao invés da busca do conhecimento das Escrituras, o que tem contribuído para uma grande crise doutrinária e ética, muito distante do Evangelho pregado pelos pais do Movimento Pentecostal no Brasil.
Conforme bem declarou, o pastor Rick Nanez no livro Pentecostal de Coração e Mente: “Embora tenhamos feito progresso nas arenas da educação, da política e da escolaridade, ainda somos um movimento que abriga uma predisposição profunda contra os aspectos mais racionais da fé. Somos uma subcultura de um exército de corações cheios, cabeças vazias e espírito ardente. Todas as vezes que a liderança da Igreja tenta separar a cabeça do coração e a razão do Espírito Santo, torna-se culpada pela formação de exército de anões da fé.

sábado, 14 de junho de 2008


"Um velho carpinteiro estava para se aposentar. Ele contou a seu chefe os seus planos de largar o serviços de carpinteira e de construção de casas e viver um vida mais calma com sua família. Claro que ele sentiria falta do pagamento mensal , mas ele que construísse uma última casa como um favor especial. O carpinteiro consentiu, mas como o tempo era fácil ver que seus pensamentos e se u coração não estavam no serviços e utilizou-se de mão - de - obra e matérias - primas de qualidade inferior . foi uma maneira lamentável de encerrar sua carreira.Quando o carpinteiro terminou seu trabalho , o construtor veio inspecionar a casa e entregou a chave da porta ao carpinteiro."Esta é a sua casa", ele disse, "meu presente a você".Que choque , que vergonha. Se ele soubesse que estava construindo sua própria casa, teria feito completamente diferente, não teria sido tão relaxado. Agora ele teria de morar muna cada feita de qualquer maneira.Assim acontece conosco. Nós construímos nossas vidas de maneira distraída, reagindo mais que agindo, desejando colocar mesmo do que o melhor.Nos assuntos importantes nós mão empenhamos nosso melhor esforço. Então, em coque ,nós olhamos para a situação que criamos e vemos que estamos morando na casa que construímos. Se soubéssemos disso, teríamos feito diferente.Pense em você como o carpinteiro. Pense sobre sua casa. Cada dia você martela um prego novo , coloca uma armação ou levanta uma parede.Construa sabiamente.Mesmo que você tenha somente mais um dia de vida, este dia merece dignidade. A placa na parede está escrito: "A vida é um projeto. Faça você mesmo." Quem poderia dizer isso mais claramente?Sua vida de hoje é o resultado de suas atitudes e escolhas feitas no passado.Sua vida de amanhã será resultado de suas atitudes e escolhas que fizer hoje".
História escrita por um autor anônimo.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

A Confiança no Senhor


Salmos 23.1 – O Senhor é o meu Pastor nada me faltará.
Salmos 31.1 – Em Ti o Senhor, me refúgio, nunca seja envergonhado.
Salmos 56.4 – Em Deus pus a minha confiança, não temerei.
Salmos 34.7 – O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra.
Salmos 37.5 – Entrega o teu caminho ao Senhor, confia Nele, e ele tudo fará.
Salmos 40.1 – Esperei com paciencia pelo Senhor, ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor.
Salmos 91.1 – Aquele que habita no Esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.
Salmos 103.13 – Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece daqueles que o temem.
Salmos 125.1 – Os que confiam no Senhor são como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre.
Salmos 20.7 – Uns confiam em carros e cavalos mas eu confiarei no Senhor dos Exércitos.

A criança quando começa a dar seus primeiros passos geralmente confia nas mãos de sua mãe sem reservas. Da mesma maneira, Deus requer se seus filhos, que confiem nas suas palavras sem pestanejar, sem margem para dúvidas.
Um certo alpinista começou a escalar uma montanha confiando em sua força física e na qualidade de seus equipamentos, além da sua experiência. A medida que subia e colocava os grampos para sua segurança, o alpinista aumentava sua certeza de vitória e chegar ao cume da montanha. Em determinado momento, um grampo soltou-se, e o alpinista despencou montanha abaixo, ficamos preso apenas por um grampo. Com alguns ossos quebrados, ele invocou o socorro de Deus: “Senhor se você existe de verdade, salva-me.” Deus falou com ele em Espírito: “Você confia em mim? Sim! Respondeu o alpinista aflito.
-Deus então testou sua fé: “Então solta o último grampo.”
Dias depois, uma nova expedição de alpinistas encontrou o corpo sem vida preso a um grampo acima de dois metros do nível do chão. Em seu bolso, encontraram um mino gravador, narrando sua escapada .
O pequeno Davi quando enfrentou o Gigante Golias, mesmo estando em desvantagem, confiou no Senhor. Durante 40 dias , Golias afrontou o exercito de Israel. Porém coube a um pastor se ovelhas de apenas 14 anos enfrentar o inimigo filisteu. Davi confiou: “O Senhor que me livrou das garras do leão e das garras do urso, me livrará da mão deste filisteu.”
Diferente do pequeno Davi, o velho Abraão foi incrédulo em relação ao nascimento de seu filho Isaque, tendo ele 100 anos de idade. Abraão riu de maneira descrente, ele não acreditando que Sara sua mulher com 90 anos pudesse conceber uma criança.
A luz da ciência dos homens, seria realmente impossível, porém Deus costuma agir no impossível.
Moisés, que havia sido Príncipe do Egito, criado como filho da filha de Faraó, também não confiou nas promessas do Senhor, quando foi informado de que o povo de Israel seria alimentado no deserto.
Moisés, não acreditou que Deus pudesse alimentar 600 mil homens durante um mês inteiro.
Confiança gera obediência irrestrita, sem margem para dúvidas. O Rei Davi nunca perdeu uma batalha, mesmo tendo pecado, porque no seu coração havia confiança e arrependimento, pelo pecados cometidos.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Geração Não Estou Nem Aí



