terça-feira, 8 de setembro de 2009

A igreja dos meus sonhos em Rio das Ostras


Ao longo de alguns anos, venho alimentando um sonho em eu coração, de ver a Igreja de Jesus em Rio das Ostras vivendo como família. Há nove anos sou pastor ordenado e, pelo menos nos últimos vinte anos, tenho estado totalmente envolvido na condição de obreiro coma visão de uma igreja-família.
Talvez, para você essa visão não seja nenhuma novidade. Você já pode ter ouvido várias pregações a respeito da Igreja como família de Deus e quem sabe até ter lido alguns livros a esse respeito. Não tenho a pretensão de trazer uma nova revelação sobre o assunto, pois sei que não sou nenhum profeta, com uma palavra especial. acredito até que as considerações que falo aqui, são as mesmas que os outros pastores tem feito em suas igrejas, afim de fortalecer sus ovelhas na fé. Não sou um pastor extraordinário, com uma palavra igualmente extraordinária. Sou apenas um pastor que ama ao Senhor e sua igreja e que quer ver o crescimento do seu reino na cidade.
Durante a organização a III Expo Gospel, sofremos a rejeição de alguns cardeais da Igreja Evangélica Riostrense, que não aceitavam o fato, sendo eu pastor assembleiano, dirigente de uma congregação na área rural da cidade, ser convidado pelo prefeito para liderar o maior evento religioso do município com mídia nacional e com preletores de renomes internacional. Contudo, continuei orando por eles, para que Deus abrisse seus olhos e pudessem enxergar a oportunidade que o Senhor da Igreja estava concedendo aos seus sacerdotes para ganharem Rio das Ostras para Cristo.
O pastor Nilson Mendonça, da Igreja Batista Getsâmani, no Morro do Santana em Macaé, declarou em um dos cultos de preparação da Expo Gospel: “Se Deus usou Moody, um vendedor de sapatos para ganhar Chicago com 150 mil habitantes para Cristo; se Deus usou Carey, um sapateiro para ganhar a Índia para Cristo; se Deus usou Seimoour, um negro cego de um olho para fundar o Movimento Pentecostal da América e Gunnar Vingren, um porteiro para fundar as Assembléias de Deus n Brasil, porque ele não pode usar o filho de uma tecelã para unir as igrejas de Rio das Ostras e ganhar a cidade para Cristo como uma única família”.
Tenho sonhado em ver a igreja crescendo e se multiplicando, e vivendo a dinâmica da vida cristã que é abençoar pessoas. Nos últimos anos, a ênfase do meu ministério tem sido a edificação dessa igreja, que está no coração de Deus nosso Pai – a verdadeira família de Deus neste mundo – para abençoar as famílias da Terra. E tenho certeza de que este grande sonho tem sido embalado no coração de muitos homens e mulheres de Deus. A cada dia, minha alma tem sido aquecida pela paixão da igreja vivendo a dinâmica de uma família.
Algum tempo atrás, eu e Ruth – minha esposa – estávamos debatendo a realidade de novas igrejas com seus modismos e impressão que tínhamos era de que estivéssemos remando contra a maré, com pregações evangelísticas e bíblicas. E o que nos deixavam perplexos é que muitos dos ministérios estavam crescendo assustadoramente não tinham uma teologia saudável. Na verdade, estavam ensinando heresias ao povo, enquanto esse batia palmas. Tais igrejas estavam lotadas e todos pareciam estar felizes, achando tudo maravilhoso. Mais uma vez, perguntei a Deus: Será que estamos na contra-mão? O que se tornou ainda mais perceptível quando resolvi estudar com todo o rebanho na Escola Bíblia Dominical, as parábolas do Senhor Jesus.
E, enquanto estávamos estudando os ensinamentos de Cristo, uma de nossas ovelhas me disse: “pastor Sérgio, você não acha que o povo precisa de campanhas de avivamento e libertação? Que tal, convidar uma profetisa, para trazer revelações para a Igreja?”, respondi: Acho que sim, devemos falar sobre o verdadeiro avivamento espiritual que traz arrependimento e confissão de pecados e transformação de vidas. Mas entendo que devemos falar também sobre a vida cristã, afinal, como as pessoas irão viver a vida cristã se nada souberem sobre ela através da Bíblia? Como poderão viver em santidade e justiça sem o conhecimento bíblico? Como vou falar sobre arrebatamento se não sei se elas vão participar do arrebatamento? Porque se elas ao nasceram de novo, estão sob condenação e o destino delas é o inferno. É o que dizem as Escrituras.
Aliás, foi o próprio Senhor que falou a respeito da necessidade do novo nascimento para uma das maiores autoridades teológicas dos seus dias, um homem chamado Nicodemos. E naquele encontro, Jesus lhe disse (em outras palavras): “Olha rapaz, não vem com essa conversa, dizendo para mim que eu sou Mestre vindo da parte de Deus, e que faço estes sinais porque o Pai está comigo. Não vem com esta conversa não. Se você não nascer de novo, você não entra no Reino de Deus”.
O fato de pouco se falar em nossos dias a respeito da ética cristã me incomoda e preocupa muito. Há tantas pessoas cheias de dons e, no entanto, sem nenhum caráter! Pessoas que se dizem cristãs, mas que são mentirosas, desonestas, que não pagam suas dívidas, na tem palavra, na honram as autoridades, não obedecem à vontade soberana de Deus, não se submetem às autoridades espirituais... Há tanta gente sem amor, sem compaixão, sem carinho, sem piedade, sem paciência, em nossas igrejas. E se alguém perguntar para onde vão, essas pessoas irão responder: “Eu sou de Jesus. Eu vou para o céu”. Francamente, não sei para que céu elas pensam que irão, para o que Jesus preparou para os filhos de Deus é que não!
Não importa se a pessoa era membro ativo de uma igreja, se dava o seu dízimo, se era assíduo às reuniões, se ela não nasceu de novo, não está salva. Se não é uma nova criatura, não entra no Reino de Deus. Por mais que essa mensagem pareça antipática e antipopular, é a mensagem bíblica. O povo não gosta de ouvir isso.
Alguns me aconselharam: “Pregue sobre o poder sobrenatural de Cristo; fale que ele cura os enfermos, ergue os abatidos, liberta os endemoninhados, quebra o jugo dos viciados, e tem poder para fazer coisas extraordinárias”. Pregar sobre novo nascimento é pregar sobre o poder extraordinário de Cristo. Poder para transformar pecadores condenados em filhos redimidos. Quer algo mais sobrenatural do que isto:
“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (II Co 5.17).

