sexta-feira, 3 de abril de 2009

A Igreja Frankenstein


Com o crescimento numérico de denominações fora dos padrões Bíblicos neo testamentários, transformando a Igreja Evangélica Brasileira em uma religião de massas, repete-se o ditado popular : “De que nada é novo debaixo do sol”, pois a história mesmo sendo dinâmica também é cíclica, e assim como no 4° século, o cristianismo se tornou religião oficial do império romano, da mesma maneira, nos dias atuais, os evangélicos saíram da classe econômica para a classe executiva, mesmo ziguezagueando de modismos em modismos, obedecendo as tendências do mercado da fé e obcecado com a tentação de triunfalismo de igreja no poder ainda que seja temporal. Está provado que quando a fé é privatizada em forma de franquias, com a criação de grandes redes religiosas, oferecendo um evangelho água com açúcar, sem nenhum poder de transformação, abandonando a ética e as demandas do discipulado, a igreja torna-se um oceano, porem com a profundidade de piscina infantil. Todos nos sabemos e aprendemos que a igreja é o que de mais importante existe no mundo. Que ela foi criada por Cristo, como agencia de Salvação para a humanidade e que um certo dia, Ele voltara para buscá-la e que somente ascendera aos Céus, os lavados e remidos no Sangue do Cordeiro. Contudo o crescimento desordenado do denominacionalismo, fruto dos cismas humanos, tem se tornado uma tragédia anunciada. Ainda que saibamos que “ denominação” seja histórica, pentecostal ou neo pentecostal é uma palavra que não se encontra nas Sagradas Escrituras, tão pouco em nenhuma obra teológica de grande relevância antes do século 18, sendo apenas um termo sociológico, administrativo e jurídico, criado pelo homens na sua ânsia de poder controlar a igreja visível e institucional, e que a igreja verdadeira é una, Santa, católica e apostólica, mais também não é romana, percebemos que a falta de conhecimento histórico de algumas pseudo-lideranças tem criado a chamada “ Igreja Frankenstein”, formada de liturgias, credos e sistemas de governos eclesiásticos oriundos de diversas denominações de caráter liberal ou fundamentalista, porem, geralmente com uma visão monocêntrica de governo, causando enormes distúrbios no corpo da igreja praticante da fé cristocentrica. Por mais que tenhamos que respeitar a universalidade da igreja, com a multiforme manifestação da Graça de Deus, fica difícil aceitar a ilimitada diversidade dos fast-food religiosos.
Semana passada, durante um culto de domingo, recebemos na congregação um visitante messiânico, que afirmou: “Deus me mandou criar um novo ministério”, denominado: Igreja Batista dos Santos dos Últimos Dias, que se reúnem em uma casa de família como no templo da igreja primitiva, que cultuam a Deus apenas aos sábados , como na igreja adventista, e aos domingos, visitam outros templos, para propagar uma nova visão do Reino. No final da reunião, ainda declarou que Deus não deseja homens com teologia, mais sim, cheios do Espírito. É por essas e outras, que a igreja esta perdendo sua identidade e se transformando na igreja Frankenstein, fruto da egolatria religiosa. Que Deus tenha misericórdia de nós.

Nenhum comentário: