quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Narciso – o tradutor dos sonhos


Houve um tempo, em uma cidade da região dos lagos, no interior fluminense, que existiu um homem especial com um Don dado por Deus, para homem do tipo de Daniel, conselheiro do rei Nabucodonosor ou Jose, filho de Jacó, governador do Egito. Narciso, possuía uma pequena barraca de secos e molhados no final da praia da Baleia, onde com muita simplicidade, tirava o sustento de sua família na década de 80, no século passado. Aos olhos humanos , aquela era uma barraca pobre, desprovida de prateleiras repletas de mercadorias, com um comerciante desprovido de qualquer ostentação. Porem, na avaliação de Cristo, ele era rico , cheio da graça. Aqueles que o conheceram, como foi o caso do saudoso pastor Enock Alberto Silva, pioneiro do Movimento Pentecostal na Região dos Lagos e o 4°Ministro do Evangelho, ordenado pelo também não menos saudoso, Pastor Paulo Leivas Macalão, fundador do Ministério de Madureira, diziam que narciso, não pertencia a nenhuma denominação pentecostal, mais sim, a igreja de Esmirna do Apocalipse. “conheço a tua tribulação e a tua pobreza. (Mas tu és rico).” Assim como Naamã, general sírio foi procurar o homem de Deus, muitos buscavam os conselhos do velho Narciso para uma oração de grande intimidade com Deus e a revelação de sua vontade , como acontecia com o povo de Israel no Velho Testamento. As vezes , as pessoas que avaliavam as roupas simples, sua barraca humilde, como também sua falta de cultura secular, não o faziam com justiça. Julgavam-no segundo seus interesses e não com retidão. Mesmo sujeito ao preconceito, narciso não se incomodava com a avaliação externa das pessoas, o importante era que Deus conhecia o seu interior e se fosse injustiçado, Deus sempre sairia em sua defesa. Em seu peito, ecoava a garantia encontrada na palavra: “ois a nossa leve e momentânea tribulação produz para nos eterno peso de gloria, acima de toda a comparação” ( 2Corintios 4.17). Contrariando os cessassionistas, o irmão Narciso, manteve o don no sentido de “ conhecimento e profecias” recebidos por poder sobrenatural imediato (1Coríntios 14.6). Diferente dos falsos profetas que mercadejam pelas igrejas em campanhas de avivamento e correntes intermináveis em busca do vil metal, o irmão Narciso não se auto proclamava como profeta em nome de Deus, tão pouco falava para agradar seus ouvintes (1 Reis 22.1-6), ou tirar vantagens no seus “Dons” (Números 22.7), ou com as profecias afastar o povo da Palavra de Deus ( Deuteronômio 13. 1-4). Ao contrario de muitos, buscava primeiro a revelação da Palavra Bíblica, e depois com uma prolongada oração para aqueles que se encontravam com o coração amargurado e repleto de dores e duvidas. Eu fui um desses, que em 1984, dobrei os joelhos ao lado dele nas areias na praia da Baleia. Para os antigos, o irmão narciso foi apenas um homem pobre usado por Deus. Para aqueles que tem o conhecimento do Espírito, ele foi um dos homens mais ricos da região. Isto, me fez lembrar da historia do homem mais rico da cidade. Conta-se, que em certa cidade do interior, existia uma igreja freqüentada pela grande maioria dos habitantes, menos, pelo maior fazendeiro com milhares de cabeças de gado e grande extensão de terras. Após inúmeros convites do pastor da igreja, o fazendeiro resolveu assistir ao culto de adoração a Deus. Durante o culto, antes da pregação da mensagem bíblica, Deus usou uma irmã, dirigente do circulo de oração, para falar a igreja, que naquela noite, estaria para sua mansões celestiais, o homem mais rico da cidade. Aquelas palavras, trouxeram desespero ao fazendeiro, fazendo-o se arrepender dos seus pecados, mais também perder a noite de sono. Ao amanhecer, centenas de pessoas estavam na porta de sua fazendo, para velarem o corpo do homem mais rico da cidade. Porem, para desapontamento de muitos, que não gostavam dele, devido ao seu orgulho pela riqueza acumulada no decorrer da vida, no tratamento com total indiferença para com seus empregados, o fazendeiro continuava vivo e forte como um touro. Foi onde, muitos deixaram de dar créditos as revelações trazidas naquela igreja. Quando o capataz da fazenda, foi procurar o Zé Narciso, para trabalhar no cabo da enxada debaixo daquele sol escaldante, após muito chamar seu nome, na porta de seu casebre de parede de barro e telhado de palha, descobriu que ele havia morrido aos 70 anos, com um sorriso no rosto e a Bíblia aberta na cabeceira da cama no salmo 23.4 “ ainda que eu andaste pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque Tu estas comigo, a tua vara e o teu cajado me consolam.” Ao comunicar ao fazendeiro, a morte do lavrador Zé Narciso, que só possuía duas mudas de roupa, não sabia escrever direito nem seu próprio nome, não possuía um dente se quer naquela boca de sorriso largo, porem estava sempre glorificando a Deus pela sua salvação, o fazendeiro pode entender quem era o homem mais rico da região com tesouros nos Céus. Baruch Há Shem!

Um comentário:

Edyflar disse...

A paz do Sehor! Eu quero agradecer ao Pastor por ter lembrado do meu Avô, eu não tive o prazer de conhece-lo, ele faleceu antes de eu nascer, eu posso dizer que tenho prazer em dizer que sou neto dele, e gostaria de conhecer o Pastor, eu gosto de ouvir as histórias da época dele, me mostra o quanto eu preciso melhorar a minha vida espiritual, hoje a maioria das pessoas estão se contentando em ir à Igreja durante a semana, orar antes das refeições e antes de dormir, quando Deus quer mais de nós; é preciso que a Igreja do Senhor desperte, e passe a buscá-lo, não só por obrigação, mas por amá-lo, por querer estar mais perto dEle. Que Deus o abençoe!!!