segunda-feira, 26 de maio de 2008

Amizade verdadeira


Domingo retrasado fui convidado junto com minha família para participar do almoço de 50º aniversário do meu amigo Alexandre Viana no Espaço Fashion em Rio das Ostras. Karú, seu apelido de infância, é um empresário bem sucedido, presidente do Sindicato Rural de Casimiro de Abreu e acima de tudo meu amigo verdadeiro. A Bíblia declara que existem amigos mais chegados que um irmão. Na sociedade atual está cada vez mais difícil, você encontrar um amigo em que possa confiar, partilhar suas dúvidas, buscar conselhos e ajuda. Até mesmo dentro da Igreja encontramos dificuldades para encontrar um pastor amigo em que possamos abrir o coração mediante as decepções ministeriais. No seio da família, também não é diferente, mesmo sendo ela numerosa. José teve problemas de relacionamento com seus irmãos, Moisés com Miriam e até mesmo Jesus com seus familiares. Já o jovem pastor Davi encontrou em Jônatas, filho do Rei Saul, um amigo permanente e sincero. Um profundo respeito e harmonia desenvolveu-se entre aqueles dois jovens.
Ao ouvir a conversa entre seu pai e Davi, depois da vitória sobre Golias (I Sm 17.57,58), Jônatas reconheceu no jovem pastor qualidades de caráter que ele mesmo desejava ter. A medida que a amizade crescia, sua alma “se ligou com a de Davi” (I Sm 18:1).
Por causa de sua admiração e respeito por Davi, Jônatas fez uma “aliança” com seu amigo, baseado num acordo mútuo. Eles fizeram votos de uma amizade verdadeira e leal pelo resto de suas vidas. Jônatas selou esse compromisso com um ato de gentileza que, em algumas partes do mundo, ainda é considerada como a maior honra que um ser humano pode conceder a outro. Sendo ele um príncipe, vestiu Davi com suas vestes reais: “Despojou-se Jônatas da capa que vestia e de a Davi como também, a armadura, inclusive a espada, o arco e o cetro”. (I Sm 18:4).
O gesto de Jônatas foi uma demonstração clara e inequívoca, de uma amizade verdadeira. A maioria de nós conhece muita gente, mas quantos têm amigos verdadeiros?
Diz uma lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto e em um determinado ponto da viajem discutiram.
O amigo ofendido, sem nada dizer, escreveu na areia:

HOJE, MEU MELHOR AMIGO ME BATEU NO ROSTO.
Seguiram e chegaram a um oásis onde resolveram banhar-se.
O que havia sido esbofeteado começou a afogar-se sendo salvo pelo amigo. Ao recuperar-se pegou um estilete e escreveu numa pedra:
HOJE, MEU MELHOR AMIGO SALVOU-ME A VIDA.
Intrigado, o amigo perguntou:
Por que depois que te bati, você escreveu na areia e agora que te salvei, escrevestes na pedra?
Sorrindo, o outro amigo respondeu:
Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever na areia onde o vento do esquecimento e do perdão se encarregam de apagar.
Porém quando nos faz algo grandioso, devemos gravar na pedra da memória e do coração; onde vento nenhum do mundo poderá apagar.

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