Sérgio Elias Costa, é um friburguense autodidata com uma profunda cultura humanista. Sempre comprometido com causas sociais e políticas que visam o progresso e desenvolvimento social da população riostrense, ele que pertence a geração de 60, se diz decepcionado com a alienação da geração 21, sem propósitos e causas. Como Sérgio Elias é pai de dois rapazes inteligentes, assim como eu, começamos a debater nossas peculiaridades e chegamos a um consenso, já que também pertenço a geração revolucionária e questionadora, que buscava um mundo melhor ou pelo menos um Brasil mais justo.
Comparando a juventude católica com a evangélica, já que Sérgio Elias é ligado a Juventude da Diocese de Nova Friburgo, chegamos a uma conclusão e a uma pergunta: O que será do futuro de uma geração alienada, que busca o ter ao invés do ser.
Que tem envolvimento com coisas fúteis e passageiras, mas não tem compromisso com o futuro da Nação. Que declara com orgulho e satisfação: “Não estou nem aí”. Que ri da sua própria ignorância. Que decora a matéria para não ser reprovada na escola, que não se interessa por literatura, que desconhece a situação político do seu país, e o que acontece no mundo globalizado. Que somente conhece as novelas da Globo, a saga mutante ou a imbecilidade do BBB.
O que será de uma geração, que não se preocupa com o seu próximo? Que não pratica o amor cristão com solidariedade. Que não conhece e não deseja conhecer os pais da Igreja Cristã. Que não percebe a importância da pregação do Evangelho para uma sociedade mais justa, honesta, inteligente e cristã. O que será do futuro de uma geração evangélica que não espera a volta de Cristo e tão pouco trabalho pelo estabelecimento do seu Reino. Que não sonha como José sonhou, que rejeita o pecado da mulher de Potifar. Que não caminha em direção a Canaã celestial. Que não tem projetos e propósitos definidos. Que não pode dizer: Eu tenho um sonho, como Martin Luther King. Que não deseja uma graça barata, vendida nos supermercados da fé, como bem questionou Bonhoeffer, que não tem o espírito missionário de Hudson Taylor e nem a ousadia evangelística de Billy Graham. Que futuro tem uma geração cujo livro de fé não é a Bíblia e sim as revistas de fofocas, os jornais esportivos e a visão do paraíso celestial é o dinheiro no bolso. Que futuro pode ter a geração orkutiana, que não conhece o vizinho e pertence a uma igreja virtual?
O filósofo alemão quis matar Deus em um ato de loucura, porém quem morreu nesta geração foi o sonho minha pátria para Cristo, mas que deixou como legado de crentes alienados, o deus televisão.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Os anos de mudança


1962 – Nascia no Hospital da mãe pobre no Méier – Subúrbio do Rio de Janeiro, o primogênito da família Cunha, filho de dois operários, moradores na Baixada Fluminense e crente batista.
Quando foi apresentado no templo, sua mãe, uma nordestina decidida, orou e escreveu no diário do bebê, que ele seria um pastor. Dito e feito. Mesmo que na fase da adolescência, tenha prestado concurso para a carreira militar e depois ingressado na Faculdade de Direito, já estava decidido, sua vocação e gosto pela leitura das Sagradas Escrituras, além dos clássicos universais, fariam dele um ministro do Evangelho. A década de 60 foi uma verdadeira revolução tanto no aspecto político, como social e espiritual. Nesse período estourou a Guerra do Vietnã, a Revolução Militar de 64, mergulhando o Brasil em uma ditadura, a revolução dos estudantes na França, o festival de música de Woodstock, o assassinato de John Kennedy e Martin Luther King, o nascimento da Igreja O Brasil para Cristo com o missionário Manoel de Melo, chegando alcançar cerca de 2 milhões de adeptos, a chegada ao país do missionário George Faukner para liderar durante 22 anos a Igreja do Evangelho Quadrangular, fundada por Aime Mcperson. Os assembleianos comemoraram em 61 o Jubileu de Ouro no Maracanãzinho com a presença de Daniel Berg então com 77 anos. Neste dia também foram homenageados, por completarem 30 anos de ministério, os pastores Paulo Leivas Macalão (fundador do Ministério de Madureira) Moisés Soares da Fonseca (AD Niterói) Antônio Lopes Galvão, Manoel Leite, Irineu Reis e Francisco Pereira do Nascimento. Foi nessa época, após seis anos que o Rio de Janeiro hospedou a VII Conferencia Mundial Pentecostal. Foi no estádio do Maracanã com cerca de 200 mil pessoas que o evangelista Billy Graham pregou no encerramento do Congresso da Aliança Batista Mundial e depois foi jantar no Copacabana Pallace Hotel. Foi em 1962 que um grupo de guerrilheiros sob o comando de Fidel Castro e Che Guevara, assumiram o poder em Cuba.
Foi neste período de turbulência, que a Confederação Evangélica do Brasil realizou a I Conferência do Nordeste em 1962 em Recife-PE e no ano seguinte, houve o Manifesto dos Pastores Batistas em Vitória-ES, como prova da inquietação do povo.
Nesta época, o idoso Cardeal Ângelo Guiseppe Roncalli foi eleito papa João XXIII e instala em 11 de outubro de 62 o Concílio Vaticano II, com expressiva participação de bispos do Terceiro Mundo aprovando resoluções sem precedentes nas áreas de renovação litúrgica. Duncan Campbell foi usado por Deus para trazer um reavivamento no Canadá, Irlanda e Escócia. Em 1968 surge o Ministério Palavra de Fé, fundado pelo pastor texano Kenneth Hagin, criador da teologia da prosperidade e causando grande influência no Brasil nas igrejas neopentecostais: Bispo Edir Macedo (Igreja Universal do Reino de Deus), missionário R.R Soares (Igreja Internacional da Graça de Deus), Valnice Milhomens (Palavra da Fé) pastor Cássio Colombo (Ministério Cristo Salva) e pastor Miguel Ângelo Ferreira (Igreja Evangélica Cristo Vive). Durante a década das Revoluções, os Beatles enlouqueceram a juventude, contudo seu tempo passou.
Em 1969, Kathryn Kullman pregou na Convenção Internacional da Adhonep (Associação dos Homens de Negócios do Evangelho Pleno), em Washington D.C, reunindo ministros protestantes, padres da Igreja Católica Romana, cléricos da Igreja Ortodoxa Grega e rabino judeus, perguntando a eles: “Irmãos, vocês tem fome de Deus?”
O missionário sueco Nels Julius Nelson, chamado de “Apóstolo Pentecostal Brasileiro”, após 42 anos de serviços prestados a Igreja Brasileira, passa para o Senhor no dia cinco de março de 1963 no Rio de Janeiro e logo depois, o missionário Daniel Berg na Suécia no dia 28 de maio, e o pregador galês Martin Lloyd – Jones no dia 25 de fevereiro de 1968, ocupava pela última vez o púlpito da capela de Westminster em Londres – Inglaterra após 30 anos de pregações ininterruptas, mesmo com as oito mil bombas aéreas lançadas sobre a cidade durante a Segunda Guerra Mundial, com a morte de 4735 pessoas e a destruição de 17.000 casas, a Palavra Santa nunca deixou de ser anunciada.
A década de 60 representou a chegada também de um movimento de grande influência, onde milhões de cristãos no mundo inteiro saíram em busca de uma liturgia livre de qualquer formalidade, uma espiritualidade mística, uma participação maior da liderança leiga na vida eclesiástica do Movimento Pentecostal. Uma influência negativa que surgiria no cenário eclesiástico daquela época com efeitos catastróficos, foi o movimento liberal. O chamado modernismo veio como uma enchente, afetando a vida de todas as denominações. Um significativo exemplo desse avanço liberal, encontra-se com o testemunho do teólogo americano Gresham Macher, que por causa da sua recusa de se submeter ao ponto de vista liberal acerca da inspiração da Bíblia foi suspenso do ministério sete meses antes da sua morte. Macher via no liberalismo teológico o surgimento de uma religião que não tinha a mínima relação com o cristianismo bíblico, deixando como resultado o esvaziamento de igrejas, cujos templos foram transformados em bares e clubes sociais, onde todo o elemento sobrenatural da Bíblia estava sendo descartado afim de que fosse apresentado ao homem do século XX uma Bíblia despojada de seus mitos:
Em 1963, houve o Congresso Mundial de Evangelismo na cidade de Berlim – Alemanha reunindo os principais evangelistas e teólogos da Igreja Protestante.
Em 1962, o chamado “Cinema Novo”, trouxe para o Brasil um prêmio internacional com o filme “O Pagador de Promessas” onde se expressava a religiosidade Popular Brasileira.
A casa dos Cunha, construída pelo avô materno Arthur no Morro das Palmeiras em Belford Roxo, depois de trinta e cinco anos foi vendida e muitas mudanças ocorreram na comunidade. Alguns amigos de infância se casaram e se mudaram. Outros morreram e poucos permanecem naquele lugar. Contudo e acima de tudo olhando para o nosso passado, temos uma certeza absoluta: o Deus que nós servimos não muda. Pois Ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente (Hb 13.8). Muitos homens mudaram de pensamento e visão naqueles anos atribulados. Mas o Deus que a aprendemos a amar não mudou sua Palavra: “Seca-se a erva, e caem as flores, mas a Palavra do nosso Deus subsiste eternamente” (Is 40.8).

