sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Crise de Integridade

O Brasil, como tantos outros países, está passando por uma crise moral sem precedentes. Os noticiários não se cansam de publicar escândalos envolvendo membros da alta cúpula governamental. Recentemente, uma instituição até então com uma imagem limpa diante da sociedade, expôs sua verdadeira face, quando três dos seus agentes assassinaram e roubaram um cidadão grego no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. Contudo, ainda nos restava uma instituição digna de credibilidade: a Igreja. Esta também não o é mais. A Igreja do Senhor, neste fim de século, passa por uma crise de integridade, como nos tempos do Profeta Jeremias, na antiga Israel. Falta autoridade espiritual na igreja. Há ausência de Cristo no seio da Igreja. Vivemos uma onda de independência. As Igrejas e os seus membros fazem o que lhes parece certo. Um obreiro que não gosta do seu pastor, simplesmente reúne um grupo de dissidentes e dá início a uma nova Igreja ou invade outras e tenta assumir a direção. Será que eles ouviram o Espírito Santo? Serpa que ouviram a voz de Deus? Não, é mais fácil seguir um líder carismático e ser independente. Se entendo bem I Coríntios 12, não há igrejas ou pastores independentes. Pode não parecer, mas Cristo ainda é o cabeça da Igreja. O espírito de independência, gera problemas sérios dentro das Igrejas. O apóstolo São Paulo alerta-nos sobre isto: “Porque sei que depois da minha partida entrarão no meio de vós lobos cruéis que não pouparão o rebanho. E que dentre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas para atrair discípulos para si. Porém, se as ovelhas conhecerem as escrituras e estiverem debaixo da autoridade de Cristo, reconhecerão os falsos pastores quando os vire, e não os seguirão” (Jo 10.4-5).
O Brasil, assim como a Igreja, vive uma crise de integridade, porquanto somos guiados por falsos líderes. No tempo do Profeta Jeremias, os falsos profetas anunciavam visões falsas e absurdas, e não manifestaram a maldade do povo. O resultado foi o cativeiro. Eles falavam o que o povo gostava de ouvir, por isto agradavam.
Certa vez, ouvi um sermão do pastor Nilson do Amaral Fanini, da 1ª Igreja Batista de Niterói. A respeito do sucesso do púlpito, dizia ele: “Quando você pregar, e o povo lhe cumprimentar, refaça seu sermão, pois ele certamente não estará agradando a Deus”. A tarefa do Profeta de Deus não é empregar paliativos, mas pôs as coisas em ordem. E, para isto, é preciso integridade. Baruch Há Shem!

Um comentário:

suelen.18 disse...

Fico mto triste em ver tantos falsos pastores enganando cada vez mais pessoas...li um livro que relata uma ficção que mostra bem essa realidade em uma história surpreendente ...se vcs quiserem ler ele esta no site: www.seteseveneditora.com.br vale a pena é ótimo!!!