Sérgio Cunha é Jornalista e presidente da Associação de Pastores Pentecostais de Rio das Ostras e dirigente da Congregação Assembléia de Deus em Palmital – Ministério de Madureira.

Onde estão os frutos?

A pouco tempo atrás, estava almoçando em um restaurante no centro de Rio das Ostras, quando um amigo de longa data me pediu para organizar uma Cruzada Evangelística com o apoio da prefeitura para ele trazer um pregador de São Paulo, que segundo o mesmo pregava mais que Moody e Billy Graham juntos. Sugeri para ele levar a proposta a uma reunião de associação da cidade, do qual ele declinou.
Por força da profissão jornalística e na condição temporária de presidente da Associação de Pastores, temos participado de diversas campanhas evangelísticas, congressos, cruzadas, porém o resultado prático desses eventos onde pregadores famosos se apresentam buscando a glória de Deus, tem sido pífios em termos de conversões. Em atos 2.41, está escrito: “Então, os que lhe aceitaram a Palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase 3 mil pessoas”.
Em Jerusalém, naquela época havia dezessete mil habitantes; três mil foram alcançados na primeira pregação. Vinte por cento da cidade se converteu ao ouvir o Evangelho, através do apóstolo Paulo. E a mensagem dele foi:
“...Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados; e recebereis o Dom do Espírito Santo” (At 2.38).
Essa é a verdadeira mensagem do Evangelho, e não esta que tem sido pregada em nossos dias, que promete prosperidade financeira, emprego, promoções no trabalho, a solução de todos os problemas do homem. Você já ouviu pregações como estas: “Aceite a Jesus e você vai mudar de vida, vai ficar rico, vai comprar um carro novo, e uma casa nova!”? Parece que Jesus está pagando para as pessoa crerem nele. Não que eu não creia que Deus faça nossa vida prosperar, ele quer a prosperidade dos seus santos. Mas, crer e Jesus para que ele me faça prosperar é, no mínimo, mercantilismo, negócio, uma chantagem bem feita.
A mensagem que prega arrependimento e mudança de vida tem sido abandonada em nossos púlpitos. Hoje, praticamente, só se fala de prosperidade, da solução dos problemas, da quebra de maldições. Esse cristianismo é o da porta larga, que conduz à perdição. O que temos é um “cristianismo” que produz cristãos de chocolate, ao primeiro calor, derretem. Não conseguem permanecer no caminho, porque nem sequer entraram pela porta (estreita). Logo na primeira tribulação, não resistem. Nem podem, pois, não nasceram de novo, e continua sendo filhos do diabo.
A mensagem que realmente abençoa o homem e abençoará sempre é a que produz arrependimento, coração quebrantado diante de Deus, que faz com que ele reconheça a graça e a misericórdia de Jesus em sua vida.