terça-feira, 10 de junho de 2008

Nossa Identidade


Um pastor recém chegado à cidade, foi nos visitar no Conselho de Pastores de Rio das Ostras e começou a fazer perguntas sobre a nossa vida ministerial, origem denominacional, visão do Reino, declaração de fé e outros questionamentos. Ao final do inquérito religioso, diante do “fast food” e o “self service”, neopentecostal, que existe no município, com suas 200 igrejas na maioria há pouco tempo instaladas, apresentei-lhe minha identidade eclesiástica e o diploma de ordenação, para que não viesse pairar nenhuma dúvida. Depois de muito meditar, cheguei a conclusão, de que não podemos abrir mão de nossa identidade, de uma história com suas raízes. Quando olhamos para um cavalo, sabemos que é um cavalo, assim também quando olhamos para um gato sabemos que é um gato, devido as suas singularidades. Se um gato começar a latir ou um cachorro miar, ambos estarão passando por uma crise de identidade. Da mesma maneira acontece nas igrejas. Vejamos o nosso exemplo, enquanto pastor assembleiano, nascido e batizado nas águas da Igreja Batista tradicional, tendo estudado em Colégio Batista Americano e Seminário Pentecostal, fomos batizados com o Espírito Santo em um jantar da Adhonep no Leme Palace Hotel e ordenado ao Ministério da Palavra na Assembléia de Deus, onde estamos até hoje, guardando todas as suas singularidades, os quais as diferencia das denominações históricas e neo-pentecostais. Nesses quase 100 anos de fundação, o nosso ensino da História da Igreja inclui vários períodos, com a crença no erro humano e na ação permanente do Espírito Santo para corrigir a igreja. Não podemos abandonar as marcas do pentecostalismo histórico, onde se pregava: “Jesus salva, cura, batiza com o Espírito Santo e leva para o Céu. Chega de imitação. Não podemos nos transformar em uma igreja genérica, sem identidade, onde se prega uma graça barata a base de ações de marketing.
Não podemos emitir aqui, um juízo de valor em relação a Igreja Romana, as históricas e as pentecostais clássicas. Todas têm o direito de ser o que são, e de atrair os que com elas se identificam. O que não tem sentido é construirmos nossa identidade denominacional, imitando-as. Se alas nos atraem, como diria o Bispo Robinson Cavalcante, temos que ser honestos com Deus, com nossa consciência e com a Igreja que pertencermos, nos transferindo para aquela outra igreja que julgamos “melhor” ou com quem nos identificamos. Foi o que fiz, aos 22 anos, com a Igreja Batista em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, em minha opção estudada, orada, após uma grande experiência com Deus, passando a congregar na Assembléia de Deus. Isto não significa que devamos nos tornar sectários denominacionalistas, mas sim autênticos e verdadeiros, mantendo o diálogo e a comunhão entre os santos, examinando tudo e retendo o bem.
Diante do sincretismo e ecletismo religioso, que foi ransformado a Igreja Evangélica Brasileira, temos que apresentar a cada dia, a nossa identidade seja ela histórica ou pentecostal.
O confuso e fragmentado cenário religioso brasileiro, com o estrelismo personalista, a crise de ética e o crescente sincretismo, está a clamar por uma Igreja genuinamente compromissada com a Palavra e as ações do Espírito Santo. Evangélicos nominais, ou insatisfeitos com suas experiências de idolatria, superstição ou legalismo, estão também a clamar por uma Igreja que busca a verdadeira santidade.
Cremos, que como pentecostais assembleianos temos tudo para preencher esses vazios e ser uma das mais válidas alternativas na História do Cristianismo, como uma Igreja que tem as marcas da promessa.
Para tanto, é necessário, que os pentecostais assembleianos sejam verdadeiramente assembleianos, compartilhando com convicção e alegria, sua salvação em Cristo e os dons e frutos do Espírito Santo.
A Igreja que tem um Morris Cerrulo, Mike Murdock, Thomas Horton não pode ser formada não pode ser formada com complexo de inferioridade.
Deus preparou um lugar especial na História da Sua Igreja para você. Venha e participe como bom pentecostal assembleiano.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

A maldição do Super-Homem


Cada povo e nação durante o período de guerras e batalhas, busca para si um herói, que represente sua grandeza, façanhas e glórias. Com a ascensão de Hitler ao poder na Alemanha Nazista, os ideólogos do partido escolheram a suástica, a águia majestosa imperial para simbolizar o III Reich. Contudo, o Ministro da Propaganda Goebbels, necessitava mostrar ao mundo, a superioridade da raça germânica, foi quando, foram buscar o Super-Homem, criado pelo homem que tentou matar Deus, Nietzche.
Ubermensh - essa foi a palavra usada por Friedrich Nietzche, para se referir ao Super-Homem ou se você preferir, o mais correto – ao sobre – humano.
Nietzche não falava de um homem musculoso com visão de raio x, capaz de parar uma locomotiva e com um cachorro chamado de Kripton. O Super-Homem alemão possuía uma personalidade forte, movida pela ânsia de poder, pelo desejo de conquistar tudo e todos. O Super-Homem de Nietzche é uma mistura de deuses gregos e romanos, que foi alimentada no inconsciente ao povo alemão para ser adorado, representado na figura do Furher, o austríaco vestido de alemão, que como Napoleão, também não era francês, e sim corso, com língua materna italiana. O inimigo de Deus, fez uma proposta a Jesus, para que ele abrisse mão da sua condição humana e se tornasse o Super-Homem judeu. Segundo o teólogo Henri Nouwen, foram três tentações de poder: Ser capaz (“ordena que estas pedras se transformem em pães”), se poderoso (“tudo isso te darei”) e ser espetacular (“Atira-te para baixo para que os anjos te recolham nos braços”).
O Super-Homem de Nietzche possui todos os predicados de um imperador romano: prepotência, orgulhoso, vaidade, egoísmo, auto-suficiência, autonomia absoluta para decidir a vida e morte. O Super-Homem não precisa de Deus, pois ele é deus e necessita ser adorado.
O Super-Homem não ama ninguém, a não ser a si mesmo, tal como Narciso.
Jesus porém, contrariando a ideologia do super-homem, declarou: Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma, com toda a mente e com todas as forças. E em segundo lugar, ame ao seu próximo como a ti mesmo.
Foi esse amor, que derrotou o Super-Homem, que derrotou o diabo na cruz, que derrotou a morte ao terceiro dia. Já o criador do Ubermensch, morreu louco, após ter declarado a morte do Deus da vida.
Já nos Estados Unidos, para enfrentar o Super-Homem ariano foi criado o Super-Homem americano, símbolo de país invencível, arquétipo da legião de super-heróis, com poderes limitados, como se fosse um Deus de capa.
Porém, o que serviu com o super-herói americano, não foi muito diferente do germânico. O primeiro ator a encarnar o papel nas telas de Hollywood, George Reeves, foi encontrado morto em sua cama em 1959, totalmente inchado de bebida, com manchas de luta e três balas pelo quarto.
O segundo super-homem americano, Christopher Reeves, depois da queda de um cavalo acabou não só incapaz de voar, mas de andar, comer sozinho ou falar sem ajuda de aparelhos, culminando com sua morte.
O Super-Homem americano, diferente do alemão teve um pai, Jor-El ou Marlon Brando, símbolo sexual de uma juventude rebelde sem Deus. Um de seus filhos, Christian, assinou o namorado da irmã Cheyene e passou dez anos da cadeia. Cinco anos depois, Cheyene se mataria ao ter a guarda do filho negada, Marlon Brando morreria desfigurado pela gordura e drogas.
Os super-homens americanos foram derrotados pela Kryptonita do pecado de suicídio, assassinato, invalidez e depressão, consumo de drogas. Já o verbo que se fez carne, derrotou a morte, e continua oferecendo vida e vida com abundância.

domingo, 8 de junho de 2008

Santos Evangélicos



Recentemente ao sair de um templo após participar de um culto de posse, recebi o título de Pastor da Câmara, em referência aos cultos realizados nas dependências da Câmara Municipal pela Associação de Pastores Pentecostais. A titulação em caráter pejorativo, me fez refletir sobre o preconceito em relação aos políticos e a objeção por parte de alguns líderes em realizar cultos especiais no parlamento municipal, como se os homens públicos não pudessem ser alcançados pela Graça e misericórdia de Deus.
Meditando na Palavra ao chegar em casa, descobri a respeito do fato de que muitas vezes as maiores expressões de fé, solidariedade humana, sede de Deus e sensibilidade à Palavra, vêm daqueles que não estão "dentro" das catedrais. Observamos também que os mais fortes exemplos relacionados no Novo Testamento foram aqueles cujos principais testemunhos de fé foram manifestos por "pessoas de fora", ou seja os gentios.
Ao pregar a Palavra em uma congregação Pentecostal recém fundada, também fui procurado por líderes do meu segmento, que lançaram acusações aleivosas sobre a congregação e sua liderança, por não possuírem uma carteira pastoral, como se um cartão ou Diploma desse autoridade do Espírito para alguém pregar a Palavra. Ao final desse diálogo, o irmão me perguntou: "Porque será que Deus abençoa o trabalho desses líderes? Algumas pessoas ficam realmente agitadas e incomodadas com o fato de que certos obreiros sem formação teológica ortodoxas prósperas mais do que os de outros tidos como teólogos. Analisando os Evangelhos, percebemos que o preconceito existia também em relação a Cristo: "Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão? Não estão aqui conosco, as sua irmãs? E escandalizavam-se nele". Marcos 6.3.
Natanael também perguntou se havia alguma coisa boa de Nazaré? João 1.46.
Não há dúvida de que este é um assunto bastante interessante e que merece nossa reflexão. O que eu tenho dito basicamente as pessoas que me questionam a esse respeito é o seguinte:
1- Eu não me sinto nem um pouco a vontade para julgar quem quer que seja. Paulo nos recomenda a não julgar o servo de outro. Ele diz que cada um será julgado pelo Senhor e só por Ele. Ora, diante disso eu evito o máximo possível emitir julgamentos contra quem quer que seja. Há muita coisa má, vestida com aparência de piedade. Do mesmo modo, há muita coisa essencialmente boa mais que está por ingenuídade ou circunstâncias adversas coberta pela aparência de algo mal. A vida de Jesus esteve sempre repleta dessa ambigüidade. É por isso que ele é chamado muito freqüentemente dos nomes os mais variados e comprometedores: "endemoniado", "samaritano possesso", "glutão e bebedor de vinho", "embusteiro", etc... Sendo assim, quando o comportamento de alguém é escandaloso, o que faço é obedecer o critério dos evangelhos de conversar com um irmão sobre o assunto pessoalmente. Caso isso me seja impossível, prefiro me recolher em oração em favor da "volta daquele irmão a sensatez"
2- Quando vejo pessoas controvertidas moral e eticamente falando sendo aparentemente "usadas" por Deus, sempre tento fazer as seguintes distinções:
2.1- Faço distinção entre o manifestador do Dom daquele que é o seu beneficiário. Ou seja, se o senhor X do H prega e dona M do Y é salva, eu nunca relaciono isso ao fato de que o senhor X do H pregou com poder, mais sim, ao fato de que Deus ama dona M do Y e usou a palavra da salvação para alcança-la. Neste caso, o senhor X do H não tem nada a ver com o fato da salvação, o qual, aconteceu, entre o Espírito Santo e dona M do Y.
2.2- Faço distinção entre o pregador da palavra e a palavra pregada. digo isto porque uma leitura superficial da Bíblia nos mostra que mesmo os mais estranhos, esquisitos e heterodoxos indivíduos, foram usados por Deus. Assim é que Balaão não tinha uma teologia correta e nem práticas espirituais sadias, no entanto foi portador da Palavra de Deus para Abalaque. O mesmo se pode dizer de vários outros, inclusive no contexto do Novo Testamento.
2.3- Faço distinção entre o Dom e operador humano do milagre. Na mente da maioria de nós a lógica é mais ou menos a seguinte: "Ora, se o senhor X do H prega ou ora e milagres acontece, ou profetiza e as coisas acontece então é porque autenticam a vida moral do senhor X do H e, conseqüentemente, devem fazer com que eu creia nele como sendo homem santo de Deus". Minha lógica, no entanto, é diferente. Eu sempre penso que se o sr. X do H está pregando o Nome daquele que é o Deus que De-fato-Existe e que ele (o sr. X do H) está comunicando isso de tal maneira que muita gente está podendo entender e crer. Assim, minha conclusão é: "O sr. X do H comunica bem e faz isso com intensidade e clareza. Quanto aos milagres são resultados do fato de que o Nome tem poder em si mesmo".
Ora, todas essas distinções têm suporte bíblico. Afinal, foi Jesus quem nos ensinou a tê-las em mente quando disse:
"Nem todo aquele que me diz "Senhor, Senhor entrará no Reino dos Céus, mas sim, aquele que pratica a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos e em teu nome que expulsamos demônios e em teu nome que fizemos muitos milagres? Então, sem rodeios, eu lhes direi: "Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, cós que praticais a iniquidade".
Nesta passagem tais distinções são mais que claras. Se não observe:
a) pode-se Ter teologia ortodoxo ("Senhor, Senhor") e não se Ter vida limpa e de acordo com a vontade de Deus;
b) pode-se Ter ministério carismáticamente poderoso e não se Ter vida pautada na vontade santa de Deus;
c) pode-se conhecer o poder do Nome de Jesus e pregar com ousadia neste Nome, sem que, todavia, o Senhor a quem se prega.
3. pelo fato de eu mesmo ser uma pessoa que muita gente vê com certa admiração e pelo fato de que eu me vejo a mim mesmo sem muita admiração, isso me ajuda imensamente a não Ter mitos humanos ou santos especiais nos meus altares psicológicos. Em outras palavras: se há muita gente que tem a tendência de me "ver além do que sou e de me considerar além do devido" então, o mesmo é verdade com muitas outras pessoas também consideradas especialíssimas. A diferença, talvez, esteja no fato de que eu me preocupo com o fato de "expor" afim de tentar fazer com que ninguém me super-estime, ao passo que outros que se ocupam em se esconder a fim de que sejam super-estimados ou mesmo idolatrados. Mas como para mim mesmo, eu, você, ou qualquer outro santo, sejamos todos feitos do mesmo barro, então, em geral, eu nunca fico muito impressionado com ninguém ou com coisa alguma. Eu tento guardar todas as minhas impressões para Jesus e sua misericórdia. Não tenho santos de devoção.
Minha esperança ao escrever estas coisas é no sentido de encorajar você a Ter sua mente bem fixa no Senhor Jesus. Se assim acontecer, você jamais será do tipo que desenvolve devoção pessoal por certos santos evangélicos, bem como, também não será daqueles que ficam perplexos pelo fato de que certas pessoas de conduta questionável possam estar sendo "usadas" por Deus.
Deus usa a quem quer e como quer. Quanto a mim, fico silencioso diante do inexcrutável mistério de sua insondável vontade.