Os primeiros frutos
Inaugurou-se então, a primeira comunidade cristã de Jerusalém. Três mil pessoas se converteram em um só dia. Esse é o meu sonho, ver em nossos dias multidões se convertendo ao Senhor.
“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeiçõescom alegria e singelez de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor dia a da , os que iam sedo salvos” (At 2.42-47).
Note que o autor sagrado usou expressão “enquanto isso...” Ora, isso significa que enquanto eles estavam vivendo como família de Deus vivendo como seus filhos, as pessoas se convertiam.
Em Jerusalém, nosso Senhor já contava com aproximadamente quinhentos discípulos. Mais três mil haviam se convertido. Já eram muitos os que tinha sido redimidos e lavados pelo sangue de Jesus.
E quando essas milhares de pessoas se converteram, que Igreja elas conheceram? Aqueles novos irmãos conheceram uma Igreja cheia de amor, onde havia comunhão, fidelidade às Escrituras, amor sincero a Deus, seriedade, temor, fidelidade ao ensino dos apóstolos. Um ambiente onde as pessoas cuidavam uma das outras, se ajudavam mutuamente. Uma Igreja parecida com o seu Senhor.
Naquela primeira comunidade cristã estavam alguns escritores do Novo testamento, como: Pedro, João e Tiago. Eles tinha ouvido os ensinamentos do próprio Senhor e estavam, naquele momento, ensinando ao povo a doutrina, os princípios fundamentais que deveriam fazer parte da via cristã. Estando firmes na Palavra, mantinham um relacionamento de amor entre eles; oravam juntos, catavam juntos e cuidava uns dos outros. Dessa forma o número dos que iam sendo salvos era multiplicado.
Não havia grandes evangelistas, poderosos pregadores; não havia distribuição de folhetos, programas de rádio e nem de televisão. O que havia era uma Igreja que vivia em amor. Esse é o desafio meu coração de pastor. Uma das coisas que mais me entristece é ver os irmãos divididos entre si. Igrejas divididas por razões mesquinhas, discórdia entre os irmãos, disputa por cargos eclesiásticos onde um quer ser o pastor, o outro quer ser o bispo, o outro o papa e o outro o arcanjo mestre. Eles devem brigar por interpretarem mal aquele texto que diz: “Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo” (Gl 6.2). Eles devem entender: “levai os cargos...”.
Muitas divisões no Corpo de Cristo acontecem porque as pessoas não são capazes de vencer as dificuldades, e guardam mágoas e ressentimentos no coração. Não sabem pedir perdão quando erram, nem conseguem perdoar quando são ofendidos.
“Muitos, porém, dos que ouviram a palavra aceitaram, subindo o número de homens a quase cinco mil” (At 4.4).
A Igreja estava realizando o sonho de Deus. Ela estava dando frutos, multiplicando seus membros, e abençoando as famílias da Terra.
“Mas, dos restantes, ninguém ousava ajuntar-se a eles; porém o povo lhes tributava grande admiração. E crescia mais e mais a multidão de crentes, tanto homens como mulheres, agregados ao Senhor” (At 5.13,14).
“Ora, naqueles dias, multiplicando-se o número dos discípulos... Crescia a Palavra de Deus, e, em Jerusalém se multiplicava o número dos discípulos, também muitíssimos sacerdotes obedeciam à fé” (At 6:1-7).
A Igreja estava testemunhando do poder de Deus como Jesus havia ordenado. Mas, esqueceram-se de que não deveriam permanecer em Jerusalém. Havia um mundo a ser evangelizado. Eles não poderiam se esquecer disso.
Talvez eles tenham pensado: “Vamos permanecer juntos, e edificar uma grande Igreja. Jerusalém será nossa sede.” Isso não nos lembra a história da Torre de Babel? Deus, então, percebendo que o mesmo erro da descendência de Noé poderia acontecer com a Igreja, faz com que haja uma grande perseguição e os dispersa para que cumpram o projeto de abençoar todas as famílias da Terra.
“... Naquele dia, levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém, e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelasregiões da Judéia e Samaria” (At 8:1)
Que privilégio fazer parte dos propósito de Deus! Que grande honra fazer parte do Corpo de Cristo! Você faz parte do plano eterno de Deus. Ele o chamou e o escolheu antes mesmo da fundação do mundo para que você recebesse benção por herança e fosse uma benção para sua geração.
Não há mais tempo a perder. A Igreja precisa cumprir seu papel de ser sal da Terra e luz do mundo. Não podemos perder nosso senso de chamado e a visão que Deus colocou diante de nós. Cada crente deve ser um ministro de Deus, e cada lar, uma igreja.
Deus tem um sonho... você faz parte dele. Ajude-o a torná-lo realidade!

Baruch Há Shem!

Um comentário:

Serva do Senhor disse...

Gostaria de saber se esta igreja é a que fica ao lado da ponte de Rio das Ostras? e se é Assembleia de Deus, e quais os dias e horários dos cultos. Obrigada. Sandra