sábado, 7 de junho de 2008

O Chamado do Líder Cristão


A primeira providência de Deus para tirar o seu povo do Egito foi a preparação de um líder para assumir tão nobre e dura tarefa. Então, Deus chamou Moisés, e, em meio ao deserto de Midiá, no Monte de Deus, conferiu-lhe a difícil missão de liderar o povo. Moisés, em resposta à ordem divina, disse: "Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os Filhos de Israel?" (Ex 3.1,3). Porém, Deus supriu todas as dificuldades de Moisés e colocou seu irmão, Aarão, para falar por ele. Moisés assume a liderança de seiscentos mil homens, sem contar mulheres e crianças. Chega o momento em que fica difícil liderar sozinho. Jetro, sogro de Moisés, a orienta a treinar líderes para pequenos grupos e, Moisés, assim fez: Escolheu homens capazes de liderar, ensinou-lhes os estatutos e as leis e fê-los saber o caminho em que deveriam andar, a obra que deveriam fazer.
Neste começo de século e milênio, a igreja tem recebido uma avalanche de idéias, projetos, métodos e estratégias para desenvolver seu crescimento. Entretanto, acredito que o problema de muitos pastores é um tanto parecido com o de Moisés. Não é falta do que fazer. Mas sim, com quem contar para fazer. Isto é, alguém para colocar em prática o projeto; que saiba escolher os meios e selecionar os materiais necessários para a execução da tarefa. Essa pessoa se chama líder.
Muitos de nós julgamos mau o caráter do líder. Por vezes, o entendemos como alguém que se ocupa em dar ordens, um chefe, carrasco, ditador e por quê não herói ou sedutor? Outros de nós, apenas se entende enquanto espectador e, fica na arquibancada esperando para ver os sucessos, vaidades, faltas, fraquezas e, até mesmo torcendo pelo que vai dar errado na estratégia de liderança adotada.
Líderes são forjados no amor, na obediência, submissão e disciplina do Espírito Santo. O próprio Jesus os formou e contou com eles. O bom líder, é antes de tudo, um servo. Jesus orientou e treinou seus discípulos para serem líderes. Enviou os doze, na primeira missão, com o objetivo de treiná-los e na segunda, enviou os setenta para que fizessem novos líderes para as igrejas locais.
Paulo nos dá um exemplo de treinamento e formação de líderes. Treinou Timóteo, tornando-o padrão de bom soldado de Cristo. Treinou Tito e o deixou em Creta, para dar continuidade à implantação da igreja.
Assim, liderar é, antes de tudo, perceber que se tem nas mãos uma tarefa divina que deve ser desempenhada com temor e tremor. É aprimorar-se, reciclar-se, dispor-se e aprender a cada dia, a fim de tornar-se canal de bênçãos. É perceber-se como o humilde oleiro que modela vasos, que tanto servirão como simples despenseiros, quanto como guardadores dos maiores propósitos – os de Deus.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Onde estão os frutos?


A pouco tempo atrás, estava almoçando em um restaurante no centro de Rio das Ostras, quando um amigo de longa data me pediu para organizar uma Cruzada Evangelística com o apoio da prefeitura para ele trazer um pregador de São Paulo, que segundo o mesmo pregava mais que Moody e Billy Graham juntos. Sugeri para ele levar a proposta a uma reunião de associação da cidade, do qual ele declinou.
Por força da profissão jornalística e na condição temporária de presidente da Associação de Pastores, temos participado de diversas campanhas evangelísticas, congressos, cruzadas, porém o resultado prático desses eventos onde pregadores famosos se apresentam buscando a glória de Deus, tem sido pífios em termos de conversões. Em atos 2.41, está escrito: "Então, os que lhe aceitaram a Palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase 3 mil pessoas".
Em Jerusalém, naquela época havia dezessete mil habitantes; três mil foram alcançados na primeira pregação. Vinte por cento da cidade se converteu ao ouvir o Evangelho, através do apóstolo Paulo. E a mensagem dele foi:
"...Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados; e recebereis o Dom do Espírito Santo" (At 2.38).
Essa é a verdadeira mensagem do Evangelho, e não esta que tem sido pregada em nossos dias, que promete prosperidade financeira, emprego, promoções no trabalho, a solução de todos os problemas do homem. Você já ouviu pregações como estas: "Aceite a Jesus e você vai mudar de vida, vai ficar rico, vai comprar um carro novo, e uma casa nova!"? Parece que Jesus está pagando para as pessoa crerem nele. Não que eu não creia que Deus faça nossa vida prosperar, ele quer a prosperidade dos seus santos. Mas, crer e Jesus para que ele me faça prosperar é, no mínimo, mercantilismo, negócio, uma chantagem bem feita.
A mensagem que prega arrependimento e mudança de vida tem sido abandonada em nossos púlpitos. Hoje, praticamente, só se fala de prosperidade, da solução dos problemas, da quebra de maldições. Esse cristianismo é o da porta larga, que conduz à perdição. O que temos é um "cristianismo" que produz cristãos de chocolate, ao primeiro calor, derretem. Não conseguem permanecer no caminho, porque nem sequer entraram pela porta (estreita). Logo na primeira tribulação, não resistem. Nem podem, pois, não nasceram de novo, e continua sendo filhos do diabo.
A mensagem que realmente abençoa o homem e abençoará sempre é a que produz arrependimento, coração quebrantado diante de Deus, que faz com que ele reconheça a graça e a misericórdia de Jesus em sua vida.

Os primeiros frutos
Inaugurou-se então, a primeira comunidade cristã de Jerusalém. Três mil pessoas se converteram em um só dia. Esse é o meu sonho, ver em nossos dias multidões se convertendo ao Senhor.
"E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeiçõescom alegria e singelez de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor dia a da , os que iam sedo salvos" (At 2.42-47).
Note que o autor sagrado usou expressão "enquanto isso..." Ora, isso significa que enquanto eles estavam vivendo como família de Deus vivendo como seus filhos, as pessoas se convertiam.
Em Jerusalém, nosso Senhor já contava com aproximadamente quinhentos discípulos. Mais três mil haviam se convertido. Já eram muitos os que tinha sido redimidos e lavados pelo sangue de Jesus.
E quando essas milhares de pessoas se converteram, que Igreja elas conheceram? Aqueles novos irmãos conheceram uma Igreja cheia de amor, onde havia comunhão, fidelidade às Escrituras, amor sincero a Deus, seriedade, temor, fidelidade ao ensino dos apóstolos. Um ambiente onde as pessoas cuidavam uma das outras, se ajudavam mutuamente. Uma Igreja parecida com o seu Senhor.
Naquela primeira comunidade cristã estavam alguns escritores do Novo testamento, como: Pedro, João e Tiago. Eles tinha ouvido os ensinamentos do próprio Senhor e estavam, naquele momento, ensinando ao povo a doutrina, os princípios fundamentais que deveriam fazer parte da via cristã. Estando firmes na Palavra, mantinham um relacionamento de amor entre eles; oravam juntos, catavam juntos e cuidava uns dos outros. Dessa forma o número dos que iam sendo salvos era multiplicado.
Não havia grandes evangelistas, poderosos pregadores; não havia distribuição de folhetos, programas de rádio e nem de televisão. O que havia era uma Igreja que vivia em amor. Esse é o desafio meu coração de pastor. Uma das coisas que mais me entristece é ver os irmãos divididos entre si. Igrejas divididas por razões mesquinhas, discórdia entre os irmãos, disputa por cargos eclesiásticos onde um quer ser o pastor, o outro quer ser o bispo, o outro o papa e o outro o arcanjo mestre. Eles devem brigar por interpretarem mal aquele texto que diz: "Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo" (Gl 6.2). Eles devem entender: "levai os cargos...".
Muitas divisões no Corpo de Cristo acontecem porque as pessoas não são capazes de vencer as dificuldades, e guardam mágoas e ressentimentos no coração. Não sabem pedir perdão quando erram, nem conseguem perdoar quando são ofendidos.
"Muitos, porém, dos que ouviram a palavra aceitaram, subindo o número de homens a quase cinco mil" (At 4.4).
A Igreja estava realizando o sonho de Deus. Ela estava dando frutos, multiplicando seus membros, e abençoando as famílias da Terra.
"Mas, dos restantes, ninguém ousava ajuntar-se a eles; porém o povo lhes tributava grande admiração. E crescia mais e mais a multidão de crentes, tanto homens como mulheres, agregados ao Senhor" (At 5.13,14).
"Ora, naqueles dias, multiplicando-se o número dos discípulos... Crescia a Palavra de Deus, e, em Jerusalém se multiplicava o número dos discípulos, também muitíssimos sacerdotes obedeciam à fé" (At 6:1-7).
A Igreja estava testemunhando do poder de Deus como Jesus havia ordenado. Mas, esqueceram-se de que não deveriam permanecer em Jerusalém. Havia um mundo a ser evangelizado. Eles não poderiam se esquecer disso.
Talvez eles tenham pensado: "Vamos permanecer juntos, e edificar uma grande Igreja. Jerusalém será nossa sede." Isso não nos lembra a história da Torre de Babel? Deus, então, percebendo que o mesmo erro da descendência de Noé poderia acontecer com a Igreja, faz com que haja uma grande perseguição e os dispersa para que cumpram o projeto de abençoar todas as famílias da Terra.
"... Naquele dia, levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém, e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e Samaria" (At 8:1)
Que privilégio fazer parte dos propósito de Deus! Que grande honra fazer parte do Corpo de Cristo! Você faz parte do plano eterno de Deus. Ele o chamou e o escolheu antes mesmo da fundação do mundo para que você recebesse benção por herança e fosse uma benção para sua geração.
Não há mais tempo a perder. A Igreja precisa cumprir seu papel de ser sal da Terra e luz do mundo. Não podemos perder nosso senso de chamado e a visão que Deus colocou diante de nós. Cada crente deve ser um ministro de Deus, e cada lar, uma igreja.
Deus tem um sonho... você faz parte dele. Ajude-o a torná-lo realidade!

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Qual deles é você?


Uma filha se queixou a seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam tão difíceis para ela.
Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir.
Estava cansada de lutar e combater.
Parecia que assim que um problema estava resolvido um outro surgia.
Seu pai, um chef, levou-a até a cozinha dele.
Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto.
Em uma ele colocou cenouras, em outra colocou ovos e na última, pó de café.
Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra.
A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo.
Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as boas de gás.
Pescou as cenouras e as colocou em ma tigela.
Retirou os ovos e os colocou em uma tigela.
Então pegou o café com uma concha e o colocou em uma tigela.
Virando-se para ela, perguntou: - “Querida, o que você está vendo?”
- “Cenouras, ovos e café”, ela respondeu.
Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras.
Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias.
Ele, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse.
Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que ovo endurecera com a fervura.
Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café.
Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso.
- “O que isto significa, pai?”
Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade: a água fervendo.
Mas que cada um reagira de maneira diferente.
A cenoura entrara forte, firme e inflexível, mas depois de ter sido submetida à água fervendo, ela amolecera e se tornara frágil.
Os ovos eram frágeis, sua casca fina havia protegido o líquido interior, mas depois de terem sido fervidos na água, se interior se tornaram mais rijo.
O pó de café, contudo era incomparável; depois que foram colocado na água fervente, ele havia mudado a água.
Ele perguntou à filha: - “Qual deles é você, minha querida?”
Quando a adversidade bate à sua porta, como você responde?
Você é como a cenoura que parece forte, mas com a dor e a adversidade você murcha, torna-se frágil e perde sua força?
Ou será você como o ovo, que começa com um coração maleável mas que depois de alguma perda ou decepção se torna mais duro, apesar de a casca parecer a mesma?
Ou será que você é como o pó e café capaz de transformar a adversidade em algo melhor ainda do que ele próprio?
Somos nós os responsáveis pelas próprias decisões.
Cabe a nós, somente a nós – decidir se a suposta crise irá ou não afetar nosso rendimento profissional nossos relacionamentos pessoais, nossa vida enfim.
Ao ouvir outras pessoas reclamando da situação, ofereça uma palavra positiva.
Mas você precisa acreditar nisso.
Confiar que você tem capacidade e tenacidade suficientes para esperar mais este desafio.
Espero que, nestas semanas que se seguem, quando lhe convidarem para tomar um café, você possa repassar essa história.
Uma vida não tem importância se não for capaz de impactar positivamente outras vidas.

Autor Desconhecido.